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Rosileide Filomeno: impunidade que tisna a credibilidade da Justiça. |
A prisão da desembargadora aposentada Ana
Tereza Sereni Murrieta representa um saudável hiato na rotina de impunidade que
blinda os bandidos togados do TJ do Pará, cuja atmosfera de licenciosidade
moral e ética o transformou em uma casa de tolerância sem prostitutas. Nada
mais ilustrativo dessa rotina de impunidade que a juíza Rosileide
Filomeno, diante das comprometedoras evidências que tisnam a credibilidade da
magistrada, que em 31 de janeiro de 2007 julgou improcedente a ação popular
sobre o contrato travestido de convênio entre a Funtelpa, a Fundações de
Telecomunicações do Pará, e a TV Liberal, afiliada da TV Globo, além de excluir
do processo o ex-governador Almir Gabriel. O simulacro de convênio, recorde-se,
é aquele pelo qual a Funtelpa cedida sua rede de repetidoras para a TV Liberal
levar sua programação ao interior do Pará e ainda era obrigada a pagar um
aluguel à emissora do grupo de comunicação da família Maiorana, de estreitos e
notórios vínculos com a tucanalha, a banda podre do PSDB. O contrato travestido
de convênio foi celebrado ainda no primeiro mandato do ex-governador tucano
Almir Gabriel e rendeu aos Maiorana R$ 37 milhões ao longo de
10 anos, em valores ainda por atualizar. O último pagamento foi de R$ 467 mil, em valores da época.
Diante da ruptura do simulacro de convênio, pelo governo da petista Ana Júlia
Carepa, os irmãos Maiorana ingressaram na Justiça com uma ação reivindicando
uma indenização de mais de R$ 3 milhões, em valor a ser também atualizada, a pretexto de suposta “manutenção”
feita nas repetidoras da Funtelpa.
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