![]() |
| Charles Alcântara, presidente da Fenafisco: presença confirmada no fórum que servirá para debater a reforma da Previdência Social. |
SOB CENSURA, POR DETERMINAÇÃO DOS JUIZES TÂNIA BATISTELO, JOSÉ CORIOLANO DA SILVEIRA, LUIZ GUSTAVO VIOLA CARDOSO, ANA PATRICIA NUNES ALVES FERNANDES, LUANA SANTALICES, ANA LÚCIA BENTES LYNCH, CARMEN CARVALHO, ANA SELMA DA SILVA TIMÓTEO E BETANIA DE FIGUEIREDO PESSOA BATISTA - E-mail: augustoebarata@gmail.com
domingo, 19 de fevereiro de 2017
SINDIFISCO – Fórum debate reforma da Previdência Social e a conjuntura econômica no Brasil e no Pará
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
SEFA – Sindifisco quer fechar unidades sucateadas
SEFA – Sindicato reivindica investimentos
quarta-feira, 25 de julho de 2012
SINDIFISCO – Desvio de função com dias contados
sexta-feira, 29 de junho de 2012
PEC – Contundente, Charles defende teto único
quarta-feira, 20 de junho de 2012
SINDIFISCO – Conquista histórica do grupo CAT
Em uma conquista histórica, sem precedente, o antigo grupo TAF (Tributação, Arrecadação e Fiscalização), hoje CAT (Carreiras da Administração Tributária), formado por auditores e fiscais da Sefa, a Secretaria de Estado da Fazenda, foi enquadrado numa tabela de classes e referências, prevista pela LOAT, a Lei Orgânica da Administração Tributária. Aprovada em 2011, a LOAT constitui-se na maior conquista da categoria e da luta sindical em 20 anos de existência do Sindifisco, o Sindicato dos Servidores do Fisco Estadual do Pará. Na sexta-feira, 15, o Diário Oficial publicou a portaria assinada pelo secretário estadual da Fazenda, José Tostes Neto, oficializando o enquadramento, cujos efeitos financeiros estarão embutidos a partir de julho no contracheque da categoria.SINDIFISCO – Aposentados e pensionistas
SINDIFISCO – A nódoa do desvio de função
sexta-feira, 25 de maio de 2012
25 DE MAIO – Sindifisco promove ações educativas
segunda-feira, 21 de março de 2011
SEFA – Alcântara defende criação de CPI

“Não é uma CPI contra este ou aquele governo, mas a favor da sociedade.” Assim Charles Alcântara (foto), presidente do Sindifisco, o Sindicato dos Servidores do Fisco Estadual do Pará, define a motivação que inspirou a proposta em defesa da criação de uma CPI, Comissão Parlamentar de Inquérito, destinada a apurar a sucessão de denúncias sobre supostas fraudes fiscais na Sefa, a Secretaria de Estado da Fazenda.
Servidor de carreira da Sefa, Alcântara defende, enfaticamente, a necessidade de “um Fisco de Estado - e não de governos -, livre de interferências políticas e do descaminho de tributos para vitaminar candidaturas de políticos no Pará”. Na sua leitura, o problema da corrupção é estrutural. “A corrupção não nasce na Secretária da Fazenda, mas sim da degeneração do poder público”, assinala o presidente do Sindifisco.
“O que não podemos permitir é que o servidor sozinho assuma a responsabilidade. A corrupção nasce a partir de interesses de alguns em lucrar com a degeneração pública, com a desmoralização e a desvalorização dos servidores públicos”, acentua Alcântara. “É insuficiente e superficial tratar deste assunto como mero desvio de função. O problema é muito mais grave”, acrescenta.
SEFA - O manifesto
Segue abaixo, na íntegra, o manifesto enviado aos 41 deputados da Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, em defesa da criação de uma CPI, para apurar as sucessivas denúncias de sonegação e corrupção na Sefa.
CPI, por um Fisco de Estado, Ético e Cidadão
Senhor (a) Deputado (a),
A sonegação e a corrupção imolam a sociedade.
Ambas, sonegação e corrupção, vicejam no campo minado pelo conflito entre o público e o privado, quando este prevalece em detrimento daquele no âmbito da administração pública.
E é exatamente nesse campo minado que atua o fisco, razão pela qual os seus agentes carecem de prerrogativas e garantias legais que lhes protejam contra demandas e pressões dos agentes políticos, não raro permeadas por interesses corporativos ilegítimos.
Não pode ser levado a sério o discurso de quem prega o combate à sonegação e à corrupção sem investigar, identificar e atacar as causas sistêmicas.
Um caso julgado pela Ministra Ellen Gracie, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2010, é emblemático da iniquidade do sistema: a Ministra negou habeas-corpus a um homem condenado a cumprir um ano e seis meses de prisão, em regime semiaberto, por haver furtado cinco blusas infantis que, somadas, custavam a bagatela de R$ 10,95. O curioso é que as roupas foram devolvidas à vítima. A ministra, mesmo diante da alegação de que a conduta do condenado era “materialmente inexpressiva”, negou liminar por entender que o princípio da insignificância não se aplica ao comportamento com antecedentes na prática de crimes contra o patrimônio.
Pois neste mesmo País tropical, um sonegador fiscal, quando flagrado e autuado, tem a punibilidade extinta mediante o simples pagamento do tributo sonegado, não importa o quanto sonegou e nem quantas vezes tenha reincidido nessa prática.
Denúncias tão graves como as que estão sendo divulgadas pela imprensa, envolvendo a prática de sonegação e corrupção, não podem ser, mais uma vez, “varridas pra debaixo do tapete”, ou, pior, instrumentalizadas para criminalizar e vilipendiar os agentes do fisco.
Defendo uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembleia Legislativa do Pará e, portanto, quero dirigir aos deputados e deputadas estaduais do Pará um pedido, um apelo, para que instalem a CPI para investigar e apurar a interferência do poder econômico nas atividades da administração tributária estadual, a partir dos casos concretos levados a público, interferência esta associada à completa degeneração do sistema político-eleitoral.
Os financiadores das campanhas eleitorais, instalados os governos eleitos, cobram - e recebem - a fatura: anistias, remissões, incentivos fiscais, “blindagem” contra auditorias indesejadas.
Os instrumentos de política tributária, em antítese ao alegado mérito, revestem-se, na prática, em poderosos mecanismos de barganha eleitoral, sintomáticos da privatização do Estado e da subordinação do interesse público ao interesse privado, sobretudo por parte de reais e potenciais financiadores de campanhas eleitorais.
A seleção de contribuintes a serem submetidos a auditorias, que se deveria balizar exclusivamente por critérios técnicos, submeteram-se, em muitos casos e ao longo dos anos, em especial os anos pares, às conveniências político-eleitorais. Grandes contribuintes, por muitos anos, foram flagrantemente blindados contra auditorias, por “ordens superiores”. Isto não é suposição. É fato.
Em Carta entregue aos candidatos ao governo do Estado do Pará, em agosto de 2010, o sindicato e a associação dos servidores do fisco estadual do Pará (SINDIFISCO e ASFEPA), ciosos de seu dever de exigir compromisso político efetivo do poder público no sentido de proteger a atividade desenvolvida pela administração tributária da interferência política que afeta e desafia a sua independência funcional e o interesse público, apresentaram uma AGENDA MÍNIMA para a consolidação de um FISCO DE ESTADO, ÉTICO E CIDADÃO.
A AGENDA apresentou as seguintes propostas, dentre outras, para melhorar o desempenho institucional da SEFA:
1. Realizar, o mais tardar no primeiro semestre de 2011, CONCURSO PÚBLICO para os cargos integrantes do Grupo Ocupacional Tributação, Arrecadação e Fiscalização;
2. Compor e instalar, imediatamente, Grupo de Trabalho – GT para revisar a legislação referente à Corregedoria Fazendária e o decreto de criação do Código de Ética, composição e atribuições do Conselho de Ética ;
3. Promover a gestão da ética, mediante a disseminação do código de ética profissional, o fortalecimento e independência funcional da corregedoria fazendária, a efetivação do conselho de ética e a valorização do Processo Administrativo Tributário, fornecendo condições para a implantação de julgamentos mais céleres, sem prejuízo da ampla defesa e do contraditório.
Aos agentes do Fisco incumbe a missão de fazer com que os tributos (impostos, taxas e contribuições) pagos pela coletividade cheguem aos cofres públicos na exata medida e forma previstas em lei.
O Fisco e os seus agentes, portanto, servem ao Estado e à sociedade, jamais a governos, a partidos ou a quaisquer outros interesses.
Exercemos, os agentes do fisco, uma especializada, penosa, árdua e arriscada função.
No exercício dessa função, alguns dos nossos pares já foram assassinados, outros tantos já foram e estão sendo ameaçados e muitos, muitos, já sofreram pressões e retaliações.
Exercemos uma função essencial à sociedade e ao funcionamento do Estado, para a qual são necessários: alta qualificação, permanente atualização e aprimoramento profissionais, dedicação, destemor.
Não somos um “mal” necessário, embora não seja e nem deva ser simpática a nossa função.
Somos, simplesmente, necessários.
Mais ainda. Realizamos atividades que, de acordo com a Carta Magna, são essenciais ao funcionamento do Estado.
Defendo a CPI.
Há fato determinado.
Há relevante interesse público.
Há fortes evidências de crime contra a administração pública e contra a sociedade.
A CPI tem prerrogativas para investigar, determinar diligências, solicitar a convocação de autoridades públicas, inquirir testemunhas, requisitar informações.
A CPI tem poderes, ainda, para decretar, por ato próprio e fundamentado, a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico.
As conclusões de uma CPI gozam, por força de lei federal, de prioridade nos procedimentos a serem adotados pelo Ministério Público e por outros órgãos.
Penso que o poder legislativo é, com larga sobra, o poder formal da república mais sintonizado e identificado com a sociedade. É, de longe, o mais permeável às aspirações e às necessidades populares e às pressões, legítimas ou não, dos segmentos sociais, políticos e econômicos.
Que seja instalada a CPI.
Declaro, desde já, a minha disposição de relatar, na condição de agente do fisco e de presidente do SINDIFISCO, tudo o que sei a respeito da nociva interferência do poder econômico na administração tributária estadual, com nome, sobrenome e cifras.
Charles Alcantara
Presidente do SINDIFISCO-PA




