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segunda-feira, 4 de abril de 2016

DILMA – O feminismo ensandecido diante da revelação sobre os recorrentes surtos coléricos da “presidenta”

Ricardo Noblat, primeiro jornalista a revelar os surtos coléricos de Dilma.

Que me desculpem as bem armadas e mal-amadas "cumpanheras", diante da indignação - ensandecida e precipitada - provocada pela reportagem da ISTOÉ sobre os recorrentes pitis da presidente Dilma Rousseff, que a revista descreve como à beira de um ataque de nervos, no rastro da perspectiva de sofrer o impeachment. A revista pode até ter exagerado – o que eu não afirmo e nem nego -, mas que existem sucessivos precedentes de destemperos, existem! Convém seguir a sabedoria popular: devagar com o andor, que o santo é de barro. Não se trata de machismo ou misoginia, como pretendem as feministas radicais. Ser mulher não desobriga Dilma Rousseff de cultivar a civilidade com quer que seja, inclusive com seus subordinados, ainda que bom-tom não seja o forte da “doutora”, como o Brasil sabe há muito tempo e pode constatar amiúde nas últimas semanas. De resto, preservar a liturgia do cargo é uma obrigação do inquilino do Palácio do Palácio do Planalto, seja ele quem for, independentemente de gênero.
A primeira revelação pública sobre os recorrentes destemperos da “presidente” foi do respeitado jornalista Ricardo Noblat, em 13 de abril de 2015, na versão online de O Globo, em postagem intitulada “Deus Salve a Rainha”, a propósito dos 100 dias do segundo mandato de Dilma Rousseff. Nele, Noblat narra o patético bate-boca de Lula com Dilma, no Palácio da Alvorada, digno de desavença em botequim chinfrim. E se reporta a um episódio ainda mais patético, que ficou conhecido como a “Guerra dos Cabides”, protagonizado pela “doutora” Dilma e uma humilde, mas despachada, camareira do Palácio da Alvorada, Jane.
Noblat, posteriormente, retomaria o tema. Em postagem de 8 de setembro de 2015, sob o título “O emprego mais arriscado da República”, ele relata os temperos desrespeitosos de Dilma Rousseff com subordinados.

Em nenhuma das vezes Ricardo Noblat foi desmentido.

DILMA – O episódio da “Guerra dos Cabides”

Na internet, a ironia sobre o episódio que ficou conhecido como "Guerra
dos Cabides", corajosamente  revelado pelo jornalista Ricardo Noblat.

Na postagem intitulada “O emprego mais arriscado da República”, o jornalista Ricardo Noblat faz um inventário dos recorrentes surtos coléricos da presidente Dilma Rousseff, nominando suas vítimas, invariavelmente submetidas a uma relação de subordinação hierárquica. O que não livrou a “doutora” da justa indignação de uma camareira do Palácio da Alvorada, Jane, no patético episódio que ficou conhecido como “Guerra dos Cabides”.
Abaixo, a reprodução integral da postagem de Ricardo Noblat:

O emprego mais arriscado da República

08/09/2015 - 03h00

Ricardo Noblat

Sabe qual é o emprego mais perigoso de Brasília?
Qualquer um que obrigue seu ocupante a conviver diretamente com a presidente Dilma Rousseff. E com uma frequência temerária.
Veja o caso de Francisco Chagas, uma espécie de administrador do Palácio da Alvora, residência oficial do presidente da República. É o encarregado de serviços por lá.
Chagas suporta o mau humor de Dilma desde que ela se elegeu pela primeira vez. Já passou por tudo.
Do caso de uma ema que bicou o cachorro de Dilma até a gripe contraída recentemente pela mãe da presidente.
Dilma culpou Chagas pela gripe. Gritou com ele. Reclamou do sistema de ar refrigerado do palácio.
Chagas enfartou há quase 30 dias. Está de licença médica.
Veja o caso de Renato Mosca, chefe do cerimonial do Palácio do Planalto. Está de licença médica há 3 meses. Teve um acidente vascular cerebral. Ganhou cinco pontes de safena.
Segundo os amigos, uma ponte por cada ano trabalhado ao lado de Dilma, que antes de ser presidente foi chefe da Casa Civil.
Mosca sempre foi um dos sacos preferidos de pancada de Dilma. Pagou por isso.
O interino de Mosca é o diplomata Fernando Igreja. Que outro dia foi repreendido duramente por Dilma diante de um monte de gente no Palácio do Planalto.
Igreja cometeu a tolice de tentar barrar a passagem de Dilma para que antes dela passassem atletas paraolímpicos reunidos em um dos salões do Planalto.
Há pouco mais de um ano e meio, Dilma não gostou da arrumação de seus vestidos. E, numa explosão de cólera, jogou cabides em Jane, uma das camareiras do Alvorada. Que, sem se intimidar, jogou cabides nela.

O episódio conhecido dentro do governo como ‘a guerra dos cabides’ custou o emprego a Jane. Menos mal que não lhe tenha custado também a saúde.

DILMA – Bate-boca com Lula e silêncio comprado

De Lula para Dilma, no ácido bate-boca, reproduzido pelo jornalista
Ricardo Noblat, em 2015: "A coisa errada que eu fiz foi botar você aí".

Na postagem de 13 de abril de 2015, intitulada “Deus Salve a Rainha”, Ricardo Noblat não só revela o bate-boca de Lula com Dilma Rousseff, como o patético destempero da presidente com uma camareira do Palácio da Alvorada, Jane, além de revelar ainda o porquê do episódio não ter servido de munição nas eleições de 2014. “Zelosos auxiliares dela [Dilma] garantiram a Jane os benefícios do programa Minha Casa, Minha Vida uma soma em dinheiro e um novo emprego. Jane aceitou. Por que não?”, revelou Noblat. Sem ser contestado.
Abaixo, a reprodução integral da postagem de Ricardo Noblat:

Deus salve a Rainha!

13/04/2015 - 08h02

Ricardo Noblat

Que maneira infeliz de celebrar os primeiros 100 dias de governo! Seis em cada 10 brasileiros consideram péssima ou ruim a administração de Dilma. Quase seis em 10 acham que ela sabia da corrupção na Petrobras e nada fez.
Para quase oito em 10, a inflação aumentará. Assim como o desemprego para sete em cada 10. Dois em cada três são favoráveis à abertura de um processo de impeachment contra Dilma.
As manifestações de ruas, como as de ontem, são apoiadas por sete em cada 10. E se a eleição para a escolha do sucessor de Dilma tivesse ocorrido na semana passada, Aécio Neves teria derrotado Lula por 33% dos votos contra 29%, segundo a mais recente pesquisa Datafolha.
Dos seus vários bunkers em Brasília, a presidente só sai para lugares onde não corra o risco de ser vaiada. Se falar na televisão, pode deflagrar um panelaço.
O que Dilma fez para merecer isso?
Mentiu. Apenas mentiu. Simples assim.
O Brasil era um paraíso na propaganda dela para se reeleger. Menos de dois meses depois, o paraíso se evaporara.
Dilma jurou que jamais faria certas coisas que só seriam feitas por seus adversários. Começou a fazê-las antes do fim do seu primeiro mandato.
Com isso mentiu de novo? Não.  Era a mesma mentira. Tudo era uma mentira só.
Uma pessoa que não ama seus semelhantes, ou que não sabe expressar seu amor por eles, não pode ser amada. Que o diga Jane, ex-criada do Palácio da Alvorada.
Um dia, Dilma não gostou da arrumação dos seus vestidos. E numa explosão de cólera, jogou cabides em Jane. Que, sem se intimidar, jogou cabides nela.
O episódio conhecido dentro do governo como “a guerra dos cabides” custou o emprego de Jane.
Mas ela deu sorte. Em meio à campanha eleitoral do ano passado, Jane foi procurada pela equipe de marketing de um dos candidatos a presidente com a promessa de que seria bem paga caso gravasse um depoimento a respeito da guerra dos cabides.
Dilma soube. Zelosos auxiliares dela garantiram a Jane os benefícios do programa “Minha Casa, Minha Vida”, uma soma em dinheiro e um novo emprego. Jane aceitou. Por que não?
Lula se queixa de Dilma porque ela não segue seus conselhos. Segue, sim. Só que às vezes demora.
Para que abdicasse da maioria dos seus poderes, por exemplo, foi decisivo o bate-boca que teve com Lula no Palácio da Alvorada, em março último.
A certa altura, Lula disse: “Eu lhe entreguei um país que estava bem...” Dilma devolveu: “Não, presidente. Não estava. E as medidas que estou tomando são para corrigir erros do seu governo”.
A réplica não demorou. “Do meu governo? Que governo? O seu já tem mais de quatro anos”, disparou Lula.
Os assessores de Dilma que aguardavam os dois para jantar e escutaram o diálogo em voz alta, não sabem dizer se ela nesse instante respondeu a Lula ou se preferiu calar.
Um deles guardou na memória o que Lula comentou em seguida: “Você sabe a coisa errada que eu fiz, não sabe? Foi botar você aí”.
Foi pressionada por Lula que Dilma entregou o comando da Economia ao ministro Joaquim Levy, da Fazenda, que pensa muito diferente dela.
Foi também pressionada por Lula que delegou o comando da Política a Michel Temer, seu vice, a quem sempre desprezou.
Levy está sujeito a levar carões públicos de Dilma, já levou. Temer, não. Levy pode ser trocado por outro banqueiro. Temer, não.

Lula inventou o parlamentarismo à brasileira para tentar impedir o naufrágio de Dilma. É sua última cartada para salvar a chance de voltar à presidência em 2018.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

PETRALHAS – A guerra dos cabides



A fonte não poderia ser mais confiável - o Blog do Noblat. A estarrecedora revelação também pode ser acessada pelo link abaixo:


POLÍTICA

Deus salve a Rainha!

13/04/2015 - 08h02

Ricardo Noblat

Que maneira infeliz de celebrar os primeiros 100 dias de governo! Seis em cada 10 brasileiros consideram péssima ou ruim a administração de Dilma. Quase seis em 10 acham que ela sabia da corrupção na Petrobras e nada fez.
Para quase oito em 10, a inflação aumentará. Assim como o desemprego para sete em cada 10. Dois em cada três são favoráveis à abertura de um processo de impeachment contra Dilma.
As manifestações de ruas, como as de ontem, são apoiadas por sete em cada 10. E se a eleição para a escolha do sucessor de Dilma tivesse ocorrido na semana passada, Aécio Neves teria derrotado Lula por 33% dos votos contra 29%, segundo a mais recente pesquisa Datafolha.
Dos seus vários bunkers em Brasília, a presidente só sai para lugares onde não corra o risco de ser vaiada. Se falar na televisão, pode deflagrar um panelaço.
O que Dilma fez para merecer isso?
Mentiu. Apenas mentiu. Simples assim.
O Brasil era um paraíso na propaganda dela para se reeleger. Menos de dois meses depois, o paraíso se evaporara.
Dilma jurou que jamais faria certas coisas que só seriam feitas por seus adversários. Começou a fazê-las antes do fim do seu primeiro mandato.
Com isso mentiu de novo? Não.  Era a mesma mentira. Tudo era uma mentira só.
Uma pessoa que não ama seus semelhantes, ou que não sabe expressar seu amor por eles, não pode ser amada. Que o diga Jane, ex-criada do Palácio da Alvorada.
Um dia, Dilma não gostou da arrumação dos seus vestidos. E numa explosão de cólera, jogou cabides em Jane. Que, sem se intimidar, jogou cabides nela.
O episódio conhecido dentro do governo como “a guerra dos cabides” custou o emprego de Jane.
Mas ela deu sorte. Em meio à campanha eleitoral do ano passado, Jane foi procurada pela equipe de marketing de um dos candidatos a presidente com a promessa de que seria bem paga caso gravasse um depoimento a respeito da guerra dos cabides.
Dilma soube. Zelosos auxiliares dela garantiram a Jane os benefícios do programa “Minha Casa, Minha Vida”, uma soma em dinheiro e um novo emprego. Jane aceitou. Por que não?
Lula se queixa de Dilma porque ela não segue seus conselhos. Segue, sim. Só que às vezes demora.
Para que abdicasse da maioria dos seus poderes, por exemplo, foi decisivo o bate-boca que teve com Lula no Palácio da Alvorada, em março último.
A certa altura, Lula disse: “Eu lhe entreguei um país que estava bem...” Dilma devolveu: “Não, presidente. Não estava. E as medidas que estou tomando são para corrigir erros do seu governo”.
A réplica não demorou. “Do meu governo? Que governo? O seu já tem mais de quatro anos”, disparou Lula.
Os assessores de Dilma que aguardavam os dois para jantar e escutaram o diálogo em voz alta, não sabem dizer se ela nesse instante respondeu a Lula ou se preferiu calar.
Um deles guardou na memória o que Lula comentou em seguida: “Você sabe a coisa errada que eu fiz, não sabe? Foi botar você aí”.
Foi pressionada por Lula que Dilma entregou o comando da Economia ao ministro Joaquim Levy, da Fazenda, que pensa muito diferente dela.
Foi também pressionada por Lula que delegou o comando da Política a Michel Temer, seu vice, a quem sempre desprezou.
Levy está sujeito a levar carões públicos de Dilma, já levou. Temer, não. Levy pode ser trocado por outro banqueiro. Temer, não.

Lula inventou o parlamentarismo à brasileira para tentar impedir o naufrágio de Dilma. É sua última cartada para salvar a chance de voltar à presidência em 2018.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

DILMA – A Presidência, agora, é da cota do PMDB!

Do jornalista Josias de Souza, sobre a indicação do vice-presidente Michel Temer para a coordenação política do governo Dilma Rousseff:

“Aos pouquinhos, Dilma vai remodelando a cara ao seu governo. Decorridos três meses do início do segundo mandato, verifica-se que a nova gestão se parece com muita coisa, menos com aquela Dilma autossuficiente do primeiro reinado. O próximo passo da presidente talvez seja mostrar para Renan Calheiros e Eduardo Cunha que a pose de oposicionista que ambos fazem é desnecessária. Primeiro porque não faz nexo exigir a redução do número de ministérios em público e brigar pela pasta do Turismo à sombra. Segundo porque Renan e Cunha logo perceberão que, na agenda secreta de Dilma, a presidência da República é da cota do PMDB.”

A análise de Josias de Souza sobre o desgoverno da presidente petista Dilma Rousseff pode ser acessada pelo seguinte link:


terça-feira, 22 de julho de 2014

DILMA – A leitura de Eliane Castanhêde

Segundo Eliane Castanhêde, rejeição ameaça a reeleição de Dilma.

        Abaixo, a transcrição, na íntegra, da análise de Eliane Castanhêde, intitulada “Gastando cartuchos”, sobre os percalços enfrentados pela presidente Dilma Rousseff para obter um segundo mandato:

Gastando cartuchos

        BRASÍLIA – Sabe o dado mais importante do Datafolha? Eduardo Campos, que só tem 8% das intenções de voto, dá um salto espetacular para 38% num eventual segundo turno entre ele e a presidente Dilma Rousseff. Como assim?
        A única explicação é que as pessoas não votariam a favor dele, mas contra Dilma e o PT. A rejeição dela bate em 38%, o dobro da de Aécio (17%) e mais que o dobro da de Campos (12%); e a avaliação péssimo/ruim do governo bate em 29%.
        Vai ficando cada vez mais evidente que a grande chance de Dilma ser reeleita é arrancar a vitória no primeiro turno. O que, pelo andar da carruagem, parece bastante improvável. Ela vai mal em São Paulo e cai no Nordeste, entre as mulheres e nas grandes cidades, que são irradiadoras de votos.
        Dilma ainda é favorita (36%), mas se a eleição for para o segundo turno, a coisa pode ficar feia. A diferença entre ela e Campos é de apenas sete pontos (45% a 38%). Entre ela e Aécio, que já foi de 27 pontos em fevereiro, caiu para irrisórios quatro pontos (44% a 40%) em cinco meses. Considerando a margem de erro de dois pontos, há empate técnico entre Dilma e Aécio, que tem muito menos exposição.
        A situação da candidatura de Dilma acirra os ânimos do PT e do seu grande líder, Lula, que vive hoje um triplo pesadelo: Geraldo Alckmin com mais de 50% para o governo e José Serra na dianteira para o Senado em São Paulo e Dilma gastando todos os seus cartuchos sem acertar o alvo para a reeleição.
        Se Dilma está assim com Copa, Brics, presidentes da Rússia, da China e da América do Sul e uma série de entrevistas, como poderá evoluir bem daqui em diante?


        Ela tem mais do que o dobro do tempo de TV de Aécio e Campos na campanha, mas TV e marketing não fazem milagre. Talvez a economia fizesse, mas os ventos internacionais não induzem ao otimismo. Nem o desempenho do governo Dilma até aqui.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

DILMA – Mau sinal

O governo da presidente eleita Dilma Rousseff ainda nem começou e já registra deslizes éticos comprometedores, como observa o jornalista Elio Gaspari, em sua coluna de domingo, 26, na Folha de S. Paulo, abaixo transcrita.

ELIO GASPARI

O mau sinal do governo que nem começou

A futura ministra da Pesca cobrou
indevidas hospedagens e o do
Turismo, despesa de motel

A PERMANÊNCIA do deputado Pedro Novais (PMDB-MA) no Ministério do Turismo e da senadora Ideli Salvatti (PT-SC) no da Pesca são um mau presságio para um governo que nem começou. Revelam ligeireza com o dinheiro da Viúva, onipotência e descaso pela opinião pública.
Novais recebeu da Câmara R$ 2.156 por conta de nota fiscal do Motel Caribe, de São Luís, relacionada com despesas feitas no estabelecimento durante a noite de 28 de junho.
A senadora, que recebe R$ 3.800 mensais para custear sua moradia na capital, cobrou à Viúva R$ 4.606 referentes a diárias de hospedagens no hotel San Marco, de Brasília, entre janeiro e dezembro deste ano.
Descobertos, ambos atribuíram as cobranças a "erros" praticados por assessores e informaram que devolveriam o dinheiro.
Pedir desculpas à patuleia, identificando publicamente os responsáveis, nem pensar.
Cobrança de parte da presidente eleita que acabara de indicá-los para o ministério, muito menos. Preservou-se o padrão de casa-grande dos maganos de Brasília. Ao pessoal da senzala restou o alívio da descoberta do avanço sobre seu dinheiro, feita pelos repórteres Leandro Colon, Matheus Leitão, Andreza Matais e José Ernesto Credendio.
O deputado Novais, um maranhense octogenário que vive no Rio de Janeiro e chegou ao Ministério do Turismo por indicação do senador José Sarney, do Amapá, foi imediatamente defendido pelo líder de seu partido, Henrique Eduardo Alves: "Ele está esclarecendo de forma competente".
Em seguida, pelo futuro ministro da Articulação Política, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ): "O Pedro Novais é um parlamentar experiente e, pela história dele, precisamos dar crédito à sua versão".
Num primeiro instante, a reação de Novais foi típica dos senhores de escravos: "Pare de encher o saco. Faça o que você quiser".
Depois, apresentou uma explicação que tem muito de experiente e pouco de competente: "Indignei-me como parlamentar e homem público, mas, acima de tudo, como cidadão e marido. A acusação leviana tenta atingir minha moral e a firmeza de minha vida familiar. Sou casado há 35 anos. Na noite de 28 de junho, data da emissão da nota fiscal, pelo estabelecimento, estava em casa, ao lado de minha mulher. Não posso aceitar que essa falha seja usada para acusações irresponsáveis à minha pessoa".
Mesmo que na noite de 28 de junho o deputado estivesse na Igreja Evangélica Brasileira, que fica na rua do Amor, nas cercanias do Motel Caribe, isso não teria qualquer importância. Foi seu gabinete que apresentou à burocracia da Câmara a nota fiscal do motel. Ademais, uma funcionária do Caribe informou que houvera reserva em seu nome.
Admitindo-se que tudo não passou de um erro, Novais deveria ser grato ao repórter Leandro Colon, pois ele permitiu que expurgasse de sua longeva biografia e de seu firme matrimônio a sombra de uma despesa de R$ 2.156 num motel.
Em 2002, a nação petista sabia que o tesoureiro Delúbio Soares ia além de sua chinelas nas mágicas financeiras que fazia com o publicitário Marcos Valério. Acharam que dava para segurar.
Em 2003, o poderoso José Dirceu sabia como operava seu assessor Waldomiro Diniz. Achou que dava para segurar. Depois que as acrobacias confluíram no mensalão, Nosso Guia deu-se conta de que deveria ter substituído Dirceu logo depois do caso de Waldomiro.
Em todos os episódios, o governo comprou o risco da crise porque tolerou malfeitos que lhe pareciam toleráveis. Isso, supondo-se que Dilma Rousseff não fazia idéia das atividades da família Guerra quando patrocinou a ascensão da doutora Erenice à chefia da Casa Civil da Presidência.
A senadora Salvatti e o deputado Novais foram preliminarmente exonerados pela teoria do "erro", sempre praticado por assessores jamais identificados e nunca disciplinados. Repetindo: nem desculpas pediram. Passou-se adiante o pior dos sinais: "Vamos em frente, não tem problema".

AEROALCKMIN

Durante a campanha eleitoral de 2006, o tucano Geraldo Alckmin anunciou que vendera o jato HS do governo do Estado de São Paulo e, caso fosse eleito presidente da República, passaria adiante o AeroLula.
Fez isso depois de ter usufruído a conveniencia do brinquedo durante os cinco anos em que o teve à disposição. Alckmin perdeu a eleição, e seu sucessor recomprou o jato.
Na próxima semana o avião estará a sua espera.

CASO ENCERRADO

Na quarta-feira o Senado aprovou o crédito de R$ 10,1 milhões para o pagamento das indenizações e das bolsas de estudo para os familiares dos 18 militares mortos em janeiro, durante o terremoto do Haiti.
Demorou, mas saiu.

FUTURO DE CUBA

A constatação de que a Coreia do Sul e a China discutem serenamente o futuro do regime de Pyongyang serviu para fortalecer a ala da diplomacia brasileira que defende o cultivo de uma relação amigável com Cuba.
Por mais que os Estados Unidos briguem com a Coreia do Norte, certamente estarão interessados em evitar que aquele pricipado das trevas se transforme num condomínio economico compartilhado por Seul e Beijing. Como diria o rei Leopoldo da Bélgica no século XIX, "quero meu pedaço do bolo".
Não haveria motivo para o Brasil se afastar de Cuba para depois assistir uma entrada dos Estados Unidos na economia da ilha.
No século passado o Brasil ficou a reboque dos Estados Unidos isolando a China e em 1971 acordou com a notícia de que o presidente Richard Nixon fizera uma surpreendente aproximação com o Grande Timoneiro Mao Zedong.

AEROCRACIA

Uma previsão maledicente dizia que a primeira lombada do governo de Dilma Rousseff surgiria no caminho de suas relações com os aerocratas.
Ela pretendia criar o Ministério dos Aeroportos. Desistiu e achou melhor deixar as coisas como estavam.
Nas mãos do ministro da Defesa, Nelson Jobim, o governo Lula termina com mais uma semana de caos nos aeroportos, explicado pela Anac como consequência do excesso de demanda.
Como se fosse novidade o fato de a companheirada viajar no final do ano.
Talvez a doutora Dilma se lembre quando ela achou racional redistribuir os balcões das empresas quebradas e foi convencida a mudar de ideia.
São dois os tipos de interesses que rondam os palácios. Um é o bloco das escavadeiras, que disputam obras físicas.
Para o bem ou para o mal, constrói alguma coisa. Outro é o dos teclados, que mexe apenas com papéis. Esse bloco fatura mercadejando normas. O caos aéreo nasce desse segundo tipo.

JOGO DE SEGREDOS

Um dos jogos prediletos da diplomacia mundial de hoje é a especulação em torno do tempo que demorará até o aparecimento de um megaarquivo de país emergente no site da WikiLeaks.

IDEIA MALUCA

Apareceu uma ideia tão maluca que pode acabar dando samba.
Acompanhado por um vice de algum peso, capaz de permitir-lhe uma saída honrosa em 2014, Lula pode sair candidato a prefeito de São Paulo em 2012, com o propósito exclusivo de iniciar o desmonte da influência tucana no Estado.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

CLIPAGEM – Dilma, segundo Augusto Nunes

Do jornalista Augusto Nunes (foto), colunista da Veja online, em artigo datado de domingo, 10.

10/10/2010

às 19:05 \ Direto ao Ponto

O medo do fracasso nas urnas aumenta a produtividade da fabricante de mentiras

Dilma Rousseff repete com orgulho que se negou a dizer verdades perigosas mesmo sob tortura, lembrou um texto aqui publicado em agosto de 2009. Ela tinha pouco mais de 20 anos, mas sabia muito, quando foi presa pela polícia da ditadura. Mesmo confrontada pelos inquisidores com copiosas evidências e provas materiais, mesmo submetida a torturas, garantiu que não havia participado de assaltos a banco e outras ações armadas, desmentiu o envolvimento com grupos de extrema-esquerda, escondeu os nomes dos parceiros de vida clandestina, não admitiu sequer que era quem era.
A candidata que Lula inventou gosta de contar que, apesar da sensação de desamparo e insegurança, não deixou escapar qualquer informação que a prejudicasse, ou colocasse em risco os companheiros que lutavam para substituir a ditadura militar pela ditadura do proletariado. Em três anos de cadeia, descobriu que a mentira pode garantir a sobrevivência física. No coração do poder há oito anos, descobriu que a mentira pode ser o preço da sobrevivência política.
A soma das duas descobertas explica por que Dilma Rousseff mente com a naturalidade de quem está ditando uma receita de bolo: ela acha que negar a verdade é o preço que se paga para continuar vivo. Ela não enxerga diferenças entre um palanque e um pau-de-arara, uma entrevista coletiva ou um interrogatório policial. Não vê motivos para remorsos ou constrangimentos. Nunca é visitada por qualquer espécie de conflito íntimo que possa tornar terríveis os 10 minutos que precedem o sono..
Foi assim em 2008, quando alquimistas da Casa Civil, incumbidos de desviar os holofotes que iluminavam a farra dos cartões corporativos no Planalto, produziram um dossiê que transformava o ex-presidente Fernando Henrique e Ruth Cardoso no mais perdulário dos casais. Pilhada em flagrante, Dilma rebatizou de “banco de dados” a fábrica de dossiês cafajestes gerenciada por Erenice Guerra. E jurou que não fizera o que fez com a mesma convicção aparente da juventude.
Foi assim quando se descobriu que o currículo era enfeitado por um misterioso doutorado em economia pela Unicamp. A Doutora em Nada garantiu que não sabia de nada, nunca havia lido o que estava no site da Casa Civil e nas introduções de todas as entrevistas concedidas desde 2003. Alegou que algum subordinado fizera aquilo sem consultar a beneficiária da fraude, não identificou o culpado, queixou-se da perseguição da imprensa e pediu ajuda a Lula. O Padroeiro dos Companheiros Delinquentes expediu outro habeas corpus perpétuo e o currículo fraudulento voltou para baixo do tapete.
A coleção de mentiras foi ampliada quando Lina Vieira, demitida da secretaria da Receita Federal por honestidade, contou que fora pressionada no fim de 2009 para “agilizar” a auditoria em curso nas empresas da família Sarney. Como fez de conta que não entendeu a ordem de Dilma para esquecer o caso, Lina perdeu o emprego. Numa entrevista à Folha, informou que foi convocada para o encontro pela onipresente Erenice Guerra, reproduziu o diálogo no gabinete, descreveu a cena do crime, até detalhou as vestes da protetora de Fernando Sarney. “Não fiz esse pedido a ela”, retrucou Dilma. No minuto seguinte, pediu de novo ajuda do Mestre.
Enquanto comparsas cuidavam da queima de arquivos – começando pelas fitas do serviço de segurança que endossavam o que Lina Vieira revelara –, ouviu-se a fala do trono: “Duvido que a Dilma tenha mandado recado ou conversado com alguém a esse respeito. Não faz parte da formação política da Dilma”. Fez, faz e, se o eleitorado permitir, continuará fazendo, comprova a edição de VEJA deste fim de semana, que escancara as dimensões inquietantes do salto no escuro.
Governar é escolher. Dilma escolheu como braço-direito uma Erenice Guerra. Até as maçanetas da Casa Civil sabem que, se reportagens de VEJA não tivessem desbaratado a quadrilha formada por parentes e agregados, a Mãe da Bandalheira seria mantida no cargo e promovida a figura mais poderosa de um governo Dilma Rousseff. Revelado o escândalo, a mulher que não sabe escolher sequer a melhor amiga finge que mal conhece Erenice. Mentiu para sobreviver politicamente.
É o que tem feito para safar-se da enrascada em que se meteu com a exibição de vídeos que a mostram defendendo a descriminalização do aborto. Poderia ter mantido o que disse ou informado que mudara de ideia. Em vez disso, preferiu violentar a verdade e atribuir o que comprovadamente afirmou a uma “campanha caluniosa”. As duas opções anteriores teriam provocado estragos bem menores que a reafirmação de que o Brasil pode ser presidido por uma mulher que mente compulsivamente.
“Quando não se sabe o que fazer, melhor não fazer nada”, aconselhava Dom João VI. Nocauteados pela frustração do primeiro turno, os comandantes da campanha governista resolveram voltar à ação ainda grogues. E mobilizaram uma brancaleônica brigada de voluntários dispostos a provar que Dilma decorou a Ave Maria aos 3 anos de idade, leu o catecismo aos 4 e aos 5, dispensada da confissão por falta de pecados, começou a comungar. O inevitável Frei Betto não poderia ficar fora dessa.
Na Folha deste domingo, depois de contar que conheceu a candidata na cadeia, Frei Betto jura que “ex-aluna de colégio religioso, dirigida por freiras de Sion, Dilma, no cárcere, participava de orações e comentários do Evangelho”. Bonito, isso. O problema é a fonte. Ultimamente, nas dedicatórias escritas em livros com os quais presenteia amigos especialmente próximos, o ex-sacerdote tem repetido a mesma frase antes da assinatura: “do irmão em Cristo e irmão em Castro”. Quem compara a figura de Jesus Cristo a Fidel Castro não é o melhor fiador da religiosidade de ninguém.
Para apagar o fogo, chamaram um incendiário. Absolvida por Frei Betto, a mais santa das mulheres fica com cara de pecadora irremissível.

CLIPAGEM – A dama das balelas

Do Blog do Noblat:

ARTIGO

Vale o escrito (e o dito) ou não?

Quando um candidato nega, sem a menor cerimônia, convicção já expressa reiteradas vezes com a finalidade única de se ater às conveniências do marketing eleitoral, importa menos o teor do tema em questão e mais o gesto oportunista. É este que conta quando Dilma Roussef assume súbita atitude crítica ao aborto.
Em 2008, em sabatina à Folha de S. Paulo, em vídeo que circula na internet, se dizia não apenas favorável à descriminalização do aborto como achava “um absurdo” que a questão ainda não estivesse resolvida no Brasil. Mais claro, impossível.
Falava ali à vontade, já que as eleições estavam ainda longe e não havia sinais de que aquele tema fosse tão caro a uma parcela expressiva da população – evangélicos e católicos.
No ano seguinte, em dezembro de 2009, a Casa Civil da Presidência da República, sob a chefia de Dilma, punha em cena o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH), que alçava a descriminalização do aborto ao nível de causa humanitária.
Em 2010, já no período da pré-campanha, a candidata inscrevia no Tribunal Superior Eleitoral o seu programa de governo. Lá estava de novo a defesa da descriminalização do aborto. Houve protestos e um recuo estratégico. Nada, porém, que sugerisse que a candidata mudara de opinião, já que o programa fora apresentado no ato mesmo do lançamento de sua candidatura, semanas antes.
Confronte-se o que lá estava, mais as declarações de viva voz, com as negativas veementes de agora, em que sustenta que jamais defendeu aquela causa. Como classificar essa postura contraditória, que acima de tudo é de enorme ineficácia, já que facilmente desmontável (como, aliás, está sendo)?
Nada impede que alguém mude de ideia. Em alguns casos, é até salutar, sinal de humildade e, mesmo, de inteligência. Não é, porém, o caso. Dilma não fez qualquer mea culpa ou sinalizou ter simplesmente mudado de opinião. Apenas passou a dizer que foi “sempre favorável à vida”, expressão vaga, já que ninguém, em tese, é favorável à morte (exceto talvez os fabricantes de caixões).
A mesma atitude se dá em relação a temas igualmente delicados, como liberdade de imprensa e invasões de terras. Ambos constam do 3º PNDH, que propõe “controle social da mídia” e descrimina as invasões, criando restrições a que o invadido recorra ao Judiciário, submetendo-o antes a uma comissão de que faz parte o próprio invasor. Dilma jura que o único controle que admite para a mídia é o aparelho de controle remoto. Mas não explica por que seu programa de governo consagrava aquela proposta.
Com relação às invasões, já deu declarações antagônicas. Diante de uma plateia de sem-terra, colocou o boné da entidade e considerou absurdo “criminalizar” os movimentos sociais. Diante de plateia de empresários do agronegócio, condenou as invasões.
O que vale no duro? Se, como no jogo do bicho, “vale o escrito”, então prevalece o que no 3º PNDH e no seu programa de governo (neste, com sua rubrica). Se vale o dito, é só conferir os vídeos, disponíveis na internet e o que disse aos sem-terra.
É essa sua fragilidade maior, que ganhou destaque na polêmica do aborto: falta de nitidez, hesitação diante de temas polêmicos. E é compreensível que assim seja. Ela se equilibra entre polos opostos, numa aliança eclética, que reúne segmentos radicais do PT – que, conforme José Dirceu, vê na sua eleição, a oportunidade de, enfim, impor seu programa - e a banda fisiológica do PMDB, que têm objetivos distintos em relação ao poder.
O que os une é tão somente o apetite comum por cargos. Essa discussão já marca os momentos iniciais do segundo turno.

* Ruy Fabiano (foto acima) é jornalista

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

ELEIÇÕES – Dilma, síntese da obtusidade petista

“Ou fechamos as portas de Dilma Rousseff, ou ela fechará nossas portas.” A constatação é de Diogo Mainardi (foto), o jornalista que mantém uma coluna na revista Veja. Nela o jornalista traça um breve perfil da candidata do PT a presidente, Dilma Rousseff. “Depois de falir como comerciante, Dilma Rousseff voltou correndo para o aparelho estatal, onde ninguém perde dinheiro e o único cliente é o partido. A loja de produtos panamenhos e chineses foi convenientemente expurgada de sua biografia oficial. O fracasso do empreendimento, porém, revela a verdadeira natureza de Dilma Rousseff : ela só existe como um acessório do PT”, fulmina Minardi.
Antes de expurgar essa passagem menos glamorosa de sua biografia oficial, Dilma Rousseff, na época ministra-chefe da Casa Civil, foi flagrada inflando seu currículo acadêmico. No site da Casa Civil ela informava ser mestre em teoria econômica pela Unicamp, a Universidade Estadual de Campinas. Com a ministra flagrada na mentira, a assessoria de Dilma divulgou declaração do coordenador de pós-graduação do Instituto de Economia da Unicamp, Antonio Carlos Brandão, atestando que Dilma foi aluna regular do curso de pós-graduação (nível mestrado) em Ciências Econômicas, de março de 1978 a julho de 1983. Segundo o professor, ela cumpriu todos os créditos exigidos, mas não fez a dissertação, sem concluir o curso. Na revista Piauí, o diretor de registro acadêmico, Antonio Faggiani, informou que Dilma sequer havia se matriculado no mestrado.

ELEIÇÕES – Anatomia da desfaçatez

Segue a coluna de Diogo Mainardi, publicada na edição de 8 de setembro de 2010 da Veja.

Dilma 1,99 Rousseff

Dilma Rousseff teve uma loja de produtos importados. O empreendimento durou menos de um ano e meio. Se Dilma Rousseff mostrar como presidente da República o mesmo talento que mostrou como empresária, o Brasil já pode ir fechando as portas.
Dilma Rousseff era uma apaniguada do PDT. Quando saiu do PDT, ela virou uma apaniguada do PT. Desde de seu primeiro trabalho, trinta anos atrás, na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, Dilma Rousseff sempre foi assalariada do setor estatal. E no setor estatal ela sempre foi apadrinhada por alguém. O PT loteou o estado. Nesse ponto, Dilma Rousseff é a mais petista dos petistas. Porque durante sua carreira todos os cargos que ela ocupou foram indicados por alguma autoridade partidária. Dilma Rousseff é o Agaciel Maia dos Pampas. Ambos pertencem à mesma categoria profissional. Tiveram até cargos análogos.Agaciel Maia, apaniguado de José Sarney, foi nomeado diretor-geral do Senado. Dilma Rousseff, apaniguada de Carlos Araújo, foi nomeada diretora-geral da Câmara dos Vereadores de Porto Alegre. Além de ser um dos mandatários da esquerda gaúcha, Carlos Araújo era também o marido de Dilma Rousseff, garantindo esse gostinho pitoresco de Velha República cartorial e nepotista.
A loja de produtos importados de Dilma Rousseff foi inaugurada em 1995. Fechou quinze meses depois. Foi o primeiro e último trabalho que ela teve fora do sistema de loteamento partidário. Deu errado. Carlos Araújo, seu financiador, acabou perdendo dinheiro. O dono de uma tabacaria localizada perto da loja de Dilma Rousseff contou o seguinte à Folha de S. Paulo: “A gente esperava uma loja com artigos diferenciados, mas quando ela abriu era tipo R$ 1,99”. A especialidade de Dilma Rousseff eram os brinquedos chineses importados da Zona Franca de Cólon, no Panamá. Em particular, os brinquedos do “Cavaleiro do Zodíaco”, escolhidos pessoalmente por ela. O Brasil de Dilma Rousseff será assim: um entreposto de muambeiros panamenhos inteiramente tomado pela pirataria chinesa. É o Brasil a R$ 1,99. Dilma Rousseff, com seu mestrado galáctico, será nossa Saori Kido, a Deusa da Sabedoria dos “Cavaleiros do Zodíaco”. José Dirceu, com sua armadura vermelha, será nosso Dócrates mensaleiro.
Depois de falir como comerciante, Dilma Rousseff voltou correndo para o aparelho estatal, onde ninguém perde dinheiro e o único cliente é o partido. A loja de produtos panamenhos e chineses foi convenientemente expurgada de sua biografia oficial. O fracasso do empreendimento, porém, revela a verdadeira natureza de Dilma Rousseff : ela só existe como como um acessório do PT, exatamente como os sabotadores da Receita Federal que violaram o imposto de renda de da filha de José Serra e fraudaram seus documentos. O Brasil está à venda por R$ 1,99. Ou fechamos as portas de Dilma Rousseff, ou ela fechará as nossas portas.