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| Simão Jatene: "pacote de maldades" sob ácidas críticas do Sindifisco. |
“O Sindicato dos
Servidores do Fisco Estadual do Pará (Sindifisco) se posiciona terminantemente
contra a aprovação dos projetos que propõem aumento de carga tributária - com
poder de atingir a população e, dentro dela e de forma mais impactante, as suas
camadas mais pobres - além de danosas mudanças na Previdência dos servidores
públicos estaduais.”
Na mais categórica e esclarecedora crítica feita
ao chamado “pacote de maldades de Jatene”, é neste tom, entre contundente e didático,
que o Sindifisco se manifestou, em nota oficial, sobre o pacote de medidas para
supostamente aplacar os efeitos da crise econômica enviado pelo governador
tucano Simão Jatene à Alepa, a Assembleia Legislativa do Pará. A principal
proposta do chamado “pacote de maldades de Jatene” consiste em aumentar a alíquota básica do ICMS de 17% para 18%, na
presunção de que o estado arrecadará com a medida, em 2017, em torno de 200
milhões de reais. “O projeto impactará, especialmente, a parcela da população
de menor poder aquisitivo, visto que o ICMS incidente sobre as mercadorias têm
o mesmo valor, independente do poder aquisitivo do consumidor (pobre ou rico)”,
sublinha a nota do Sindifisco.
Sobre as mudanças na Previdência dos
servidores públicos estaduais, a nota do Sindifisco é corrosiva. “Há diversas proposições que precisam de esclarecimento aos servidores,
demonstrando os impactos das medidas no curto, médio e longo prazos”, acentua,
para então fulminar: “São necessárias a abertura e a transparência dos números
e o propósito da proposta”, acentua. De resto, o sindicato critica acidamente o
governo Simão Jatene porque suas propostas não foram debatidas “com a sociedade
e com os afetados pelas medidas, demonstrando falta de transparência e de senso
do debate democrático por parte do governo”.
