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quinta-feira, 9 de julho de 2015

WALMIR – Missas em Belém, Brasília e outras cidades

Está confirmada para esta sexta-feira, 10, às 19 horas, na Paróquia de São José de Anchieta, na alameda 13 do conjunto Maguari, a missa de 7º dia em memória do jornalista Walmir Botelho D’Oliveira, diretor de O Liberal, que morreu prematuramente no sábado passado, 4, aos 67 anos. Além desta missa, que terá a presença da família do jornalista, deverão ser celebradas três outras em Belém, também às 19 horas, em memória de Walmir - na Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, no Santuário de Fátima e na Igreja dos Capuchinhos. Também será celebrada uma missa em Brasília, onde Walmir viveu na época em que dirigiu o jornal Correio Braziliense.
Na sexta-feira, 10, ainda serão celebradas missas, em memória de Walmir, em Maracanã, terra na qual o jornalista nasceu, Salinas e Castanhal. Em Castanhal serão celebradas duas missas. Uma está prevista para as 18h15, na Paróquia de São José, na avenida Barão do Rio Branco. A outra será celebrada às 18h30, na Paróquia de Cristo Rei, no bairro do Milagre.

terça-feira, 7 de julho de 2015

WALMIR BOTELHO D’OLIVEIRA - Testemunhos

Walmir: "Sua ausência será sentida. Sempre", assinala o jornalista
João Elysio Guerrreiro de Carvalho ao blog. (Foto Amazônia Jornal)

A propósito do prematuro desaparecimento do jornalista Walmir Botelho D’Oliveira, certamente um dos grandes nomes do jornalismo brasileiro, reproduzo os comentários dos jornalistas João Elysio Guerreiro de Carvalho e Agenor Garcia, aos quais se soma o de José de Arimatéia Rocha, este contemporâneo do diretor de O Liberal no Colégio Paes de Carvalho.

DE JOÃO ELYSIO GUERRREIRO DE CARVALHO:

Meu amigo Barata,

A abordagem que você fez sobre o Walmir foi impecável.
Quase nada resta a acrescentar.
Feliz de quem conviveu com ele.
Tive esse privilégio, tanto na redação de O Liberal quanto nas rodadas de cerveja, onde ele também respirava jornalismo e ensinava o caminho das pedras, que poucos conhecem.
Sua ausência será sentida.
Sempre.

DE JOSÉ DE ARIMATÉIA ROCHA:

Fomos colegas no tradicional Colégio Estadual Paes de Carvalho(1966...) onde Walmir já se destacava pela inteligência, educação refinada, cultura geral , uma redação irretocável , simplicidade franciscana, sem subserviência. Lamento que só hoje, dia 06, agora pela manhã tenha tomado conhecimento do falecimento do caro Walmir. Resta-nos resignação, rogando ao bom Deus que tenha dispensado a ele, na sua chegada em seu Reino,o tratamento digno de um ser humano na mais ampla acepção do termo. E nós, seus "velhos" companheiros do Paes de Carvalho e da Tribuna Estudantil, onde pontificava também o ABC - Antônio Batista Campos, ergueremos preces ao Supremo Senhor dos Mundos, rogando resignação aos familiares do agora saudoso Walmir. Descansa em paz, meu caro "companheiro" e nos aguarda que um dia nos reencontraremos e quem sabe reeditaremos a Tribuna Estudantil tão disputada na década de "chumbo".

Caro Tito,

Seu comentário, lamentavelmente informando o falecimento do Walmir Botelho D'Oliveira, fique certo, comoveu a todos, notadamente aqueles que privaram, ainda na juventude, da amizade dele. Vc, diga-se de passagem , é um outra inteligência privilegiada. Um abraço fraterno.

DE AGENOR GARCIA:

Caro Augusto,

O Grupo Cena Aberta fez reunião de pauta para discutir a nova montagem, sugerida por Luiz Octávio, e o nome era Zumbi. Queria uma completa e moderna produção. Afonso Klautau foi chamado para a direção,Cleodon Gondim, para o velho Zumbi e Henrique da Paz, o jovem Zumbi. Na direção musical, Veveco. Eu fazia parte do grupo, como aprendiz de iluminação, ficando com a divulgação e feitura das artes (cartazes, ingressos, folderes e texto encadernados para cada ator). Antonio Natsuo foi convidado e fez a arte principal. Walmir a arte final, que se transformou no mais belo cartaz de peça teatral montada naqueles dias.
Saudades de Walmir. Ele bebia conosco numa mercearia em Canudos, do velho Julio. E quando ele estava lá, todos bebiam. Riam muito, jogavam sinuca e comiam tira-gosto de mortadela.
Abraços,

Agenor Garcia.


No que me diz respeito, agradeço as palavras generosas de João Elysio e José de Arimatéia, cabendo apenas uma retificação: Tito Barata, com o qual eu sou por vezes confundido, é o mais novo dos filhos de Ruy Barata com dona Norma Barata, ambos já falecidos. Eu sou filho de Odmar Barata, médico, também já falecido e que vinha a ser primo de Ruy Barata.

domingo, 5 de julho de 2015

WALMIR BOTELHO D’OLIVEIRA – O adeus do mestre



As estrelas, dizem, só brilham no céu. Talvez por isso, o jornalista Walmir Botelho D’Oliveira, diretor de O Liberal, que prematuramente nos deixou neste sábado, 4, aos 67 anos, seja um nome de circulação restrita no Pará entre os que militam no jornalismo e os eventuais inquilinos do poder, na esteira do temperamento tímido e da visão crítica sobre os poderosos da hora, em relação aos quais mantinha um prudente distanciamento. Com passagem marcante na grande imprensa nacional, quando comandou a redação do Correio Braziliense, na fase áurea do jornal, de Walmir pode-se dizer, sem correr o risco de incorrer em qualquer exagero, que se inclui dentre os grandes nomes do jornalismo brasileiro, um reconhecimento público que lhe faltou. Para tanto, é verdade, ele próprio contribuiu, com sua postura arredia, de ostensivo menosprezo às pompas e circunstâncias, e pela irreverência que emergia no humor cáustico, nada seletivo, que não distinguia o status dos eventuais destinatários.
O Walmir às vezes algo iracundo, impaciente, por vezes arrogante, o que lhe servia de blindagem diante da fogueira de vaidades das redações e do jogo de pressões e contrapressões, abrigava um profissional apaixonado pelo ofício. Um ofício que exerceu com colossal competência, mesmo quando administrando circunstâncias adversas e compelido a contrariar seu mapa de crenças, tal qual ocorreu em O Liberal. Sua exuberante competência profissional, que já antecipara no início da carreira, inclusive como editor de esportes de O Liberal, ele evidenciara ao comandar nos anos 80 do século passado a redação de O Estado do Pará, uma experiência inovadora, pelo grafismo e pela qualidade da equipe, mas que fracassou por problemas de gestão, que dele independiam. Ao principal jornal do grupo de comunicação da família Maiorana Walmir emprestou seu talento, traduzido na reforma gráfica que representou um marco na história de O Liberal, embora sem poder para estender as mudanças desejadas, que confidenciava em conversas com os mais íntimos, à linha editorial. Com uma generosidade seletiva, com a qual se protegia dos pérfidos, a alguns ele ensinou o caminho das pedras para uma melhor qualificação profissional. Isso sem permitir a promiscuidade entre o pessoal e o profissional. Walmir era capaz de divertir-se ao promover homéricas bebedeiras reunindo jornalistas, gráficos e boys do jornal, de preferência em algum boteco pé-de-chinelo, sem nem por isso abdicar do rigor profissional no dia-a-dia do jornal. No turbilhão diário da redação, ele ainda encontrou tempo para produzir o projeto do Amazônia Jornal, o tablóide popular dos Maiorana.
É emblemático das idiossincrasias de Walmir o processo de troca de guarda em O Liberal, quando substituiu Cláudio Sá Leal, também já falecido e outro nome que tem lugar de destaque na história do jornalismo paraense. Com Cláudio Sá Leal já fisicamente debilitado por graves problemas cardíacos, ele foi inicialmente contratado a pretexto de dirigir a Folha do Norte, o jornal de título histórico, ressuscitado pelos Maiorana em 1990 com a intenção de torpedear a candidatura de Jader Barbalho ao governo do Pará, tarefa da qual acabou por se encarregar O Liberal, repetindo o que já fizera em 1982. No feroz embate eleitoral travado, os Maiorana apoiaram o empresário e ex-prefeito de Belém Sahid Xerfan, o candidato derrotado do governador Hélio Gueiros, eleito por Jader em 1986, mas que rompera com seu patrono político, com o qual posteriormente se reconciliaria. Na ocasião, Walmir protagonizou um episódio ilustrativo da pessoa que foi. Quando pretenderam plantar na Folha do Norte um mexerico calunioso, atingindo a honra de dona Elcione Barbalho, ele se insurgiu rispidamente contra a vil baixaria, que tratou de abortar, em tom peremptório. “Aqui, não!”, sentenciou, sem ser contestado. "Família é coisa sagrada", explicou mais tarde.
Em verdade, a Folha do Norte foi como uma espécie de rito de passagem, servindo para pavimentar a ida de Walmir para O Liberal, em um processo conduzido por Romulo Maiorana Júnior, o Rominho, hoje presidente executivo do jornal, com a nítida preocupação de poupar Cláudio Sá Leal de uma situação de maior constrangimento, além daquele que naturalmente impõe qualquer troca de comando. Foi nesse meio tempo que Walmir produziu a primeira reforma gráfica do novo ciclo de O Liberal, com a qual Rominho consolidou sua ascensão como sucessor do pai, Romulo Maiorana, empresário e jornalista que revolucionou a imprensa paraense com a introdução do offset, sistema que melhorou substancialmente a impressão dos jornais. Discreto, Walmir produziu o novo projeto gráfico sem alarde, nas precárias instalações da Folha do Norte, em um casarão contíguo ao imponente prédio de O Liberal, na esquina da rua Gaspar Viana com a travessa 1º de Março, que no passado abrigou o jornal que fora de Paulo Maranhão, outro nome que figura no panteão dos grandes jornalistas brasileiros. Ao assumir O Liberal, ele se notabilizou pela elegância em relação a Cláudio Sá Leal, a quem substituiu no comando do jornal, sem jamais ceder à tentação de alguma crise de autoridade, apesar das resistências pontuais, que administrou com uma paciência no limite da resignação, até sepultá-las, e das tentativas de intrigas, próprias daqueles que prosperam na cizânia. O que se seguiu é do domínio público e não minimiza os méritos de Walmir como o profissional de competência, probidade e experiência inquestionáveis. O homem, afinal, é ele e suas circunstâncias. Por isso, a lembrança que perdura, indelével, em se tratando de Walmir, é do jornalista de texto impecável, do tituleiro com um excepcional poder de síntese e do editor de apurado senso estético, traduzido no grafismo cuja beleza valorizava a notícia.
Neste momento, no silêncio da lágrima saudosa, resta o doloroso adeus ao mestre, que tão cedo nos deixou, na esteira de problemas cardíacos, agravados por um quadro de diabetes, privando-nos da sua prazerosa companhia e do seu invejável talento, o que nos remete aos versos de Mário Quintana:

“Esta vida é uma estranha hospedaria,
“Onde se parte quase sempre às tontas.
“E nossas malas jamais estão prontas,
“E nossa conta nunca está em dia.”

VELÓRIO E SEPULTAMENTO - O corpo do jornalista Walmir Botelho D'Oliveira está sendo velado na capela mortuária Recanto da Saudade, na rua Diogo Móia, quase esquina da avenida Alcindo Cacela. O sepultamento está previsto para as 15 horas deste domingo, 5, no cemitério Recanto da Saudade.

terça-feira, 7 de abril de 2015

WALMIR BOTELHO – O ourives da notícia

Na esteira do Dia do Jornalista, que se comemora nesta terça-feira, 7, soa, para além de justo, oportuno, uma palavra sobre Walmir Botelho D’Oliveira, diretor de O Liberal, que ameaça desfalcar o principal jornal do grupo de comunicação da família Maiorana e o próprio jornalismo, na esteira de graves problemas cardíacos, agravados por um quadro de diabetes. Com passagem marcante na grande imprensa nacional, Walmir se inclui, sem nenhum favor, dentre os grandes nomes do jornalismo brasileiro, um reconhecimento que lhe é devido, diante da irreverência que sempre o fez menosprezar as pompas e circunstâncias do poder e zombar da vida e da morte. De Maracanã, nascido em uma família de viés político, ele logo se revelou muito maior que as disputas paroquiais e, como um saltimbanco das palavras, ganhou o mundo, vagueando, com seu talento multifacetado, do jornalismo a publicidade e vice-versa. O plácido cotidiano da Maracanã natal e o aconchego de uma família cujas eventuais vicissitudes consolidaram os laços do amor perene, sempre serviram para, ciclicamente, recarregar as baterias, em um ritual indispensável para quem optou por viver na máquina de moer gente que é qualquer redação de jornal, pelo menos para aqueles que não se contentam com o papel de burocratas da informação.
Discreto, mas mordaz, além de exibir um texto limpo, com amplo domínio do vernáculo, e uma capacidade de síntese que fez dele um tituleiro sem igual, Walmir se notabiliza pelo apurado senso estético, daí tornar-se um mestre do grafismo como poucos. Ele teve a oportunidade de exercer sua competência profissional na fase áurea do Correio Brasiliense, o jornal que esteve no olho do furacão da transição da ditadura militar para a democracia. Na esteira da eleição do ex-presidente Tancredo Neves, que morreu sem subir a rampa do Palácio do Planalto, teve a chance de ser catapultado para o olimpo do jornalismo brasileiro, a Rede Globo, em convite que declinou, na falta de élan para administrar as frivolidades que lhe seriam impostas. Tentou, sem sucesso, ser empresário da comunicação, em um fracasso que, no caso de Walmir, considerada as circunstâncias, mais enobrece do que tisna sua biografia.
Na imprensa paraense, Walmir pilotou uma ousada experiência, que foi O Estado do Pará, jornal da família do ex-prefeito de Belém Lopo de Castro, arrendado por Avertano Rocha, que vivia seu apogeu profissional como advogado da Jari Florestal e Agropecuária, a fábrica às margens do rio Jari, destinada a a produção de celulose e outros produtos, do milionário norte-americano Daniel Ludwig. Ao lado de Oliveira Bastos, outro jornalista paraense que fez carreira na grande imprensa brasileira, Walmir ofereceu ao público um produto inovador. Seja pelo belo grafismo, seja pelos textos de qualidade, obtidos com a contratação de jornalistas atraídos por salários acima dos parcos valores instituídos pelo mercado, no qual até então reinava absoluto O Liberal, favorecido pelo colapso da Folha do Norte, que marcou época com Paulo Maranhão, o jornalista com lugar assegurado no panteão dos grandes jornalistas brasileiros, e pela agonia anunciada de A Província do Pará, engessada pelo caos administrativo dos Diários e Emissoras Associados, o império de jornais, rádios e tevês legado por Assis Chateaubriand, o Chatô. A megalomania de Avertano Rocha acabou por inviabilizar o jornal, cujo exagerado elenco de diretores, estampado no expediente, prenunciava o melancólico desfecho. O jornal ainda teve uma sobrevida com Afonso Klautau, cuja competência como jornalista não conseguiu evitar o desastre anunciado.
Em O Liberal, pelo qual já passara nos anos 70 do século passado, como editor de esportes, Walmir desembarcaria novamente no início dos anos 90, depois de uma fugaz passagem pela Folha do Norte, que Romulo Maiorana adquiriu, juntamente com o imponente prédio da rua Gaspar Vaiana e cujo título a família Maiorana, já depois da morte do seu patriarca, tirou da gaveta, para fazer a campanha do empresário Shaid Xerfan, o candidato do PTB ao governo, que acabou derrotado por Jader Barbalho, do PMDB, na sucessão estadual de 1990. Em 1990, recorde-se, o serviço sujo, ironicamente, coube a O Liberal, que foi posto a serviço da candidatura de Xerfan de forma escandalosa, levando ao paroxismo a cobertura tendenciosa feita em 1982, quando o jornal fez abertamente campanha a favor do empresário Oziel Carneiro (PDS), o candidato da ditadura militar ao governo do Pará, também derrotado pelo peemedebista Jader Barbalho, que assim obteve seu primeiro mandato como governador do Estado. A contratação de Walmir coincide com a ascensão, como sucessor do pai, falecido em 1986, de Romulo Maiorana Júnior, o Rominho, então ainda dividindo o poder com a irmã Rosângela Maiorana Kzan, a Loloca, a quem acabaria por derrotar, em uma traumática queda de braço, favorecido pelo status de filho predileto da matriarca dos Maiorana, Lucideia Maiorana, a dona Dea. Já alquebrado por graves problemas cardíacos, portando um marca-passo, Cláudio Sá Leal, o brilhante jornalista que fora o fiel escudeiro de “seu” Romulo, o patriarca dos Maiorana e fundador do grupo de comunicação da família, já vivia a cerimônia do adeus. A sucessão de Leal, de perfil iracundo, mas de inquestionável competência e refinamento intelectual, foi selada pela implantação do projeto gráfico encomendado a Walmir para O Liberal, que introduziu o jornal, e por osmose seus concorrentes, no moderno grafismo instituído pela grande imprensa brasileira. Produzido com discrição e sob precárias condições de trabalho, mas apesar disso belíssimo, o projeto resumiu a filosofia de Walmir: “Faço o jornal que sou pago para fazer.” Essa máxima, diga-se, balizou sua atuação à frente de O Liberal, cuja linha editorial arejou em um primeiro momento, até sucumbir diante da estultícia jornalística de Rominho, inocultavelmente carente das qualidades que fizeram do pai, Romulo Maiorana, uma personalidade singular, que viveu, até pelo passado, a dualidade protagonizada pelo Dr Jekyll, de “O médico e o monstro”, mas manteve incólume um mínimo de apreço pela notícia, porque jornalista e não apenas dono de jornal. Walmir, diga-se ainda, também se notabilizou por dominar o processo industrial do jornal, o que explica o porquê de "seu" Romulo confiar-lhe, quando então editor de esportes de O Liberal, a tarefa de controlar o relógio da rotativa, tarefa que rendia-lhe um expressivo reforço salarial.
As eventuais concessões de Walmir Botelho D’Oliveira em O Liberal fizeram-no pagar um alto preço, ao ter seu nome associado, para consumo externo, a um jornal cuja linha editorial está a uma distância abissal do jornalista extremamente competente que ele sempre foi. Mas como o homem é ele e suas circunstâncias, Walmir permanece objeto de admiração e respeito de quem teve a oportunidade de conhecê-lo menos superficialmente e ter contato com seu apurado talento jornalístico, que fez dele, para todo o sempre, um ourives da notícia, sempre que teve a oportunidade de ser mais o jornalista que o profissional com uma família por sustentar. Até por sua formação humanística, ele ensinou a valorizar o cotidiano do leitor comum, cunhando a lição célebre: “O que importa é o cachorro morto na sua porta.” Os que tiveram a chance de melhor conhecê-lo profissionalmente, sem a camisa-de-força da necessidade da sobrevivência, fatalmente dividirão sua vida profissional em antes e depois de Walmir. Tal qual comigo ocorreu.
Torço, sinceramente, para que Walmir drible a adversidade presente e volte logo, a tempo de poder ensinar às novas gerações a arte do jornalismo.

Seja como for, pelo que ele representa profissionalmente, ao lado de outros mestres do jornalismo paraense, como Cláudio Sá Leal e Guilherme Barra, resta tornar público meu agradecimento, com o poder de permanência e convicção que embute a palavra escrita – Obrigado, mas muito obrigado, mesmo, mestre Walmir.