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terça-feira, 29 de novembro de 2011

DUDU – O Nefasto e a farra de temporários

A versão 1,99 do Simão Preguiça, o prefeito de Belém, Duciomar Costa (PTB), Dudu, O Nefasto (foto, à esq.,com o senador tucano Flexa Ribeiro), prossegue com suas recorrentes tramóias, blindado pelo manto da impunidade, robustecida pela leniência da quadrilha togada, que se dissemina nos tenebrosos porões do Poder Judiciário no Pará. E tanto é assim que ele segue lépido e faceiro, atropelando o decoro, desrespeitando a lei e zombando da parcela ética do Ministério Público, possivelmente porque pode contar com a cumplicidade da banda podre da Justiça paraense. Cumplicidade que explica o porquê do Nefasto permanecer aboletado no Palácio Antônio Lemos, do qual já deveria ter sido defenestrado pela Justiça Eleitoral.
A exemplo de Simão Preguiça, Dudu, O Nefasto, também não quer saber de concurso público, especialmente às vésperas de um ano eleitoral, como 2012. Para escancarar sem atropelos a porteira do empreguismo, o prefeito de Belém reprisa a lambança de um processo seletivo simplificado, para abrigar um vasto elenco de servidores temporários na Funpapa, a Fundação Papa João XXIII. De nível superior são 39 vagas para assistentes sociais, 19 para psicólogos, 16 para pedagogos, duas para bacharel em direito, uma para terapeuta ocupacional e quatro para técnico de desporte e lazer. De nível médio são disponibilizadas 38 vagas de assistentes de administração. Para técnico em computação, são 16 vagas; para arte educador, são 27 vagas; 19 vagas para educador social; e sete vagas para educador social de rua. De nível fundamental são sete vagas para agentes de copa e cozinha; e 20 para agentes de serviços gerais. A essas se somam três vagas para motoristas.
O ardil de Dudu, O Nefasto, e seus sequazes é simples. Aliás, simplório, para ser mais exato, como revelou o processo seletivo unificado feito anteriormente. Na ocasião, sucederam-se denúncias de que os temporários já abrigados na Funpapa, em busca da renovação do contrato, levavam consigo a cola da redação, sem que fossem importunados pelos fiscais, recrutados na própria fundação. “Trata-se de uma farsa”, resume uma fonte ouvida pelo blog, ao relatar o que constatou in loco, a quando do processo seletivo unificado realizado anteriormente. “Na falta de provas documentais ou testemunhais, quem não figura dentre os beneficiários da fraude serve apenas para legitimar a maracutaia”, arremata.