SOB CENSURA, POR DETERMINAÇÃO DOS JUIZES TÂNIA BATISTELO, JOSÉ CORIOLANO DA SILVEIRA, LUIZ GUSTAVO VIOLA CARDOSO, ANA PATRICIA NUNES ALVES FERNANDES, LUANA SANTALICES, ANA LÚCIA BENTES LYNCH, CARMEN CARVALHO, ANA SELMA DA SILVA TIMÓTEO E BETANIA DE FIGUEIREDO PESSOA BATISTA - E-mail: augustoebarata@gmail.com
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sexta-feira, 22 de novembro de 2013
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
ELEIÇÕES – Debate na RBA revela mediocridade
O portfolio da mediocridade, escancarada pela grande maioria dos candidatos a prefeito de Belém, pródigos em demagogia eleitoral, mas de parco conhecimento de causa. Assim, resumidamente, pode ser definido o resultado aparente do debate entre os candidatos a prefeito de Belém promovido na noite desta última quinta-feira, 13, pela RBA, a TV do grupo de comunicação da família do senador e ex-governador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará.
Idiossincrasias e restrições políticas à parte, coube ao deputado federal Arnaldo Jordy (foto, à esq.), do PPS, exibir o melhor desempenho, ao revelar conhecimento sobre as demandas da prefeitura de Belém, ainda que se constitua em uma autêntica caixa-preta a extensão do catastrófico legado do prefeito Duciomar Costa (PTB), o nefasto Dudu. Sob essa perspectiva, o candidato do PPS repetiu o bom desempenho registrado em 2008, ao acenar com alternativas exequíveis. A interrogação que perdura é se Jordy conseguirá traduzir em votos o seu bom desempenho no debate da RBA, neutralizando o desgaste de ser politicamente alinhado com o governador tucano Simão Jatene, o Simão Preguiça.
Surpreendentemente, Jordy superou, em matéria de desempenho, até o deputado estadual Edmilson Rodrigues, do PSol, prefeito de Belém por dois mandatos consecutivos – de 1997 a 2000 e de 2001 a 2004 – quando ainda no PT. Certamente conspirou contra Edmilson Rodrigues o tom messiânico do seu discurso na atual disputa eleitoral, incorporado em detrimento do conhecimento de causa que presumivelmente tem sobre as responsabilidades de um gestor municipal.
ELEIÇÕES – Zenaldo não escapa do desastre
De resto, do debate promovido pela RBA ficou o patético desfile dos demais candidatos, de parca substância e duvidosa sinceridade nos ideais e vagas propostas trombeteados. Uma lambança que incluiu o deputado federal Zenaldo Coutinho (foto), o candidato a prefeito pelo PSDB, recorrente em exibir a postura própria do medíocre orgulhoso de sua estultícia. Nada mais emblemático, nesse sentido, que Zenaldo Coutinho ocupar um espaço destinado ao debate dos eventuais compromissos de gestão para bradar a suposta condição de candidato do governador tucano Simão Jatene, o Simão Preguiça.
A postura de Zenaldo Coutinho, sob essa perspectiva, se constituiu em um ato falho, ao evidenciar que nem ele próprio aposta em sua candidatura. Talvez porque conserve a lembrança do desastre eleitoral que protagonizou nas eleições para prefeito de Belém em 2000. Na ocasião, mesmo com a máquina administrativa estadual escandalosamente a serviço de sua candidatura, ele sequer chegou ao segundo turno, apesar do apoio do então governador Almir Gabriel. Agora, novamente, Zenaldo Coutinho revela-se um mala, sem alça e sem rodinhas, em se tratando de disputas majoritárias.
terça-feira, 24 de abril de 2012
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
ELEIÇÕES – A versão apócrifa do comentário
Reproduzo também, abaixo, a versão apócrifa do comentário feito por Arnaldo Jabor e que foi retirado do site da CBN.
VOTE NA DILMA!
Por Arnaldo Jabor
VOTE NA DILMA !
As promoções da época!
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Mas não é só isso, votando na Dilma você também leva, inteiramente grátis (GRÁTIS???) um Fernando Collor de presente.
Não pense que a promoção termina aqui.
Votando na Dilma você também ganha, inteiramente grátis, um Renan Calheiros e um Jader Barbalho.
Mas atenção: se você votar na Dilma, também ganhará uma Roseana Sarney no Maranhão, uma Ideli Salvati em Santa Catarina e uma Martha Suplício em S. Paulo.
Ligue já para a Dirceu-Shop, e ganhe este maravilhoso pacote de presente: Dilma, Collor, Sarney pai, Sarney filho, Roseana Sarney, Renan Calheiros, Jáder Barbalho, José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoíno, e muito, muito mais, com um único voto.
E tem mais, você também leva inteiramente grátis, bonequinhos do Chavez, do Evo Morales, do Fidel Castro ao lado do Raul Castro, do Ahmadinejad, do Hammas e uma foto autografada das FARC´s da Colombia.
Isso sem falar no poster inteiramente grátis dos líderes dos bandidos "Sem Terra", Pedro Stedile e José Rainha, além do Minc com uniforme de guerrilheiro e sequestrador.
Ganhe, ainda, sem concurso, uma leva de deputados especialistas em mensalinhos e mensalões. E mais: ganhe curso intensivo de como esconder dinheiro na cueca, na meia, na bolsa ..., ministrado por Marcos Valério e José Adalberto Vieira da Silva e José Nobre Guimarães.
Tudo isto e muito mais ...
VOTE NA DILMA!
Por Arnaldo Jabor
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quarta-feira, 29 de setembro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
ELEIÇÕES – Imponderável na disputa pelo Senado
Na disputa pelas duas vagas do Senado, o eleitorado paraense poderá ficar à mercê do imponderável.
Se o STF, o Supremo Tribunal Federal, confirmar a decisão do TSE, o Tribunal Superior Eleitoral, cassando o registro das candidaturas do ex-governador Jader Barbalho, do PMDB, e do deputado federal Paulo Rocha, do PT, com base na Lei da Ficha Limpa, tornam-se grandes as possibilidades de eleição de Marinor Jorge Brito, do PSol, e particularmente de Fernando Flexa Ribeiro, do PSDB, este um senador sem voto, catapultado para o Senado pela condição de suplente do ex-senador Duciomar Costa, do PTB, o nefasto Dudu. Este renunciou ao mandato ao ser eleito prefeito de Belém nas eleições municipais de 2004.
Se o STF, o Supremo Tribunal Federal, confirmar a decisão do TSE, o Tribunal Superior Eleitoral, cassando o registro das candidaturas do ex-governador Jader Barbalho, do PMDB, e do deputado federal Paulo Rocha, do PT, com base na Lei da Ficha Limpa, tornam-se grandes as possibilidades de eleição de Marinor Jorge Brito, do PSol, e particularmente de Fernando Flexa Ribeiro, do PSDB, este um senador sem voto, catapultado para o Senado pela condição de suplente do ex-senador Duciomar Costa, do PTB, o nefasto Dudu. Este renunciou ao mandato ao ser eleito prefeito de Belém nas eleições municipais de 2004.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
ELEIÇÕES – Ana x Jatene: o sujo e o mal lavado
Nada mais bizarro que o discurso pretensamente austero de Simão Jatene, o ex-governador tucano que é novamente candidato ao governo pelo PSDB, no horário eleitoral. Com o ar professoral e a voz empostada de locutor de sonoro, soam hilárias suas diatribes contra a governadora petista Ana Júlia Carepa. Esta bem faz por merecê-las, é verdade. Mas é verdade também que a distinção entre ambos é de grau, mas não de nível.
O legado dos sucessivos governos do PSDB no Pará, entre 1995 e 2006, foram índices sociais pífios, escamoteados por obras faraônicas, que fizeram a felicidade dos empreiteiros e foram trombeteadas por uma propaganda enganosa, sem precedentes na história do Pará. Um estelionato publicitário que também serviu para sugerir uma austeridade fictícia, ao dissimular um saque ao erário no qual a tucanalha exibiu um apurado know-how, como evidenciou o fio da meada, que foi o escândalo dos incentivos fiscais à Cerpa, por conta do propinoduto que regava a colossal horta de corrupção do PSDB no Pará.
A ignomínia perpetra por Ana Júlia e seus petralhas, protagonistas de uma escandalosa permissividade no exercício do poder, não absolve a tucanalha. Tanto quanto não absolve a própria Ana Júlia Carepa e o PT, que ignoraram solenemente a oportunidade que lhes foi concedida pelo eleitor em 2006, para corrigir as distorções rejeitadas juntamente com a candidatura do ex-governador Almir Gabriel.
Trata-se daquele quadro clássico, resumido pela sabedoria popular – é o sujo falando do mal lavado.
Pobre Pará!
O legado dos sucessivos governos do PSDB no Pará, entre 1995 e 2006, foram índices sociais pífios, escamoteados por obras faraônicas, que fizeram a felicidade dos empreiteiros e foram trombeteadas por uma propaganda enganosa, sem precedentes na história do Pará. Um estelionato publicitário que também serviu para sugerir uma austeridade fictícia, ao dissimular um saque ao erário no qual a tucanalha exibiu um apurado know-how, como evidenciou o fio da meada, que foi o escândalo dos incentivos fiscais à Cerpa, por conta do propinoduto que regava a colossal horta de corrupção do PSDB no Pará.
A ignomínia perpetra por Ana Júlia e seus petralhas, protagonistas de uma escandalosa permissividade no exercício do poder, não absolve a tucanalha. Tanto quanto não absolve a própria Ana Júlia Carepa e o PT, que ignoraram solenemente a oportunidade que lhes foi concedida pelo eleitor em 2006, para corrigir as distorções rejeitadas juntamente com a candidatura do ex-governador Almir Gabriel.
Trata-se daquele quadro clássico, resumido pela sabedoria popular – é o sujo falando do mal lavado.
Pobre Pará!
terça-feira, 24 de agosto de 2010
JATENE – Tucano desiste da ação
Esta terça-feira chega ao fim com a decisão do ex-governador tucano Simão Jatene, novamente candidato do PSDB ao governo, de retirar a ação movida contra Franssinete Florenzano. O estopim para a ação foi a publicação, no blog da dublê de advogada e jornalista, de uma pesquisa encomendada pelo PT, para consumo interno, segundo a qual estaria reduzida a minguados 2% a suposta vantagem de Jatene em relação a governadora Ana Júlia Carepa, que postula a reeleição. Na ação, a coligação Juntos com o Povo, de Jatene, reivindicava a exclusão da postagem sobre a pesquisa petista, e uma multa de R$ 106.410,00, o valor máximo previsto na lei eleitoral, de acordo com a versão de Franssinete Florenzano, que já foi íntima da tucanalha e hoje incensa os petralhas.
Na versão oficial, Jatene sequer havia lido a postagem sobre a pesquisa. E nem teria tido conhecimento da ação movida pela assessoria jurídica da campanha. Ele anunciou que a ação seria retirada, acentuando, porém, que sua assessoria jurídica agiu corretamente. “Mesmo quando governador, jamais me utilizei da censura para calar quem quer que fosse”, declarou o ex-governador tucano. O que acaba por ser uma meia verdade.
Como governador, realmente, Jatene jamais se envolveu diretamente em contenciosos com jornalistas. Para tanto ele dispunha dos seus paus-mandados, encarregados do serviço sujo de comprar proteção dos barões da comunicação. Com ênfase para o grupo de comunicação da família Maiorana, que inclui o jornal O Liberal, o segundo em vendagem no Pará, e a TV Liberal, afiliada da TV Globo e, por isso, líder absoluta de audiência.
Na versão oficial, Jatene sequer havia lido a postagem sobre a pesquisa. E nem teria tido conhecimento da ação movida pela assessoria jurídica da campanha. Ele anunciou que a ação seria retirada, acentuando, porém, que sua assessoria jurídica agiu corretamente. “Mesmo quando governador, jamais me utilizei da censura para calar quem quer que fosse”, declarou o ex-governador tucano. O que acaba por ser uma meia verdade.
Como governador, realmente, Jatene jamais se envolveu diretamente em contenciosos com jornalistas. Para tanto ele dispunha dos seus paus-mandados, encarregados do serviço sujo de comprar proteção dos barões da comunicação. Com ênfase para o grupo de comunicação da família Maiorana, que inclui o jornal O Liberal, o segundo em vendagem no Pará, e a TV Liberal, afiliada da TV Globo e, por isso, líder absoluta de audiência.
JATENE – Intolerância que traduz desespero
A coligação Juntos com o Povo obteve inclusive uma liminar, determinando que a notícia seja retirada do blog da jornalista. Na representação, é solicitada que Franssinete Florenzano seja condenada a pagar uma multa de R$ 106.410,00, o valor máximo previsto na lei eleitoral, de acordo com a versão da jornalista.
JATENE – Ato falho revelador
A representação da coligação Juntos com o Povo soa a um ato falho revelador. Se a notícia carece de credibilidade e não corresponde à realidade, o porquê da representação? Diante dela é inevitável a ilação de que a suposta vantagem de Simão Jatene sobre Ana Júlia Carepa está, em verdade, a um distância abissal da versão trombeteada pela tucanalha nos bastidores. Ou simplesmente não passa de uma mera balela.
Quanto a veracidade da informação, em princípio cabe reservas. O PT, frequentemente, deixa vazar versões sobre pesquisas que apontam uma suposta melhoria no desempenho de Ana Júlia Carepa, cuja rejeição seria colossal, de acordo com os relatos de fontes dos partidos dos adversários da governadora. “Nessas eleições, tanto o PT, quanto o PSDB e o PMDB, parecem investir em factóides, na expectativa de alavancar os respectivos candidatos”, adverte um profissional de vasta milhagem em eleições.
Seja como for, é inevitável concluir que, no imbróglio que opõe a coligação Juntos com o Povo a Franssinete Florenzano, é muito barulho para tão pouca credibilidade, considerando a fonte da informação, de resto identificada na notícia. Nada que não comporte o democrático exercício do direito de resposta. A não ser que a falta de dinheiro a rodo, na contramão do que se habituaram os tucanos nos 12 anos de sucessivos governos do PSDB no Pará, esteja, de fato, esfarinhando as eventuais possibilidades de Simão Jatene fazer decolar sua candidatura, a despeito da desastrosa administração protagonizada por Ana Júlia Carepa. E sem dinheiro a rodo, candidato de Orly Bezerra, o marqueteiro-mor da tucanalha e afins, só tem a garantia de vencer os debates. E isso nas pesquisas de Orly, que mais sugerem aquele tipo nde ilusionismo destinado a regar o ego de clientes desavisados. Ou obnubilados pela vaidade.
Quanto a veracidade da informação, em princípio cabe reservas. O PT, frequentemente, deixa vazar versões sobre pesquisas que apontam uma suposta melhoria no desempenho de Ana Júlia Carepa, cuja rejeição seria colossal, de acordo com os relatos de fontes dos partidos dos adversários da governadora. “Nessas eleições, tanto o PT, quanto o PSDB e o PMDB, parecem investir em factóides, na expectativa de alavancar os respectivos candidatos”, adverte um profissional de vasta milhagem em eleições.
Seja como for, é inevitável concluir que, no imbróglio que opõe a coligação Juntos com o Povo a Franssinete Florenzano, é muito barulho para tão pouca credibilidade, considerando a fonte da informação, de resto identificada na notícia. Nada que não comporte o democrático exercício do direito de resposta. A não ser que a falta de dinheiro a rodo, na contramão do que se habituaram os tucanos nos 12 anos de sucessivos governos do PSDB no Pará, esteja, de fato, esfarinhando as eventuais possibilidades de Simão Jatene fazer decolar sua candidatura, a despeito da desastrosa administração protagonizada por Ana Júlia Carepa. E sem dinheiro a rodo, candidato de Orly Bezerra, o marqueteiro-mor da tucanalha e afins, só tem a garantia de vencer os debates. E isso nas pesquisas de Orly, que mais sugerem aquele tipo nde ilusionismo destinado a regar o ego de clientes desavisados. Ou obnubilados pela vaidade.
JATENE – Desconfianças nos bastidores
Nos bastidores, a especulação, inclusive entre jornalistas, é que a representação provavelmente deriva das desconfianças provocadas pela proximidade de Franssinete Florenzano com Cláudio Alberto Castelo Branco Puty, o condestável do governo Ana Júlia Carepa. Uma proximidade que conspira contra um mínimo de independência desejável em um jornalista, na avaliação de alguns.
Essas desconfianças, que hoje supostamente medram com vigor em setores da tucanagem, foram turbinadas pelos relatos segundo os quais, a pretexto de comemorar o aniversário de Rita Soares, repórter especial do Diário do Pará, Franssinete Florenzano promoveu um coquetel em sua residência, que a maioria dos convidados presumia reunir jornalistas do círculo da homenageada. Quem foi ao regabofe, contam circunstantes, deparou-se com dois ilustres personagens, sobre cuja presença a maioria dos jornalistas convidados desconhecia e com os quais lhes faltava intimidade. Tratava-se de Ana Júlia Carepa e de Cláudio Alberto Castelo Branco Puty, o enfant gaté da governadora. Também conhecido como Pacheco, em alusão ao personagem de Eça de Queiroz pródigo em empáfia, mas de parcas realizações, ele é candidato a deputado federal, com o explícito apoio da governadora petista.
“Fui convidado, mas felizmente não estive lá, porque, se tivesse ido, teria dado meia-volta”, conta um dos repórteres especiais do Diário do Pará, ao confirmar o desconforto de alguns dos jornalistas presentes, por conta do desejável distanciamento crítico em relação aos poderosos de plantão. “Bandido é bandido, polícia é polícia!”, acrescenta, em tom jocoso, o mesmo jornalista, repetindo o chiste cunhado por Lúcio Flávio Vilar Lírio, um bandido célebre, porque atípico, que pintava quadros e fazia poemas. O bandido, que nasceu em 1944 e morreu em 1975, inspirou o jornalista José Louzeiro a escrever o livro “Lúcio Flávio, passageiro da agonia”, do qual resultou o filme homônimo de Hector Babenco, em 1977.
Essas desconfianças, que hoje supostamente medram com vigor em setores da tucanagem, foram turbinadas pelos relatos segundo os quais, a pretexto de comemorar o aniversário de Rita Soares, repórter especial do Diário do Pará, Franssinete Florenzano promoveu um coquetel em sua residência, que a maioria dos convidados presumia reunir jornalistas do círculo da homenageada. Quem foi ao regabofe, contam circunstantes, deparou-se com dois ilustres personagens, sobre cuja presença a maioria dos jornalistas convidados desconhecia e com os quais lhes faltava intimidade. Tratava-se de Ana Júlia Carepa e de Cláudio Alberto Castelo Branco Puty, o enfant gaté da governadora. Também conhecido como Pacheco, em alusão ao personagem de Eça de Queiroz pródigo em empáfia, mas de parcas realizações, ele é candidato a deputado federal, com o explícito apoio da governadora petista.
“Fui convidado, mas felizmente não estive lá, porque, se tivesse ido, teria dado meia-volta”, conta um dos repórteres especiais do Diário do Pará, ao confirmar o desconforto de alguns dos jornalistas presentes, por conta do desejável distanciamento crítico em relação aos poderosos de plantão. “Bandido é bandido, polícia é polícia!”, acrescenta, em tom jocoso, o mesmo jornalista, repetindo o chiste cunhado por Lúcio Flávio Vilar Lírio, um bandido célebre, porque atípico, que pintava quadros e fazia poemas. O bandido, que nasceu em 1944 e morreu em 1975, inspirou o jornalista José Louzeiro a escrever o livro “Lúcio Flávio, passageiro da agonia”, do qual resultou o filme homônimo de Hector Babenco, em 1977.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
ELEIÇÕES – Juvenil, um escárnio ambulante
Um escárnio ambulante. Não há nenhuma outra definição mais compatível com o deboche que representa o PMDB apresentar como candidato ao governo, ainda que como laranja, o deputado Domingos Juvenil, que desde 2007 é também presidente da Assembléia Legislativa do Pará, em mandato que se encerra em 2011. Em um hiato na pausa imposta pelas circunstâncias nesta última quarta-feira, 18, tive a pachorra de assistir a entrevista feita pela TV Liberal com o jurássico parlamentar do PMDB, partido do qual o ex-governador Jader Barbalho, candidato ao Senado pela legenda, é o morubixaba no Pará.Do discurso de Juvenil depreende-se facilmente que o candidato a governador pelo PMDB não teve competência sequer para decorar o script desta comédia de humor duvidoso, patrocinada por Jader Barbalho, em um acintoso desrespeito ao eleitor. Pior só mesmo as aparições de Juvenil no horário de propaganda eleitoral gratuita, nas quais o laranja peemedebista evoca sua origem humilde para trombetear o discurso em suposta defesa da justiça social, da qual é tão carente o povo paraense. A gestão de Juvenil como presidente da Assembléia Legislativa fala por si só e é emblemática do que em verdade é o candidato do PMDB – a vanguarda do atraso.
Mais deprimente que a candidatura de Domingos Juvenil, só o fato dela reunir no mesmo palanque (como ilustra a foto) os ex-governadores Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará, e Almir Gabriel, o gosth que já foi tucano e hoje é movido pelo ressentimento em relação a Simão Jatene, a quem já teve como melhor amigo, principal auxiliar e do qual fez sucessor. Depois de reatar com Jader Barbalho, que já teve como patrono político e ao qual elegeu como adversário figadal em passado recente, Almir Gabriel cumpre seu patético ocaso. Surpreendente é ver Jader Barbalho participar dessa comédia de humor duvidoso, diante da responsabilidade que lhe cabe como a mais longeva liderança política da história do Pará. Pelo menos por isso, Jader Barbalho não mereceria passar para a história como a materialização de um Justo Veríssimo, o fictício deputado corrupto que odeia pobre, personagem celebrizado pelo talento de Chico Anysio.
ELEIÇÕES – A marcha da insensatez
Impressiona, na candidatura de Juvenil, o que ela traduz subliminarmente, ao evidenciar o desdém do ex-governador Jader Barbalho (foto) não só em relação ao eleitor, mas também com o que há de mais louvável em sua biografia política, que é o seu apreço pela ordem democrática. Goste-se ou não, é impossível esquecer, desconhecer ou enterrar como indigente o inegável empenho do ex-governador, hoje deputado federal e candidato ao Senado, com o restabelecimento da democracia no Brasil.As novas gerações, que usufruem do bônus da democracia, desconhecem os percalços e incertezas que permearam o processo de restabelecimento da ordem democrática, deflagrado pela “abertura lenta, gradual e segura” do governo do general Ernesto Geisel, em um tenso jogo de pressões e contra-pressões. Um processo, recorde-se, que se desdobrou com a anistia ampla, geral e irrestrita materializada pelo general João Batista Figueiredo, o último dos presidentes do regime dos generais, e o resgate de eleições livres e diretas para governador, em 1982. Um processo que culminou com a vitória de Tancredo Neves no colégio eleitoral, em 1985, quando o ex-presidente derrotou o ex-governador paulista Paulo Maluf, o candidato da ditadura militar, já nos seus estertores. Mas que só veio a se consolidar, sepultando o temor de uma nova intervenção da caserna na vida política, com a eleição como presidente, em 1989, de Fernando Collor, defenestrado do Palácio do Planalto por corrupção, via impeachment, em um processo doloroso, mas que serviu para consolidar a democracia brasileira. Além de atualizar a agenda econômica, com a abertura da economia, Collor teve também o mérito de extinguir o tenebroso SNI, o Serviço Nacional de Informação, ícone da intolerância da ditadura militar.
ELEIÇÕES – O sofrido resgate da democracia
Quem viveu aquela época sabe do que falo. O resgate da democracia não foi algo indolor. No seu rastro ficaram cadáveres, dos quais os mais vistosos, pelas circunstâncias, foram o do jornalista Vladimir Herzog e do operário Manuel Fiel Filho, vítimas dos militares da linha dura, que recalcitravam em devolver o poder aos civis. Não por acaso, durante os comícios de Tancredo Neves, até em Estados administrados por governadores do PMDB, como no caso do Pará, impunha-se a proibição de bandeiras vermelhas, que identificavam os partidos comunistas, então na ilegalidade, para não azedar o humor dos prepostos do regime militar.
Na época recém eleito governador do Pará, Jader Barbalho não titubeou, em nenhum momento, no apoio à luta pelo restabelecimento da democracia, a despeito das eventuais concessões aos militares, como manter-se silente diante da nomeação de Roberto Porto – acusado de torturador – para superintendente da Polícia Federal no Pará. Este é um mérito que a história lhe confere, embora, concomitantemente, tenha sido exatamente nesse seu primeiro mandato como governador que tenha contribuído decisivamente para fazer aderir ao seu nome as recorrentes acusações de corrupção, no rastro de uma administração desastrosa.
Na época recém eleito governador do Pará, Jader Barbalho não titubeou, em nenhum momento, no apoio à luta pelo restabelecimento da democracia, a despeito das eventuais concessões aos militares, como manter-se silente diante da nomeação de Roberto Porto – acusado de torturador – para superintendente da Polícia Federal no Pará. Este é um mérito que a história lhe confere, embora, concomitantemente, tenha sido exatamente nesse seu primeiro mandato como governador que tenha contribuído decisivamente para fazer aderir ao seu nome as recorrentes acusações de corrupção, no rastro de uma administração desastrosa.
ELEIÇÕES – Desdém que agride o eleitor
Jader Barbalho é, sem dúvida, um político sagaz e carismático, além de ser pessoalmente sedutor, pela habitual elegância que exibe no trato com seus interlocutores e até com seus adversários. A tolerância, que lhe permite não confundir adversários com inimigos e não perseguir quem a ele se opõe, é um mérito que seria injusto negar-lhe. Até porque essa qualidade torna-se mais visível diante da intolerância própria de tiranetes de província, cultivada por todos aqueles que o sucederam no governo – Hélio Gueiros, Almir Gabriel, Simão Jatene e Ana Júlia Carepa. Da relação exclui-se, naturalmente, Carlos Santos, o empresário e cantor e compositor brega, cujo mandato tampão que exerceu, com a renúncia de Jader Barbalho para disputar o Senado em 1994, só lhe permitiu instaurar o caos administrativo, ao passar de vice-governador a governador.
Lamentavelmente, tornou-se recorrente Jader Barbalho sobrepor conveniências paroquiais aos reais interesses do Pará, em um desdém que agride os eleitores minimamente politizados, tal qual fez ao pinçar para vice, na sucessão estadual de 1990, Carlos Santos. Trata-se de uma postura perversa, inimaginável em uma liderança com a sua expressão e, por isso, com as responsabilidades impostas por seu status político, ainda que carregue o estigma de ter seu nome associado a suspeitas de corrupção.
Lamentavelmente, tornou-se recorrente Jader Barbalho sobrepor conveniências paroquiais aos reais interesses do Pará, em um desdém que agride os eleitores minimamente politizados, tal qual fez ao pinçar para vice, na sucessão estadual de 1990, Carlos Santos. Trata-se de uma postura perversa, inimaginável em uma liderança com a sua expressão e, por isso, com as responsabilidades impostas por seu status político, ainda que carregue o estigma de ter seu nome associado a suspeitas de corrupção.
ELEIÇÕES – Um descalabro chamado Juvenil
Tornar o deputado Domingos Juvenil (foto) presidente da Assembléia Legislativa, diante dos antecedentes do parlamentar do PMDB – do qual se diz não ter biografia, mas prontuário, tantas são as acusações de corrupção -, foi um eloqüente exemplo dos descalabros que Jader Barbalho costuma patrocinar, na esteira de suas conveniências políticas. E o pior é que ele fez escola, como evidenciou o ex-tucano Almir Gabriel, que quando governador transformou o então deputado Mário Couto um ex-bicheiro, casca-grossa e inescrupuloso, como costumam ser os contraventores endinheirados, em presidente da Assembléia Legislativa. Mário Couto, recorde-se, acabou catapultado para o Senado, pelo PSDB.Agora, apresentar Juvenil como candidato ao governo pelo PMDB, ainda que na condição de laranja, é o escárnio levado ao paroxismo. Pelas suas origens, e mesmo sem desconhecer o fisiologismo que medra com vigor em seu interior, é deprimente ver a legenda reduzida a tanto. Mesmo para quem prefere um corrupto eleito pelo voto a qualquer fariseu fardado, imaginar um Juvenil da vida parâmetro para alguma coisa mais séria soa, fatalmente, a transtorno mental. Ou ao cinismo levado às últimas conseqüências.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
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