Mostrando postagens com marcador URE Doca. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador URE Doca. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

URE DOCA – Descaso e desrespeito

Um eloqüente resumo do caos no qual submergiu a saúde pública no Pará. Assim pode ser definido o comovente relato de uma internauta anônima, ao contar a via crúcis pela qual passou, para fazer um simples raio-x, em decorrência de uma dolorosa crise de coluna. Ela conta que tem 38 anos e desde algum tempo padece de um problema de coluna, que se manifesta com recorrentes e dolorosas crises, inclusive prejudicando seu sustento, que diz garantir com uma barraca de venda de frutas e legumes no Ver-o-Peso. Na quinta-feira passada, 27, a internauta foi fazer um raio-x, na URE Doca, solicitado pelo ortopedista pelo qual vinha sendo tratada, na própria Unidade de Referência Especializada localizada na Doca de Souza Franco. A partir daí começou o seu calvário, como ela acentua, no desabafo feito ao blog.
“Cheguei lá na URE Doca por volta das 7 horas da manhã e fiquei à espera, mas nada de ser feito o meu exame”, conta ainda. Em torno das 10 horas da manhã, acrescenta, um contingente de pacientes, incluindo muitos idosos e deficientes, protestaram contra a longa espera, e mais particularmente com o fato da fila ser sucessivamente furada por pacientes encaminhados por políticos, com o aval da diretora da URE, de nome Elenita. “Fiquei pasma e com nojo da situação. A diretora recebe uma fila de pessoas que se dizem assessoras de deputados, vereadores e sei lá mais o quê!”, prossegue a internauta anônima. “Os ditos assessores são grosseiros, truculentos e debochados. Entram na frente dos pacientes, debocham dizendo que tem preferência, nos humilham com sua arrogância”, acentua, para então relatar que, ao fim e ao cabo, foi informada, por um servidor mal-humorado, que só poderia ser atendida à tarde, tal qual ocorreu. “Tive então que ficar lá, com fome, sede e calor, até 3 horas da tarde, quando fui atendida”, continua a internauta, relatando seu drama. Um drama que estava longe de acabar, conforme a versão oferecida. “O funcionário fez os raio-x e – pasme! - me entregou as lâminas sem laudo e sem sequer um envelope. Ou seja, esperei horas, sofri humilhação, fome, calor, para receber o meu exame sem laudo e também sem sequer uma embalagem para guardar de maneira correta, até o meu médico poder ver!”
Na sua denúncia, feita em tom de justa indignação, a internauta acrescenta que ainda foi informada que não mais seria atendida pelo médico com o qual se tratava, na URE Doca, e que deveria retornar ao posto de saúde mais próximo da sua casa, para receber tratamento. “Não quero mais nada naquele local, porque nunca me senti tão humilhada em toda minha vida. Quero apenas que você possa se sensibilizar com a minha história, que é de uma pessoa pobre, mas digna, que não conhece políticos, mas paga seus impostos e acredita merecer um mínimo de respeito”, arremata.