De mal a pior. Em off, naturalmente, para evitar retaliações, assim é definida a situação da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (foto) por alguns de seus próprios integrantes, de acordo com os quais o governo Ana Júlia Carepa frustrou as expectativas suscitadas, acabando por repetir, ainda que com atenuantes, a indiferença oficial da tucanalha.Segundo a queixa generalizada, a orquestra existe de fato, mas não de direito, e a perspectiva do seu piso salarial atingir um patamar mais digno não materializou-se, apesar do aumento de 100% concedido pela governadora petista Ana Júlia Carepa em 2007, o primeiro ano do seu mandato. Na época, os músicos recebiam míseros R$ 600,00, o salário pago pelo governo Simão Jatene, do PSDB, e passaram a ganhar R$ 1.200,00 com o reajuste de 100% concedido pela administração Ana Júlia Carepa, do PT.
O compromisso de aumentos gradativos, até atingir um piso salarial minimamente decente, ficou na conta das promessas não cumpridas. Hoje, denunciam também músicos da orquestra, são frequentes os atrasos no pagamento dos salários e dissemina-se o clima de desalento, diante da falta de estímulos.
