Segue
abaixo, na íntegra, o texto distribuído por Dr. Chiquinho, denunciando a falácia
em que foi transformada a X Conferência Municipal de Saúde.
“A
Conferência de Saúde 'chapa-branca' dos parceiros Jatene e Zenaldo
“No momento em que escrevo o presente
texto, está acontecendo a X Conferência Municipal de Saúde de Belém, evento
fundamental, se fosse sério, para o controle social da gestão dos serviços de
saúde pública em nossa cidade e, por imposição da realidade, para todo o estado
do Pará.
“Com alguma experiência em saúde
pública, gostaria de ver publicada minha opinião a respeito da organização da
abertura do evento que, na maior sem-cerimônia, excluiu da mesa representantes
de segmentos que têm dificuldades em aceitar as explicações simplistas e
desonestas dos ‘parceiros’ que ocupam as cadeiras dos Executivos municipal e
estadual.
“Logo na abertura do evento, foi
demonstrado quem ‘mandava’ ali. As cores do partido do prefeito deram o tom
pálido no qual os ‘debates’ ocorreriam. A presença do alcaide, em camisa de
mangas, tentava dar o ar de evento com participação popular que fora subtraído
pela ocorrência, quase clandestina, das plenárias para escolhas dos delegados.
A exclusão, da mesa de abertura, de personalidades ‘inconvenientes’ foi
providenciada com esmero e, assim, os discursos puderam ser feitos sem que o
prefeito ouvisse coisas desagradáveis. Aliás, tanto o prefeito, quanto o
secretário de Saúde, Hélio franco, foram muito hábeis na exposição de dados
alarmantes a respeito da nossa realidade sanitária, sem que apresentassem uma
única proposta que apontasse para a mudança do quadro. Ou como diria Odorico
Paraguassú: apresentaram a problemática sem a correspondente ‘solucionática’. O
Dr Hélio Franco, por exemplo, apropriou-se de informações alarmantes sobre a
epidemiologia dos traumas decorrentes de acidentes automobilísticos e as
despeja sempre que pode, tentando impressionar seus ouvintes com a
realidade brutal do nosso trânsito e, assim, justificar a inoperância do Estado
nesse quesito. Se o debate tivesse sido aberto, talvez fosse o caso de lembrar
o ilustre secretário que grande parte da responsabilidade por essa perversa
realidade é do atual governador e seu partido político que está,há quase dezesseis
anos, à frente da gestão sem tomar as providências necessárias para, pelo
menos, diminuir esse quadro estarrecedor. Mas o PSDB fez a opção de tentar
calar os que não aceitam suas explicações. O SINDMEPA, Sindicato dos Médicos do
Pará, também foi impedido de fazer pronunciamento na abertura da conferência.
Faltou, portanto, a voz de um segmento importante da área da saúde e o Dr
Hélio, um ex dirigente desse sindicato, preferiu fazer de conta que não era com
ele. Este missivista, eleito por um partido de oposição, cometeu a imprudência
de aceitar o convite do presidente do legislativo municipal, para representar
esse poder no evento. Foi também solenemente ignorado.
“Francisco
A. G. de Almeida (Dr Chiquinho)
“Vereador
PSOL”