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sábado, 22 de dezembro de 2018

FUNBOSQUE – Justiça acata ação do Ministério Público Estadual e determina matrícula para o ensino médio

Beatriz Padovani: versão esfarinhada pelo Ministério Público Estadual.


O Tribunal de Justiça do Pará deferiu pedido de liminar do MPE, Ministério Público do Estado do Pará, e determinou que a Funbosque, a Fundação Escola Bosque Professor Eidorfe Moreira, abra matrícula para 70 vagas para o 1º ano a do ensino médio integral. O objetivo da ação civil, impetrada pelas promotoras de Justiça Maria das Graças Corrêa Cunha e Darlene Rodrigues Moreira, é atender a demanda de alunos interessados em cursar o ensino médio integrado ao curso técnico em meio ambiente na Funbosque. Em caso de descumprimento, segundo a decisão judicial, será aplicada pena de multa diária no valor de R$ 10 mil, na pessoa da gestora responsável, a presidente da fundação, Beatriz Padovani.
O imbróglio que provocou a intervenção do Ministério Público teve como estopim a denúncia de que a Funbosque, em 2019, não abriria matrículas para os cursos de Técnico em Meio Ambiente e Técnico em Pesca, que seriam extintos. O pretexto para isso seria um suposto parecer do Ministério Público, de acordo com a versão atribuída à presidente da Funbosque, Beatriz Padovani. A versão é categoricamente desmentida pelo Ministério Público, de acordo com o qual o parecer a que se referiria a presidente da Funbosque é, na verdade, a recomendação expedida no inquérito civil nº 000357-125/2015, instaurado para acompanhar e fiscalizar todas as etapas do processo de elaboração, implantação, acompanhamento e avaliação do Plano Municipal de Educação do Município de Belém, a ser executado no período de 2014 a 2024. “A recomendação do Ministério Público em momento algum se destina à Fundação Escola Bosque, uma vez que o ensino médio em nível técnico ofertado na fundação tem amparo legal”, sublinham na ação as promotoras Maria das Graças Cunha e Darlene Moreira. E reforçam: “Não há fato impeditivo para a continuidade da oferta do curso técnico na Escola Bosque, já havendo, inclusive, disponibilização orçamentária para o ensino médio na Escola para o ano de 2019, conforme documentos juntados aos autos, que demonstram que os recursos alocados para o ensino médio não interferem no ensino fundamental, não havendo que se falar em realocação de recursos para aplicação na educação fundamental, uma vez que estes já estão vinculados ao ensino médio profissionalizante na Funbosque.”

sábado, 23 de setembro de 2017

ESCOLA BOSQUE – Com o trapiche da unidade Jutuba à espera de conserto, 84 crianças continuam sem aulas

Memorando comunicando que as aulas na unidade Jutuba...
...estão suspensas sine die, única providência visível de Meg Parente.

A imagem da inépcia administrativa. Assim pode ser descrita a situação das 84 crianças sem aulas desde o último dia 4, “por período indeterminado”, à espera que a Prefeitura de Belém mande consertar o trapiche da unidade pedagógica Jutuba.

Até aqui, a única manifestação da presidente da Funbosque, Fundação Escola Bosque Eidorfe Moreira, Meg Parente, foi um memorando circular, comunicando que as aulas estão suspensas “por período indeterminado”, diante da necessidade de “reforma” da ponte que dá acesso à unidade. Meg Parente é a diletante ex-vereadora eleita pelo PSOL como Meg Barros, que tão aportou na Câmara Municipal tratou de migrar para uma legenda de aluguel, o PRP, alinhando-se com o prefeito tucano Zenaldo Coutinho, mas que não conseguiu se reeleger em 2016.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

FUNBOSQUE – Ignoradas pela presidente, cobranças de mães são tratadas como caso de polícia por assessor

Paulo Nazareno, o assessor truculento da Funbosque...
...do qual se sabe ser mero cabo eleitoral do PSDB (à dir.).

Tratar a questão social como caso de polícia, um dos mais tacanhos receituários da forma mais primitiva do coronelismo, parece ter sido desarquivado pela administração do prefeito sub judice de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB). Isso é o que sugere o incidente ocorrido na manhã desta terça-feira, 24, quando um grupo de 20 mães de alunos das unidades pedagógicas da Funbosque, a Fundação Escola Bosque Professor Eidorfe Moreira, foi ameaçado de ser retirado à força da sede da instituição, pela polícia, por cobrar uma solução para a falta de material didático e de higiene que inviabiliza o início do ano letivo. O estopim do imbróglio foi a tentativa de um grupo de mães de alunos e professores concursados da Escola Bosque de se reunir com a presidente da Funbosque, Carol Rezende Alves. O grupo deu com a cara na porta, porque Carol Rezende Alves, tal qual ocorre desde dezembro, não compareceu à sede da fundação. Acionada via WhatsApp, ela antecipou que não tem data disponível em sua agenda, descartando assim, a priori, a possibilidade de qualquer reunião, na mais ignominiosa indiferença diante da situação de abandono em que se encontram as unidades pedagógicas da Escola Bosque, nas quais falta até papel higiênico, segundo relatos dos próprios docentes.
Em lugar de Carol Rezende Alves, coube a um obscuro assessor do segundo escalão da Escola Bosque, Paulo Nazareno, mais conhecido como Paulinho, reunir-se com as mães e professores. Definido como “pateticamente despreparado”, o opaco assessor, cuja qualificação profissional é desconhecida até pelos docentes da fundação, protagonizou um colossal vexame. Diante de críticas irrespondíveis, para as quais não ofereceu respostas minimamente convincentes, e da indignação provocada por sua arrogância, ele ameaçou chamar a polícia para retirar as mães dos alunos da sede da Funbosque. Antes mesmo da reunião, o tal Paulo Nazareno, notabilizado como áulico da administração do prefeito Zenaldo Coutinho e servil cabo eleitoral do PSDB, já antecipara seu jaez, compatível com o diminutivo pelo qual é conhecido. Em um ato de mesquinharia explícita, ele se recusou a autorizar que o barco da Escola Bosque transportasse, da região das ilhas para Outeiro, as mães dos alunos que pretendiam participar da reunião. Foi necessário que os professores concursados da Funbosque fretassem um barco - pagando por isso, do próprio bolso, R$ 200,00 - para garantir a presença das mães na reunião.

Para além da “evidente inépcia administrativa” da presidente interina da Funbosque, Carol Rezende Alves, uma advogada sem nenhuma formação ou experiência pedagógica, os professores concursados denunciam a rotina de abandono da Escola Bosque, levada ao paroxismo na administração Zenaldo Coutinho. Sobre a fracassada reunião de terça-feira, 24, eles atribuem o fiasco ao “flagrante despreparo” do tal Paulo Nazareno, o Paulinho, para fazer uma interlocução que exigia “um mínimo de autonomia”, algo muito aquém de um obscuro assessor do segundo escalão. “Trata-se de um cidadão totalmente despreparado, que não soube conduzir a reunião, razão pela qual o que deveria servir de abertura de um diálogo com a direção da escola acabou em discussão, com ele ameaçando chamar a polícia para retirar as mães dos alunos da sede da escola”, resume um professor.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

FUNBOSQUE – Escola Bosque inicia ano letivo em clima de abandono e sob ameaças de retaliação a concursados

Carol Rezende Alves: ausente, na reapresentação dos professores...
...recepciodos com a ameaça da truculência de Socorro Aquino.

Sob uma atmosfera de incertezas e apreensões, a Funbosque, a Fundação Escola Bosque Professor Eidorfe Moreira, inicia nesta segunda-feira, 23, o ano letivo. No retorno dos professores, na terça-feira, 17, quando deveria ter início o planejamento do ano letivo, o corpo docente não encontrou sequer a diretora interina da Escola Bosque, Carol Rezende Alves, uma advogada desprovida de experiência pedagógica, aboletada no cargo pelo prefeito sub judice Zenaldo Coutinho (PSDB). “Carol Rezende, a eterna presidente em exercício da fundação, sequer deu as caras em Outeiro para receber os professores, que não sabiam nem quais turmas assumiriam em 2017”, relatam fontes da escola ao Blog do Barata.
Essas mesmas fontes acrescentam que em lugar do planejamento pedagógico, com vistas ao novo ano letivo, os professores em geral, e particularmente os docentes concursados, depararam-se com ameaças de retaliação, por conta das denúncias sobre o sucateamento da Funbosque, durante a recente campanha eleitoral. “Não faltaram ameaças e assédio moral por parte do segundo escalão da gestão tucana da Funbosque”, sublinham docentes da Escola Bosque, inclusive acenando com uma intervenção da administração da Semec, a Secretaria Municipal de Educação. O algoz de plantão, dizem, seria Socorro Aquino, diretora de Ensino da Semec, que vem a ser cunhada do prefeito sub judice Zenaldo Coutinho, notabilizada pela truculência com que trata os servidores. Na versão corrente, disseminada pelos áulicos da atual administração, o “pacote de maldades” de Socorro Aquino incluiria a supressão da gratificação de 80% paga aos servidores da Escola Bosque por atuarem em fundação.

De imediato, o cenário é sombrio. “Nas unidades pedagógicas da Funbosque nas ilhas, os professores concursados aguardam por lotação, pois a prioridade é dos afilhados dos políticos do PSDB”, acentuam as denúncias feitas ao Blog do Barata. Para viabilizar o apadrinhamento, não faltam arranjos, acrescentam ainda fontes da escola. “Tem-se contratados que já atingiram o tempo máximo de contrato como professores e que retornarão como técnicos pedagógicos e vice-versa; cabos eleitorais que eram contratados em 2016 para bater perna pela ilha em busca de votos e que permanecerão com contrato e sem função em 2017; assessor de vereador contratado para não fazer nada e ficar o dia inteiro no whatsapp passando ‘relatórios’ baseados em fofocas para a senhora Carol Rezende, dentre outros absurdos”, testemunha uma professora. Enquanto isso, as unidades pedagógicas permanecem sem material didático e até de limpeza, indispensáveis ao seu funcionamento”, arremata a professora.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

FUNBOSQUE – Fossa estourada e obras paralisadas

Semana passada, na unidade pedagógica Jutuba, a fossa estourou e os dejetos estão sendo despejados diretamente no rio. “Inventaram de trocar o assoalho do banheiro dos meninos e abandonaram a obra, o que sobrecarregou o outro banheiro, do que resultou o estourou da fossa”, conta uma fonte, protegida pelo anonimato, por temer retaliações.
Uma professora da unidade pedagógica confirma o relato dessa fonte. E acrescenta que a situação tornou-se insustentável, diante do fedor exalado. “Não há condições de prosseguir com as aulas”, avalia. “Fede tanto que parece que estamos dando aula em cima da fossa aberta”, salienta a professora. Por isso, acrescenta, docentes e servidores cogitam entrar em greve.

A reforma do trapiche também foi abandonada, embora mal iniciada. “Largaram as madeiras da reforma toda lá e está sendo tudo roubado”, relata outra fonte. “Nossa situação é lamentável”, resume uma professora.

domingo, 13 de março de 2016

FUNBOSQUE – Além de relegar ao abandono Escola Bosque, Zenaldo usurpa jantar das crianças ribeirinhas

Zenaldo Cooutinho: tratamento desumano para crianças ribeirinhas.

O prefeito de Belém, o tucano Zenaldo Couitinho, não só relegou ao mais degradante abandono a Funbosque, a Fundação Escola Bosque Professor Eidorfe Moreira, como também, ignominiosamente, penalizou cruelmente as crianças ribeirinhas, por ele privadas até do jantar que era servido ao final do turno da tarde. Historicamente, aos alunos da Escola Bosque sempre foram servidos café da manhã, almoço, lanche e jantar, mas este ano esta última refeição foi suprimida, sem maiores explicações.
A supressão do jantar que era tradicionalmente servido aos alunos da Escola Bosque soa tanto mais estranha porque contrasta com a gastança no gabinete do prefeito de Belém, ao qual a administração Zenaldo Coutinho destinou mais de R$ 21 milhões. “Este ano, Zenaldo [Coutinho] resolveu retirar uma refeição sem maiores explicações. Quem estuda de tarde não tem mais o jantar, que era servido pouco antes da volta das crianças pra casa”, relata uma professora. A situação soa ainda mais revoltante pelas circunstâncias, como explica a mesma professora. “Esse jantar tem feito muita falta, pois estamos na época da baixa na colheita de açaí e falta alimento para os ribeirinhos”, sublinha. “As crianças têm reclamado muito”, acrescenta.

Mais escandalosa que a ignominiosa indiferença de Zenaldo Coutinho, em relação às crianças ribeirinhas da Escola Bosque, só a repulsiva letargia do MPE, o Ministério Público Estadual, situada no limite da condescendência criminosa. Mas nada, absolutamente nada, parece capaz de abalar o pacto dos canalhas, na esteira do qual, no Pará, o MPE transmutou-se de fiscal da lei em um prostibulo sem rameiras, no qual vende-se tudo, incluindo a dignidade da instituição e a consciência dos que dela fazem parte.

quinta-feira, 10 de março de 2016

FUNBOSQUE – De vagas para 80 crianças até tempero para refeições dos alunos, falta de tudo na Escola Bosque

Zenaldo Coutinho: inépcia potencializou sucateamento da Escola Bosque.

O caos institucionalizado. A concluir de recorrentes relatos de professores e funcionários, assim pode ser definida a situação na qual submergiu a Funbosque, a Fundação Escola Bosque Professor Eidorfe Moreira, durante a administração do atual prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB). Na esteira de um sucateamento levado ao paroxismo, este ano, por exemplo, por falta de vagas 80 crianças ribeirinhas, que deveriam estar cursando Jardim I, estão sem estudar. Além de instalações precárias e condições de trabalho adversas, os professores são obrigados a tirar dinheiro do próprio bolso para comprar tempero para as refeições dos alunos, já que a Fundação Municipal de Assistência ao Estudante só fornece sal. “O almoço deles só é melhor porque os professores fazem, diariamente, coleta pra comprar temperos”, relata uma fonte do Blog do Barata.

Aos professores, como eles próprios se encarregam de sublinhar, é impossível ficar indiferentes ao nível de carências com o qual se defrontam cotidianamente e que penalizam em particular seus alunos, já maltratados pelas condições de vida das quais são reféns na região das ilhas. “Temos problema com a merenda escolar, pois a quantidade fornecida pela Fundação Municipal de Assistência ao Estudante é mínima”, conta uma professora. “Eles (da Fundação Municipal de Assistência ao Estudante) calculam três rosquinhas por aluno, sem leite, suco, nada. Esse é o café da manhã da criança ribeirinha. Na cidade não é assim e os pais sabem disso”, observa, indignada a mesma professora. No desabafo que se repete, seja qual for o professor, a administração do prefeito Zenaldo Coutinho potencializa a inépcia da gestão de seu antecessor, o ex-prefeito Duciomar Costa (PTB), o nefasto Dudu.

FUNBOSQUE – De mal a pior



A degradação das unidades pedagógicas da Escola Bosque não é um fato novo, mas acentuou-se na administração do atual prefeito, o tucano Zenaldo Coutinho, popularmente conhecido como Zenada, no rastro da sua inoperância como gestor. “O descaso e sucateamento já existiam na gestão de Duciomar Costa, mas se intensificaram na gestão de Zenaldo Coutinho. Tanto que os funcionários mais antigos (da Funbosque) falam que imaginavam que nenhum prefeito poderia ser pior do que Duciomar, mas que Zenaldo o superou com louvor, pois revelou-se péssimo”, assinala uma professora, ao descrever o cenário de deterioração sob o qual funciona, hoje, a Escola Bosque. A adoção do choque de gestão e da meritocracia, duas promessas de campanha exaustivamente trombeteadas, acabaram impiedosamente deletadas pelo atual prefeito, obcecado pela ideia de utilizar a máquina administrativa para obter a reeleição, capaz de cacifá-lo para a sucessão estadual de 2022.
A Funbosque mantém cinco unidades pedagógicas na região das ilhas – Faveira, Flexeira, Seringal, Jutuba e Jamaci. Três delas – Jutuba, Flexeira e Jamaci - foram construídas e inauguradas na administração do ex-prefeito Duciomar Costa, funcionando improvisadamente, em precárias casas de madeira, nas respectivas comunidades. Até então havia a unidade pedagógica Faveira, que dispunha de uma estrutura escolar razoável.
A maior das unidades pedagógicas da Funbosque na região das ilhas é a Faveira, localizada em Cotijuba e que abriga 500 alunos. Flexeira, também em Cotijuba, atende 70 alunos. A unidade pedagógica Seringal atende 25 alunos e é a menor e mais precárias de todas, funcionando em casa doada pela comunidade, já que Zenaldo Coutinho não cumpriu a promessa de mandar construir novas instalações. Jutuba, localizada na ilha de mesmo nome, atende 74 alunos. Jamaci, na ilha de Paquetá, no igarapé do Jamaci, atende 53 alunos.

FUNBOSQUE – Fabricio Modesto, o trapalhão

Fabricio Modesto (segundo, da esq. para a dir.): gestão desastrosa.

No relato de professores de carreira, corroborados por antigos funcionários, a crise na Funbosque agravou-se a partir das desastradas nomeações patrocinadas por Zenaldo Coutinho para o cargo de presidente da fundação. A primeira das desastradas indicações foi a de Fabricio Modesto, aliado político de Zenaldo Coutinho. Um obscuro administrador, que em 2012 foi candidato a vereador de Belém pelo PTC, Partido Trabalhista Cristão, uma legenda de aluguel, ele acabou a eleição como suplente. Seu prêmio de consolação foi ser nomeado presidente da Funbosque, onde notabilizou-se por uma sucessão de trapalhadas. Seu feito mais notável, segundo a versão corrente - ainda que carente de provas -, teria sido introduzir a cobrança de 10% sobre o salário mensal dos servidores temporários, uma prática que a ele supostamente sobreviveu, dizem.

As estripulias de Modesto foram tantas e tamanhas, que professores e funcionários cobraram, em uníssono, sua demissão, uma reivindicação que Zenaldo Coutinho recalcitrou em atender, até enfim ceder aos apelos nesse sentido. Modesto foi defenestrado da fundação em abril de 2014, pouco mais de um depois de nela ser introduzido pelo prefeito.

FUNBOSQUE - Fernando Queiroz, o opaco

Fernando Queiroz: pompa dos falsos profetas e gestão opaca.

Fabricio Modesto foi substituído por outro administrador, Fernando Queiroz, que ganhou notoriedade por exibir uma pretensão inversamente proporcional a parca competência revelada como administrador. “A ideia é trazer projetos para a Funbosque como a Escola do Legislativo ‘Benedito Nunes’, da Assembleia Legislativa do Pará, que foi criada com o objetivo de levar aos servidores qualificação profissional e formação continuada. Outra medida que será prioridade é o fortalecimento do conselho escolar da instituição e os laços com a comunidade da ilha de Caratateua, no distrito do Outeiro”, trombeteou, ao ser empossado, com a pompa dos falsos profetas.

Um arremedo de Pacheco, o personagem de Eça de Queiroz pródigo em empáfia e parco em substância, Queiroz não deixou nenhum legado relevante como presidente da fundação. “O Fernando Queiroz entrou pra fazer choque de gestão, como ele dizia, mas saiu sem resolver nada nas ilhas; fez só uma maquiagem na sede”, resume uma testemunha privilegiada de sua opaca passagem pela Funbosque.

FUNBOSQUE – Carol, “o desastre anunciado”

Carol Rezende Alves: administração sob ácidas críticas dos professores.

Em abril de 2015 o opaco Fernando Queiroz bateu em retirada da Funbosque, sendo substituído, como presidente, por Carol Rezende Alves, uma advogada que milita no PSDB, nomeada interinamente, mas que permanece até agora no cargo, a despeito das ácidas críticas das quais é destinatária como gestora, por parte de professores, funcionários e pais dos alunos. Descrita como um belo exemplar de mulher, embora de parcos predicados intelectuais, ela é definida como “o desastre anunciado” e acabou por ser motivo de pilhéria, pelo sincericídio que cometeu – por arrogância ou estultícia -, ao ser empossada presidente, em um episódio sempre citado como emblemático do desapreço do prefeito Zenaldo Coutinho pela educação. “Ela fez questão de enfatizar que não é da área da educação e que não entende nada do assunto!”, recorda uma professora, em tom de inocultável menosprezo.

Mas o pior estava por vir, recordam professores e funcionários da Funbosque. Eles contam que, em maio de 2015, Carol Rezende Alves esteve em Cotijuba, exibindo uma bela planta de como ficaria a unidade pedagógica Faveira e os trapiches de concreto com flutuante das unidades pedagógicas Jamaci e Jutuba. “Ela disse que os recursos já estariam liberados pelo prefeito e que as obras iniciariam em julho do ano passado. Seriam construídas duas salas de aula na unidade pedagógica Faveira, bem como banheiros novos para alunos e professore, nova sala de professores e cozinha para que preparassem suas refeições”, recorda uma professora, endossada por testemunhas do episódio.Tudo ilusão e mentira!”, desabafa a professora.

FUNBOSQUE – Crianças sem escola e merenda pífia

É colossal o custo social da inépcia revelada pela administração de Zenaldo Coutinho, como evidencia a situação caótica na qual submergiu a Funbosque. Este ano, por falta de salas de aula, foi ofertada apenas uma turma de Jardim I, do que resultou ficarem sem estudar 80 crianças em idade escolar. A situação provocou indignação na população de Cotijuba, o que levou Zenaldo Coutinho a mandar alugar uma pousada, para abrir novas turmas de Jardim I. Os pais das crianças em idade escolar, porém, recusaram a opção com a qual acenou a Prefeitura de Belém, por entender que o imóvel não é adequado para abrigar turmas de crianças tão pequenas. “Trata-se de uma objeção com a qual eu concordo”, acentua uma professora. “O imbróglio perdura até agora e essas crianças permanecem sem escola”, acrescenta.

Mais grave ainda é o problema da merenda escolar. “A quantidade fornecida pela Fundação Municipal de Assistência ao Estudante é mínima. Eles calculam três rosquinhas por aluno, sem leite, suco, nada. Esse é o café da manhã da criança ribeirinha. Na cidade não é assim e os pais sabem disso”, relata uma professora ao Blog do Barata. Mais grave ainda é o imbróglio das refeições. os professores são obrigados a tirar dinheiro do próprio bolso para comprar tempero para as refeições dos alunos, já que a Fundação Municipal de Assistência ao Estudante só fornece sal. “O almoço deles só é melhor porque os professores fazem, diariamente, coleta pra comprar temperos”, enfatiza a mesma fonte.

FUNBOSQUE – A dolosa omissão do MPE

Graça Cunha, a promotora servil: doloso silêncio, diante das denúncias.

Mais chocante que as revelações sobre as precárias condições das unidades pedagógicas da Escola Bosque só a patética omissão do MPE, o Ministério Público Estadual. Uma omissão tanto mais dolosa porque os recorrentes relatos sobre o sucateamento da Funbosque já foram formalizados junto ao MPE. Em setembro de 2015, por exemplo, denúncias sobre precárias condições de trabalho na unidade pedagógica da ilha de Jutuba desembocaram na 1ª Promotoria de Justiça dos Direitos Constitucionais Fundamentais e dos Direitos Humanos do MPE, o Ministério Público Estadual, ficando sob os cuidados da promotora de Justiça Graça Cunha. O elenco de denúncias incluía desde falta a quantidade insuficiente de merenda escolar até a ausência adequada de transporte, porque a lancha escolar encontrava-se quebrada, à espera de conserto desde agosto, passando pelo risco a integridade física dos alunos, que passaram a ser transportados em um barco cujo eixo do motor ficava exposto, deixando as crianças sob o risco de escalpelamento. A denúncia feita relata que, na época, os dois geradores de energia não funcionavam, comprometendo o cumprimento do calendário escolar, de forma adequada e satisfatória, em todos os turnos.

Os problemas verificados em Jutuba, sabe-se, repetem-se nas demais unidades pedagógicas, em alguns casos até em maior escala, mas a despeito disso, até onde se sabe, o MPE permanece inerte. O que certamente não ocorre por acaso. A promotora de Justiça Graça Cunha, sob cuja responsabilidade ficaram as denúncias então formuladas ao Ministério Público Estadual, é a mesma notabilizada pela submissão servil ao procurador-geral de Justiça, Marcos Antônio Ferreira das Neves, o Napoleão de Hospício, de notórios vínculos com a tucanalha, a banda podre do PSDB, da qual são expoentes o governador Simão Jatene, o Simão Preguiça, e seu ilustre pupilo, o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, o Zenada. Ela ganhou notoriedade durante a mais recente greve dos professores da rede pública estadual de ensino, quando, como pau-mandado do procurador-geral de Justiça, pretendeu propor ao TJ, o Tribunal de Justiça do Pará, que declarasse a ilegalidade e abusividade da paralisação dos docentes, que reivindicavam melhores salários e condições de trabalho. Com o governo Simão Jatene apostando no impasse e no desgaste da greve, ao se recusar a negociar sem o término da paralisação, a ideia soou tão estapafúrdia e repercutiu tão mal, que Graça Cunha tratou de arquivá-la, obviamente também cumprindo ordens do procurador-geral de Justiça. Coube, assim, à própria Procuradoria Geral do Estado fazer o serviço sujo, ao propor à Justiça que a paralisação dos professores fosse declarada ilegal e abusiva, a despeito das evidências sinalizarem o contrário. 

terça-feira, 8 de março de 2016

FUNBOSQUE – Na contramão da propaganda enganosa de Zenaldo, Escola Bosque amarga completo abandono

Água impura e poluída, tal qual vem do rio, utilizada na Escola Bosque.
Frigideira utilizada para aparar água que vaza do freezer, sem conserto.

Pródigo em propaganda enganosa, que sangra o erário e usurpa recursos que poderiam aplacar as aflições da população carente, a administração do prefeito tucano Zenaldo Coutinho, além do abandono a que relegou Belém, notabilizou-se também por deixar à mingua os professores e alunos da Funbosque, a Fundação Escola Bosque Professor Eidorfe Moreira. A situação da Escola Bosque, que já foi referência em matéria de educação ambiental, é, hoje, dramática, diante da indiferença da Prefeitura de Belém, coonestada, no limite de condescendência criminosa, pela presidente da Funbosque, Carol Rezende Alves, cuja substituição, por um profissional da educação, é reivindicada pelo corpo docente. Os professores, que se insurgem contra o sucateamento da instituição, cobram também o pagamento do piso salarial nacional, ignorado pelo prefeito, e a eleição direta para as coordenações pedagógicas, inclusive para a coordenação pedagógica geral, contando com o manifesto apoio dos pais dos alunos.

O abandono traduzido no sucateamento da Escola Bosque está presente em cada uma das unidades pedagógicas, conforme ilustram os flagrantes fotográficos obtidos pelo Blog do Barata. A água utilizada para a lavagem dos utensílios da merenda dos alunos tem uma aparência repugnante. “Do jeito que vem do rio sai da torneira!”, desabafam professores das unidades pedagógicas de Jamaci e Jutuba. “No entorno da escola são criados porcos, cachorros e outros animais domésticos, que obviamente defecam na área, o que faz presumir que a água seja contaminada, até porque o esgoto da escola é despejado nessa mesma água”, acrescenta. Os professores da Funbosque relatam que os ribeirinhos têm, em suas casas, sistema de captação de água da chuva, instalado pelo Incra, o Instituto de Colonização e Reforma Agrária, o que não ocorre na Escola Bosque. “É um sistema do qual a escola Bosque poderia dispor, mas não dispõe”, sublinha uma professora, endossada pelos colegas.

FUNBOSQUE – Menosprezo pela segurança

Cupins ameaçam a estrutura de uma unidade pedagógica da escola. 
Trapiche da unidade pedagógica de Jutuba, que ameaça desabar.
Detalhe do precária situação do trapiche, que expõe a riscos os usuários.
O trapiche, em outro ângulo, que evidencia sua precária conservação.
Piso do banheiros dos funcionários podre.
Banheiros de alunos e professores: entupidos e sujos.

A precariedade das instalações das unidades pedagógicas é alarmante, mas nada parece capaz de sensibilizar o prefeito tucano Zenaldo Coutinho, obnubilado pela ambição de obter a reeleição, o que o faz priorizar a (cara) propaganda enganosa, veiculada na grande imprensa, em detrimento de investimentos em áreas vitais, como a educação. O trapiche da unidade pedagógica de Jutuba, por exemplo, está prestes a desabar, sem que providências sejam tomadas para recuperá-lo. “Já denunciamos à administração da Escola Bosque e nada é feito. Na última reunião em Cotijuba, os pais de alunos também denunciaram o fato”, relata uma fonte dos professores.

Não faltam evidências pelo menosprezo em relação a um mínimo de segurança para alunos, professores e funcionários da Escola Bosque, nas unidades pedagógicas. Há unidades pedagógicas cujas instalações estão tomadas por cupins e em outras encontra-se a madeira do piso do banheiro dos funcionários podre, simplesmente podre. Em outras unidades pedagógicas, como a de Faveira, os banheiros de professores e alunos vivem entupidos e sujos, sob a recorrente indiferença da administração da Funbosque, apesar das reiteradas reclamações.

FUNBOSQUE – Precariedade e falta de higiene

Sala de aula: uma só lâmpada e um único ventilador .
Espaço multiuso, serve de refeitório e biblioteca, sob um odor fétido.
Sala dos professores e da coordenação pedagógica: desconforto.

Mesmo a um observador menos atento, é difícil escapar a precariedade das instalações sob as quais funcionam as unidades pedagógicas da Funbosque, em uma situação agravada pela falta de um mínimo de preocupação com a higiene. Em uma sala de aula na unidade pedagógica Faveira, há apenas uma lâmpada e um único ventilador em funcionamento. Nesta mesma unidade há um espaço multiuso, que serve de biblioteca e refeitório e é ainda utilizado como corredor. A proximidade do banheiro obriga as crianças a fazerem suas refeições sob um odor fétido, uma situação absurda, da qual tem conhecimento a administração da Funbosque, que a despeito disso permanece insensível ao drama enfrentado por alunos, professores e funcionários.

Mas na unidade pedagógica Faveira há outras situações absurdas. Um único espaço serve de sala dos professores e sala de coordenação pedagógica. Como, previsivelmente, a sala vive cheia, os professores não tem para planejar suas atividades diárias ou sequer descansar. “Isso porque transformaram a sala da coordenação pedagógica em sala de aula, no primeiro ano de gestão do prefeito Zenaldo Coutinho”, trata de acentuar uma professora. 

FUNBOSQUE – Improviso e descaso

Atendimento psicossocial: cortina e armários servindo de paredes.
Interior da improvisada sala para atendimento psicossocial de alunos.
Porta da sala na qual deveria funcionar a brinquedoteca da Escola...
...Bosque, reduzida a  um depósito destinado a entulhos diversos.

O sucateamento das unidades pedagógicas da Funbosque é levado ao paroxismo, como ilustra a improvisação da qual foram compelidas a larçar mão, psicóloga e assistente social, para fazer viabilizar um espaço próprio para o atendimento psicossocial. “Como não havia espaço para esse atendimento, elas uniram alguns armários e improvisaram um espaço, ao lado da fedentina do banheiro”, relata uma das professoras, em tom de inocultável indignação.

Agora, deprimente, mas deprimente, mesmo, porque emblemático do desapreço do prefeito Zenaldo Coutinho pelas crianças ribeirinhas, é a destinação que teve a sala na qual deveria funcionar a brinquedoteca, um espaço vital para o aspecto lúdico que permeia a educação infantil. A sala destinada à brinquedoteca serve, simplesmente, de depósito! O justo carinho que merecem seus filhos, o prefeito nega às crianças ribeirinhas.

domingo, 6 de março de 2016

FUNBOSQUE – Professores ganham apoio dos pais dos alunos, que criticam acidamente gestão de Zenaldo

Zenaldo Coutinho: gestão sob críticas dos pais dos alunos da Funbosque.

Os professores da da Funbosque, a Fundação Escola Bosque Professor Eidorfe Moreira, ganharam o irrestrito apoio dos pais dos alunos das unidades pedagógicas da região das ilhas, em sua mobilização pelo pagamento do piso nacional salarial da categoria - ignorado pelo prefeito de Belém, o tucano Zenaldo Coutinho -, e em protesto contra o sucateamento da instituição. O aval obtido pelo corpo docente da Escola Bosque ocorreu em reunião realizada na manhã desta sexta-feira, 4, no salão paroquial da igreja católica de Cotijuba, com a presença dos professores e da coordenadora pedagógica geral da Funbosque, Roberta Hage.

Na reunião, os pais dos alunos das unidades pedagógicas da região das ilhas não pouparam críticas à administração do prefeito Zenaldo Coutinho, endossando as reivindicações dos professores, que também cobram a substituição, por um profissional da área de educação, da presidente da fundação, Carol Rezende Alves. Os professores ainda exigem a realização de eleições diretas para as coordenações pedagógicas em abril, quando encerra-se o período de gestão das atuais coordenadoras, inclusive o de Roberta Hage, a coordenadora geral, que almejaria a recondução ao cargo, livre de escrutínio eleitoral.

quinta-feira, 3 de março de 2016

FUNBOSQUE – Em greve de advertência, professores cobram direitos e substituição de Carol Rezende Alves



Se teve baixa adesão entre os contratados, a greve de advertência dos professores da Funbosque, a Fundação Escola Bosque Professor Eidorfe Moreira, nesta quinta-feira, 3, teve o apoio maciço dos concursados. A paralisação ocorreu na esteira da reivindicação do pagamento do piso salarial nacional da categoria, ignorado pelo prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB), e em protesto contra o sucateamento da instituição, pela atual administração municipal. Além da adesão à paralisação nacional da educação, a ocorrer entre os dias 15 a 17 deste mês, os professores também decidiram cobrar do prefeito Zenaldo Coutinho a nomeação de um profissional da educação como presidente da Funbosque, em lugar da advogada Carol Rezende Alves, nomeada interinamente e cuja gestão é acidamente criticada pelo corpo docente.

“Nas unidades pedagógicas das ilhas houve aulas, pois os contratados foram coagidos a dar aulas normalmente e, como nas ilhas eles são maioria, acabou enfraquecendo a paralisação por lá”, relata um dos professores, ao fazer uma avaliação da greve. Mas concursados e contratados se uniram na exigência de eleição direta para as coordenações pedagógicas da Escola Bosque. “Uma dessas coordenações é a geral, ocupada pela Roberta Hage. Que ela saia e abra espaço para a eleição. Coisa que ela não quer, pois pretende se perpetuar no cargo”, acrescenta outro professor. De resto, os professores decidiram ainda entrar com ações na Justiça para garantir o pagamento do reajuste e do retroativo do piso nacional da categoria, além do pagamento das horas in itinere, o tempo gasto a disposição do empregador, previsto em lei. A Semec, a Secretaria Municipal de Educação, insiste em ignorar o tempo consumido com os deslocamentos, de ida e volta, até as unidades pedagógicas na região das ilhas, feitos de barco, o que exige a presença dos professores em Icoaraci às 7h15, pontualmente.

FUNBOSQUE – Professores paralisam Escola Bosque reivindicando piso e em protesto contra sucateamento

Organizada pelo Sintepp, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará, na primeira mobilização após as denúncias de corrupção que tisnaram a credibilidade da atual direção da entidade, está confirmada para esta quinta-feira, 3, uma greve de advertência dos servidores da Funbosque, a Fundação Escola Bosque Professor Eidorfe Moreira. A paralisação ocorre na esteira da reivindicação do pagamento do piso salarial nacional, ignorado pelo prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB), e em protesto contra o sucateamento da instituição, pela atual administração municipal. Os professores também cobram o reajuste integral do salário mínimo dos servidores da educação de Belém.

Na convocação para a paralisação, o Sintepp destaque “o abandono estrutural e administrativa pela qual passa a Escola Bosque e seus anexos das ilhas no entorno de Belém, o que mostra que a educação pública no município de Belém é secundarizada pelo governo do PSDB, que sofre com os ataques da política neoliberal tucana de desvalorização profissional e sucateamento das unidades escolas de ensino pertencentes à fundação”. A Funbosque, cujo sucateamento teve início na administração do ex-prefeito Duciomar Costa (PTB), o nefasto Dudu, já foi considerada um centro de referência em educação ambiental.