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quarta-feira, 1 de julho de 2015

PSM – Segundo o Diário, Zenaldo tenta adulterar laudo

Zenaldo (à esq.), com Jatene: sob suspeita de tentar adulterar laudo.

É grave, gravíssima, a denúncia feita pelo Diário do Pará, na sua edição desta quarta-feira, 1º de julho, segundo a qual o prefeito tucano de Belém, Zenaldo Coutinho, supostamente pretende que seja adulterado o laudo do Corpo de Bombeiros de 2014 que sinalizava para os riscos de incêndio no Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, o PSM da travessa 14 de Março. A matéria, assinada pelo jornalista Klester Cavalcanti, diretor de redação do jornal, assinala que a preocupação de Zenaldo seria escapar da possibilidade de futuramente ser responsabilizado criminalmente pelo incêndio no PSM da 14 de Março, ocorrido sexta-feira, 26, e que deixou em seu rastro a morte de dois pacientes.

A intenção do prefeito seria neutralizar, com o laudo devidamente adequado às suas conveniências, a ação civil pública ajuizada em 2014 pelo MPF, o Ministério Público Federal, exigindo de Zenaldo que fossem solucionados os graves problemas registrados no PSM da 14 de Março, cuja rede elétrica fora condenada pelo Corpo de Bombeiros. O ardil, para poupá-lo, teria sido tratado pelo prefeito em reunião com próprio comandante do Corpo de Bombeiros, coronel PM Nahum Fernandes, salienta também a denúncia, que antecipa os riscos políticos embutidos na tramoia. “A tarefa será árdua. Primeiro, porque nem todos os oficiais do CBM estão dispostos a fazer parte da armação que Zenaldo supostamente tenta costurar dentro da corporação”, sublinha Klester Cavalcanti, na matéria.

PSM – Cadeia de omissões justifica suspeitas

No cenário desenhado pela tragédia anunciada que foi o incêndio no PSM da 14 de Março, soa irrelevante discutir a eventual motivação política da denúncia do Diário do Pará, que certamente passa pela disputa entre PMDB e PSDB no Pará. A cadeia de omissões criminosas, diante da situação calamitosa do PSM da 14 de Março, justifica a suspeita suscitada pelo jornal da família do senador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará. O silêncio cúmplice, que estimulou a inércia dolosa do prefeito Zenaldo Coutinho, começou exatamente pelo Corpo de Bombeiros, que após condenar as instalações elétricas do Pronto-Socorro quedou-se mudo, alheio aos riscos sobre os quais ele próprio advertira.
A responsabilidade por esse mutismo repulsivamente criminoso é de responsabilidade, única e exclusivamente, do comandante da corporação, coronel PM Nahum Fernandes, descrito como um oficial servil ao governador tucano Simão Jatene, o patrono político de Zenaldo Coutinho. Pelo próprio cargo que ocupa, o coronel Nahum está a uma distância abissal do instituto da inocência presumida. Tanto quanto o prefeito de Belém, que em um ano e meio de mandato nada fez para oferecer uma alternativa à população, diante do colapso do PSM e da própria saúde pública do município. Diante do caos, Zenaldo optou pela pilhagem ao erário, para saciar a voracidade dos barões da mídia, e mais particularmente do grupo de comunicação da família Maiorana, de estreitos e notórios vínculos com o PSDB, e comprou, a peso de ouro, espaço privilegiado no jornal O Liberal e na TV Liberal, afiliada da TV Globo, para trombetear balelas, com seu proverbial cinismo, capaz de corar anêmico. Uma operação própria dos marqueteiros de águas turvas, na vã tentativa de iludir a opinião pública e mirando nas ambições eleitorais do prefeito de Belém. Zenaldo Coutinho, como sabem até as pedras de Belém, é candidatíssimo à reeleição, apesar da administração letárgica e pontuada por suspeitas de corrupção, talvez porque deposite as fichas da esperança no estelionato publicitário e no voto do estômago do eleitor na faixa da pobreza e, por isso, sensível aos mimos financiados pelo caixa 2 das campanhas eleitorais.
Essa cadeia de omissões criminosas naturalmente ainda inclui o Ministério Público Estadual, hoje de rigor seletivo como fiscal da lei e refém da tucanalha, a banda podre do PSDB, da qual é ícone o governador Simão Jatene, que tem o procurador-geral de Justiça, Marcos Antônio Ferreira das Neves, como uma espécie de boy qualificado, cujo mérito é ter partidarizado escancaradamente o MPE. Atrelado às conveniências políticas do Palácio dos Despachos, o Ministério Público Estadual permaneceu silente diante do sucateamento do PSM da 14 de Março, indiferente ao drama da população de Belém, e mais especificamente da parcela carente desta, que tanto depende do Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti. Tão diligente nas cobranças aos prefeitos do interior, principalmente se adversários do PSDB, o MPE cruzou os braços para os dolosos desmandos de Zenaldo Coutinho, o prefeito tucano de Belém, cujo currículo traduz uma impecável irrelevância, como seria de se esperar de um vagabundo profissional, que jamais trabalhou na vida, fazendo carreira como gigolô do erário.

Diante desse circo dos horrores, em cujo picadeiro cintilam instituições e autoridades cuja missão constitucional seria de proteger e defender o povo, mas que o aviltam, na esteira de conveniências espúrias, soa crível a suspeita suscitada pelo Diário do Pará. Afinal, para quem vive metido em trapalhadas, nada mais previsível que uma sequência lógica de percalços. Ou, como consagra a sabedoria popular: cesteiro que faz um cesto, faz um cento.

terça-feira, 30 de junho de 2015

PSM – Zenaldo, entre o cinismo e a balela compulsiva

Zenaldo Coutinho: cinismo recorrente e balelas no horário nobre da TV.

Como um lanceiro vulgar, que mesmo flagrado alega inocência, em seu recorrente cinismo o prefeito tucano Zenaldo Coutinho foi à televisão nesta segunda-feira, 29, em sucessivas inserções, inclusive no horário nobre, para tentar justificar o colapso da saúde pública em Belém e a tragédia anunciada que foi o incêndio no Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, o PSM da travessa 14 de Março. Candidato natural à reeleição, preliminarmente Zenaldo agride o decoro ao promover a pilhagem ao erário para protagonizar um claro proselitismo eleitoral antecipado, ao anunciar providências que deveria ter tomado tão logo aboletou-se no Palácio Antônio Lemos. Naquela altura ele obviamente já tinha conhecimento do caótico legado de seu antecessor e aliado político, o ex-prefeito Duciomar Costa (PTB), o nefasto Dudu, mas apostou na prestidigitação midiática, via propaganda enganosa. Daí sucedeu-se uma administração pontuada por evidências de corrupção e repulsivamente indiferente ao clamor popular.
Pior, muito pior, nas inserções publicitárias – que ele não teve a decência de caracterizar como tal -, foi Zenaldo pretender terceirizar prerrogativas intransferíveis, ao atribuir ao governo federal a responsabilidade pelo caos da saúde pública em Belém. E sugerir como alternativa a parceria com o governo Simão Jatene, que sequer cumpre com suas responsabilidades, como ilustram o sucateamento da segurança pública, a precarização da rede estadual de ensino e o abandono doloso da saúde pública no Pará, em uma política da terra arrasada, cujo colorário são índices sociais pífios. O prefeito tucano de Belém, porém, não parou por aí. Com o cinismo dos meliantes, ele ainda se permitiu desfilar uma avalanche de balelas, levando suas mentiras ao paroxismo, por exemplo, quando afirmou ter mandado consertar os elevadores do PSM da 14 de Março, na contramão do que denunciam, há muito, médicos, enfermeiros e demais funcionários do Pronto-Socorro Municipal e ecoa o noticiário da grande imprensa paraense.

Mas o quem esperar de um vagabundo profissional, travestido de político, que jamais teve um mísero emprego e fez carreira, e acumulando um respeitável patrimônio, como gigolô do erário? Nada, absolutamente nada, que é o que oferece a Belém Zenaldo, emblematicamente alcunhado de Zenada. No máximo, no máximo, o prefeito tucano proporciona a lição segundo a qual a cidade necessita – e com urgência – de muito mais do que o aparente bom-tom. Até porque a fantasia de bom ladrão não mais ilude o eleitor. A prática, que é efetivamente o critério da verdade, nos ensina que, como no caso do escorpião da fábula, é da natureza do larápio o malfeito e a patranha.

sábado, 27 de junho de 2015

PSM – O laudo da tragédia anunciada


Vídeo disponibilizado pelo DOL, o Diário On-Line, com a reportagem da RBA TV sobre o laudo da vistoria realizada no Pronto-Socorro Mário Pinotti, o PSM da travessa 14 de Março, pelo Corpo de Bombeiros.

PSM – A cadeia da omissão criminosa

Pacientes em macas, amontoados na rua, diante do incêndio no PSM.
PSM: na falta de rotas de fuga e extintores, a saída foram as janelas.

O prefeito tucano Zenaldo Coutinho, porque, mesmo ciente da situação de colapso, manteve-se inerte; o Corpo de Bombeiros que, por covardia moral de sua privilegiada oficialidade, cultivou o mutismo, após condenar as instalações elétricas do prédio; o MPE, o Ministério Público do Estado do Pará, pelo seu silêncio cúmplice, determinado por conveniências espúrias, diante de uma situação que exigia sua intervenção, como fiscal da lei; e o Ministério Público Federal, por se limitar a intervenções espamódicas. Esta é a cadeia de omissões criminosas cujo corolário foi a tragédia anunciada na qual se constituiu o incêndio no Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, o PSM da travessa 14 de Março, que deixou em seu rastro pelo menos dois cadáveres, sem contabilizar os óbitos que ainda poderão advir, devido a inalação de fumaça pelos pacientes, alguns em estado grave. Sem esquecer os problemas de saúde a que ficaram expostos, também pela inalação de fumaça, os médicos, enfermeiros e demais funcionários, mobilizados no empenho de salvar os pacientes.
Em realidade, sequer a grande imprensa mensurou, adequadamente, a extensão da gravidade do incêndio no PSM da 14 de Março. Mais que as duas mortes das quais se teve conhecimento até aqui, da interdição de áreas do prédio e da suspensão do atendimento, que deixa a população entregue ao deus-dará, poderíamos ter testemunhado uma tragédia de dimensões colossais. Hospitais têm, previsivelmente, grande concentração de material inflamável, com ênfase para o gás em profusão. Os riscos de uma monumental explosão - que fatalmente alcançaria a Santa Casa de Misericórdia do Pará, contígua ao PSM, além do perímetro residencial no entorno do Pronto-Socorro Municipal - não se constituem em mera especulação. Tratou-se de uma possibilidade concreta, que felizmente não materializou-se.

Com sua fiação elétrica condenada, o PSM da 14 de Março não dispunha de brigada de incêndio e sequer de extintores de incêndio, como se constatou nesta sexta-feira, 26. Rotas de fuga, nem pensar. Tudo atestado em laudo pericial do Corpo de Bombeiros, obviamente do conhecimento do inepto prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, e do abúlico, porque medíocre, secretário municipal de Saúde, Sérgio Figueiredo. Na falta de providências, por parte do prefeito, a oficialidade do Corpo de Bombeiros quedou-se muda. Silente seguiu o Ministério Público Estadual, a despeito das recorrentes denúncias sobre as precárias condições de funcionamento do PSM. Tal qual o Ministério Público Federal, de intervenções pontuais, de eficiência duvidosa. Resta saber o que se sucederá a esta cadeia de condescendência criminosa.

PSM - Os heróis anônimos

A população de Belém deve uma homenagem aos médicos, enfermeiros e demais funcionários do PSM, pelo comovente destemor - já antecipado quando denunciaram previamente a situação de colapso do Pronto-Socorro Municipal -, assim como aos eventuais voluntários que a eles se somaram, inclusive da Santa Casa. Tanto quanto deve uma homenagem ao contingente do Corpo de Bombeiros despachado para debelar o incêndio, o que foi feito com um profissionalismo e uma coragem que enternecem. São todos heróis anônimos, ainda que essa imagem possa soar a um clichê.

Merecem um parágrafo em especial os bombeiros que combateram e debelaram o incêndio no PSM pelo profissionalismo e coragem que evidencia a ignomínia do abandono a que se vê relegado o baixo escalão da corporação, exaurida por jornadas de trabalho extenuantes, em consequência da falta de pessoal, enquanto a oficialidade vive nababescamente, servil à indiferença do governador tucano Simão Jatene. Uma submissão regiamente paga, com reajustes abissalmente superiores aos dos praças, com o escárnio adicional dos oficiais embolsaram a gratificação por risco de vida, embora absorvidos por funções de caráter burocrático. Nada mais emblemático do cinismo que se confunde com a tucanalha, a banda podre do PSDB, que domina o poder no Pará desde 1995, ano do início do primeiro mandato do ex-governador Almir Gabriel, com o hiato de quatro anos, entre 2007 e 2010, correspondente ao governo petista de Ana Júlia Carepa.

PSM – O cinismo do meliante engravatado

Zenaldo: declarações que soam a escárnio, diante do incêndio no PSM.

No episódio do incêndio no PSM choca e soa repulsivo o cinismo do prefeito de Belém, o tucano Zenaldo Coutinho. Falar em “acidente”, ao tratar de uma tragédia anunciada, se constitui em um escárnio, um despudorado deboche, diante do colapso da saúde pública em Belém, que se reproduz por todo o Pará. A desfaçatez de Zenaldo Coutinho faz jus a alcunha de Zenada, que a ele aderiu por sua inépcia, embora condizente com sua biografia de mauricinho diletante, que fez carreira como vagabundo profissional, travestido de político. Como político, ele acumulou um patrimônio respeitável para quem não teve um único emprego na vida e nada produziu de mais expressivo como parlamentar, até tornar-se prefeito de Belém, protagonizando uma administração de impecável irrelevância, salvo no quesito corrupção. Nada que surpreenda, é verdade, para quem sempre valeu-se de recursos públicos, obtidos mediante o tráfico de influência, para manter uma entidade assistencialista, o Instituto Helena Coutinho, em realidade um comitê eleitoral permanente, bancado pelo erário.
Mas o cinismo do meliante engravatado que é Zenaldo Coutinho não resiste a uma mísera auditoria, como evidencia a oportuna intervenção do CRM, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Pará, segundo o qual a Prefeitura de Belém foi notificada do risco de incêndio no PSM ainda em 2007, na gestão do ex-prefeito Duciomar Costa, o nefasto Dudu, do PTB, legenda que no Pará ér linha auxiliar do PSDB. Uma advertência renovada pelo CRM, segundo o relato de fontes do próprio conselho, em 2009, 2010 e 2012, período que corresponde à administração do mesmo nefasto Dudu. Como os iguais se reconhecem, Zenaldo Coutinho apoiou a candidatura de Duciomar Costa em 2000, no segundo turno da disputa pela Prefeitura de Belém, e a eleição e reeleição como prefeito do nefasto Dudu, em 2004 e 2008. Sucessor de Duciomar Costa, ele se notabiliza como o digno sucessor do nefasto Dudu, ícone do menosprezo pela população de Belém e pela corrupção sedimentada pelo sentimento de impunidade, próprio de quem se imagina blindado pelos inquilinos do poder da hora. Esse sentimento de impunidade, é claro, é também estimulado pelo clientelismo, que assegura o voto da massa de eleitores carentes, no limite da miséria, ou nesta submersa, da qual se vale a escumalha política para se perpetuar no poder.

O episódio da tragédia anunciada que foi o incêndio no PSM serve, ao fim e ao cabo, para evidenciar que a alcunha de Zenada é muito pouco para definir quem seja Zenaldo Coutinho. Em verdade, em verdade, estamos diante do resto do nada. E só.

PSM – A responsabilidade civil e criminal

De leitor do Blog do Barata, sobre o incêndio no PSM da travessa 14 de Março, em comentário no qual cobra uma efetiva intervenção do Ministério Público Estadual, diante da inércia dolosa da Prefeitura de Belém, e critica o silêncio do Corpo de Bombeiros sobre a fiação elétrica condenada, além de exortar o procurador Militar, Armando Brasil, a apurar o porquê do mutismo cúmplice da oficialidade da corporação:

Essa tragédia ocorrida no PSM Mário Pinoti, que resultou em, pelo menos dois (02) óbitos, seria motivação suficiente para a instauração de procedimento investigatório do MP, para apurar a responsabilidade civil e criminal do Sr. prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, e do secretário municipal de Saúde, Sérgio Figueiredo, considerando que o incêndio foi provocado por curto circuito, como admitiu, em entrevista coletiva, o próprio Prefeito, Zenaldo e considerando, ainda, que desde 2014 o Corpo de Bombeiros em laudo de inspeção, condenou às instalações elétricas do PSM, o que deve ter sido determinante para a causa do incêndio (curto circuito), mas, apesar de decorrido longo tempo, nenhuma providencia foi adotada pelo prefeito Zenaldo, nem pelo secretário da Sesma, Sérgio Figueiredo, para evitar tragédias, como a de ontem e que não resultou em centenas de mortos, apenas por Graça de Deus.
Essa omissão da prefeitura e da Sesma, devem ser apuradas civil e criminalmente e fundamentos fáticos e jurídicos existem sobejamente para embasarem as apurações de responsabilidade, mas, infelizmente, a subserviência que move a omissão do MP, nos faz perder as esperanças de ver alguém exemplarmente punido pela irresponsável omissão que ceifou a vida de dois seres humanos, cujo único pecado, foi precisarem utilizar o serviço publico de saúde em Belém.
Por essa flagrante omissão da prefeitura e da Sesma, os únicos punidos foram as famílias dos que foram à óbito, porque perderam seus entes queridos.

Na verdade, essa tragédia não resultou apenas da desastrosa omissão das autoridades municipais, dentre elas o próprio Prefeito de Belém, mas também da omissão do Corpo de Bombeiros que, apesar de ter condenado às instalações elétricas do PSM ainda em 2014, não se preocupou em retornar para verificar se alguma providencia foi tomada e, caso negativo, promover a interdição do prédio do PSM, o que teria evitado que duas vidas fossem ceifadas. Portanto, temos aí, também, a omissão do Corpo de Bombeiros Militar, que deveria ser apurada pelo promotor Militar, Armando Brasil, que tem se mostrado sempre diligente no combate aos desvios de conduta dos militares estaduais e, para tal, o promotor militar deveria seguir o exemplo, bom exemplo dado, diga-se, pelo MP/RS, no caso da boate Kiss.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

PSM – Incêndio, a tragédia anunciada

PSM da 14 de Março: rede elétrica condenada em 2014 pelos bombeiros.

O incêndio no Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, o PSM da travessa 14 de Março, na esteira do qual foram registradas duas mortes, é o que se pode definir, sem o risco de incorrer em qualquer exagero, de uma tragédia anunciada. E ilustra o descaso, para com a saúde pública, do prefeito de Belém, o tucano Zenaldo Coutinho, protagonista de uma administração letárgica, pontuada por denúncias de corrupção, mas pródiga em gastos com propaganda enganosa, tudo isso sob o silêncio cúmplice do MPE, o Ministério Público do Estado do Pará. O atendimento de pacientes permanece suspenso nesta sexta-feira, 26, restando como alternativa as unidades de urgência e emergência de cada bairro.
É ilustrativa, do descaso doloso do prefeito Zenaldo Coutinho, a revelação de que um laudo do Corpo de Bombeiros, expedido em 2014, condenou as instalações elétricas do PSM da 14 de Março. Isso, por si só, justificaria a instalação de uma CPI, Comissão Parlamentar de Inquérito, não fosse a Câmara Municipal de Belém o valhacouto da escumalha que blinda a administração Zenaldo Coutinho, mesmo diante das gritantes evidências de corrupção.

Não por acaso, Zenaldo Coutinho endossa a farra salarial dos nobres vereadores, aquinhoados com um salário mensal de R$ 15 mil, além do vale-alimentação no valor de R$ R$ 14 mil mensais, dentre outras benesses. O que confirma a assertiva de que o perigo, no caso, vem de quem concorda, de quem é subserviente por cálculo, vocação, formação e interesse, porque seu silêncio vale ouro.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

PSM – Plantão fracionado, a lambança de Zenaldo

Zenaldo Coutinho (à esq., com Simão Jatene): lambança digna de Odorico.

        Farto em promessas e parco em realizações, o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB), recalcitra em descer do palanque eleitoral, aparentemente apostando na massiva propaganda enganosa, que faz a felicidade dos barões da comunicação, anabolizada por factóides. Enquanto isso, a população da capital paraense, e particularmente sua parcela mais carente, abrigada na periferia, amarga as mazelas de um cotidiano dramático, para além das chuvas que alagam impiedosamente a cidade.
        A mais recente lambança do alcaide tucano foi a instituição do plantão fracionado no PSM, o Pronto-Socorro Municipal, na rua 14 de Março. Como o refeitório do PSM alaga a qualquer chuva, tomado por uma fétida água de fossa, os plantonistas são obrigados a ausentar-se do PSM, para fazer suas refeições. Ou, pelo menos, um lanche.
        Trata-se, obviamente, de uma aberração, digna de uma Sucupira, a fictícia cidade que brotou da imaginação do dramaturgo Dias Gomes e na qual pontifica o fictício prefeito Odorico Paraguaçu, personagem imortalizado na televisão pelo talento, como ator, de Paulo Gracindo. Ambos, Dias Gomes e Paulo Gracindo, são falecidos.

        Em qualquer lugar do mundo, minimamente sério, plantonistas não podem se ausentar do hospital, durante o plantão. Em qualquer lugar do mundo minimamente sério, convém repetir. Mas exigir seriedade de Zenaldo Coutinho, como gestor, equivale a cobrar dele um esforço sobre-humano. Tanto mais porque, como bem sabemos, trata-se de um vagabundo, travestido de político, que jamais teve um mísero emprego na vida, embora exiba um respeitável patrimônio

quarta-feira, 24 de abril de 2013

PSM – Atual prédio é inviável




        Um prédio absolutamente inviável não só para comportar a demanda histórica, engrossada por pacientes do interior, mas também para oferecer um atendimento minimamente decente para o segmento de baixa renda da população de Belém, que dele tanto depende.
        Segundo fonte do Blog do Barata, esta é, resumidamente, a conclusão na qual desembocou a administração do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB) (foto), em relação ao Pronto-Socorro Municipal da rua 14 de Março. Devastadoramente deteriorado pelo tempo e hoje obsoleto para as exigências da medicina atual, o prédio do PSM revela-se inadequado para abrigar o Pronto-Socorro Municipal.

PSM – As alternativas contempladas


        Segundo também a fonte do Blog do Barata, intramuros a atual administração vagueia entre duas alternativas, cuja viabilidade depende das estimativas de custo.
        Uma opção seria construir um novo prédio, para abrigar o PSM. Outra seria comprar, ou pelo menos alugar, o prédio da Clínica Porto, que lenta e gradativamente vai migrando para suas novas instalações.
        Qualquer que seja a opção da administração do prefeito tucano Zenaldo Coutinho, a escolha naturalmente dependerá da relação custos x benefícios.