Diante da natureza predatória do prefeito de Belém, Duciomar Costa (PTB), o nefasto Dudu (foto, com Anivaldo Vale, à esq.), e seus sequazes, é capaz de fazer tremer dos alicerces a cumeeira a possibilidade do governo Dilma Rousseff suspender os recursos federais destinados às obras do BRT, até que a administração municipal resolva suas pendências com Brasília. Bus Rapid Transit, significado da sigla em inglês, o BRT é uma variedade de transporte público que utiliza sistemas de ônibus para prestar um serviço mais rápido e eficiente do que uma linha de ônibus convencional. Com ele o falsário do passado, transmutado em farsante dos dias atuais, conta para iludir com o inefável populismo obreiro o eleitorado menos esclarecido e fazer seu sucessor o vice-prefeito Anivaldo Vale (PR), a despeito de protagonizar uma gestão pontuada por sucessivas denúncias de inépcia administrativa e recorrentes suspeitas de corrupção.
O significado eleitoral que o BRT tem para o nefasto Dudu acaba por tornar verossímil a versão segundo a qual o prefeito de Belém prepara-se para pilhar o erário municipal e fazer migrar das mais distintas rubricas os recursos para tocar as obras. Com grandes possibilidades da lambança comprometer o pagamento dos servidores públicos municipais, de acordo com essa mesma versão. “Não convém duvidar dessa hipótese”, adverte uma fonte do Blog do Barata, recordando que Duciomar Costa foi blindado pela banda podre do TJ Pará, o Tribunal de Justiça do Estado, ao coonestar o nepotismo cruzado, do qual não abre mão a máfia togada. Nada mais emblemático, nesse sentido, de que o juiz Marco Antônio Lobo Castelo Branco consumir mais de um ano para cobrar a citação do nefasto Dudu em uma ação de improbidade administrativa na qual é réu com sua ex-mulher, Maria Costa. Nos bastidores comenta-se, abertamente, que a ex-mulher do magistrado teria sido aquinhoada com um cargo comissionado na Prefeitura de Belém. Seja como for, uma coisa é certa: o sucessor de Duciomar Costa vai amargar uma herança maldita, na esteira da estratégia da terra arrasada, que na política implica em legar ao adversário uma máquina administrativa dolosamente sucateada e sem recursos em caixa.

