Tudo leva a crer que acabará na Justiça o concurso da Guarda Municipal de Belém, diante da pretensão de reaplicar o exame de aptidão física para as candidatas nele reprovadas, a pretexto de que elas teriam sido prejudicadas com a retificação do edital. No total, das 54 candidatas inscritas, que disputavam 27 vagas, 10 foram aprovadas, passando no teste estático de barra, para o qual todas as participantes dispuseram de exatos 12 dias para se preparar. Se prevalecer a reaplicação do teste - prevista para dia 17 de junho, às 8 horas da manhã, na Faculdade de Educação Física da UEPA, Universidade do Estado do Pará – as 44 candidatas reprovadas deverão dispor de mais de um mês e meio para treinar, com grandes possibilidades de superar os índices das 10 aprovadas, que só dispuseram, como todas as demais, de 12 dias para treinar.
A estultícia de reaplicar o teste de aptidão física para as 44 candidatas reprovadas foi de Hellen Souza (foto), inspetora-geral da Guarda Municipal de Belém, provocando a mais justa e legítima indignação das 10 candidatas aprovadas, que pretendem ir à Justiça, para garantir as vagas conquistadas ou, alternativamente, obter a anulação do concurso. De tão graciosa que é a pretensão patrocinada por Hellen Souza, inspetora-geral da Guarda Municipal de Belém, que sua decisão despertou a suspeita de que possa estar lançando mão de um ardil para garantir a aprovação de candidatas identificadas com a administração do prefeito Duciomar Costa (PTB), o nefasto Dudu. “Ou respeita-se o resultado final, ou anula-se o concurso, para repeti-lo posteriormente, porque, do contrário, estaremos atropelando os mais elementares princípios de equidade”, desabafa uma das candidatas aprovadas no concurso, antecipando a decisão de ir à Justiça, para assegurar a vaga, em uma disputa em pé de igualdade com as demais candidatas.
