Mostrando postagens com marcador Ronald Pastor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ronald Pastor. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de maio de 2015

RONALD PASTOR – O comovente testemunho de um fã

Ronald Pastor: adeus sob o comovente testemunho de um fã.

Na atmosfera de emoção que permeou o derradeiro adeus ao jornalista Ronald Pastor, comoveu a presença de Joel Acácio, que ganha a vida como trabalhador autônomo e mantém um box de venda de coco no bairro do Comércio. Nada mais ilustrativo sobre quem foi Ronald Pastor que a presença de Joel Acácio no velório, pelo qual ainda passou, além de amigos e colegas de profissão do jornalista, um grupo de cerca de 25 senhoras, na faixa etária dos 70 anos, também fãs, como suas assíduas ouvintes de rádio.
Discreto, vestido com simplicidade, calçando chinelos e aparentando em torno de 40 anos, Joel Acácio manteve-se no velório desde o seu início. Ele declarou-se fã de Ronald Pastor, como radialista competente que sempre foi, mas também por admirá-lo pela postura respeitável e afável que sempre exibiu. Joel Acácio contou que conheceu Ronald quando ainda era flanelinha, em uma relação que prosseguiu depois que passou a vender coco. “Às vezes conversava com ele, que sempre me tratou com muito respeito, nunca deixou de me cumprimentar”, relembrou. “Gostava da humildade dele”, arrematou, emocionado.

A presença e o depoimento de Joel Acácio, na despedida a Ronald Pastor, oferece uma lição para não se esquecer jamais. Na vida, conclui-se, importa, mesmo, não o que se tem, mas quem se tem. E amigos, repetindo os versos da canção célebre, é para se guardar do lado esquerdo do peito, debaixo de sete chaves. Independentemente de status. Tal qual fez Ronald Pastor, em um belo exemplo da mais saudável bonomia legado para todos nós, que prosseguimos em nossa jornada nesta vida.


quarta-feira, 20 de maio de 2015

RONALD PASTOR – Descanse em paz, companheiro


RONALD PASTOR – Ele deixa (muitas) saudades

Ronald: desfalque para o radiojornalismo e para a família e os amigos.

Se o radiojornalismo paraense perde um dos seus mais completos profissionais, com a prematura morte de Ronald Pastor, perdem mais, muito mais, sua família e seus amigos, porque privados da companhia discreta, porém marcante, de um ser humano da melhor qualidade. Ele foi um competente jornalista, que exerceu seu talento no rádio, onde fez história não só como um profissional em permanente sintonia com a notícia, mas pela sua potente e bela voz.
Exibindo um natural bom-tom e uma elegante simplicidade no trajar, Ronald destacou-se também por ser um homem de caráter, predicado que acabou por se refletir em sua trajetória profissional. Sem abdicar de princípios, ele teve na bonomia um traço marcante, o que o tornou a pessoa respeitada e querida que sempre foi, por quem teve a oportunidade de com ele conviver. Tal qual comigo ocorreu, ao conhecê-lo em meio aos embates travados no Sindicato dos Jornalistas, nos efervescentes anos da transição entre a ditadura militar e a redemocratização. Estabelecemos, a partir daí, uma prazerosa relação, permeada por uma afeição recíproca, ainda que não fossemos íntimos, mas que aprofundamos na esteira da afetuosa convivência, porque vizinhas, de Laura Almeida, com a qual fui casado por 14 anos, com dona Perpétua, cunhada de Ronald.
Por tudo isso, de Ronald Pastor, neste momento da dolorosa cerimônia do adeus, pode-se dizer que ele fará muita falta. O alento possível, neste instante, é a certeza de que viver, para os que ficam, não é morrer. E Ronald será, sempre, uma lembrança indelével para todos nós, que ficamos órfãos da sua companhia.

Da minha parte, ao lado das condolências à família, registro minhas saudades da forma que a emoção permite-me externar: descanse em paz, caro e querido companheiro.