Segundo especulações de bastidores, a absolvição do ex-deputado Luiz Afonso Sefer (foto, a quando de sua prisão no Rio de Janeiro, quando esteve foragido), pela 3ª Câmara Criminal Isolada, teria custado ao ex-parlamentar (ex-DEM, hoje PP) algo em torno de R$ 12 milhões. R$ 6 milhões dos quais seriam relativos aos honorários de Márcio Thomaz Bastos, um dos mais respeitados advogados criminalistas do Brasil e que foi ministro da Justiça no primeiro mandato do ex-presidente Lula. Seu prestígio é tanto, que os eventuais postulantes a uma vaga no STF, o Supremo Tribunal Federal, só ganham o endosso do Palácio do Planalto depois de sabatinados por Márcio Thomaz Bastos.
Médico, mas sobretudo um próspero empresário da medicina, Sefer havia sido condenado a 21 anos de prisão pela juíza Maria das Graças Alfaia Fonseca, titular da Vara Penal de Crimes Contra Crianças e Adolescentes de Belém, em 6 de junho de 2010, sob a acusação de ter abusado sexualmente de uma menor, dos 9 aos 13 anos da garota, que nesse período trabalhou e residiu na casa do ex-deputado. A defesa recorreu da sentença para o Tribunal de Justiça do Pará, sendo concedida a época liminar para que o réu aguardasse julgamento do recurso em liberdade.
O relator do recurso de apelação penal, desembargador João Maroja, acatou o argumento da defesa de insuficiência de provas para a condenação do réu. O voto do relator foi acompanhado pelo voto do revisor da apelação, desembargador Raimundo Holanda. O juiz convocado, Altemar da Silva Paes, foi o único a divergir, votando pela manutenção da condenação.






