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domingo, 7 de setembro de 2014

FÁBRICA ESPERANÇA – Atrasa pagamento de agosto




        É incrível, porém verdadeiro! Os funcionários da área administrativa da Fábrica Esperança só deverão receber o salário de agosto no próximo mês de outubro, juntamente com o pagamento de setembro, segundo denúncia feita ao Blog do Barata.
        A Fábrica Esperança é uma organização social destinada a promover a reinserção social de egressos do sistema penal e das famílias destes.
        Embora criada ainda no epílogo no primeiro mandato do governador Simão Jatene, de janeiro de 2003 a dezembro de 2006, a Fábrica Esperança jamais despertou a simpatia da tucanalha, a banda podre do PSDB. A organização social só ganhou visibilidade e atenção do governo na administração da ex-governadora petista Ana Júlia Carepa, até Carlos Puty, então chefe da Casa Civil e articulador político do Palácio dos Despachos, toma-la de assalto, para transformá-la em um dos seus escritórios eleitorais, em sua campanha para a Câmara Federal.

        De acordo com relatos feitos ao Blog do Barata, a situação é insustentável. “São pais e mãe de família sem dinheiro para fazer frente aos seus pagamentos”, conta uma fonte da própria Fábrica Esperança, em off, por temer retaliações. “Isso é escárnio, mas nosso revide vai ser nas urnas”, desabafa a mesma fonte.

domingo, 27 de julho de 2014

FÁBRICA ESPERANÇA – A casa da mãe Joana

Fábrica Esperança: sucateamento levado ao paroxismo por Jatene.

        A casa da mãe Joana. Esta expressão popular, que designa lugar onde tudo vale, à margem de qualquer pudor ético, é a que melhor define a situação de abandono na qual submergiu a Fábrica Esperança, a concluir de denúncia feita ao Blog do Barata. A Fábrica Esperança é uma OS, organização social, encarregada da reinserção social de egressos do sistema penitenciário e de pessoas que estejam cumprindo pena privativa de liberdade no regime aberto, prisão domiciliar ou penas restritivas de direito. Mas, segundo a denúncia, o sucateamento da OS foi levado ao paroxismo pelo governador Simão Jatene (PSDB), acidamente criticado por destiná-la, na partilha política da máquina administrativa, à IURD, a Igreja Universal do Reino de Deus, do autoproclamado bispo Edir Macedo, acusado pelo Ministério Público paulista de formação de quadrilha, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A evolução patrimonial de Macedo, que é proprietário da Rede Record de Televisão, coincide com a disseminação da IURD.
        Atrasos nos pagamentos de salários e de férias são rotineiros, acrescenta a denúncia, de acordo com a qual também são habituais os atrasos nos fornecimentos do vale-transporte e do vale-alimentação. Atrasos atribuídos à falta de repasses financeiros pelo governo Simão Jatene, acentua ainda a denúncia, cobrando a destinação dada aos recursos dos contratos celebrados, um dos quais com a próspera prefeitura de Parauapebas, que tem atualmente no comando o prefeito Valmir Queiroz Mariano, eleito em 2012, pelo PSD. “Onde está o dinheiro dos contratos?”, questiona a denúncia.

        A denúncia também assinala as precárias condições de trabalho, no limite da insalubridade. Basta uma visita ao local para verificar, in loco, a sujeira do prédio que abriga a Fábrica Esperança, no qual não faltam paredes rachadas ou mofadas, acrescenta a denúncia, que arremata advertindo para a ignominiosa situação dos funcionários da OS. “As pessoas que ali trabalham são pais e mães de família, que acordam cedo e trabalham mais de oito horas por dia, mas não são respeitados”, observa ainda a denúncia. “Aliás, porque são pobres, os funcionários temem a demissão e, por isso, não denunciam essas lambanças”, arremata.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

FÁBRICA ESPERANÇA – A última do Fabricio


        Segundo denúncia feita ao Blog do Barata, o diretor geral da Fábrica Esperança, Fabricio Gama (foto, ao microfone), estaria valendo-se da infraestrutura da organização social - encarregada da reinserção dos egressos do sistema penal e dos familiares destes - para, desde já, turbinar sua suposta candidatura a vereador, nas eleições municipais de outubro deste ano. Segundo a mesma denúncia, ainda recentemente foi produzida na Fábrica Esperança uma farta quantidade de camisas, próprias para distribuição em campanhas eleitorais, com a inscrição “Fabricio Gama, amigo fiel”.
        Mas isso não é tudo, acrescenta ainda a denúncia, de acordo com a qual Fabricio Gama antecipou, aos assessores da sua confiança, estar inclinado a proibir o ingresso na Fábrica Esperança de funcionários trajando qualquer peça de roupa vermelha, a cor que identifica o PT e o PSol. O PSol, recorde-se, é a legenda do deputado estadual Edmilson Rodrigues, o ex-prefeito de Belém por dois mandatos consecutivos, quando ainda no PT, e que desponta, a priori, como o favorito na sucessão do atual prefeito, Duciomar Costa (PTB), o nefasto Dudu.
        Também a conferir.

FÁBRICA ESPERANÇA – O opaco perfil do diretor

        O currículo de Fabricio Gama, pelo que se sabe, soa algo opaco.
        Quando foi empossado diretor geral da Fábrica Esperança, sobre ele foi dito que é formado em gestão pública, sem que fosse nominada a instituição na qual diplomou-se, o que sugere ter cursado uma daquelas faculdades do gênero pagou, passou.
        Sabe-se, também, que foi diretor da Ceasa, as Centrais de Abastecimento do Pará, em 2006, em um mandato-tampão, como é comum ocorrer em anos eleitorais.
        De resto, foi informado que, de 1999 a 2003, ele atuou como assessor parlamentar na Alepa, a Assembleia Legislativa do Pará. O que, por si só, está longe de credenciar quem quer que seja, em se sabendo, como bem se sabe, a tradição como casa de tolerância, no pior sentido, do Palácio Cabanagem.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

FÁBRICA ESPERANÇA – Estultícia e má-fé

A explosiva soma da estultícia com a má-fé. Assim pode ser resumido o discurso de Fabricio Gama (foto, à dir., em pé), o novo diretor geral da Fábrica Esperança, a organização social encarregada da reinserção dos egressos do sistema penal e dos familiares destes. Vinculada a Susipe, a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará, a Fábrica Esperança chegou a servir de referência nacional em termos de política de reinserção social, no governo Ana Júlia Carepa, menos pelo empenho da administração petista e mais pela competência de seus técnicos, alguns dos quais defenestrados ainda na gestão dos petralhas. O que ainda sobreviveu ao caos petista sucumbiu, irremediavelmente, diante da razia promovida pela tucanalha, que tomou de assalto a organização social, com o governo de Simão Jatene, o Simão Preguiça. As demissões indiscriminadas de funcionários remanescentes do governo Ana Júlia Carepa - não necessariamente petistas - foram sucedidas por um aparelhamento sem precedentes e à margem de qualquer critério técnicos, com a Fábrica Esperança transformada em uma valhacouto de cabos eleitorais e apaniguados da tucanalha. A política da terra arrasada é patrocinada, desde então, por um certo Alírio Sabbá, um obscuro advogado, com supostas pretensões políticas, que seria, por assim dizer, uma espécie de boy qualificado de Izabela Jatene, a primeira-filha e uma das desastradas eminências pardas da tucanalha. O ex-diretor geral, Hugo Cintra, sempre foi identificado como um preposto de Alírio Sabbá e caiu em desgraça, segundo a versão corrente, quando pretendeu dispor de uma autonomia não prevista no script da sinhazinha tucana, aquela que se julga uma cidadã incomum, como deixou claro na entrevista ao Bom Dia Pará, o programa da TV Liberal levado ao ar na segunda-feira, 17.
No governo Simão Jatene, a política de reinserção social dos egresso do sistema penal e seus familiares tornou-se secundária. Além do aparelhamento sem precedentes da organização social, que se renova agora, com a recente troca de guarda, a prioridade, em verdade uma obsessão, passou a ser o restaurante popular, inspirada não por preocupações sociais, mas por pavimentar o atalho para um colossal caixa dois, tanto mais atrativo às vésperas das eleições municipais de 2012. Sob esse cenário é emblemática a nomeação, como diretor geral da Fábrica Esperança, de Fabricio Gama, cujo discurso, para o conjunto de funcionários da Fábrica Esperança, foi revelador. Na possível pretensão de contrapor uma postura liberal diante do perfil castrense do antecessor, o novo diretor geral simplesmente trombeteou, entre outras pérolas, que, a partir de agora, os egressos do sistema penal passariam a dispor de mais tolerância a quando de faltas e atrasos, algo extremamente perigoso e danoso, em se tratando de pessoas que precisam interiorizar, prioritariamente, as noções básicas de cidadania, o que inclui não só direitos, mas também obrigações. O respeito a lei e a hierarquia, combinação que exclui a submissão quase incondicional própria do regime castrense, que por razões muito específicas só cabe neste, é o pressuposto básico do exercício pleno da cidadania, condição sine qua non para a reinserção social dos egressos do sistema penal.

FÁBRICA ESPERANÇA – Caos institucionalizado

A deletéria lassidão com a qual Fabrício Gama acenou para os egressos do sistema penal tem como complemento, pelas recorrentes denúncias, o caos administrativo, institucionalizado na Fábrica Esperança pelo governo de Simão Jatene, o Simão Preguiça. Nomeado Hugo Cintra (foto), como diretor geral, sucedeu-se uma razia, com demissões massivas, a pretexto de enxugar a folha de pagamento. Uma falácia, logo revelada pela avalancha de contratações, em número infinitamente superior a de demissões. O clima de retaliações, com novas demissões e mais nomeações, volta a se repetir, no rastro da substituição de Cintra por Gama. E a aparente boa-vontade do novo diretor geral, expressa no seu discurso, não se traduz no trato do seu séquito com os técnicos e funcionários.
Resumindo, trocou-se seis por meia dúzia. O que não surpreende. Como no caso de Hugo Cintra, o ex-diretor geral, o currículo de Fabrício Gama, o novo diretor geral, é definitivamente revelador do apreço do governador Simão Jatene, o Simão Preguiça, pela Fábrica Esperança. Sabe-se, sobre a formação de Fabrício Gama, que ele é formado em gestão pública, sem que se saiba maiores detalhes sobre o curso e sequer a instituição na qual foi feito. Sabe-se também que ele foi assessor parlamentar na Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, de 1999 a 2003, o que requer o benefício da dúvida, para tomar isso como uma referência dignificante, como bem ilustra a crônica policial, por tudo que hoje se sabe sobre os bastidores do Palácio Cabanagem e, em particular, sobre os comissionados que por lá circulam. De resto, o novo preposto do inefável Alírio Sabbá foi presidente da Ceasa, as Centrais de Abastecimento do Pará, em 2006, justo um ano de sucessão governamental, quando a máquina administrativa estadual costuma ficar entregue ao deus-dará, porque a serviço dos poderosos de plantão e seus candidatos.

FÁBRICA ESPERANÇA – Farra de contratações

E a concluir de denúncia feita no blog, o que Fabrício Gama fala não se escreve. “A Fábrica esta mesmo uma tristeza. O novo diretor quando chegou disse que, além dos 34 demitidos, iria haver mais demissões com intuito de enxugar a folha, para que a Fábrica pudesse ser salva, mas olha a relação do pessoal que o Fabrício já contratou e os salários! E até cargos foram inventados!”, denuncia o internauta obviamente anônimo, acrescentando o vasto elenco de novas contratações, que o blog reproduz mais abaixo. O mais grave: segundo a denúncia, os demitidos da Fábrica Esperança, vítima da razia da tucanalha, ainda estão sem receber o que lhes é devido, embora os novos contratados – todos do setor administrativo – recebem regularmente, sem atraso, seus salários. “isso que é triste. Nós ainda nem recebemos nossa rescisão, mas todos esses (abaixo elencados) já receberam. É muito tristeza, mesmo!!!”, desabafa o autor da denúncia.

Os novos contratados, segundo a denúncia feita ao blog:

AMANDA SOARES NYLANDER - GERENTE III ADMINISTRATIVO - 16/9/2011 - R$ 2.927,57
ELIEZER PINHO DE FREITAS - DIRETOR ADMINISTRATIVO - 16/9/2011 - R$ 4.391,36
FUARD SARMANHO FRAIHA - ENGENHEIRO ADMINISTRATIVO - 16/9/2011 - R$ 2.051,60
ORLANDO MARCIO BRITO CORRÊA DO CARMO - COORDENADOR INFORMÁTICA ADMINISTRATIVO - 1/10/2011 - R$ 1.758,50
ERNILDO DO CARMO VIEIRA - ADMINISTRADOR ALMOXARIFADO - 16/9/2011 - R$ 2.051,60
ALCINDO JOSE ABREU NEVES - DIRETOR COMERCIAL - 16/9/2011 - R$ 4.391,36
SERGIO NUNES FIGUEIRA FILHO - GERENTE III COMERCIAL - 1/10/2011 - R$ 2.927,57
WGLAISON SACRAMENTO SILVA - GERENTE III COMPRAS - 1/10/2011 - R$ 2.927,58
RENATA MARIA QUEIROZ PINHEIRO - PUBLICITÁRIA COMUNICAÇÃO SOCIAL - 1/10/2011 - R$ 2.051,60
CELESTE DA CRUZ GOMES - ATENTENDE JUDICIÁRIO DIRETORIA GERAL - 16/9/2011 - R$ 2.051,60
FABRICIO PEREIRA DA GAMA - DIRETOR DIRETORIA GERAL - 16/9/2011 - R$ 5.858,35
MARY HELLEN AIRES DO NASCIMENTO - SECRETARIA EXECUTIVA DIRETORIA GERAL - 16/9/2011 - R$ 1.758,50
JEAN ALEX DA SILVA HOUAT - DIRETOR FINANCEIRO - 16/9/2011 - R$ 4.391,36
ALESSANDRA DOS SANTOS ALBUQUERQUE - ASSISTENTE ADMINISTRATIVO INFRA-ESTRUTURA - 1/10/2011 - R$ 897,74
MIGUEL FRAZÃO AMARAL FILHO - COORDENADOR INFRA-ESTRUTURA - 1/10/2011 - R$ 1.758,50
PATRICK DOS REIS - ASSISTENTE ADMINISTRATIVO INFRA-ESTRUTURA - 1/10/2011 - R$ 897,74
SAVENEI MARIA TAVERES - MOTORISTA INFRA-ESTRUTURA - 1/10/2011 - R$ 879,26
JOÃO PAULO DA CUNHA PACHECO - COORDENADOR INFRA-ESTRUTURA - 1/10/2011 - R$ 1.758,50
REGINALDO FRANCA JUNIOR - ADMINISTRADOR INFRA-ESTRUTURA - 1/10/2011 - R$ 2.051,60
ADEMAR MONTENEGRO DELGADO VITAE - ASSESSOR DE PRODUÇÃO PRODUÇÃO - 1/10/2011 - R$ 2.051,60
ERIKA LARISSA PADILHA CASTRO - INSPETORA DE QUALIDADE PRODUÇÃO - 1/10/2011 - R$ 1.318,87
BIANCA AZEVEDO DE ALMEIDA GEMAQUE MACIEL - DIRETORA REINSERÇÃO - 16/9/2011 - R$ 4.391,36
LUIZ ALBERTO AMADOR SOLHEIRO JUNIOR - ASSESSOR DE INSERÇÃO REINSERÇÃO SOCIAL - 1/10/2011 - R$ 2.927,58
ORENILSON PINHEIRO DE AZEVEDO - COORDENADOR REINSERÇÃO SOCIAL - 1/10/2011 - R$ 1.758,50
ADRIANO HERMES GOMES MONTEIRO - GERENTE III RESTAURANTE - 16/9/2011 - R$ 2.927,57
HENRIQUE SALGADO GOUVEA DA SILVA - SUPERVISOR RESTAURANTE - 1/10/2011 - R$ 959,16
REGIANE MELO DA SILVA - COORDENADOR RESTAURANTE - 1/10/2011 - R$ 1.758,50
FREDDIE GARCIA DE LIMA FILHO - GERENTE I USG'S - 1/10/2011 - R$ 2.051,60

FÁBRICA ESPERANÇA – Quem são

Josué Bengston (na foto, à dir., com Martinho Carmona) esteve envolvido no escândalo da máfia dos sanguessugas, em 2006, um esquema criminoso em que empresários, políticos e servidores públicos se aliaram para formar uma quadrilha que desviava dinheiro da saúde pública. De acordo com a Polícia Federal, a quadrilha negociava com assessores de parlamentares a liberação de emendas individuais ao Orçamento da União para que fossem destinadas a municípios específicos. Com recursos garantidos, o grupo - que também tinha um integrante ocupando cargo no Ministério da Saúde - manipulava a licitação e fraudava a concorrência valendo-se de empresas de fachada. Dessa maneira, os preços da licitação eram superfaturados, chegando a ser até 120% superiores aos valores de mercado. O "lucro" era distribuído entre os participantes do esquema.
Martinho Carmona foi recentemente acusado pelo Ministério Público Estadual por improbidade administrativa. Ex-presidente da Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, quando no PSDB, ele é acusado de improbidade administrativa juntamente com Athos Neves da Rocha, que trabalha há bastante tempo para o parlamentar, e Maria do Socorro Rodrigues da Costa, servidora da Alepa, na ocasião chefe de gabinete do deputado. A ação teve origem em denúncia revelando que Athos Neves da Rocha valeu-se de uma prima, Mahíra Reis da Rocha, então uma adolescente de 17 anos, como laranja, na suposta condição de estagiária lotada no gabinete do deputado, já que Athos, por lei, não mais poderia ter renovado seu contrato como estagiário. Assim, o salário de R$ 300,00, formalmente destinado à jovem, era embolsado por Athos Neves da Rocha, em tramóia patrocinada por Martinho Carmona e coonestada por Maria do Socorro Rodrigues da Costa.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

FÁBRICA ESPERANÇA – Disputa intestina

Segundo relato feito ao Blog do Barata, teriam entrado em rota de colisão o diretor-geral da Fábrica Esperança, Hugo Cintra (foto), e seu avalista político, Alírio Sabbá, a iminência parda da atual administração da OS, a Organização Social destinada a promover a ressocialização dos egressos do sistema penal e seus parentes. O estopim para o entrevero teria sido a constatação, por Hugo Cintra, que a assessora jurídica da Fábrica Esperança, a advogada Betiza Mendonça Rodrigues dos Santos, operava um esquema paralelo de poder, reportando-se diretamente a Alírio Sabbá, sem dar conhecimentos ao diretor-geral de assuntos que deveriam ser submetidos a ele.
De acordo com a versão oferecida ao Blog do Barata, a conseqüência mais imediata do imbróglio, com claras características de briga provocada pela partilha do butim, teria sido a demissão da advogada Betiza Mendonça Rodrigues dos Santos, por desafiar a autoridade de Hugo Cintra. À margem da briga intestina entre os dois prepostos da tucanalha, a Fábrica Esperança teria voltado a ser cenário de um drama recorrente, que penaliza os egressos do sistema penal, cujo salário de julho ainda não teria sido pago.

FÁBRICA ESPERANÇA – Clima de imobilismo

Fontes da própria Fábrica Esperança relatam que a OS, hoje, vive sob uma atmosfera de imobilismo. Essas fontes contam que Hugo Cintra protagoniza uma administração pontuada pela inépcia, porque à margem dos objetivos da OS. Essa inépcia é reforçada pela incompetência de Alírio Sabbá (foto), um obscuro advogado, que exibe a profundidade intelectual de livro de auto-ajuda, com o agravante de ter seu nome associado a suspeitas de falcatruas. Ele é acidamente criticado por visualizar a Fábrica Esperança, apenas e tão-somente, como um potencial caixa dois, sempre importante em ano eleitoral, tal qual será o de 2012. Não por acaso, de acordo com recorrentes denúncias, a Fábrica Esperança foi transformada em um valhacouto de aspones, o neologismo que designa os assessores de porra nenhuma, aboletados em sinecuras.
Com a folha de pagamento inchada, a Fábrica Esperança encontra-se virtualmente agônica. “Não há produção de confecções e as dívidas só estão aumentando. A relação entre os egressos do sistema penal e a diretoria é a pior possível”, conta ainda a fonte da Fábrica Esperança. O clima é tão tenso, conta também a fonte, que os diretores evitam ir à OS em seus próprios carros, por temer vê-los depredados, em uma eventual retaliação por parte dos egressos, indignados pelo desdém da atual direção da Fábrica Esperança.

quarta-feira, 2 de março de 2011

JATENE – Demitidos apelam aos deputados

Uma comissão dos 53 demitidos da Fábrica Esperança – defenestrados sem justa causa e sem que tenham recebido sequer o salário de janeiro e a multa rescisória - deverão retornar na manhã desta quarta-feira, 2, a Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, onde já estiveram a 17 de fevereiro. Eles voltam ao Palácio Cabanagem em busca do apoio dos deputados para o drama que protagonizam, depois que o governo do tucano Simão Jatene não cumpriu o acordado, que era viabilizar o pagamento, até 25 de fevereiro, do que a Fábrica Esperança deve aos demitidos, vítimas de uma inocultável retaliação política.
A Fábrica Esperança, recorde-se, é uma organização social, gerida pelo governo estadual e cujo objetivo básico é promover a reinserção social, mediante emprego e renda, dos egressos do sistema penal. Criada no último ano do primeiro mandato do governador Simão Jatene, a importância da OS foi subestimada tanto pela tucanalha como pelos petralhas da administração da ex-governadora Ana Júlia Carepa. A despeito disso, a Fábrica Esperança, tal qual vinha funcionando, foi tomada como parâmetro para a política de ressocialização dos egressos do sistema penal pelo Ministério da Justiça do governo do presidente Lula.

JATENE – Governo não honra a palavra

Mal assumiu o governo, a tucanalha tomou de assalto a Fábrica Esperança, menosprezando a filosofia de trabalho até então desenvolvida e promovendo uma razia, na forma de demissões em massa, sem nenhum critério capaz de justificá-la. O pretexto para tanto foi a suposta falta de recursos, um álibi desmentido pela nova administração, que demitiu 53 funcionários e concomitantemente contratou 70 novos empregados, priorizando, de imediato, as obras do restaurante popular, entrevisto como um caixa 2 em potencial.
Em reunião realizada na própria Fábrica Esperança, na manhã de 18 de fevereiro, o novo diretor geral da OS, um certo Hugo César de Miranda Cintra, que se diz advogado, assumiu o compromisso de pagar o que é devido aos 53 demitidos até o dia 25 de fevereiro. Cintra, porém, não honrou a palavra empenhada diante de uma comissão dos demitidos e do deputado petista Edilson Moura. Significativamente à reunião não compareceu o deputado Márcio Miranda, do DEM, líder do governo na Alepa, o que permite a ilação de que o parlamentar soube previamente que o compromisso não seria honrado e, ao se manter silente, coonestou o calote, um claro gesto de retaliação política.
Cintra, diga-se, é politicamente tutelado por Alyrio Sabá, um obscuro advogado, descrito como intelectualmente chucro e que foi superintendente do Sistema Penal durante os 12 anos de sucessivos governos do PSDB no Pará, dentre 1995 e 2006. Preposto do governador Simão Jatene na Fábrica Esperança, Sabbá é réu em um variado elenco de ações judiciais, nas quais é acusado de improbidade administrativa. A ele é atribuído a decisão de não pagar os 53 demitidos, obviamente cumprindo determinação do próprio Jatene, ao qual tem acesso via a filha do governador, Isabela Jatene.

terça-feira, 1 de março de 2011

JATENE – Carta aberta dos demitidos

O blog transcreve abaixo, na íntegra, uma carta aberta dos demitidos da Fábrica Esperança, sumariamente defenestrados – sem justa causa e sem o pagamento do que lhes é divido – pelo governo do tucano Simão Jatene, em um ato de clara retaliação política. A maioria do elenco de demitidos foi contratada durante a administração da ex-governadora petista Ana Júlia Carepa, embora inclua também uma pequena parcela de funcionários admitidos ainda no primeiro mandato de Jatene como governador.

CARTA ABERTA

“Em uma democracia nenhum poder é soberano. Soberano é o povo.”

A ASSOCIAÇÃO PÓLO PRODUTIVO PARÁ - FÁBRICA ESPERANÇA, uma Organização Social fundada em 20 de Janeiro de 2006, em Belém, no Estado do Pará, possui CONTRATO DE GESTÃO com a SUSIPE, que tem como missão Promover a Reinserção Social, por meio da capacitação profissional, geração de emprego, renda e educação aos egressos e aos atendidos pelo Patronato do Sistema Penitenciário do Estado do Pará, demitiu, há um mês, um grupo de 53 trabalhadores sem justa causa, por motivo meramente político. Mas o pior é que, para além da prática cotidiana de governos que entram se desfazendo de trabalhadores com competência técnica, o novo diretor da Fábrica Esperança, HUGO CÉSAR DE MIRANDA CINTRA, demitiu pais e mães de famílias, sem assegurar a rescisão contratual e com salário de janeiro atrasado, prática grotesca de um “homem da lei”. E olha que esse senhor freqüentou um curso de direito! Ao que parece o governo Jatene e seus “lambe botas” estão buscando construir uma nova lógica, colocando o poder acima da lei e acima do povo (trabalhador).
Não sou pessoa letrada, não cursei DIREITO, mas a experiência de trabalhador me mostrou que lei é pra ser respeitada. Fico me perguntando: o que pensam os novos “comandantes” que fazem o que querem e nada nem ninguém os detêm? Jamais havia assistido cena tão grotesca como esta. Até um amador sabe que CLT, com seus artigos claros e de fácil compreensão, reza pela garantia dos direitos dos trabalhadores. Aliás, garantias históricas, conquistadas com suor e sangue de pessoas que tiveram suas vidas ceifadas por “poderosos” ignorantes que imaginam que o poder se esgota nele mesmo.
Os trabalhadores demitidos desde 1º de fevereiro vem buscando solucionar um problema causado por um “gestor” irresponsável e descuidado com o dinheiro público, pois é lógico que esclarecidos que são, estes trabalhadores irão buscar seus direitos na Justiça Trabalhista, onerando de tal modo o caixa do governo. Este grupo de pessoas demitidas quer seguir seus caminhos, mas para isso necessita receber o que é de direito. Essas pessoas não reclamam nada além do que é devido: salário de um mês trabalhado e rescisão de contrato, como reza a lei. Uma comissão dos funcionários acionou Sindicato (SENALBA), DRT, Ministério Público do Trabalho, Imprensa e Assembléia Legislativa do Estado do Pará, para intermediar uma situação de fácil resolução, já que o novo diretor demonstra poder absoluto de decisão, podendo com isso buscar recursos para quitar a dívida com os trabalhadores demitidos. Na Assembléia Legislativa, a comissão, ao exibir cartazes na galeria, foi imediatamente procurada pelo líder do governo, deputado Márcio Miranda, com o intuito de esvaziar o espaço e desfocar a situação ali denunciada, o mesmo assumiu intermediar e buscar naquele dia uma solução para o problema construído por sua turma. A solução foi agendar uma reunião no auditório da Fábrica Esperança com a comissão dos funcionários demitidos, o próprio deputado. Márcio Miranda, o sr. Alyrio Sabbá e o deputado Edilson Moura, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, para remediar um erro crasso do governo. Na reunião, nem o deputado representante do governo, nem o assessor do governador, mandante da Fabrica Esperança, compareceram, nos deixando novamente na presença indesejada do SUBALTERNO, Hugo César de Miranda Cintra, que acordou, na presença de todos, efetuar o pagamento no dia 25, promessa esta não cumprida mais uma vez. Logo se percebe a falta de comprometimento dessa turma. Ocorre que até agora o problema não está resolvida, já que foram pagas algumas rescisões dos trabalhadores que tinham as menores indenizações, o que nos leva a crer que essa gente é revanchista e busca castigar quem não comunga de suas idéias e ações, deixando, por exemplo, todos os diretores e cargos de coordenação sem suas indenizações.
Solicitamos o apoio de todos os que buscam construir uma sociedade democrática e de direitos, para cobrar destes irresponsáveis uma solução para virarmos esta página.
Será que eles esqueceram quem somos e que é da luta que nos alimentamos?

PELA COMISSÃO DE DEMITIDOS DA FÁBRICA ESPERANÇA

JATENE – A ignomínia tem nome e sobrenome

Certos atos, quando não depõem contra biografias, dizem tudo sobre elas. Este é o caso da postura ignominiosa do governador tucano Simão Jatene (foto), diante do drama dos demitidos da Fábrica Esperança, defenestrados sem justa causa e sem que tenha sido pago sequer o salário de janeiro e muito menos a rescisão a que fazem jus. Criada e menosprezada no último ano do primeiro mandato de Jatene, em 2006, em uma indiferença reeditada pela administração da ex-governadora petista Ana Júlia Carepa, a Fábrica Esperança é uma organização social destinada a promover a reinserção social, com emprego e renda, dos egressos do sistema penal. A despeito do desdém sob o qual floresceu e se manteve até aqui, a OS entusiasmou os técnicos do Ministério da Justiça do governo Lula, que tomaram-na como paradigma em termos de política de ressocialização de egressos do sistema penal.
A ignomínia, no caso, tem nome e sobrenome e chama-se Simão Jatene. Sem o patrocínio do próprio governador, os demitidos da Fábrica Esperança não estariam na iminência de recorrer à Justiça do Trabalho para receber o que não lhes foi pago, um montante que soa irrisório para o governo. Prolonga-se assim um drama deflagrado quando, em uma razia de claras e inconfundíveis motivações políticas, mal foi nomeado e o novo diretor geral da Fábrica Esperança, um certo Hugo César de Miranda Cintra, demitiu sumariamente, sem qualquer avaliação, 53 empregados da OS, sem pagar-lhes o que é devido, a pretexto da falta de recursos. Concomitantemente, porém, foram admitidos pela nova gestão 70 novos empregados, o que estimulou a mobilização dos demitidos e provocou a intervenção dos deputados da Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, em busca de uma solução para o imbróglio. Na ocasião, os 53 demitidos ganharam a solidariedade dos deputados Edimilson Rodrigues, líder do PSol; Edilson Moura, do PT, presidente da Comissão de Direitos Humanos; Zé Megale, líder do PSDB; e Márcio Miranda, do DEM, líder do governo.
Da intervenção dos parlamentares resultou uma reunião de uma comissão de demitidos com o novo diretor geral da fábrica, Hugo César de Miranda Cintra, que deveria ter a presença dos deputados Márcio Miranda e Edilson Moura. Além do tutor político de Cintra e a eminência parda da atual gestão da Fábrica Esperança, Alyrio Sabbá, um obscuro advogado, descrito como casca-grossa e intelectualmente chucro, que foi superintendente do Sistema Penal nos 12 anos de sucessivos governos do PSDB no Pará, de 1995 a 2006. O currículo de Sabbá inclui uma série de ações judiciais nas quais é réu, sob a acusação de improbidade administrativa. Sua fixação na Fábrica Esperança é reativar o restaurante popular, entrevisto pela oposição como uma ponte para um respeitável caixa dois.

JATENE – Governador não honra compromisso

Realizada na manhã do dia 18 de fevereiro, uma sexta-feira, na própria Fábrica Esperança, a reunião da comissão de demitidos com Hugo César de Miranda Cintra só teve a participação do deputado petista Edilson Moura, na condição de presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alepa. A ela não compareceram, conforme o previsto, o líder do governo na Alepa, o deputado Márcio Miranda, do DEM, e nem Alyrio Sabbá, o preposto do governador Simão Jatene na Fábrica Esperança. A despeito disso, ficou acordado que os 53 demitidos receberiam o que lhes devido na sexta-feira seguinte, 25, um compromisso assumido por Cintra, o novo diretor geral. Nesta última sexta-feira, 25, a data acordada para o pagamento - a ser efetuado no Senalba, o Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional – receberam apenas parte do que lhes é devido, ao que consta, menos de 10 dos 53 demitidos. Não foi oferecida ao sindicato, ao que se saiba, nenhuma explicação sobre quando, afinal, deverá ser efetuado o pagamento dos demitidos.
Diante das repercussões do episódio é inevitável inferir que a lambança teve o aval do próprio governador Simão Jatene. A ilação é que a Hugo César de Miranda Cintra falta cacife político para não honrar o compromisso assumido, por sua conta e risco. Se optou por passar por moleque, a isso foi certamente compelido por Alyrio Sabbá. E este, obviamente, cumpre determinação do próprio governador, via Isabele Jatene, a filha de Simão Jatene, da qual Sabbá é tido e havido como pau-mandado. Se assim foi, como evidenciam as circunstâncias, é inevitável concluir que o governador esteja decidido a penalizar pais e mães de família, desempregados e sem receber o que têm direito, como retaliação pela interferência do deputado petista Edilson Moura. O que possivelmente explica a postura, omissa e covarde, do deputado Márcio Miranda, do DEM, líder do governo na Alepa, ao não comparecer à reunião do último dia 18. Ele evidentemente soube por antecipação da lambança e não quis se comprometer com a farsa, mas acabou por coonestá-la, ao se manter silente.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

JATENE – A molecagem com a Fábrica Esperança

Coisa de moleque. Com o agravante de ser coonestada pelo próprio governador Simão Jatene (foto), que revelou-se, ao fim e ao cabo, tão moleque quanto seu preposto.
Assim pode ser resumida a mais recente lambança protagonizada pelo novo diretor geral da Fábrica Esperança, Hugo César de Miranda Cintra, com os 53 demitidos – sem justa causa – da organização social, sumariamente defenestrados sem receber sequer o salário de janeiro e muito menos o dinheiro da rescisão a que fazem jus. A Fábrica Esperança é uma organização social, vinculada a Susipe, a Superintendência do Sistema Penal, e cujo objetivo basilar é promover a reinserção social, com emprego e renda, dos egressos do sistema penal
Em reunião com a participação do deputado petista Edilson Moura, representando a Alepa, realizada na própria Fábrica Esperança, Cintra anunciou que o pagamento dos 53 demitidos seria feito nesta última sexta-feira, 25. Mas, ao contrário do que ele próprio anunciara, após o apelo feitos pelos demitidos aos deputados estaduais, Cintra não honrou a palavra. Ao Senalba, o Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional, só foram remetidos os pagamentos de menos de 10 dos 53 demitidos da Fábrica Esperança. Sem nenhuma explicação adicional, em um flagrante desrespeito aos demais demitidos, à espera do pagamento do que lhes é devido.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

CINTRA - A versão prostituida de Pinóquio

JATENE – Demitidos serão pagos na sexta, 25

Os 53 demitidos sem justa causa da Fábrica Esperança - defenestrados sem receber sequer o salário de janeiro e muito menos a indenização a que fazem jus - deverão ser pagos, enfim, na próxima sexta-feira, 25. A Fábrica Esperança é uma organização social, vinculada a Susipe, a Superintendência do Sistema Penal, e cujo objetivo basilar é promover a reinserção social, com emprego e renda, dos egressos do sistema penal.
Este foi o resultado concreto da reunião realizada na manhã desta sexta-feira, 18, na própria Fábrica Esperança, entre o novo diretor geral desta, Hugo César de Miranda Cintra, e uma comissão de demitidos, acompanhada do deputado petista Edilson Moura. A comissão que representou os 53 demitidos incluiu Simone Barata, a ex-diretora geral da OS, e mais Armando, Bruno, Cézar, Kelen, Kleber, Magali, Patrícia e Ronaldo Anderson, estes ex-funcionários da Fábrica Esperança, que figuram no elenco das vítimas da demissão massiva promovida pelo governo Simão Jatene.

JATENE – Márcio Miranda e Sabbá ausentes

Sem que tenham justificado a ausência, não participaram da reunião, conforme o previsto, o deputado Márcio Miranda, do DEM, líder do governo na Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, e Alyrio Sabbá, descrito como a eminência parda da nova gestão e tutor político de Hugo César de Miranda Cintra.
Um obscuro advogado, do qual dizem ser casca-grossa e intelectualmente chucro, Sabbá é filiado ao PPS e foi superintendente do Sistema Penal nos 12 anos de sucessivos governos do PSDB no Pará, de 1995 a 2006. Ele responde a uma série de ações judiciais, sob a acusação de improbidade administrativa, e tentou, sem êxito, eleger-se deputado estadual nas eleições de 2010 e acabou como suplente. Sabbá devota especial apreço pela idéia de resgatar o restaurante popular, entrevisto pela oposição como um instrumento para um colossal caixa 2.

JATENE – Cintra mostrou-se mais comedido

A reunião resultou da mobilização dos 53 demitidos da Fábrica Esperança, sem justa causa e sem receber sequer o salário de janeiro e muito menos a indenização que lhes é devida. Na quinta-feira, 17, cerca de 30 dos 53 demitidos estiveram na Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, ganhando a solidariedade dos deputados Edilson Moura, do PT, Edimilson Rodrigues, do PSol, Márcio Miranda, do DEM, líder do governo, e Zé Megale, líder do PSDB.
Na reunião desta sexta-feira o novo diretor geral da Fábrica Esperança, Hugo César de Miranda Cintra, tido e havido como boy qualificado de Alyrio Sabbá, mostrou-se mais comedido e cordato. Visivelmente intimidado, ele pareceu preocupado em não dar motivos para questionamentos irrespondíveis, sobre a suposta falta de recursos, a despeito das quais a demissão de 53 funcionários foi seguida da contratação de 70 novos funcionários. Um indício eloqüente de que a tucanalha pretende reduzir a Fábrica Esperança a um valhacouto de sinecuras, para abrigar seus apaniguados.
Na reunião anterior, ocorrida na sexta-feira da semana passada, 11, o novo diretor geral da OS, Hugo César de Miranda Cintra começou por se revelar arrogante, tratando com desdém os funcionários demitidos, aos quais limitou-se a dizer que a Fábrica Esperança não dispunha de caixa para pagá-los. Na ocasião, ele só refluiu, mostrando-se inclusive trêmulo, quando duramente questionado sobre a suposta falta de recursos. Antes disso, porém, chegou ao acinte de mandar os demitidos recorrerem à Justiça do Trabalho.