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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

ZENALDO – Égua lírica

Zenaldo : a mediocridade como gestor alcança o poeta que pretende ser.

Uma anta como prefeito, Zenaldo Coutinho revela-se, como pretenso poeta, uma égua lírica.
Com todo respeito às antas e éguas, naturalmente.

De resto, a inevitável constatação: nem Odorico Paraguaçu, o folclórico prefeito da fictícia Sucupira, chegaria a tanto.

ZENALDO – Prefácio servil

João Carlos (à dir.): prefácio servil, ao gosto do prefeito sub judice.

Mais patética que a incursão poética do prefeito sub judice, só o prefácio servil de João Carlos Pereira, o meigo diácono, mais meigo que diácono, dizem. De tão servil, ele foi capaz de vislumbrar predicados literários inimagináveis nas estripulias poéticas do vagabundo profissional, que jamais teve um emprego na vida.
Pereira ganhou visibilidade como boy qualificado dos Maiorana, em cujo circulo de amizades introduziu-se na esteira de elogios fáceis com os quais cativou Roberta Maiorana, uma das herdeiras do jornalista e empresário Romulo Maiorana, da qual foi professor.
João Carlos Pereira vem a ser filho do saudoso Joel Pereira, cuja cegueira não impediu de ser um virtuose do violão.
Diácono, ele tornou-se comentarista cativo da procissão do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, na TV Liberal, impressionando senhoras carolas com pérolas da cultura inútil.

Com um estilo melífluo, como é próprio dos arrivistas, João Carlos Pereira é descrito como aquele tipo de católico que penitencia-se de véspera pela ignomínia que vá cometer no dia seguinte.

ZENALDO – Toque de ironia

Belém submersa, amarga o inverno, enquanto Zenaldo brinca de poeta.

O lançamento de “Maré lançante”, a estripulia poética do prefeito sub judice, ainda teve um toque de amarga ironia.

O lançamento ocorreu com Belém submersa, devido as chuvas do inverno amazônico.

ZENALDO – Recordações do passado

Descontada a faixa etária dos convidados, o seletivo pré-lançamento do livro na Academia Paraense de Letras remeteu ao passado não tão longínquo, quando, na nobre vila na travessa Apinagés, o jovem Zenaldo promovia saraus nos quais recitava versos, coreografados por jeitos e  trejeitos, para uma excitada plateia de meigos rapazes e donzelas que não queriam ser.

sábado, 25 de junho de 2016

ZENALDO COUTINHO – Prêmio de Prefeito Amigo da Criança, a piada pronta na semana dos factoides

Zenaldo Coutinho, "Amigo da Criança": a piada pronta da semana.

Na semana dos factoides eleitorais, com destaque para o congelamento do preço da passagem de ônibus, feito sob as fanfarras do mise-en-scène midiático, o prefeito Zenaldo Coutinho protagonizou a piada pronta, ao trombetear ter sido agraciado com o prêmio de Prefeito Amigo da Criança.

As cerca de 400 crianças ribeirinhas da Escola Bosque, por ele privadas do jantar que lhes era servido ao final do turno da tarde, certamente não o têm como amigo. Com toda razão. Tanto quanto os pais e mãe do contingente de crianças privadas de creches por falta de vagas.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

COTIJUBA – Fotos esfarinham a farsa da inauguração da ponte de cuja recuperação a prefeitura não participou





As fotos acima registram a recuperação da ponte em Cotijuba, na região das ilhas de Belém, toda ela feita pelos próprios moradores, e da qual a administração do prefeito Zenaldo Coutinho participou apenas fornecendo o material.
A despeito disso, a nova ponte foi inaugurada sábado, 11, por Zenaldo Coutinho, acompanhado por um séquito de áulicos, com direito a placa atribuindo à prefeitura a obra de recuperação.

Para participar do mise-en-scène, juntamente com sua entourage, em campanha eleitoral antecipada, Zenaldo Coutinho valeu-se da estrutura de transporte da Funbosque, a Fundação Centro de Referência em Educação Ambiental Escola Bosque Professor Eidorfe Moreira, cujos alunos do turno da tarde foram por ele privados do jantar que era servido ao final das aulas.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

TV LIBERAL – Mesmo confrontado com imagens do caos, Zenaldo não abdica do cinismo e debocha da população




Um deboche ao eleitorado, diante do abandono em que se encontra Belém, cuja população amarga o sucateamento da saúde e da educação públicas, padecendo ainda com a ausência de obras capazes de aplacar a carência de saneamento básico, além de viver sob uma atmosfera de medo, na esteira do sucateamento da segurança pública. Assim pode ser definida a entrevista concedida pelo prefeito tucano de Belém, Zenaldo Coutinho, ao Jornal Liberal 1ª Edição, da TV Liberal, afiliada da TV Globo, nesta última segunda-feira, 15, na qual, com um cinismo resvalando para o escárnio, tentou justificar a administração pífia por ele protagonizada e acenou com uma avalancha de promessas.

Uma afronta ao Ministério Público Eleitoral, por configurar claramente campanha eleitoral extemporânea, se a intenção da entrevista era dar um lustro na imagem do prefeito, ela acabou por ter o efeito de um bumerangue. Ao confrontar Zenaldo Coutinho com imagens de reportagens exibindo as mazelas cotidianas decorrentes da inépcia da atual gestão, a entrevista escancarou o caos semeado por uma administração que prioriza a propaganda enganosa e cujo índice de rejeição chega a percentuais acima de 70%. Para piorar, acuado pelos questionamentos da jornalista Priscila Castro, o prefeito optou por tergiversar, investindo em um discurso digno de palanque eleitoral. Ostentando um meio sorriso nos lábios – que soou a escárnio, diante da gravidade dos problemas suscitados -, ele driblou as respostas incômodas, aproveitando-se da exiguidade de tempo disponível, demasiadamente breve para permitir descontruir suas falácias.

TV LIBERAL – O fracasso da prestidigitação




O que se pode dizer da entrevista de Zenaldo Coutinho, na TV Liberal, é que soou a um continental fracasso a tentativa de prestidigitação midiática, algo previsível em se tratando de um prefeito abúlico, exceto em ano eleitoral. Sobre o sucateamento da saúde pública, por exemplo, ele calou-se diante das chocantes imagens de pacientes amontoados, inclusive no chão, no PSM do Guamá, assim como evitou aprofundar-se sobre a paralisação de 12 horas dos médicos daquele hospital, a respeito da queixa de falta de médicos e medicamentos. Foi enfático, porém, ao anunciar a reinauguração do PSM da 14 de Março, desativado após um incêndio, que se constituiu em uma tragédia anunciada, evidenciadas pelas recorrentes cobranças por providências do Sindicato dos Médicos e do Ministério Público Federal. Nenhuma explicação ofereceu à denúncia de acordo com a qual das 11 unidades de pronto atendimento de Belém, que deveriam prestar serviços de urgência e emergência em regime de 24 horas, apenas quatro funcionam efetivamente.
Sobre o sucateamento da educação pública, Zenaldo Coutinho não poupou em desfaçatez. Ao ser lembrado que, segundo a própria Secretaria Municipal de Educação, cerca de 3.500 crianças de até cinco anos ficaram fora das escolas nas creches públicas, em 2016, e q        eu 80% das crianças de 0 a 3 anos estão fora de creches, o prefeito não titubeou, em seu olímpico cinismo. A menos de 11 mesos do término do seu mandato, prometeu que o problema será resolvido ainda em 2016.
Quanto a ausência de obras de saneamento, Zenaldo Coutinho, na falta de realizações, preferiu se concentrar no inefável BRT. Mas prometeu que as obras iniciadas na sua gestão serão todas concluídas. “Pode não ser no tempo que nós queríamos por causa dessa oscilação de recursos, mas elas serão concluídas”, trombeteou, sem ousar, porém, elencá-las, de tão parcas que são.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

VOZES DAS RUAS – “Fora Zenaldo!!!!!!!!”

Zenaldo Coutinho: em desvantagem, no cotejo com o nefasto Dudu.

Comentário anônimo, no qual a pífia administração do prefeito tucano Zenaldo Coutinho é cotejada com a desastrosa gestão do ex-prefeito Duciomar Costa (PTB), o nefasto Dudu, eleito e reeleito sob o patrocínio do PSDB:

“O Zenaldo conseguiu o que muitos consideravam impossivel: ser pior que o Duciomar!!!!!!!!!!!!!! Chega!!!!!!!!!! Fora Zenaldo!!!!!!!! Fora!!!!!!!!!!”


quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

ZENALDO COUTINHO – Abelha



Enquanto isso, exausto de tanto não fazer nada, para espairecer nosso prefeito diverte-se na Espanha, de castelos míticos e terra dos ancestrais da primeira-dama, a uma distância continental de Belém e dos problemas que deveria administrar.


O que faz jus ao epíteto que a ele ameaça aderir, Abelha, porque, segundo chiste cunhado, quando não está voando, está fazendo cera.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

ZENALDO COUTINHO – O prefeito "só pensa naquilo"

A propaganda eleitoral antecipada de Zenaldo
Coutinho, travestida de comunicado oficial:
clique na imagem para melhor visualizá-la.

O prefeito de Belém, o tucano Zenaldo Coutinho, pode não dar atenção à saúde pública do município, como evidencia a tragédia anunciada que foi o incêndio no Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, mas, parodiando a hilária personagem Dona Bela, eternizada pela atriz Zezé Macedo, ele "só pensa naquilo" – a sua reeleição.
Em ano pré-eleitoral, Zenaldo Coutinho não dorme no ponto e, valendo-se do cargo, manda ver na propaganda eleitoral antecipada, travestida de comunicado oficial. Nos moldes de um Odorico Paraguaçu, o histriônico prefeito da fictícia Sucupira, ele subscreve o comunicado de isenção do IPTU, o Imposto Predial e Territorial Urbano, e taxas agregadas, para quem possui um único imóvel no valor venal – que é a estimativa que o poder público faz de determinados bens – de até R$ 40.226,43, nele resida e não seja alugado.

De resto, notabilizado por protagonizar uma administração letárgica, embora farta em suspeitas de corrupção, Zenada, conforme é alcunhado pela população, trombeteia realizações invisíveis para os munícipes. “A Prefeitura está investindo em obras e serviços por toda a cidade, em áreas como infraestrutura, saneamento básico, saúde, habitação, iluminação, coleta de lixo, educação, lazer, esporte e muitas outras. Muito trabalho está sendo feito para transformar Belém no lugar que sonhamos, RUMO AOS 400 ANOS”, proclama, em tom que fatalmente soa ficcional para quem vive o cotidiano de abandono da cidade.

sábado, 29 de março de 2014

ZENALDO – Errei e peço desculpas pelo erro

        Errei, lamento ter errado, e peço desculpas pelo erro. Ao contrário do que veiculei no blog, na edição da última quinta-feira, 27, o advogado Leonardo do Amaral Maroja não mais é o secretário municipal de Assuntos Jurídicos do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB). Segundo a retificação feita em comentário anônimo, ele teria sido exonerado, supostamente a pedido, em novembro do ano passado. O novo titular da Semaj, a Secretaria Municipal de Assuntos Jurídicos, é Antônio Alberto Taveira dos Santos, nomeado em 3 de fevereiro deste ano, acrescenta a retificação.

        Leonardo do Amaral Maroja foi posto sob a suspeita, pelo CNJ, o Conselho Nacional de Justiça, de intermediar o suborno do qual é suspeito o ilustre pai, o desembargador João José da Silva Maroja, do TJ/PA, o Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Por unanimidade, o plenário do CNJ decidiu na segunda-feira passada, 24, instaurar um PAD, Procedimento Administrativo Disciplinar, para apurar indícios de que o desembargador teria recebido, quando presidia o TRE/PA, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará, pelo menos R$ 1,3 milhão em troca de decisões judiciais favoráveis a políticos paraenses. Pelo menos um dos beneficiários da suposta venda de sentença, o então prefeito de Chaves, Ubiratan de Almeida Neto, teve como advogado Leonardo do Amaral Maroja.

ZENALDO – OAB/PA é informada sobre imbróglio

        O plenário do CNJ, além de instaurar o PAD e afastar o desembargador João José da Silva Maroja, acolheu a proposta do ministro Francisco Falcão de encaminhar à OAB/PA, a Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil do Pará, informações sobre a conduta do advogado Leonardo do Amaral Maroja, suspeito de intermediar o suposto suborno.

        Leonardo do Amaral Maroja foi procurador-chefe da Prefeitura de Belém durante sete anos, período no qual ocupou o Palácio Antônio Lemos o ex-prefeito Duciomar Costa (PTB), o nefasto Dudu, protagonista de uma gestão calamitosa, pontuada por recorrentes suspeitas de corrupção. Segundo a versão que varre os bastidores do poder, o ex-prefeito teria sido blindado pela máfia togada, ao prestar-se a também patrocinar o nepotismo cruzado, abrigando na Prefeitura de Belém parentes, contraparentes e apaniguados da banda podre do TJ/PA, o Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Isso explicaria a impunidade do nefasto Dudu, a despeito de todos os indícios e evidências que pesam contra ele.

ZENALDO – Comentário suscita especulações

Leonardo Maroja (à dir.), com Zenaldo: mistério cerca exoneração .

        A retificação, feita em comentário anônimo, acrescenta, algo ferina, uma observação que fatalmente suscita especulações sobre os reais motivos que teriam determinado a exoneração, supostamente a pedido, de Leonardo do Amaral Maroja da Semaj.

        “A saída dele se deu a pedido, embora jamais tenha pedido, e por motivos ocultos até então”, assinala o comentário. É inevitável inferir que a exoneração do ex-secretário municipal de Assuntos Jurídicos, embora oficialmente a pedido, derivaria não de eventuais conveniências de Leonardo do Amaral Maroja, mas de fissuras mantidas, até agora, em segredo.

ZENALDO – A artimanha do prefeito

        Zenaldo Coutinho abdicar de Leonardo do Amaral Maroja soa fatalmente inusitado. Afinal, na composição de seu secretariado, o prefeito de Belém deixou clara a intenção de blindar sua administração, na eventualidade de algum malfeito, valendo-se do tráfico de influência.

        Sob essa perspectiva, a principal credencial de Leonardo do Amaral Maroja, para aboletar-se na Semaj, a Secretaria Municipal de Assuntos Jurídicos, foi ser filho do desembargador João José da Silva Maroja, do TJ/PA. Ser filho de tão ilustre pai foi capaz de minimizar a nódoa do jovem advogado ter sido procurador-chefe da Prefeitura Municipal de Belém durante sete anos, período no qual ocupou o Palácio Antônio Lemos o ex-prefeito Duciomar Costa (PTB), o nefasto Dudu, protagonista de uma gestão calamitosa, pontuada por recorrentes suspeitas de corrupção.

ZENALDO – Estelionato político

        Na composição do seu secretariado, para além de proteger-se, diante da possibilidade de algum malfeito, Zenaldo Coutinho também investiu em um estelionato político, ao tentar apresentar-se como contraponto ao ex-prefeito Duciomar Costa, o nefasto Dudu, quando, na verdade, a diferença entre ambos é de grau, não de nível.
        Falsário assumido no passado, quando foi preso e fichado pela Polícia Federal por se passar como médico, exibindo um diploma falsificado da UFPA, a Universidade Federal do Pará, o nefasto Dudu ascendeu politicamente no rastro do assistencialismo, financiado por verbas públicas. Ele ganhou musculatura eleitoral como aliado da tucanalha, a banda podre do PSDB.

        Quanto a Zenaldo Coutinho, trata-se de um incorrigível vagabundo, que jamais teve um mísero emprego, prosperando, social e materialmente, como profissional do proselitismo político. Tal qual o nefasto Dudu, o atual prefeito de Belém não é dado a escrúpulos, desvio de caráter que ele tenta dissimular com um aparente bom-tom e um pretenso fervor ético, tão autêntico quanto uísque paraguaio. Sua trajetória política é pontuada pelo mais escancarado nepotismo, do qual já foram beneficiárias, em passado recente, sua mãe, dona Helena Coutinho, já falecida, e sua irmã, hoje uma jovem mãe de família, radicada em São Paulo, substituídas, hoje, pelo irmão Augusto Coutinho, o Guto Coutinho, secretário municipal de Administração e apontado como eminência parda da atual administração. Nada mais ilustrativo do desapreço de Zenaldo Coutinho pela austeridade que o Instituto Helena Coutinho, entidade mantida com recursos públicos, que na verdade se constitui em um comitê eleitoral em permanente funcionamento, mascarado de OS, organização social.

ZENALDO – A parceria com o nefasto Dudu


Acima, o nefasto Dudu com o governador Simão Jatene.
Abaixo, as fotos da ficha criminal do falsário, preso em
flagrante, fazendo-se passar por médico oftalmologista.

        Zenaldo Coutinho, convém recordar também, jamais deixou de apoiar eleitoralmente o nefasto Dudu, mantendo-se silente, em uma espécie de mutismo obsequioso, durante os dois mandatos consecutivos de Duciomar Costa como prefeito de Belém, em uma gestão calamitosa. Mesmo na sucessão municipal de 2012, quando enfim elegeu-se prefeito de Belém, Zenaldo só criticou a administração do antecessor de forma fugaz, en passant, na undécima hora, no clímax da disputa, durante o segundo turno. Depois de empossado, o atual prefeito de Belém limitou-se a vociferar, sempre em off, o sucateamento da máquina administrativa municipal, mas sem jamais nominar o responsável direto pelo caos herdado.
        Zenaldo Coutinho e o nefasto Dudu são, em verdade, parceiros no grande engodo patrocinado pelo PSDB no Pará. Em 1998, quando saiu candidato à Prefeitura de Belém, com o apoio do então governador tucano Almir Gabriel, o atual prefeito não chegou ao segundo turno, no qual optou por apoiar o nefasto Dudu, a reserva de contingência da tucanalha. Naquele pleito, Edimilson Rodrigues, então no PT, reelegeu-se prefeito de Belém e Zenaldo seguiu apoiando o genérico do PSDB. Foi assim em 2002, quando o nefasto tornou-se senador, beneficiado pela traição do PT, que cristianizou a deputada federal Elcione Barbalho, candidata do PMDB ao Senado, com o apoio formal dos petistas; em 2004, quando Dudu elegeu-se prefeito de Belém, derrotando a petista Ana Júlia Carepa; e em 2008, quando o nefasto reelegeu-se prefeito, vencendo o hoje deputado federal José Priante, do PMDB, em eleição pontuada por denúncias de corrupção eleitoral contra o candidato do PTB, apoiado pelo PSDB.

        Esfarinham o discurso pretensamente ético de Zenaldo Coutinho, em especial, os laços que o atam ao nefasto Dudu, cuja vida pregressa é, por si só, desabonadora. Pior, muito pior, foi Zenaldo avalizar eleitoralmente Dudu em 2008, quando o nefasto já perpetrara toda sorte de ignomínias contra a população de Belém, entregue ao deus-dará, reelegendo-se na esteira de crimes eleitorais e da manipulação do eleitorado carente, sempre suscetível ao assistencialismo eleitoral. Ninguém minimamente ético e probo, como pretende ser Zenaldo Coutinho, apoiaria o nefasto Dudu, diante da inépcia administrativa e das evidências da pilhagem ao erário registrados no primeiro mandato do ex-prefeito de Belém. Tudo bem que a política é a arte da conciliação, mas nem por isso desobriga de um mínimo de dignidade.

ZENALDO – Ardil próprio de bandido

Suely Azevedo: anteparo para proteger Zenaldo diante do TJ/PA.

        A composição do secretariado municipal evidencia, de forma insofismável, a opção do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, de transpor para a administração pública um ardil próprio do submundo do crime, que é comprar proteção. Isso balizou não apenas a escolha do advogado Leonardo do Amaral Maroja para a Semaj, diga-se
        São fortes as evidências de que Zenaldo Coutinho também desembocou no nome de Suely Lima Ramos Azevedo, para a Sefin, a Secretaria Municipal de Finanças, não exatamente pelos eventuais méritos profissionais da contemplada. Antes de assumir a Sefin, ela ocupava há oito anos o cargo de secretária de Planejamento e Finanças do TJ/PA, o Tribunal de Justiça do Estado do Pará, o que significa acesso privilegiado à máfia togada.

        Esse acesso privilegiado à máfia togada certamente explica o porquê de Suely Lima Ramos Azevedo ter ganho uma sobrevida política, mantendo-se como secretária municipal de Finanças, a despeito dos constrangedores deslizes éticos nos quais foi flagrada, tão logo aboletou-se no cargo. Primeiramente, constatou-se que Suely respondia a processo judicial movido pela Fazenda Pública Municipal, que ela passara a comandar como titular da Sefin, por não pagar o IPTU, o Imposto Predial Territorial Urbano. Descobriu-se, posteriormente, que embora fosse muito bem remunerada no TJ/PA, Suely requereu e teve deferido o benefício da assistência judiciária gratuita na concessão de alvará de sepultura para transferência de propriedade de um jazigo no cemitério de Santa Isabel, em Belém, onde a mãe dela está sepultada. A lambança, não só por ser reveladora de um acintoso menosprezo a pudores éticos, mas principalmente por burlar a lei, soou constrangedora não só para a secretária municipal de Finanças, mas também para o próprio prefeito Zenaldo Coutinho: por lei, a gratuidade só é concedida a pessoas comprovadamente pobres.

ZENALDO – Nascimento, opção para calar o MPE

Marco Aurélio Nascimento: opção destinada a engessar o MPE.

        Outra não foi a intenção de Zenaldo Coutinho, que não engessar o MPE, o Ministério Público do Estado do Pará, ao optar por instalar na Secom, a Secretaria Municipal de Economia, o promotor de Justiça Marco Aurélio Nascimento. Mirando no corporativismo histórico dos membros do MPE, ao ungir Nascimento secretário municipal de Economia, o prefeito de Belém tratou de blindar sua administração de qualquer investida do Ministério Público Estadual, como fiscal da lei, na esteira de algum circunstancial malfeito.
        No que tange ao MPE, a artimanha de Zenaldo Coutinho aparentemente deu certo. Essa é a inevitável ilação a qual conduz o imobilismo do Ministério Público Estadual diante das recorrentes denúncias segundo as quais repete-se, na atual gestão, a deletéria promiscuidade entre o público e o privado que marcou a desastrosa administração do ex-prefeito Duciomar Costa (PTB), o nefasto Dudu, um notório aliado do PSDB.

        Soa suspeita a postura silente do MPE diante das sucessivas denúncias de tramóias envolvendo o grupo gestor que, segundo sucessivos relatos, é quem dá as cartas na Sesma, a Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com recorrentes denúncias, do tal grupo gestor faz parte um indivíduo de nome Marcelo, cujo sobrenome é desconhecido. O problema é que o tal Marcelo seria o representante da Curatec, empresa que forneceria material em geral para a Sesma.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

PSM – O injustificável imobilismo do MP

PSM da 14: rotina de penúria, diante do sucateamento da saúde.

        O que falta para o Ministério Público Estadual entrar em cena, em defesa do conjunto da população de Belém e, em particular, da sua parcela carente, diante do dramático sucateamento da saúde pública municipal, levada ao paroxismo na administração do prefeito tucano Zenaldo Coutinho? Como justificar o imobilismo do Gaes, o Grupo de Atuação Especial em Saúde criado pelo Ministério Público, que perdura silente, no limite da conivência, enquanto o Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, na travessa 14 de Março, submerge no caos institucionalizado, com os pacientes entregues à própria sorte? Como explicar a omissão criminosa do Ministério Público Estadual, quando no PSM da 14 de Março falta tudo – de bisturi a esparadrapo e gaze, passando por remédios e até ambulâncias -, com os curativos sendo feitos com fita adesiva e os pacientes, inclusive aqueles com convulsão que, na falta de medicamento específico, são transportados em vans, para outros hospitais? Quantas vidas precisarão ser ceifadas, em uma sinistra estatística, para que o Gaes justifique sua criação?

        Estas são as perguntas que não querem calar, e que perduram à espera de respostas convincentes do procurador-geral de Justiça, Marcos Antônio Ferreira das Neves. Respostas tanto mais necessárias, porque indispensáveis para dissipar a suspeita de que, com a atual administração, o MPE tenha abdicado de sua missão constitucional, de fiscal da lei, para enveredar pelo tortuoso atalho de parceiro da tucanalha, a banda podre do PSDB. Uma suspeita alimentada pela deletéria intimidade de Neves com o governador Simão Jatene e com o prefeito Zenaldo Coutinho, de cujo secretariado faz parte o promotor de Justiça Marco Aurélio Nascimento, secretário municipal de Economia. Ao mesmo tempo, a concluir das recentes declarações do secretário municipal de Administração, Guto Coutinho, irmão e fiel escudeiro do prefeito, situa-se no limite da promiscuidade a relação da promotora de Justiça Suely Regina Aguiar Cruz, da Promotoria da Saúde, com a administração Zenaldo Coutinho. Guto Coutinho, convém recordar, refere-se a Suely Regina Aguiar Cruz como “minha amiga” e trombeteia que a política da atual administração municipal, para a área de saúde, teria o aval da promotora de Justiça.