SOB CENSURA, POR DETERMINAÇÃO DOS JUIZES TÂNIA BATISTELO, JOSÉ CORIOLANO DA SILVEIRA, LUIZ GUSTAVO VIOLA CARDOSO, ANA PATRICIA NUNES ALVES FERNANDES, LUANA SANTALICES, ANA LÚCIA BENTES LYNCH, CARMEN CARVALHO, ANA SELMA DA SILVA TIMÓTEO E BETANIA DE FIGUEIREDO PESSOA BATISTA - E-mail: augustoebarata@gmail.com
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sábado, 9 de agosto de 2014
ORIXIMINÁ – Despreparo potencializa caos
O despreparo da capangagem para a tarefa
que lhe foi confiada evidentemente potencializou o caos, evidenciando um
daqueles improvisos que traduzem a incompetência administrativa. Em uma das
ruas sem saída, que obrigava a um atalho, à direita ou à esquerda, os cavaletes
foram colocados após a esquina do atalho, provocando congestionamento e
acaloradas discussões entre motoristas e os “seguranças” travestidos de agentes
de trânsito.
Quem se dirigia ao porto ou a igreja,
precisou levar a paciência ao limite da resignação, diante da falta de
informação. Restou, a quem se viu nessa situação, enfrentar o congestionamento
de carros e contar com a sorte, para chegar ao caminho que o levasse ao destino
desejado.
Com reportagem de Flaldemir
S. Abreu
ORIXIMINÁ – Queixas evidenciam inépcia
As queixas de romeiros que viajaram para
Oriximiná, para o Círio de Santo Antônio, são ilustrativas da inépcia
administrativa da qual resulta o caos no trânsito do município. Como evidencia
o casal Aristéia e Geraldo Medeiros, ele comerciante de Santarém. Geraldo
queixa-se, por exemplo, da falta de informações, na forma de prospectos, aos
romeiros que visitam a cidade. Sobre o trânsito, ele não poupa críticas. “É
preciso um planejamento melhor antes de fazer alterações no trânsito, e é
importante ter agentes concursados e qualificados para fornecer informações”,
assinala.
A respeito do contingente de
“seguranças”, escalados para cumprir o papel que seria de agentes de trânsito,
o depoimento de Geraldo Menezes é devastador. “Eles páram o trânsito em local
errado, não respondem as perguntas e tratam as pessoas com grosseria”, testemunhou
o comerciante. Geraldo conta que estava subindo uma rua que não tem placa, em
direção à praça central, e de repente deparou-se com cavaletes e um agente
mandando retornar. “Paramos para pedir informações e saber o que fazer, mas o
agente só gritava para voltarmos, sem dar nenhuma explicação, queixou-se.
Aristéia Medeiros, mulher de Geraldo, acrescentou que outros motoristas também
pediam informações e foram tratados também grosseiramente. Para chegar ao
destino, o casal precisou contar com a sorte. “Demos uma volta enorme para
chegar na igreja e quase perdemos a missa”, relata Aristéia.
Com reportagem de Flaldemir
S. Abreu
ORIXIMINÁ – Omissão e aumento dos acidentes
Coordenadora geral do Sindsmor, o Sindicato
dos Servidores Públicos de Oriximiná, Vânia Oliveira observa que desde 2006,
quando o trânsito foi municipalizado, aumenta o número de acidentes
proporcionalmente ao acréscimo na quantidade de veículos e motos, em uma
escalada que ela debita à omissão do poder público. Vânia explica que em 2006 o
trânsito foi municipalizado, mas a prefeitura não se preocupou em fazer a
regulamentação. “Foi realizado um concurso, para contratação de 10 agentes de
trânsito, mas por falta de condições de trabalho, treinamento e regulamentação,
ficaram apenas dois agentes, afastados após a tragédia de novembro de 2013”,
explicou Vânia.
A coordenadora geral do Sindsmor lamenta
a omissão do poder público municipal, sublinhando que o ônus, pela inépcia
administrativa, recai sobre a população. “Desde 2006 o número de acidentes tem
aumentado, causando mutilações e muitos afastamentos do trabalho, pois o trânsito
continua desordenado. Oriximiná tornou-se um a cidade sem lei e quem sofre é a
população”, concluiu Vânia.
Com reportagem de Flaldemir
S. Abreu
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