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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

AMEAÇA – Agradecimentos pela solidariedade

        Registro e agradeço, sinceramente sensibilizado, as manifestações de solidariedade - anônimas ou não -, diante da tentativa de intimidação da qual fui alvo, com repercussões na minha família.
        Não posso deixar de agradecer nominalmente, porque todos eles identificaram-se, a solidariedade de Charles Alcantara, presidente do Sindifisco, o Sindicato dos Servidores do Fisco Estadual do Pará; e dos jornalistas Francisco Sidou e Evandro Correa, este de Paragominas e que mantém o Blog do Evandro Correa O Liberal, cujo endereço eletrônico segue abaixo:


        A Charles Alcantara, Francisco Sidou e Evandro Correa somaram-se-se ainda, posteriormente, o professor Walber Wolgrand, que é também oficial da reserva da Polícia Militar, além do jornalista Carlos Mendes, repórter especial do Diário do Pará,
        Sobre a manifestação de internauta, ironicamente anônimo, depreciando as manifestações de solidariedade feitas no anonimato, devo dizer que discordo visceralmente da crítica. O anonimato, neste caso específico, e em outros assemelhados, destina-se a proteger as fontes das críticas e/ou denúncias, invariavelmente frágeis na correlação de forças com os poderosos de plantão e seus prepostos.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

AMEAÇA – A inócua tentativa de intimidação

        Inócua, absolutamente inócua, porém reveladora da mais abjeta ausência de qualquer vestígio de escrúpulos por parte da escumalha ensandecida, na tentativa de calar o Blog do Barata. Assim pode ser definida a tentativa de intimidação, claramente extensiva à minha mulher, meus filhos e minhas enteadas, da qual fui alvo sexta-feira da semana passada, dia 17, ao ser destinatário de uma coroa de flores fúnebre (foto), enviada para o meu endereço residencial, por remetente obviamente anônimo.
        O sinistro “presente” foi deixada na portaria do prédio no qual resido, com minha mulher e minhas enteadas, frequentado por meus filhos e netos, na tarde de sexta-feira, 17, às 15h28, segundo o registro da imagem de uma das câmeras de segurança. O “mimo” veio acondicionado em uma caixa de ventilador, embrulhada com papel de presente e transportada em um saco de lixo escuro. O portador foi um homem moreno claro, cabelo acarapinhado, aparentando entre 25 e 30 anos, vestido com uma camisa de malha branca, exibindo uma barba de espessura bem fina. Sugerindo desconhecer o que transportava, ele desembarcou de um táxi, sem nenhuma preocupação em esconder o rosto. Indagado a respeito pelo porteiro, possivelmente instruído a assim agir, limitou-se a dizer que o remetente estaria identificado na caixa contendo a encomenda, uma falsa informação.
        A molecagem seria hilária, não fosse por estender a ignomínia à minha mulher, meus filhos e minhas enteadas. O episódio é revelador do caráter, ou mais exatamente da falta de caráter, daqueles que protagonizaram a sórdida lambança. Depois da tentativa de intimidar-me com comentários anônimos, contendo ameaças veladas aos meus filhos e netos, algo freqüente em situações de ebulição política, agora arriscam amedrontar-me, tentando desestabilizar emocionalmente minha mulher, meus filhos e minhas enteadas e, por via de conseqüência, a mim. Inutilmente, convém sublinhar.
        Jamais fui dado a bravatas e sequer tenho idade para tanto, mas aprendi na prática, que é efetivamente o critério da verdade, que coragem não é ausência de medo, mas a capacidade de superá-lo, sempre que as circunstâncias assim exigem. Embora elogio em boca própria seja vitupério, creio que o Blog do Barata, em respeito aos que prestigiam-no, merece o sacrifício que às vezes significa fazê-lo.
        De resto, esta mais recente tentativa de intimidação, aqui relatada, fatalmente remete à antológica tirada do saudoso jornalista Paulo Maranhão, célebre pelo estilo corrosivo, diante da ameaça de morte vociferada por um de seus desafetos figadais. Impiedoso, na ocasião Paulo Maranhão desdenhou da lambança e disparou, em palavras que faço minhas: quando nasci, já sabia que iria morrer; pouco se me dá se de morte morrida, tiro, facada ou chifrada.

AMEAÇA – Rastreando a lambança

        Independente das providências legais, trato, desde sexta-feira, 17, de rastrear a lambança da qual fui alvo, na expectativa de chegar à identidade do portador da “encomenda” (na imagem, dirigindo-se ao porteiro, que, de costas para a câmera de segurança, levanta-se para melhor ouvi-lo). O que inclui a tentativa de identificação da chapa do táxi que o conduziu até o prédio no qual resido atualmente e de cujas câmeras de segurança escapou o veículo. Trata-se de um trabalho penoso, que exige tempo nem sempre disponível e paciência, porque você frequentemente acaba por ficar refém de outrem.
        Não se trata da primeira adversidade que amarguei, em conseqüência da independência do Blog do Barata. Migrei para o apartamento no qual resido atualmente em 2008, após ter o apartamento no qual residia anteriormente arrombado duas vezes, em pouco mais de um mês, na segunda das quais roubaram a CPU do meu micro. No primeiro arrombamento, em um domingo, roubaram um relógio, de valor sobretudo sentimental, e reviraram meus alfarrábios. No segundo, ocorrido na tarde de um dia útil, novamente reviraram meus alfarrábios e roubaram a CPI do meu micro. No primeiro arrombamento, a síndica acionou uma guarnição da Polícia Militar, que, diante da minha ausência, interditou o acesso ao apartamento. A quando do segundo, fiz o BO, o Boletim de Ocorrência, mas acabei por deixar o assunto de lado, devido problemas de saúde.