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quinta-feira, 31 de março de 2016

CURUÇÁ – Advogado e radialista, Almir Ribeiro, pré-candidato a prefeito pelo PP, é alvo de atentado

Almir Ribeiro, pré-candidato a prefeito de Curuçá: alvo de atentado.
 
O clima de vale-tudo eleitoral tomou conta de Curuçá. Pré-candidato a prefeito pelo PP, com o estímulo dos deputados peemedebistas Beto Salame e Chicão, o advogado Almir Ribeiro, que é também radialista, sofreu um atentado - registrado em BO, Boletim de Ocorrência - na noite de sexta-feira, 25, quando três tiros de pistola foram disparados contra a cozinha externa de sua casa, na qual se encontrava com a esposa e o filho do casal, de pouco mais de um ano. O atentado ocorreu no horário do jogo entre o Brasil e o Uruguai, pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de futebol de 2018, a ser disputada na Rússia. Segundo testemunhas, o autor dos disparos foi um homem, não identificado, de boné e camiseta regata, conduzido na garupa pelo piloto de uma moto, sem placa.
Ribeiro mantém um programa dominical na rádio Mangue FM 88.9, intitulado 90 Minutos, no qual tem feito recorrentes denúncias e críticas à administração da prefeita de Curuçá, Nadege do Rosario Passinho Ferreira (PSDB). Nadege tem como marido e tutor político o ex-prefeito de Curuçá Josué da Silva Neves, cuja candidatura ficou inviabilizada, nas últimas eleições, devido a avalancha de ações judiciais nas quais figura como réu.

Nedeje, eleita prefeita, e sua vice, Jaqueline Borges de Almeida, a Jack, do PR, são, por assim dizer, dublês políticos. Nedeje é mulher do ex-prefeito Josué da Silva Neves, cuja candidatura ficou inviabilizada devido a avalancha de ações judiciais nas quais figura como réu. Jack é filha de Raimundo Oliveira de Almeida, conhecido como Bigode, outra liderança política do município. No pleito de outubro de 2012 Nadege do Rosario Passinho Ferreira elegeu-se prefeita, pelo PSDB, com 50,82% dos votos válidos, e Fernando Cruz, do PMDB, ficou em segundo lugar, com 43,57% dos votos válidos. Nas eleições municipais de 2008 o ex-prefeito Josué da Silva Neves, candidato pelo DEM, foi derrotado por Fernando Cruz, do PMDB, eleito prefeito de Curuçá. Naquela eleição Cruz obteve 51,80% dos votos válidos, contra 48,20% de Neves.

segunda-feira, 23 de março de 2015

CURUÇÁ – TJ conspira contra concursados



“O Tribunal de Justiça do Pará é um instrumento de opressão contra os menos favorecidos.” Este é o desabafo de um dos concursados da Prefeitura de Curuçá, demitidos pela atual prefeita, Nadege do Rosario Passinho Ferreira (PSDB), tão logo empossada, a pretexto do cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. A lei impõe limites nos gastos de estados e municípios, condicionados à capacidade de arrecadação de tributos, mas no caso de Curuçá trata-se de um álibi insustentável. Até dezembro de 2012, a prefeitura abrigava um total de 1.037 temporários e 685 concursados. Diante disso, fica claro que a demissão dos temporários soa a uma torpe retaliação política, porque foram nomeados pelo ex-prefeito Fernando Cruz (PMDB), inimigo. figadal de Josué da Silva Neves (ex DEM, hoje PSDB), marido e tutor político de de Nadege. Também ex-prefeito do município, Josué da Silva Neves protagonizou uma administração desastrosa, pontuada por recorrentes suspeitas de corrupção, e chegou a ter suas contas rejeitadas pelo TCU, o Tribunal de Contas da União.

Os concursados relatam que diante de tudo isso foram à Justiça, patrocinados pelos advogados Almir Cardoso Ribeiro a Talisman Moraes, e obtiveram sentenças favoráveis, determinando sua reintegração, mas o imbróglio ainda se arrasta, decorridos mais de dois anos da posse da atual prefeita de Curuçá, Nadege do Rosario Passinho Ferreira. Para agravar o drama dos servidores defenestrados ao arrepio da lei, alegam estes, o desembargador Ricardo Nunes, vice-presidente do TJ do Pará, na ocasião no exercício da presidência, proferiu uma decisão definida como “absolutamente ersdrúxula”, impossibilitando a reintegração dos concursados demitidos, nos casos em que o tribunal já decidiu o mérito da causa. 

CURUÇÁ – Desembargador “contraria a lei”

Ricardo Nunes contraria a lei e a lógica jurídica, dizem os concursados.

Os concursados demitidos da Prefeitura de Curuçá argumentam que, após o julgamento dos recursos pelo tribunal local, cabe um recurso especial. Esse recurso, sublinha Rodrigo Costa, um dos concursados defenestrados pela prefeita Nadege do Rosario Passinho Ferreira, não comporta efeito suspensivo, o que possibilita a execução imediata da medida judicial deferida pelo tribunal, com a imediata reintegração dos servidores demitidos aos respectivos cargos. Contrariando a lógica, a razoabilidade e a lei, conforme os concursados demitidos, o desembargador Ricardo Nunes proferiu uma decisão emprestando efeito suspensivo ao recurso especial. “Trata-se de uma medida que não apenas contraria a lei, mas desafia a lógica jurídica, já que somente o Superior Tribunal de Justiça, em ação cautelar, poderia deferir tal providência”, assinalam os concursados demitidos.

Após as decisões concessivas do mandado de segurança, na primeira instância, a presidência do TJ do Pará proferiu uma decisão suspendendo o efeito de todas as sentenças, até o julgamento pelo tribunal dos respectivos recursos. O TJ julgou alguns processos, encerrando, neles, a prestação jurisdicional no Estado do Pará. 

CURUÇÁ – Magistrado “usurpa competência do STJ”

Concursados demitidos: indignação com o desembargador Ricardo Nunes.

Para os concursados demitidos, a conclusão lógica é a seguinte: se o TJ do Pará julgou o processo, automaticamente perde o efeito a medida que suspendia a eficácia da sentença até que o tribunal se manifestasse. Ocorre que o desembargador Ricardo Nunes, estendeu a medida anteriormente deferida ao processo de execução do acórdão proferido no processo 0000031-45.2013.8.14.0019, em razão do qual o juiz de primeiro grau já havia determinado a reintegração de dez concursados, acrescentam os servidores prejudicados.

“Na prática, o desembargador Ricardo Nunes suspendeu foi uma decisão colegiada do tribunal, usurpando a competência institucional do Superior Tribunal de Justiça, o STJ, instância competente para esse tipo de decisão”, fulmina Sarah Martins, outra concursada, em tom de inocultável indignação. A decisão do desembargador Ricardo Nunes, etiquetada pelos concursados demitidos de ”mensagem da forme”, foi proferida no processo 2013.3.030079.

CURUÇÁ – Os bastidores do contencioso

Deputado Júnior Ferrari, a quem é atribuído o lobby contra os concursados.

Na versão dos concursados demitidos, o contencioso está sendo julgado não pela letra fria da lei, mas politicamente. O lobby a favor da prefeita tucana de Curuçá, Nadege do Rosario Passinho Ferreira, e a consequente manipulação política do processo, é atribuída, pelos concursados demitidos, ao deputado estadual Júnior Ferrari (PR), natural de Oriximiná e de vínculos históricos com o PSDB e partidos coligados aos tucanos. Além de advogado, o parlamentar seria irmão de uma juíza auxiliar da presidência do TJ do Pará, ainda segundo os concursados demitidos. A vice-prefeita de Curuçá, Jaqueline Borges de Almeida, a Jack, vem a ser do PR, legenda do deputado estadual Júnior Ferrari.

“É triste constatar, mas no Pará, ao que parece, o Judiciário tornou-se um instrumento de opressão a serviço dos poderosos, contra quem não componha a elite”, desabafa um dos concursados injustamente demitidos.”O TJ do Pará é, na verdade, o templo da iniqüidade”, arremata.

ENTENDA – Nadege, preposta de Josué, o ficha suja

Nadege e o marido, Josué Neves, o ficha suja: truculência política.

Nadege do Rosario Passinho Ferreira (PSDB), eleita prefeita de Curuçá em 2012, e sua vice, Jaqueline Borges de Almeida, a Jack (PR), são, por assim dizer, dublês políticos. Nedeje é mulher do ex-prefeito Josué da Silva Neves, cuja candidatura ficou inviabilizada devido a avalancha de ações judiciais nas quais figura como réu. Jack é filha de Raimundo Oliveira de Almeida, conhecido como Bigode, outra liderança política do município.
No pleito de outubro de 2012 Nadege do Rosario Passinho Ferreira elegeu-se prefeita, pelo PSDB, com 50,82% dos votos válidos, e Fernando Cruz, do PMDB, ficou em segundo lugar, com 43,57% dos votos válidos. Nas eleições municipais de 2008 o ex-prefeito Josué da Silva Neves, na época candidato pelo DEM, foi derrotado por Fernando Cruz, do PMDB, eleito prefeito de Curuçá. Naquela eleição Cruz obteve 51,80% dos votos válidos, contra 48,20% de Neves.
Tão logo empossada, Nadege do Rosario Passinho Ferreira, que tem como marido e tutor político Josué da Silva Neves, o ex-prefeito ficha suja, defenestrou 685 servidores públicos concursados, ao tornar sem efeito a nomeação deles, a pretexto do cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. A lei impõe limites nos gastos de estados e municípios, condicionados à capacidade de arrecadação de tributos. Mas no caso de Curuçá, a justificativa soou a balela: até dezembro de 2012 a prefeitura abrigava 1037 temporários e 685 concursados

O cenário sob o qual se deu a demissão dos concursados da Prefeitura de Curuçá soa, inevitavelmente, a uma torpe retaliação política, em decorrência dos servidores terem sido nomeados pelo ex-prefeito Fernando Cruz (PMDB). O ex-prefeito é inimigo figadal de Josué da Silva Neves, também ex-prefeito de Curuçá e marido e tutor político da atual prefeita, Nadege do Rosario Passinho Ferreira, e como ela hoje abrigado no PSDB.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

CURUÇÁ – Prefeita processada por improbidade


        O Ministério Público Estadual protocolou uma ação cível pública, por improbidade administrativa, contra a prefeita de Curuçá, Nadege do Rosário Ferreira Passinho, do PSDB (foto), postulando a nulidade de todos os contratos de servidores temporários firmados com o município, assim como perda da função pública dagestora municipal, sua inabilitação para contratar com o poder público e a suspensão dos direitos políticos pelo período de três a cinco anos.
        Trata-se de mais um capítulo da queda de braço que a prefeita trava com o Ministério Público e com a própria Justiça. Nadege, inicialmente, sonegou todas as informações requeridas pelo Ministério Público sobre a contratação de temporários. Posteriormente, a prefeita se negou a cumprir a ordem judicial expedida pelo Juiz local, determinando a reintegração dos servidores concursados defenestrados à margem da lei e a exoneração dos temporários.
        De acordo com fonte do Blog do Barata, a ação do Ministério Público não intimidou a prefeita de Curuçá. “Conquanto a questão seja grave, a prefeita prossegue afirmando que não responderá aos expedientes do Ministério Público, não cumprirá a ordem Judicial, muito menos demitirá temporários ou empossará concursados”, assinala a fonte, protegida pelo anonimato, por temer retaliações.
        Nadege tem como marido e tutor político o ex-prefeito Josué da Silva Neves, adversário figadal do ex-prefeito Fernando Cruz (PMDB) e protagonista de uma administração desastrosa, pontuada por recorrentes suspeitas de corrupção, e chegou a ter suas contas rejeitadas pelo TCU, o Tribunal de Contas da União. Ela  Nadege demitiu graciosamente um contingente de 685 servidores públicos concursados, ao tornar sem efeito a nomeação deles, a pretexto do cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. A lei impõe limites nos gastos de estados e municípios, condicionados à capacidade de arrecadação de tributos, mas no caso de Curuçá trata-se de um álibi insustentável. Até dezembro de 2012, a prefeitura abrigava um total de 1037 temporários, ao lado de um elenco de 685 concursados. Diante desse cenário, soa inevitável a ilação de que se trata de uma torpe retaliação política, porque os concursados foram nomeados pelo ex-prefeito Fernando Cruz.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

CURUÇÁ – Prefeita ignora ordem judicial


        Há mais de 30 dias a Justiça intimou a prefeita de Curuçá, Nadege do Rosário Ferreira Passinho, do PSDB (foto, com o marido e tutor político, o ex-prefeito Josué da Silva Neves), a dar cumprimento à ordem de reintegração dos concursados demitidos ilegalmente por ela, no inicio de sua gestão, em 2 de janeiro de 2013. Mas, segundo denúncia feita ao Blog do Barata, passado um mês da intimação, a prefeita vociferou publicamente que não cumprirá a ordem judicial expedido pelo juiz e não reintegrará os concursados.

        Nadege demitiu graciosamente um contingente de 685 servidores públicos concursados, ao tornar sem efeito a nomeação deles, a pretexto do cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. A lei impõe limites nos gastos de estados e municípios, condicionados à capacidade de arrecadação de tributos, mas no caso de Curuçá trata-se de um álibi insustentável. Até dezembro de 2012, a prefeitura abrigava um total de 1037 temporários, ao lado de um elenco de 685 concursados. Diante desse cenário, soa inevitável a ilação de que se trata de uma torpe retaliação política, porque os concursados foram nomeados pelo ex-prefeito Fernando Cruz (PMDB). Nadege tem como marido e tutor político o ex-prefeito Josué da Silva Neves, adversário figadal de Fernando Cruz e protagonista de uma administração desastrosa, pontuada por recorrentes suspeitas de corrupção, e chegou a ter suas contas rejeitadas pelo TCU, o Tribunal de Contas da União.

CURUÇÁ – Afronta ao Poder Judiciário

        No desabafo de Rodrigo Costa, um dos concursados demitidos, a postura de Nadege ofende não apenas os concursados, mas também o próprio Poder Judiciário e o Ministério Público Estadual, que proferiu parecer favorável aos concursados. Segundo recorrentes denúncias, em lugar dos concursados, arbitrariamente defenestrados, a Prefeitura de Curuçá, na gestão de Nadege Ferreira Passinho, abriga servidores temporários, tradicionais massa de manobra dos inquilinos do poder.

        Nos próximos dias, ainda segundo Rodrigo Costa, os concursados ingressarão com o pedido de execução provisória da sentença, objetivando receber os valores correspondentes aos salários retroativos à dada de ajuizamento da ação. Concomitantemente, acrescenta, os concursados devem ingressar com representação criminal por crime de desobediência, junto à Procuradoria Geral de Justiça. “O certo é que em Curuçá o princípio do equilíbrio dos poderes foi quebrado e a crise institucional foi deflagrada”, resume uma fonte do blog.

terça-feira, 28 de maio de 2013

CURUÇÁ – Concursados cobram readmissão


        Depois dos protestos de sexta-feira passada, 24, e retrasada, 17, os concursados da Prefeitura Municipal de Curuçá deverão promover uma nova passeata na manhã desta terça-feira, 28, cobrando a readmissão. Em uma repulsiva lambança, mal foi empossada e a nova prefeita de Curuçá, Nadege do Rosario Passinho Ferreira, do PSDB, demitiu graciosamente um contingente de 685 servidores públicos concursados, ao tornar sem efeito a nomeação deles, a pretexto do cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. A lei impõe limites nos gastos de estados e municípios, condicionados à capacidade de arrecadação de tributos, mas no caso de Curuçá trata-se de um álibi insustentável. Até dezembro de 2012, a prefeitura abrigava um total de 1037 temporários, ao lado de um elenco de 685 concursados.
        O cenário sugere que se trata de uma torpe retaliação política, porque os concursados foram nomeados pelo ex-prefeito Fernando Cruz (PMDB), derrotado na tentativa de ser reeleito, nas eleições municipais de 2012. Nadege tem como marido e tutor político o ex-prefeito Josué da Silva Neves, adversário figadal de Fernando Cruz e protagonista de uma administração desastrosa, pontuada por recorrentes suspeitas de corrupção. Ele chegou a ter suas contas rejeitadas pelo TCU, o Tribunal de Contas da União. O casal tem como patrono político Mário Couto, o bicheiro transmutado em senador pela tucanalha, a banda podre do PSDB no Pará, que o fez também presidente da Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, antes de lançá-lo candidato ao Senado, nas eleições de 2006.
        Nedeje, eleita prefeita, e sua vice, Jaqueline Borges de Almeida, a Jack, do PR, são, por assim dizer, dublês políticos. Nedeje é mulher do ex-prefeito Josué da Silva Neves, cuja candidatura ficou inviabilizada devido a avalancha de ações judiciais nas quais figura como réu. Jack é filha de Raimundo Oliveira de Almeida, conhecido como Bigode, outra liderança política do município. No pleito de outubro do ano passado Nadege do Rosario Passinho Ferreira elegeu-se prefeita, pelo PSDB, com 50,82% dos votos válidos, e Fernando Cruz, do PMDB, ficou em segundo lugar, com 43,57% dos votos válidos. Nas eleições municipais de 2008 o ex-prefeito Josué da Silva Neves, candidato pelo DEM, foi derrotado por Fernando Cruz, do PMDB, eleito prefeito de Curuçá. Naquela eleição Cruz obteve 51,80% dos votos válidos, contra 48,20% de Neves.

CURUÇÁ – Clamor por Justiça célere e coerente



        Celeridade da Justiça é uma das reivindicações dos concursados da Prefeitura Municipal de Curuçá, arbitrariamente defenestrados pela prefeita Nadege do Rosario Passinho Ferreira. Eles também reclamam da recusa do juiz da comarca, José Maria Pereira Campos e Silva, em julgar uma das ações. E revelam indignação em relação ao TJ Pará, o Tribunal de Justiça do Estado, depois que dois desembargadoresa se manifestaram sobre o mesmo contencioso de forma distinta e antagônica.
        Os concursados argumentam que não estão discutindo as normas do edital, nem o número de vagas ofertadas. Eles sublinham que foram aprovados, ainda que no cadastro de reserva, atenderam o edital de convocação, tomaram posse e entraram no exercício de suas funções. Portanto, só poderiam ser demitidos mediante processo administrativo e lhes concedesse ampla defesa, contraditório e observância ao devido processo legal, onde demonstrariam a existência das vagas, e que estão, atualmente, preenchidas de forma ilegal por funcionários temporários.
        Alessandro Martins Miranda, um dos manifestantes, diz ser curioso como pode o TJ não se entender sobre o mesmo tema. Martins observa que o primeiro desembargador a analisar uma das liminares concedidas na primeira instância foi José Maria Teixeira do Rosário, que sequer reconheceu a pertinência do recurso interposto pelo município de Curuçá (0000026-23.2013.8.14.0019) e cujo despacho é incisivo: “Assim, a exoneração unilateral da agravada pela gestão municipal atual, acaba por trazer prejuízo ao município de Curuçá, uma vez que, conforme salientado, a agravada foi regularmente aprovada no concurso público realizado pela gestão anterior, proporcionando assim melhoria e eficiência no serviço público. Diante das razões acima, não vislumbro perigo de lesão grave no presente recurso que autorize o processamento do agravo na modalidade de instrumento”. Dias depois, prossegue Martins, a desembargadora Marneide Merabet apresentou um despacho contrário ao do desembargados José Maria Teixeira do Rosário (processo 0000031-45.2013.8.14.0019), afirmando o seguinte: “No caso em comento se vislumbra nos autos que nenhum impetrante foi aprovado no concurso e sua classificação não lhe dá direito á nomeação, assim em via de consequência não é direito liquido e certo a ser pleiteado pelo mandamus”. Ela não entendeu nada, ou não quis entender, conclui Martins.
        Já o juiz de Curuçá, em despacho publicado no dia 15 deste mês, afirma que só sentenciará um dos processos após o TJ julgar o recuso relatado pela desembargadora Marneide Merabet, o que provocou indignação nos concursados. “Ele tem o dever institucional de julgar”, protestava um dos manifestantes. Alguns dos concursados lamentam que Curuçá tenha permanecido quase um ano sem juiz titular, e quando um magistrado foi designado, se recusa a julgar os processos que estão com liminares pendentes no tribunal.
        O advogado Almir Ribeiro, que defende um grupo de concursados de Curuçá, disse haver atravessado petição pedindo à desembargadora Marneide Merabet que decline da competência em favor do José Maria Teixeira do Rosário, magistrado competente pela conexão dos feitos. Informou ainda ter protocolado petição pedindo ao juiz da Comarca que julgue logo os processos prontos para sentença, sob pena de estar agindo de forma irregular e promovendo a inversão de valores, ou mesmo se transformando em um mero repetidor dos despachos dos desembargadores.

CURUÇÁ – A gênese do imbróglio


        O imbróglio dos concursados, defenestrados pela nova prefeita de Curuçá, foi ironicamente deflagrado na administração, como prefeito do município, de Josué da Silva Neves (foto, em momento de lazer com a prefeita), marido e tutor político de Nadege do Rosario Passinho Ferreira. A exemplo da maioria dos municípios, em consequência da prática histórica do empreguismo, a prefeitura de Curuçá abriga um colossal contingente de temporários. Acionado pelo Ministério Público do Trabalho, em 1996, o então prefeito Josué da Silva Neves assinou um TAC, o Termo de Ajustamento de Conduta, obrigando-se a realizar concurso público, nomear os concursados e demitir os servidores temporários. Como Neves não cumpriu o acordado, o imbróglio se arrastou até 2009, quando, até pelo ônus da multa devido o TAC não ter sido cumprido, a Prefeitura de Curuçá viu-se compelida a realizar concurso público e passar a prover as vagas.
        Notificada pelo Ministério Público do Trabalho, em novembro do ano passado a Prefeitura de Curuçá passou a demitir os temporários e nomear os concursados. O então prefeito Fernando Cruz, já em fim de mandato, convocou mais de mil concursados, dos quais apenas 685 apresentaram-se e foram nomeados. “Mas aí chegou Nadege e patronicou toda essa lambança, sob a justificativa de cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, o que não a impede de estar contratando temporários”, desabafa uma das vítimas da lambança. Os concursados, absurdamente defenestrados pela nova prefeita, sublinham que foram expurgados ao arrepio da lei, que exige, nesses casos, a abertura de um processo administrativo, garantido o amplo direito de defesa, ainda que tenham sido defenesatrados a pretexto do cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

CURUÇÁ – Tucanalha demite concursados

        Em uma repulsiva lambança, mal foi empossada e a nova prefeita de Curuçá, Nadege do Rosario Passinho Ferreira (foto), do PSDB, demitiu graciosamente um contingente de 685 servidores públicos concursados, ao tornar sem efeito a nomeação deles, a pretexto do cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. A lei impõe limites nos gastos de estados e municípios, condicionados à capacidade de arrecadação de tributos, mas no caso de Curuçá trata-se de um álibi insustentável. Até dezembro de 2012, a prefeitura abrigava um total de 1037 temporários, ao lado de um elenco de 685 concursados. Diante desse cenário, soa inevitável a ilação de que se trata de uma torpe retaliação política, porque os concursados foram nomeados pelo ex-prefeito Fernando Cruz (PMDB), derrotado na tentativa de ser reeleito, nas eleições municipais de 2012. Nadege tem como marido e tutor político o ex-prefeito Josué da Silva Neves, adversário figadal de Fernando Cruz e protagonista de uma administração desastrosa, pontuada por recorrentes suspeitas de corrupção, e chegou a ter suas contas rejeitadas pelo TCU, o Tribunal de Contas da União.
        Nedeje, eleita prefeita, e sua vice, Jaqueline Borges de Almeida, a Jack, do PR, são, por assim dizer, dublês políticos. Nedeje é mulher do ex-prefeito Josué da Silva Neves, cuja candidatura ficou inviabilizada devido a avalancha de ações judiciais nas quais figura como réu. Jack é filha de Raimundo Oliveira de Almeida, conhecido como Bigode, outra liderança política do município. No pleito de outubro do ano passado Nadege do Rosario Passinho Ferreira elegeu-se prefeita, pelo PSDB, com 50,82% dos votos válidos, e Fernando Cruz, do PMDB, ficou em segundo lugar, com 43,57% dos votos válidos. Nas eleições municipais de 2008 o ex-prefeito Josué da Silva Neves, candidato pelo DEM, foi derrotado por Fernando Cruz, do PMDB, eleito prefeito de Curuçá. Naquela eleição Cruz obteve 51,80% dos votos válidos, contra 48,20% de Neves.

CURUÇÁ – Ex-prefeito boicotou concurso

        O imbróglio dos concursados, agora retaliados pela nova prefeita de Curuçá, foi ironicamente deflagrado na administração como prefeito do município de Josué da Silva Neves (foto), marido e tutor político de Nadege do Rosario Passinho Ferreira. A exemplo da maioria dos municípios, em consequência da prática histórica do empreguismo, a prefeitura de Curuçá abriga um colossal contingente de temporários. Acionado pelo Ministério Público do Trabalho, em 1996, o então prefeito Josué da Silva Neves assinou um TAC, o Termo de Ajustamento de Conduta, obrigando-se a realizar concurso público, nomear os concursados e demitir os servidores temporários. Como Neves não cumpriu o acordado, o imbróglio se arrastou até 2009, quando, inclusive pelo ônus da multa devido o TAC não ter sido cumprido, a Prefeitura de Curuçá viu-se compelida a realizar concurso público e passar a prover as vagas.
        Notificada pelo Ministério Público do Trabalho, em novembro do ano passado a Prefeitura de Curuçá passou a demitir os temporários e nomear os concursados. O então prefeito Fernando Cruz, já em fim de mandato, convocou mais de mil concursados, dos quais apenas 685 apresentaram-se e foram nomeados. “Mas aí chegou Nadege e patronicou toda essa lambança, sob a justificativa de cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, o que não a impede de estar contratando temporários”, desabafa uma fonte do Blog do Barata. Os concursados, absurdamente defenestrados pela nova prefeita, sublinham que foram expurgados ao arrepio da lei, que exige, nesses casos, a abertura de um processo administrativo, garantido o amplo direito de defesa, ainda que tenham sido defenesatrados a pretexto do cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

CURUÇÁ – Neves invade sindicato com capangas

        Uma nova Viúva Porcina, aquela que foi sem jamais ter sido. Este é o papel aparentemente reservado à nova prefeita de Curuçá, Nadege do Rosario Passinho Ferreira, da qual é marido e tutor político o ex-prefeito Josué da Silva Neves, que se movimenta com uma desenvoltura que sugere ser o prefeito de fato. Sob esse cenário, Nadege parece condenada ao papel de boneco de ventríloquo.
        Essa é a conclusão na qual fatalmente se desemboca, diante da denúncia feita ao Blog do Barata sobre o incidente protagonizado por Neves quinta-feira passada, 10, quando, acompanhado de um séquito de capangas, invadiu o Sindicato Rural de Curuçá, para dele retirar um trator da Sagri, a Secretaria de Estado de Agricultura, cujo termo de cessão teria vigência até 2020. Sem exibir nenhum documento oficial, depois de coagir o vigia da entidade, ele tentou fazer uma ligação direta, para usurpar o trator, ao arrepio da lei, mas foi impedido pela presidente do sindicato, juntamente com um grupo de associados.
        O barraco foi parar na delegacia de polícia, onde o escrivão a doc, que é funcionário municipal cedido, recusou-se a fazer o BO, o Boletim de Ocorrência, contra o ex-prefeito. Coube ao delegado de polícia, após um ríspido diálogo com o ex-prefeito, confeccionar pessoalmente o BO. De acordo com o relato feito ao Blog do Barata, mais uma vez Josué da Silva Neves, como é praxe quando se envolve em trapalhadas, novamente utilizou o nome de Mário Couto, o bicheiro trasmutado em senador pela tucanalha.

CURUÇÁ – Segurança comandava quadrilha

        Os despautérios do ex-prefeito Josué da Silva Neves e sua mulher, a prefeita Nadege do Rosario Passinho Ferreira, não têm limites. Isso, pelo menos, é o que evidencia a presença em Curuçá, como segurança do ilustre casal, de Dênis de Ataide Amoras (foto), 43, que simplesmente ostenta graves antecedentes criminais. Dênis foi preso em 6 de dezembro do ano passado, em Castanhal, acusado de chefiar uma quadrilha especializada em roubar motos.
        De acordo com o relato da polícia, ele foi capturado em Curuçá, de onde orquerstrava a venda de motos roubadas em Castanhal. Segundo ainda a polícia, Dênis de Ataide Amoras não só encomendava os roubos de motos em Castanhal, como se encarregava pessoalmente de esquentar a documentação das mesmas, para não levantar suspeitas nos eventuais compradores.
        “Denis é o mentor intelectual de toda essa ação envolvendo roubo de motos e receptação. Era ele quem fazia o contato com uma pessoa de Ananindeua, que esquentava os documentos dessas motos roubadas. Numa diligência feita a Curuçá ele empreendeu fuga e abandonou uma das motos que foi recuperada”, declarou o delegado Marco Antônio, na ocasião. “Desta vez, ele foi preso pelo delegado Cleiton, que é titular naquela cidade”, acrescentou Marco Antonio.
        Detalhe sórdido que ilustra a periculosidade do segurança do ex-prefeito Josué da Silva Neves e sua mulher, a prefeita Nadege do Rosario Passinho Ferreira: ao chegar à delegacia de polícia de Castanhal, Dênis de Ataide Amoras apresentou uma identidade falsa.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

ADVERTÊNCIA – Guia de leitura

        Como o número de postagens ultrapassou em muito a quantidade habitual, para acessar integralmente o noticiário sobre as disputas políticas em Curuçá e as sandices do prefeito de São João de Pirabas, Cláudio Barroso, é necessário clicar, no rodapé do blog, sobre a inscrição Postagens mais antigas.

CURUÇÁ – Senador ressuscita Mário Cotoco

        A mais recente passagem por Curuçá de Mário Couto (foto, à dir.), o bicheiro catapultado para o Senado pela tucanalha, foi para lá de tumultuada. Tão tumultuada que, apupado por adversários, no lançamento da candidata a prefeito pelo PSDB, ele ressuscitou o Mário Cotoco, reagindo com o célebre gesto obsceno. Gesto pelo qual ficou conhecido, quando, nos anos 90 do século passado, foi flagrado acenando com um cotoco para os fotógrafos que registravam a presença de deputados estaduais a caminho de uma reunião a portas fechadas, na qual os parlamentares seriam cooptados pelo governo Jader Barbalho, no melhor estilo toma-lá-dá-cá, segundo a versão corrente nos bastidores.
        O apelido de Mário Cotoco foi posteriormente arquivado, quando Mário Couto ficou também conhecido como Senador Tapioca, em alusão a uma colossal falcatrua que patrocinou, quando presidente da Alepa, a Assembleia Legislativa do Pará. Na ocasião, ele privilegiou, como presidente da Alepa, uma empresa que produzia farinha de tapioca e supostamente fornecia materiais elétricos. A empresa foi ainda contratada – sempre com dispensa de licitação - até para realização de obras fictícias no Palácio Cabanagem. O escândalo ficou conhecido como Tapiocouto, conforme a expressão cunhada pelos internautas anônimos.

CURUÇÁ – Fernando Cruz disputa reeleição

        Em Curuçá – cujo prefeito, Fernando Cruz (foto, à esq., com Domingos Juvenil), do PMDB, disputa a reeleição pela coligação Avança Curuçá –, Mário Couto, o Mário Cotoco, a exemplo do governador tucano Simão Jatene, faz campanha por Nedeje (PSDB), que tem como vice Jack (PR), candidatas da coligação O Povo Quer, é a vez da Mulher. Também disputam a eleição Daniel Rabelo (PPS), da coligação Renova Curuçá, e Emival (PSB), da coligação Unidos Venceremos.
        Nedeje, a candidata do PSDB a prefeito, e sua vice, Jack, do PR, são, por assim dizer, dublês políticos. Nedeje é mulher do ex-prefeito Josué da Silva Neves, cuja candidatura ficou inviabilizada devido a avalancha de ações judiciais nas quais figura como réu. Jack é filha de Raimundo Oliveira de Almeida, conhecido como Bigode.

CURUÇÁ – O prontuário do ex-prefeito

        Em tese, pelo menos, a sucessão municipal em Curuçá está polarizada entre o prefeito Fernando Cruz, do PMDB, e o ex-prefeito Josué da Silva Neves (foto), que fez da mulher, Nedeje, a candidata a prefeita pelo PSDB. Nedeje tornou-se, assim, um arremedo de boneco de ventríloquo. A candidatura da sua mulher foi a forma que Neves encontrou para enfrentar Cruz, o prefeito peemedebista que postula a reeleição.
        Conspira contra Neves seus antecedentes. Ele é réu em um vasto leque de ações judiciais, dentre as quais se incluem os processos elencados na postagem subseqüente a esta.