A prisão de dois suspeitos e a apreensão de computadores, notas fiscais, documentos particulares e públicos, foi o saldo da Operação Hígia, deflagrada pelo MPE, o Ministério Público do Estado, em conjunto com a Polícia Civil, na esteira das investigações sobre falcatruas no Ipamb, o Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém. De acordo com o site do próprio MPE, nove equipes, formadas por promotores de Justiça do MPE, delegados e investigadores civis cumpriram na manhã desta sexta-feira, 29, cinco mandados de prisão e nove de busca e apreensão. A operação faz parte do combate às fraudes na utilização do cartão do Ipamb, na esteira de convênios com as redes de farmácias Big Ben e Extrafarma, esta de propriedade da família das esposas dos jornalistas Romulo Maiorana Júnior, o Rominho, e Jader Filho, que comandam os dois maiores grupos de comunicação do Pará.
“A operação foi efetuada com a finalidade de preservar provas e ampliar as investigações. O material recolhido servirá para comprovação das irregularidades e identificação de mais pessoas de dentro e fora do instituto, que estejam envolvidas no esquema”, declarou Milton Menezes, coordenador do Geproc, o Grupo de Prevenção e Repressão as Organizações Criminosas, segundo o noticiário a respeito veiculado no site do MPE. Ainda de acordo com a notícia do site do MPE, a fraude consistia em utilizar o cartão criado para os funcionários do Ipamb para compra de medicamentos, que permitia o comprometimento de margem de 30% do seu salário, lesando o erário de duas formas: aumentando essa margem ou utilizando cartões no nome de pessoas fictícias, que nunca trabalharam no instituto. Em ambos os casos, após o Ipamb pagar as empresas nas quais as compras eram realizadas, os registros eram apagados do sistema de informática do instituto, impedindo que os descontos fossem feitos nos contracheques.
