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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

BARROS BARRETO – Paciente ainda sem remédio

Carlos Maneschy: indiferença diante do sucateamento do Barros Barreto.

        Uma mãe de família, de 48 anos, vítima do mal de Parkinson, aguarda desde de dezembro a medicação indispensável para manter a doença sob controle, em falta no Hospital Universitário João de Barros Barreto, a quem cabe fornecê-la.
        Entre os remédios dos quais depende a paciente, portadora do mal de Parkinson, figuram o Encatapone e o Bramitexol de 1 grama.
        O mais dramático, de acordo com a denúncia feita ao Blog do Barata, é que inexiste uma previsão exata do Barros Barreto sobre quando voltará a fornecer a medicação. A direção do hospital acena informalmente com a possibilidade da medicação ser disponibilizada em fevereiro próximo.

        Enquanto isso, o reitor da UFPA, a Universidade Federal do Pará, Carlos Maneschy, com um cinismo capaz de corar anêmico, faz cara de paisagem, obnubilado pelas pompas e circunstâncias do cargo. Já no seu segundo mandato como reitor, não há registro do empenho de Maneschy em pelo menos aplacar o sucateamento do Hospital Universitário João de Barros Barreto.

sábado, 18 de agosto de 2012

BARROS BARRETO – Intervenção do MEC

        Se confirmada a mais nova denúncia feita ao Blog do Barata, a situação do Hospital Universitário João de Barros Barreto é de virtual colapso.
        De acordo com a denúncia, em comunicado feito na tarde desta última sexta-feira, 17, a residência médica do hospital permanecerá por 180 dias sob intervenção do MEC, o Ministério da Educação, “próximo do descredenciamento definitivo”. A intervenção, ainda segunda a revelação, foi provocada pelas denúncias feitas ao ministério pela comissão de residência médica do Barros Barreto, que comprometeriam não só o diretor do hospital, o médico Eduardo Leitão Maia da Silva, mas também seu avalista, o professor Carlos Maneschy (foto), reitor da UFPA, a Universidade Federal do Pará, a qual pertence a instituição.
        A versão oferecida ao Blog do Barata relata que, diante das denúncias da comissão de residência médica, o MEC promoveu uma fiscalização no hospital, “detectando graves problemas administrativos e de gestão, com sérios prejuízos para a assistência aos pacientes”. A consequência imediata da intervenção não poderia ser mais grave. Com esta decisão do MEC, o Barros Barreto fica descredenciado e impedido de realizar provas para residência em 2013, “até que consiga, se conseguir, consertar o estrago”.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

BARROS BARRETO – Denúncia sobre grave crise

        Se confirmada, a denúncia é grave, gravíssima, sinalizando uma crise no limite do colapso, para ser mais exato.
        Segundo denúncia feita ao Blog do Barata, a situação do Hospital Universitário João de Barros Barreto seria de insolvência.
        Nesta quinta-feira, 16, teriam sido suspensas seis cirurgias, supostamente por falta de luvas cirúrgicas. “O estado de um dos pacientes, cuja cirurgia foi adiada, seria gravíssimo, com risco de morte”, acrescenta a denúncia, que ainda alude a supostas suspeitas de fraudes nas licitações.
        O Barros Barreto é uma instituição da UFPA, a Universidade Federal do Pará, e tem como diretor o médico Eduardo Leitão Maia da Silva, indicado pelo reitor Carlos Maneschy (foto). Sua missão, de acordo com seu próprio site, é prestar assistência à saúde da população, por meio do SUS, o Sistema Único de Saúde, como também atuar na área de ensino e pesquisa e na geração e sistematização de conhecimentos. “É referência regional em Pneumologia, Infectologia e Endocrinologia e Diabetes, e Referência Nacional em AIDS”, informa ainda o site.
        O site do hospital relata também que o Barros Barreto começou a funcionar em 15 de agosto de 1959, com atividades destinadas, exclusivamente, ao tratamento de pacientes portadores de tuberculose. “Desde sua fundação, o HUJBB vem desempenhando um papel importante no diagnóstico, tratamento e controle de doenças infecciosas e parasitárias no Estado, salienta também o site.
        A conferir.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

BARROS BARRETO – A desídia do reitor omisso

O que falta para entrar em pleno funcionamento o serviço de oncologia clínica e radioterapia do Hospital Universitário João de Barros Barreto, mesmo depois de instalados os equipamentos de ponta, de última geração, fornecidos pelo Inca, o Instituto Nacional do Câncer, avaliados, a preços de mercado, entre 3 e 4 milhões de dólares e que permitirão atender, diariamente, cerca de 60 pacientes?
Esta é a pergunta que não quer calar e que permanece sem resposta por parte do reitor da UFPA, a Universidade Federal do Pará, professor Carlos Maneschy (foto), cuja postura silente o faz resvalar da omissão culposa para a desídia dolosa. O Barros Barreto, recorde-se, é uma instituição da UFPA e tem como missão prestar assistência à saúde da população, via SUS, o Sistema Único de Saúde, e também atuar na área de ensino e pesquisa e na geração e sistematização de conhecimentos, como esclarece o site do hospital O site esclarece ainda que o hospital é referência regional em pneumologia, infectologia e endocrinologia e diabetes, e também referência nacional em AIDS, do inglês Acquired Immunodeficiency Syndrome, cuja sigla designa a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.

BARROS BARRETO – O feudo dos magníficos

Por ser uma instituição da UFPA, cabe ao reitor da Universidade Federal do Pará nomear o diretor do Barros Barreto. Isso acabou por tornar o hospital um importante feudo dos magníficos, particularmente a partir da gestão, como reitor da UFPA, de Alex Bolonha Fiúza de Melo (foto), de perfil inocultavelmente autocrático, que por vezes o faz resvalar para a prepotência típica dos tiranetes de província. Uma postura incorporada pelo atual reitor, Carlos Maneschy, o sucessor de Fiúza de Melo, pelo menos em relação ao Barros Barreto.
Segundo fonte consultada pelo blog, desde algum tempo e até passado recente o diretor do hospital era pinçado, pelo reitor, de uma lista tríplice, prática sepultada na administração do ex-reitor Alex Bolonha Fiúza de Melo, atual secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do desastroso governo Simão Jatene, o Simão Preguiça. Na ocasião, Fiúza de Melo optou por nomear diretor do hospital um médico cujo nome não figurava na lista tríplice. Questionado, o ex-reitor alegou, em tom glacial, que apenas exercera uma prerrogativa do reitor, prevista no regimento interno da UFPA.

BARROS BARRETO – Repulsiva indiferença

O atual reitor da UFPA, Carlos Maneschy, também chamou a si a responsabilidade de escolher o diretor do Hospital Universitário João de Barros Barreto. A nomeação do médico Eduardo Leitão Maia da Silva derivou de uma decisão solitária do reitor da UFPA. O que faz de Maneschy, independentemente das implicações do cargo, o responsável direto pela desídia criminosa que representa o serviço de oncologia clínica e radioterapia do Barros Barreto ainda não estar em funcionamento. Mesmo depois de instalados os equipamentos de última geração, fornecidos pelo Inca, cujo custo vagueia entre 3 e 4 milhões de dólares.
A situação é tanto mais intolerável porque, ao mesmo tempo em que revela uma repulsiva indiferença diante do drama dos pacientes com câncer, Maneschy permite-se saquear o combalido cofre da Fadesp, a Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa, em uma empreitada de prioridade questionável. Em situação de aparente insolvência, coube à Fadesp bancar uma nova aparelhagem de som, para embalar o forró de toda sexta-feira no Vadião, o espaço de lazer do campus universitário do Guamá.

SAÚDE – O imobilismo no Barros Barreto

Neste contexto, soa inusitado que os serviços de radioterapia ainda não estejam em pleno funcionamento no Hospital Universitário João de Barros Barreto.
A ala específica para a instalação da radioterapia foi construída com recursos obtidos de emendas parlamentares. Todos os aparelhos foram devidamente instalados e tiveram os aceites feitos com cada um dos fabricantes. O que falta para que os serviços de radioterapia entrem em funcionamento???