Mostrando postagens com marcador Arnaldo Jordy. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Arnaldo Jordy. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de maio de 2012

JORDY – A ignomínia sem disfarces

        Soa ignominiosa, para dizer o mínimo, a tentativa de satanizar o deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA) (foto), a partir do trecho de uma gravação de um telefonema entre ele e uma namorada, ou ex-namorada, que estaria grávida, em uma conversa tensa, na qual o parlamentar deixa no ar a sugestão de aborto. A gravação, que já circulava na internet desde a semana passada, serviu de manchete para a edição do último domingo, 6, do Diário do Pará, o jornal do grupo de comunicação da família do senador Jader Barbalho, o ex-governador que é também o morubixaba do PMDB no Pará.
        O que torna o noticiário a respeito repulsivo é a clara manipulação político-eleitoral do episódio. Jordy, afinal, é o pré-candidato do PPS a prefeito de Belém, nas eleições de outubro próximo. E tem como possíveis adversários os pré-candidatos do PMDB e do PSDB, os deputado federais José Priante e Zenaldo Coutinho, respectivamente. Ambos beneficiários diretos do desgaste a que está sendo submetido o deputado federal do PPS.
        Antes que entrem em cena os mensageiros da simplificação, que habitualmente costumam medir os outros por sua própria régua, convém sublinhar que nada devo a Jordy e nem ele a mim, além do respeito mútuo. Respeito que é herança da nossa militância no PCB, o Partido Comunista Brasileiro, do qual originou-se o PPS, o Partido Popular Socialismo, que no Pará é comandado por Jordy. O que jamais impediu-me de criticá-lo aqui mesmo no blog. Ou de abrir espaço no blog, para as contundentes críticas a ele feitas pelos concursados da Sespa, a Secretaria de Estado de Saúde do Pará, à espera de nomeação, cujas vagas são tomadas de assalto pelos temporários.
        Não só no plano político, mas também no plano pessoal, Jordy muito decepcionou-me. O que jamais impediu-me, mais de uma vez, de tê-lo como a melhor opção eleitoral, se cotejado com seus eventuais adversários. Mas decepção nenhuma justifica o endosso ao factóide no qual seus adversários em potencial, na sucessão municipal deste ano, pretendem minar sua eventual candidatura.
        Jordy merece, sim, críticas, ácidas críticas, mas no plano político, diante das recorrentes denúncias de descalabro na Sespa, de cujo titular, Hélio Franco de Macedo Júnior, o deputado federal do PPS, ao que consta, é o avalista político.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

ELEIÇÕES 2010 – Câmara Federal: de Jordy a Wlad

Dentre as novidade bem-vindas na bancada do Pará na Câmara dos Deputados destaca-se a eleição do deputado estadual Arnaldo Jordy (foto, à esq.), líder do PPS na Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará. Depois de cumprir sucessivos mandatos como vereador de Belém, ele aportou no Palácio Cabanagem, como suplente do deputado Denimar Rodrigues (PMDB), que em 2004 foi eleito prefeito do município de São Felix do Xingu. Eleito em 2006 deputado estadual, este ano ele decolou para Brasília, onde chega cacifado por ter sido o terceiro deputado federal mais votado da bancada do Pará na Câmara dos Deputados.
Concluída a apuração, Jordy somou 201.171 votos. Ele ficou atrás, apenas, de Wladimir Costa, o Wlad, do PMDB, o mais votado da bancada paraense na Câmara dos Deputados, com 236.514 votos, e de Elcione Barbalho, também do PMDB, reeleita com 209.635 votos. O desempenho eleitoral de Jordy superou todas as expectativas, como possível reflexo de sua impecável atuação como relator da CPI da Pedofilia, para cujo êxito teve participação decisiva. Originalmente um radialista farto em bravatas, Wlad é um parlamentar desprovido de qualquer vestígio de escrúpulos, reeleito com os votos dos grotões, nos quais chega a oferecer churrascos pantagruélicos, exigindo dos eleitores em potencial apenas a farinha – a carne é por conta dele. Ex-mulher de Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará, e mãe dos dois filhos mais velhos do ex-governador, Elcione Barbalho ganhou luz própria, embora não revele nenhum empenho em dissociar seu nome da imagem do ex-marido, a mais longeva liderança política do Pará.

ELEIÇÕES 2010 – Contraponto ao fisiologismo

Um raro exemplo de parlamentar intelectualizado, que politicamente pode ser definido como moderado, por isso Arnaldo Jordy é tido e havido como um interlocutor aberto ao diálogo. Não lhe faltam qualidades para, em Brasília, ultrapassar os limites do baixo claro, habitual destino de quem é recém-chegado à Câmara dos Deputados e no qual permanece a maioria dos parlamentares paraenses.
Seja como for, de mais imediato Arnaldo Jordy servirá, fatalmente, de contraponto a deputados despidos de pudores éticos, como Wlad, do PMDB; Beto Faro, do PT; Miriquinho Batista, do PT; Cláudio Puty, também do PT; Lira Maia, do DEM; e Josué Bengtson, do PTB, este com graves antecedentes criminais. Com ele se renovam as esperanças de que possamos interiorizar que elites e massas são duas realidades concomitantes, mas que só se justificam como elites efetivamente abertas e massas minimamente conscientes - sobretudo de que voto não tem preço, mas conseqüências.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

ELEIÇÕES – Ficha limpa, Jordy pede doações

Candidato à Câmara Federal, o deputado estadual Arnaldo Jordy, líder do PPS na Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, na qual compõe a bancada ética, vale-se da internet em busca de doações para sua campanha.
Na postagem subsequente transcrevo o e-mail no qual Jordy, que na atual legislatura se destacou como relator da CPI da Pedofilia, tenta sensibilizar o eleitorado, para obter os recursos dos quais depende para alavancar sua candidatura a deputado federal.

ELEIÇÕES – O apelo ao eleitor

Transcrevo, abaixo, o apelo de Arnaldo Jordy, feito por e-mail, sob o título “Candidato ficha limpa precisa de doações limpas”:

“Os candidatos ficha-suja têm caixa dois. Os ficha-limpa, não. Essa é uma das razões porque são FICHA LIMPA. As outras são o trabalho diário a favor dos interesses coletivos, a honradez política e pessoal e a confiança que a gente pode depositar neles.
“Esse é o perfil de JORDY.
“E para fazer a sua campanha e se eleger, JORDY precisa de recursos.
“Recursos fundamentais para a locomoção, a impressão de material e a divulgação da candidatura.
“Conclusão: se a gente não ajuda o Jordy, quem vai ajudar?
“Para chegar á Câmara Federal a única forma é garantirmos que todos os cidadãos que queiram um candidato FICHA LIMPA, saibam que ele está na disputa.
“Nossa campanha, como você sabe, não tem ‘patrocinadores’. Nosso compromisso sempre foi com a defesa das causas coletivas, dos direitos da cidadania e JAMAIS com grupos ou interesses privados ou pessoais.
“Assim, estamos precisando da sua participação ativa também no esforço financeiro de sustentação da campanha.
“Fazer uma doação, por menor que ela seja, é uma forma de você participar, de você sentir que está lutando por uma boa causa: a de
termos um representante honesto, preparado, batalhador e ficha limpa na Câmara Federal.
“Faça a sua doação. R$ 10 já é uma boa. Mas, se puder, doe R$ 50, R$ 100, R$ 200, R$ 500 ou R$ 1.000. Ou mais, se você puder.
“Deposite na conta 21.905-3, agência 3301-4, Banco do Brasil, qualquer quantia. Mobilize sua família, seus amigos, seus colegas. “Sua ação ou omissão pode mudar o enredo desta história.
“Observe as orientações abaixo e venha construir conosco mais um mandato cujo compromisso é com você!

“Obrigado.

Jordy 2323 – Federal Ficha Limpa


ATENÇÃO:

“Doações em dinheiro somente poderão ser efetuadas na conta bancária.

“Conta-corrente - 21.905-3, Agência 3301-4, Banco do Brasil.

“Depósitos na conta de campanha, só podem ser:

“1- Cheques cruzados e nominais, ou transferência eletrônica de depósitos;

“2 - Depósitos em dinheiro – peça no caixa para fazer o depósito Identificado - com número de inscrição no CPF ou no CNPJ do doador, até os limites fixados pela lei.

LIMITES:

“1) Pessoas físicas podem doar quantias em dinheiro de até 10% dos rendimentos brutos recebidos no ano anterior à eleição (de acordo com a sua declaração de IR).

“2) Pessoas jurídicas podem efetuar doações de até 2% do faturamento bruto do ano anterior à eleição, declarado à receita federal. As pessoas jurídicas que começaram a existir, com respectivo registro, no ano de 2010 não poderão realizar doação eleitoral.

“Peço aos doadores que mandem e-mail com endereço completo, valor doado e data do depósito, para que seja enviado o recibo eleitoral.

“Sem isto, sua doação não poderá ser contabilizada nem utilizada.

JORDY 2323 - FEDERAL FICHA LIMPA