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| Em Belém, um concorrido protesto ganhou as ruas, capitalizado por expoentes do conservadorismo. (Foto Ney Marcondes/Diário do Pará). |
Em Belém, a capital do vale-tudo eleitoral,
a manifestação anti-Dilma e em defesa do impeachment da presidente, neste domingo, 13, teve a adesão maciça da classe média, vestida de verde e/ou amarelo, e ares de
protesto chapa-branca, ao ser monopolizada por dois expoentes do
conservadorismo mais retrógrado e oportunista, o deputado federal Eder Mauro e
o deputado estadual coronel Neil, ambos do PSD. A espontaneidade da juventude,
de presença pontual, foi substituída por uma vasta massa de manifestantes
adultos, em um comportado e pacífico protesto, reunindo casais e famílias inteiras,
que tomaram animadamente as ruas, a partir da avenida Presidente Vargas, com
estratégica passagem pela Praça da República, antes de seguir seu percurso e desembocar
na Doca de Souza Franco, endereço nobre de Belém, apesar do seu esgoto a céu
aberto, travestido de canal. “Fora Dilma, fora Lula, fora PT!” foi a palavra de
ordem recorrente, que ecoou durante a manifestação, entremeada por paródias musicais ironizando
a suposta honestidade do ex-presidente Lula, executadas por diversos carros
sons, que animaram o protesto, sob uma profusão de bandeiras verde-amarelas e
faixas expressando o repúdio ao governo da presidente Dilma Roussef, ao seu
tutor político, o o parlapatão de Garanunhs, e ao PT, cujo discurso ético foi
esfarinhada pelos escândalos de corrupção do mensalão e do petrolão. Não faltaram pequenos bonecos infláveis, os Pixulecos, caracterizados como o ex-presidente Lula com uniforme de presidiário Além de cartazes de apoio ao juiz Sérgio Moro.
Na verdade, em Belém a manifestação
anti-Dilma serviu de vitrine para Eder Mauro, um delegado de polícia truculento,
que foi eleito para a Câmara dos Deputados, nas eleições de 2014, como o
candidato mais votado, na esteira de um discurso de combate implacável à
escalada da criminalidade que aflige o Pará em geral e a capital do estado, em
particular. Pré-candidato a prefeito de Belém, ele participou ativamente da
organização do protesto, valendo-se do seu status de parlamentar para organizar
a manifestação, que em nada ficou a dever às mobilizações organizadas pelo PT, quando o partido tem à mão as chaves dos cofres públicos. Precavidamente, viaturas da Polícia
Militar e ambulância do Corpo de Bombeiros acompanharam a manifestação, que
ainda mobilizou uma vasto contingente de PMs. Como neste domingo, 13, os
telefones das assessorias de comunicação da Segup, a Secretaria de Estado de
Segurança Pública, e da Polícia Militar, apenas tilintavam, sem ter ninguém
para atendê-los, não foi possível saber a estimativa oficial sobre o total de
manifestantes que participaram do protesto. Na estimativa dos organizadores, segundo
noticiário do portal G1, o
protesto anti-Dilma teria reunido, em Belém, 50 mil participantes.
PROTESTOS PELO PAÍS - Balanço parcial dos atos anti-Dilma pelo país, de acordo com o G1: 3,5 milhões, segundo a PM, e 6,7 milhões, segundo organizadores. Até as 22h01, 316 cidades de todos os estados do país registraram atos.
PROTESTOS PELO PAÍS - Balanço parcial dos atos anti-Dilma pelo país, de acordo com o G1: 3,5 milhões, segundo a PM, e 6,7 milhões, segundo organizadores. Até as 22h01, 316 cidades de todos os estados do país registraram atos.
