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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

BANPARÁ – Para aplicar, presidente opta pelo BB

Costa: presidente do Banpará, mas cliente do BB.

         Segundo denúncia feita ao Blog do Barata, o principal entrave nas negociações dos bancários, cuja greve já dura 22 dias, com o Banpará tem sido o presidente do banco, Augusto Sérgio Costa. Primeiro pela sua intransigência, que ele atribuiria a uma orientação do governador tucano Simão Jatene. Depois porque Costa, conforme recorrente queixa dos grevistas, viaja frequentemente, o que até já lhe valeu o apelido de Abelha – “quando não está voando, está fazendo cera”, ironizam os bancários do Banpará.
        Mas o pior de tudo, acrescentam os bancários do Banpará, é o inocultável desapreço de Augusto Sérgio Costa pelo banco que ele preside. De acordo com os grevistas do banco, o presidente do Banpará fez portabilidade de seus vencimentos para o Banco do Brasil, no qual faz investimentos e inclusive tem um financiamento que lhe permitiu comprar um confortável apartamento, em bairro nobre, na esteira de seu recente casamento.

BANPARÁ – A mesquinha retaliação aos grevistas

        Mas o desapreço ao banco que preside não é a única crítica dos bancários em greve ao presidente do Banpará, Augusto Sérgio Costa.
        A ele é atribuída a mesquinha retaliação aos bancários do Banpará, devido a paralisação da categoria, que nesta quinta-feira, 10, chegou a 22º dia. A tradicional antecipação salarial do Círio, que deveria estar nas contas dos bancários do Banpará sábado, 5, até terça-feira, 8, não havia sido creditada.
        Os bancários salientam que, ao contrário do que possa sugerir, diante dos atropelos que fatalmente provoca, a paralisação da categoria é mais do que justa, particularmente em se tratando do Banpará. “Estamos em greve, é verdade, mas se trata de uma greve justa, em defesa dos nossos direitos”, sublinha um dos grevistas, citando que o banco acena com um reajuste de 7,1%, “uma verdadeira injustiça, tendo em vista que os lucros das instituições financeiros só fazem aumentar a cada ano”.

        Ao lado disso, os grevistas do Banpará também acentuam a existência de “várias perdas”. “O Banco não deu nossa promoção por antioguidade, prevista no Plano de Cargos e Salários, e perdemos nosso ticket extra”, denunciam ainda, arrematando.

sábado, 22 de setembro de 2012

AFBEPA – Nota oficial justifica paralisação

        Diante da expectativa do pagamento dos servidores públicos municipais, previsto para esta próxima segunda-feira, 24, a Afbepa, a Associação dos Funcionários do Banpará, emitiu uma nota oficial, justificando a greve dos bancários. A nota embute a clara preocupação de minimizar a eventual irritação do conjunto dos servidores públicos estaduais, diante da paralisação, transferindo o ônus para o próprio governo.
        “Os servidores públicos encontrarão as agências e postos do Banpará fechados no pagamento dos salários, e a culpa é do governo do estado e da direção do banpará”, assinala a nota. E acrescenta, enfática: “Os bancários e bancárias do Banpará foram empurrados para a decisão da greve pela intransigência da direção do Banco e do governo estadual, o acionista majoritário, o dono do Banpará.”

AFBEPA – A nota oficial, na íntegra

        Segue abaixo a transcrição, na íntegra, da nota oficial da Afbepa.

SEGUNDA-FEIRA COMEÇA O PAGAMENTO DOS SERVIDORES. A GREVE CONTINUA POR CULPA DA DIREÇÃO DO BANPARÁ E DO GOVERNO ESTADUAL

 ESTAMOS EM
GREVE



OS SERVIDORES PÚBLICOS ENCONTRARÃO AS AGÊNCIAS E POSTOS DO BANPARÁ FECHADOS NO PAGAMENTO DOS SALÁRIOS, E A CULPA É DO GOVERNO DO ESTADO E DA DIREÇÃO DO BANPARÁ.

Os bancários e bancárias do Banpará foram empurrados para a decisão da greve pela intransigência da direção do Banco e do governo estadual, o acionista majoritário, o dono do Banpará.

A greve está a cada dia mais forte, mas a direção do Banco se mantém inflexível. O Banco havia se comprometido a enviar às entidades uma proposta até ontem, 20, para ser avaliada e debatida hoje, 21, pela manhã. Lamentavelmente não a apresentou e adiou o envio da proposta para hoje, com nova reunião de negociação para 24, segunda-feira, à tarde.

Neste dia se inicia o pagamento dos servidores públicos do Estado e, por culpa da irresponsabilidade da direção do Banpará e do governo estadual, os servidores públicos encontrarão as agências e postos de atendimento do Banco em greve.

AS CAUSAS DA GREVE - No dia 6 de agosto, as entidades representativas dos funcionários – AFBEPA, Sindicato, Contraf e Fetec, entregaram a Minuta específica de Reivindicações à direção do Banco.

Desde aquele dia até a assembléia de deflagração da greve, em 29 de agosto, a direção do Banpará manteve-se inflexível, se recusando a negociar nossas justas e legítimas reivindicações. Para piorar a situação, a direção do Banco não havia ratificado o ACT para estender sua vigência que se extinguiu em 31 de agosto. Entramos na data base, em 1 de setembro, sem Acordo Coletivo de Trabalho no Banpará.

Nossa greve se iniciou no dia 4 de setembro e, já como uma importante conquista da luta e da força da categoria, na primeira mesa de negociação, no dia 5 de setembro, o Banco ratificou nosso ACT, mas manteve-se intransigente quanto à negociação da Minuta. Não negocia nenhuma cláusula econômica, mesmo tendo publicado, em uma ata de reunião do Conselho de Administração, do dia 7 de maio, que havia provisionado 13% de reajuste nas verbas salariais para o ACT.

A SAÍDA PARA A GREVE está nas mãos de quem a provocou: Banpará e governo Jatene, que, em respeito aos servidores públicos e aos demais clientes do Banco, devem se dignar a negociar com os bancários e bancárias que, com seu trabalho, estão fazendo do Banpará o melhor Banco estadual e o quinto melhor Banco do país, garantindo recordes de lucros crescentes a cada ano, dos quais, como dividendos, foram repassados ao governo estadual R$ 66 milhões em 2011 e R$ 10 milhões no primeiro trimestre de 2012.

Que os servidores públicos e a sociedade em geral vejam a injustiça que está sendo cometida pelo governo estadual contra os bancários do Banpará, uma categoria que está adoecendo, vítima de metas abusivas, sobrecarga de trabalho e insegurança!

Nossa greve é legal, legítima e justa, e está a cada dia mais forte! A adesão e a consciência dos bancários cresce na mesma medida do endurecimento e intransigência da direção do Banpará e do governo do Estado. Queremos valorização efetiva, mais salário no bolso, condições dignas de trabalho e de vida e por isso, como trabalhadores e trabalhadoras, estamos lutando. Haveremos de vencer!

UNIDOS SOMOS FORTES!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

BANPARÁ – Seminário debate fortalecimento

        Está confirmada para este sábado, 19, a realização do Seminário em Defesa do Fortalecimento do Banpará, o Banco do Estado do Pará, que deverá ocorrer no auditório do edifício-sede do TRT, o Tribunal Regional do Trabalho, na rua D. Pedro, na Praça Brasil. Com início às 9 horas, a programação prevê para as 9h30 uma mesa redonda sobre “Fortalecer o Banpará como banco estadual”, da qual participarão, dentre outros, Jorge Antunes, diretor da área de crédito do banco; Rosalina Amorim, do Sindicato dos Bancários do Pará; Kátia Furtado, da AFBEPA, a Associação dos Funcionários do Banpará; e os deputados Edmilson Rodrigues, líder do PSol na Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, Zé Maria, Alfredo Costa e Carlos Bordalo, estes do PT.
        Após o intervalo para o almoço, previsto para meio-dia, os trabalhos serão retomados a partir das 13h30, com uma nova mesa redonda, cujo tema será “Banpará para todos”. Nessa mesa redonda estarão em discussão, segundo a programação divulgada, as estratégias de lutas e organização para defender o Banpará como banco público estadual. Dessa mesa redonda participarão, além de lideranças sindicais locais, André Nepomuceno, secretário geral do Sindicato dos Bancários de Brasília, e Irinaldo Venâncio de Barros, este diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

BANPARÁ – Arrivismo suprapartidário

Se confirmada a versão que varre os bastidores, pelo menos duas ilustres petistas deflagraram um poderoso lobby, cujo objetivo seria mantê-las nos cargos que ocuparam no Banpará, o Banco do Estado do Pará, ao longo do governo Ana Júlia Carepa. As petistas de ocasião seriam Glicéria Deusdeth de Melo, diretora administrativa do banco, e Rosângela Maria Rodrigues Brandão, esta superintendente de Pessoal.
O inusitado é que Glicéria Deusdeth de Melo e Rosângela Maria Rodrigues Brandão figuram no elenco de doadores de campanha da ex-governadora petista Ana Júlia Carepa, candidata derrotada à reeleição. Glicéria contribuiu com R$ 1.500,00 e Rosângela com R$ 100,00, para a campanha da candidata do PT.
Ambas teriam o aval de Vera Paoloni, ex-presidente do Sindicato dos Bancários do Pará, que a despeito de ser petista estreitou seus laços com setores da tucanalha, a partir de 1998, ao repudiar publicamente o voto em Jader Barbalho, do PMDB, no segundo turno da eleição para governador, vencida por Almir Gabriel, então no PSDB. Na ocasião, o PT optou por se manter eqüidistante da disputa. O repúdio a Jader rendeu uma assessoria especial para Vera Paoloni no Banpará.
A conferir.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

BANCÁRIOS – Governo acena com negociação

O que não faz um governo, mesmo caótico, em ano eleitoral.
Depois de mobilizar a Polícia Militar, na tentativa de impedir a adesão dos bancários do Banpará, o Banco do Estado do Pará, à greve da categoria, na esteira da sua campanha salarial, o governo Ana Júlia Carepa aparentemente recuou e acenou com a retomada de negociações. Isso, pelo menos, é o que informa o blog da AFBEPA, a Associação dos Funcionários do Banco do Estado do Pará. A AFBEPA serve de contraponto diante do notório alinhamento da diretoria do Sindicato dos Bancários do Pará com os petralhas aboletados no Palácio dos Despachos.
De acordo com a versão oferecida pela AFBEPA, a reunião entre a associação e o governo Ana Júlia Carepa se deu na noite de sábado, 9, logo após a Trasladação e se estendeu das 21 horas até 22h40. Pelo governo participaram da reunião o Chefe da Casa Civil, Everaldo Martins, e o secretário de Governo, Edilson Rodrigues, ex-presidente do Banpará e atual presidente do Conselho de Administração do banco. Pela AFBEPA participaram da reunião a presidente da associação, Kátia Furtado, a vice, Cristina Quadros, e os diretores Paulo Barrozo e Amaral, além da assessoria da entidade.
Na versão da AFBEPA, foi apresentada ao governo a contraproposta do funcionalismo, que reivindica 2% a mais do que for acordado na mesa de negociação entre a CONTRAF e a FENABAN, no reajuste da remuneração e demais verbas. A contraproposta contempla ainda um abono de R$ 1.074,00, sem desconto na PLR, os R$ 2.500,00 em tíquete, na forma proposta pelo banco, e a manutenção da mesa de negociação em torno das cláusulas econômicas da minuta apresentada pela associação.