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segunda-feira, 13 de junho de 2016

JATENE – Por que não utilizar PMs dispersos em desvio de função para fazer a segurança no Poder Executivo?

Simão Jatene: crítica por sugerir a opção pela segurança desarmada.
A propósito da instrução normativa de 1 de junho último, que disciplina as medidas de contenção de gastos determinadas pelo governador tucano Simão Jatene, previstas no decreto nº 1.513, de 30 de março passado, internauta anônimo faz um pertinente questionamento. Por que não utilizar o contingente de PMs atualmente dispersos em vários órgãos – como Tribunal de Justiça, Ministério Público Estadual, tribunais de Contas do Estado dos Municípios e Assembleia Legislativa -  para fazer a segurança nas repartições públicas do Executivo estadual? Esta é a pergunta que não quer calar, formulada por internauta anônimo, na esteira da orientação para que órgão e/ou entidades do governo “avaliem, dentro de suas peculiaridades, a possibilidade de substituição da vigilância armada pelo sistema de monitoramento eletrônico ou, dependendo da situação, por agentes de portaria”.

A propósito do disposto na instrução normativa que disciplina a contenção de gastos no Executivo estadual, é incisivo. “Ora, isso escancara mais uma aberração desse governo que não se importa com a segurança nem mesmo de seus servidores, porque nem todos os órgãos têm vigilância armada, já que esse serviço é terceirizado e um contrato com empresa de vigilância armada sai caro, e nem todos os órgãos têm recursos para isso. E mesmo assim ele [o governador tucano Simão Jatene] ainda quer acabar com a vigilância armada nos poucos órgãos que ainda as tem?!”, desabafa, para então prosseguir. “Mais absurdo ainda é querer que a vigilância armada seja substituida por agentes de portaria. E o absurdo é plenamente constatado porque é sabido de agente de portaria não trabalha armado e nem poderia em razão da lei do desarmamento. Ou seja, querer substituir a vigilância armada por agentes de portaria, é substituir a segurança armada por segurança desarmada”, acrescenta.

JATENE – Um basta ao desvio de função na PM



Ao criticar a proposta de “substituir a segurança armada por segurança desarmada”, o internauta anônimo questiona também a leniência do governador tucano Simão Jatene com o desvio de função na Polícia Militar, feita em detrimento da segurança pública, o que favorece a escalada da criminalidade. “Se o governador quer reduzir despesa com a terceirização de vigilância armada nos órgãos, deveria, se fosse preocupado com a segurança de seus servidores, substituir as empresas terceirizadas por policiais militares, e poderia fazer isso sem qualquer prejuízo à já tão prejudicada e caótica segurança pública. O governador sequer precisaria reduzir ainda mais o já tão reduzido contingente de policiais militares que cuida da segurança da população paraense”, argumenta o internauta anônimo. “Bastaria que reduzisse o enorme efetivo de policiais militares que está no TJ, Ministério Público, no TCE, no TCM, na Alepa e, até mesmo, no Gabinete Militar da governadoria, e distribuísse esses PMs pelos órgãos e entidades do Poder Executivo”, sublinha.

“A quantidade de policiais militares nesses órgãos (TJ, MP, TCE, TCM, Alepa) é tão grande que bastava o governador reduzir esse quantitativo, para lotá-los nos órgãos do Poder Executivo, que reduziria a despesa com vigilância armada, sem prejudicar a segurança dos prédios e servidores públicos estaduais”, afirma o internauta anônimo, em sua devastadora crítica. “É de se observar que só no MP, existem mais de 200 policiais militares, das mais variadas patentes, e esse quantitativo é tão excessivo que qualquer pessoa que vá ao Ministério Público, pode constatar que quem cuida da chave do cadeado da porta que dá acesso aos visitantes do prédio-sede é um policial militar, apesar de ter uma portaria com vários recepcionistas. Outra prova de que o número de PMs no MP é excessivo é que até a garagem dos carros dos seus membros (na qual o servidor não pode colocar seu carro) também tem a segurança feita por policiais militares”, prossegue a crítica. Ora, enquanto o MP não gasta um centavo sequer com a contratação de empresa terceirizada para fazer a segurança de seus prédios e de seus servidores e membros, porque essa segurança é feita por policiais militares que o governador colocou à sua disposição, o governador, com a desculpa esfarrapada de ‘reduzir gastos’, quer colocar em risco à segurança dos servidores e dos prédios do Poder Executivo!”

JATENE – A crítica aos “policiais maçanetas”



No seu questionamento, o internauta anônimo é às vezes contundente, ainda que se utilize, inegavelmente, de uma veemência amparada em fatos. Ele critica acidamente a institucionalização dos “policiais maçanetas”, como são jocosamente tratados os PMs absorvidos em funções burocráticas, alguns dos quais entregues a tarefas menores, como abrir e fechar portas para as autoridades às quais foram cedidos. Tal como costuma ocorrer no Tribunal de Justiça, no Ministério Público Estadual, nos tribunais de Contas do Estado e dos Municípios e na Assembleia Legislativa.
Citando especificamente o Ministério Público Estadual, o internauta é categórico. “Essa despesa com a segurança dos prédios e de servidores, o MP não tem em seu orçamento e nem precisa. Basta pedir ao governador, que vem aumentando o quantitativo de policiais naquele Parquet”, ironiza. E observa que se trata de um absurdo inominável, porque institucionaliza o desvio de função. “Não venha o MP dizer que os policiais militares que estão lá não estão em flagrante desvio de função, porque, segundo a Constituição Federal de 1988, à Policia Militar cabe a policia ostensiva e a preservação da ordem pública. No entanto, o que se vê é uma policia ostensiva e bastante expressiva, cuidando da segurança e preservação dos prédios do MP, ostensividade que falta à segurança pública dos paraenses, que pagam os salários desses policiais de gabinete, ‘policiais maçanetas’, guardiões de chaves de cadeado e de controles de portões eletrônicos’, que atuam abrindo e fechando portas de gabinetes e de carros dos membros do Parquet e de cadeados das portas e até do portão da garagem do MP!”

“A economia de recursos públicos que o governador quer fazer, acabando com a vigilância armada nos órgãos e entidades do Poder Executivo, o MP já fez há muito tempo, quando substituiu a empresa terceirizada responsável pela segurança de seus prédios, por policiais militares custeados pela sociedade que morre nas mãos dos bandidos, enquanto a PM, cujos salários são pagos pela sociedade, protege os prédios, os carros e até a chave da porta de acesso ao prédio e os controles de portões eletrônicos, na casa dos ‘fiscais da lei’, além, óbvio, de proteger os fiscais da lei”, acentua o internauta anônimo em sua crítica. “Existem municípios que precisariam de pelo menos seis PMs para garantir a segurança pública de todos os munícipes e não tem sequer um PM, porque não há contingente suficiente. Segundo a ONU, deve haver um policial militar para cada 450 habitantes, no entanto, no MP existem 200 policiais militares para apenas e tão-somente, pouco mais de 300 membros”, arremata, em tom indignado.

sábado, 21 de novembro de 2015

SEGURANÇA – Depois das chacinas de Belém e Icoaraci, matança indiscriminada em Altamira


Sob a letargia do governador tucano Simão Jatene, responsável direto pelo sacateamento da segurança pública, e a omissão, no limite da cumplicidade, do Ministério Público Estadual, graciosamente preocupado com o horário de funcionamento de bares, restaurantes e similares, a escalada da criminalidade no Pará tem um novo e trágico capítulo.
Depois das chacinas de Icoaraci e de Belém, a sociedade paraense se depara, estupefata, com uma nova matança indiscriminada, agora em Altamira, onde, ao assassinato do cabo PM Anderson Martins de Holanda, seguiu-se a morte, com características de execução, de sete pessoas. Segundo o noticiário do G1/Pará, o cabo, que deixou mulher e três filhos, foi morto a tiros durante uma tentativa de assalto na última quarta, 18. A notícia acrescenta que ele é o quarto policial assassinado em Altamira nos últimos três meses, três dos quais estavam de folga quando foram mortos. As sete mortes ocorridas após o assassinato do cabo PM Anderson Martins de Holanda aconteceram em uma mesma noite, em nove locais distintos da periferia de Altamira. Aos sete mortos, com características de execução, somam-se seis pessoas baleadas, uma delas em estado grave, ainda de acordo com o G!/Pará.
Os assassinatos de PMs, sucedidos por matanças indiscriminadas inevitavelmente associadas à própria Polícia Militar, ilustra o descalabro ao qual estamos todos expostos. Institucionalizou-se as barbárie, na esteira do sucateamento da segurança pública e da falência das instituições no Pará, com ênfase nos poderes Executivo, Legislativo me Judiciário, devidamente coadjuvados pelo Ministério Público Estadual, refém de conveniências escusas que alimentam o pacto de silêncio conivente dos inquilinos do poder.

Triste Pará, terra sem lei!

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

SEGURANÇA – Qual o plano do Ministério Público para reprimir os pontos de vendas de drogas?



Como perguntar não ofende, aguarda resposta, por quem de direito, a indagação: qual, afinal, o Plano do Ministério Público Estadual para reprimir os pontos de vendas de drogas?
Esta, obviamente, é a pergunta que não quer calar. Afinal, se o Grupo de Trabalho de Segurança Pública do MPE consumiu três meses debruçado sobre o problema da escalada da criminalidade em Belém, é lícito supor que tenha produzido propostas mais consistentes que a de limitar o horário de funcionamento dos bares, restaurantes e similares.
O epicentro da escalada da criminalidade passa pelo sucateamento da segurança pública e é potencializado pela disseminação das drogas, cujos pontos de venda vão da periferia até os mais nobres endereços, incluindo um tradicional colégio dos filhos da elite de Belém.
Do contrário, é inevitável concluir que a ideia de jerico apresentada ou é produto da estultícia, ou fruto de delírio provocado por beberagem de Santo Daime.

Afinal, a proposta do MPE pune justamente as vítimas em potencial da violência – o cidadão de bem, que trabalha e diverte-se, quando pode. A bandidagem, que espalha a violência e ceifa vidas, permanecerá livre, leve e solta.

SEGURANÇA – Coletes também para a população!



O leque de lambanças recentes do Ministério Público Estadual, recorrentemente omisso diante do sucateamento da segurança pública no Pará, não se esgota na proposta do Ministério Público Estadual de limitar o horário de bares, restaurantes e similares. Há também a proposta de que os PMs passem a utilizar colete à prova de balas mesmo de folga.
A proposta é objeto de fina ironia de Heber Gueiros. Em comentário a propósito do episódio, ele recorda, cáustico, que tanto quanto os PMs, a população também está à mercê da escalada da criminalidade – sem dispor de coletes à prova de bala.
Abaixo, a crítica, ácida e irônica, de Heber Gueiros:

“Barata, já viste a nova do MP?”
“O Ministério Público Militar espera que os policiais militares paraenses usem o colete à prova de balas mesmo quando estiverem de folga. A medida foi a maneira encontrada pelo Ministério Público para diminuir o número de mortes de policiais militares.

“Os policiais militares, aguardam agora a distribuição de coletes para toda a população do Estado, já que não são apenas os policiais que se tornam vítimas da violência.”

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

SEGURANÇA - Humor de gosto duvidoso


SEGURANÇA – MPE penaliza pequeno comerciante, ameaça empregos e cerceia cidadão de bem

Neves: proposta graciosa, que omite a responsabilidade do governo.

Um toque de recolher, que institucionaliza e incorpora ao cotidiano um instrumento habitualmente determinado por circunstâncias excepcionais e também da predileção dos tiranos e tiranetes dos mais distintos matizes, com o agravante de, a priori, cercear o direito ao lazer do cidadão de bem. Assim, resumidamente, pode ser definida a lambança protagonizada pelo Grupo de Trabalho de Segurança Pública do MPE, o Ministério Público do Estado do Pará, na forma de proposta de projeto de lei que pretende limitar a até 11 horas da noite, em dias úteis, o horário de funcionamento de bares, casas noturnas e similares na Região Metropolitana de Belém, a pretexto de combater a escalada da criminalidade. A pirotecnia midiática patrocinada pelo procurador-geral de Justiça, Marcos Antônio Ferreira das Neves, também conhecido como Napoleão de Hospício, devido seu mandonismo, destina-se claramente a escamotear a omissão do MPE diante da inépcia do governo Simão Jatene, responsável direto pelo sucateamento da segurança pública no Pará.
Pela proposta do Grupo de Trabalho de Segurança Pública do MPE, certamente gestada no ócio regiamente remunerado, bares, casas noturnas e similares passariam funcionar, em dias úteis, das 11 horas da manhã às 11 horas da noite. Nos fins de semana e vésperas de feriados, de acordo com a proposta, bares, casas noturnas e similares funcionariam das 11 horas da manhã às 2 horas da madrugada. Além de cercear o lazer do cidadão, já à mercê da escalada da criminalidade, órfão da segurança pública pela qual paga como contribuinte, sem ter um retorno por parte do Estado, os marajás engravatados do MPE ainda ameaçam a sobrevivência de pequenos comerciantes e dizimar uma avalancha de postos de trabalho, com sua pomposa presepada. Segundo o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Pará, convém acentuar, cerca de 500 mil pessoas podem perder o emprego, se vingar a proposta do Grupo de Trabalho de Segurança Pública Ministério Público, uma autêntica ideia de jerico.

Movido por conveniências espúrias, balizadas pelos interesses dos atuais inquilinos do poder, o MPE, que é tão rigoroso com quem faz oposição ao governo estadual, mantém-se silente, criminosamente omisso diante do sucateamento da segurança pública por parte do governador tucano Simão Jatene. Nada faz, por exemplo, para exigir os investimentos que a escala da criminalidade impõe, enquanto Jatene promove uma pilhagem ao erário para bancar a propaganda enganosa, com a qual lucram seus cúmplices na mídia, em detrimento da população, vítima recorrente da bandidagem. Isto é o que permite concluir quer o Ministério Público Estadual é, hoje, um apêndice do Executivo e o procurador-geral de Justiça, Marcos Antônio Ferreira das Neves, um mero boy qualificado do governador Simão Jatene, este, ao fim, e ao cabo, um moleque pomposo.

SEGURANÇA – Omissão regiamente recompensada



A lambança do Grupo de Trabalho de Segurança Pública Ministério Público, com o anteprojeto de lei que limita o horário de funcionamento de bares, casas noturnas e similares na Região Metropolitana de Belém, servirá, apenas e unicamente, para agravar os efeitos perversos da recessão provocada pela crise econômica na qual mergulhou o País. No mais, a proposta escamoteia a omissão do MPE, no limite da leniência, diante do sucateamento da segurança pública no Pará, marca dos sucessivos governos do PSDB, todos, sem exceção, tendo como ilustre protagonista, ora como iminência parda do ex-governador Almir Gabriel, ora como sucessor deste, o governador Simão Jatene. Não por acaso, as polícias no Pará padecem de tudo, desde da ausência de remuneração condigna até de condições de trabalho mínimas, como armamento compatível com suas atribuições até prosaicos coletes à prova de bala, para se proteger da bandidagem. Mas o Ministério Público perdura silente, obtendo do Executivo, como contrapartida, um tratamento privilegiado, com vantagens salariais em cascata e ganhos a uma distância abissal da grande massa de servidores públicos. Trata-se, em resume, do silêncio regiamente remunerado.

Para o sucateamento da segurança pública contribui decisivamente, também, o desvio de função, capítulo no qual o próprio Ministério Público Estadual tem um papel pateticamente privilegiado. Na gestão do atual procurador-geral de Justiça, por exemplo, o Gabinete Militar experimentou um processo de elefantíase, retirando policiais militares e bombeiros dos quartéis, para enfurná-los em gabinetes refrigerados, em detrimento da segurança pública. Em realidade, Marcos Antônio Ferreira das Neves, o Napoleão de Hospício, transformou o Gabinete Militar do MPE em um valhacouto de vagabundos fardados, com vantagens salariais sonegadas à tropa efetivamente dedicada a garantir a segurança do contribuinte. Vantagens salariais, diga-se, tanto maiores quanto maior for a patente do beneficiário do tráfico de influência dos PMs e bombeiros abrigados no covil do ócio muito bem remunerado.

SEGURANÇA – 185 militares em desvio de função





Segundo o Sisemppa, o Sindicato dos Servidores do Ministério Público do Estado do Pará, o Gabinete Militar do MPE abriga, hoje, um contingente de 160 PMs e 25 bombeiros. Considerando que são pouco mais de 300 os membros do MPE, tem-se uma média de quase um militar para cada privilegiado doutor do Palácio das Sinecuras no qual foi transformado o Ministério Público Estadual. Salvo episódios pontuais, são militares retirados de suas funções e que migraram para o ócio. Militares que deveriam estar nas ruas para propiciar um mínimo de segurança à população, que o governador tucano Simão Jatene, com a conivência do Ministério Público Estadual, deixa à mercê, indefesa, da escalada da criminalidade. O descalabro é tanto e tamanho, que na falta do que fazer de útil, cabe ao Gabinete Militar do MPE fazer a segurança patrimonial da instituição, que as demais instâncias de poder confiam a empresas de segurança.
Não se deve esperar muito de um procurador-geral de Justiça que tem o despudor de, tão logo empossado, abrigar no MPE o inepto namoradinho da filha, que sequer conseguiu aprovação nos concursos promovidos pela instituição da qual é servidor comissionado. Trata-se de um procurador-geral de Justiça que ainda exibe a desfaçatez de manter como assessor o amigo-de-fé-irmão-camarada e sócio em suas empresas, desafiando recomendação do próprio CNMP, o Conselho Nacional do Ministério Público, mediante manobras protelatórias. Mesmo assim, esta mais recente lambança patrocinada por Marcos Antônio Ferreira das Neves ultrapassa todos os limites toleráveis de má-fé e cinismo, coadjuvados por dois patetas travestidos de promotores de Justiça que, com a desfaçatez dos arrivistas, coonestam a farsa do Napoleão de Hospício.
Diante disso, é inevitável concluir que no Pará, hoje, pelo menos para quem acredita nessas coisas, não é preciso temer o juízo final ou coisa que valha. O inferno é aqui!

SEGURANÇA – “Fora Marcos Neves”

"Fora Marcos Neves", campanha que incomoda o procurador-geral.

Não por acaso, provavelmente, emerge neste momento a proposta do Ministério Público Estadual de reduzir o horário de funcionamento de bares, casas noturnas e similares na Região Metropolitana de Belém. Para além da estultícia que possa tê-la inspirado, a lambança, pela sua previsível repercussão, soa a um ardil para sepultar a eventual ressonância na mídia da campanha “Fora Marcos Neves”, deflagrada pelo Sisemppa, o Sindicato dos Servidores do Ministério Público do Estado do Pará, que defende o afastamento do atual procurador-geral de Justiça, inclusive fazendo circular um abaixo-assinado, com a adesão de populares.

Em Carta Aberta à População, o Sisemppa clama “Em defesa da moralidade no Ministério Público do Estado do Pará” e “Por total apoio ao afastamento do atual procurador-geral de Justiça”, a quem acusam, dentre outras coisas, de administrar autoritariamente e conduzir a instituição à “paralisia e descrédito”. “A terceirização de parte das atribuições dos servidores públicos, alardeada como um mecanismo para ‘a modernização e contenção de gastos públicos’ tem gerado desrespeito a direitos trabalhistas, assédio moral, desmotivação funcional e a subutilização de servidores efetivos”, assinala a denúncia do sindicato. “Nos dois primeiros anos da gestão Marcos Neves e agora no seu segundo mandato os servidores públicos têm assistido um ininterrupto desrespeito aos seus direitos”, acrescenta a carta aberta do Sisemppa.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

SEGURANÇA – Clamor que é de todos os paraenses



Jornal do grupo onde comunicação da família do senador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Estado, o Diário do Pará traz, em sua edição desta sexta-feira, 5, um editorial, intitulado “O Pará quer paz!”, que expressa o clamor da sociedade paraense diante da escalada da violência, da qual resulta o morticínio cotidiano, que o governador tucano Simão Jatene assiste inerte. “O governador deveria tomar uma atitude, e rapidamente. O Pará está entregue à própria sorte. E o governador, definitivamente, não pode culpar a mais ninguém pela dificuldade em melhorar a vida dos paraenses, a não ser a ele mesmo”, assinala, com propriedade, o editorial, que traduz o sentimento generalizado, diante do sucateamento da segurança pública. Mais que isso, o editorial denuncia a irresponsabilidade de Jatene em pretender partidarizar a discussão sobre um problema grave, gravíssimo, que não comporta proselitismo, mas soluções minimamente viáveis.

Não se trata, diga-se logo, de avalizar Helder Barbalho, filho e pretenso herdeiro político de Jader Barbalho, como o contraponto daquilo que representa Simão Jatene. O opaco ministro da Pesca do governo Dilma Rousseff, como evidencia sua passagem pela prefeitura de Ananindeua, é a outra face da moeda podre na qual se constitui Jatene. Mas, independentemente de suas motivações, a iniciativa de Helder Barbalho em buscar o apoio do governo federal para conter a escalada da violência no Pará foi um gesto pertinente, do qual se lamenta, apenas, que não tenha sido antecipado pelo próprio governador tucano Simão Jatene. Este, porém, parece mais preocupado em pavimentar a ascensão da filha, aquinhoada com a Secretaria Extraordinária de Integração de Políticas Sociais, criada na esteira de uma reforma cujo suposto fim seria enxugar a máquina administrativa estadual. De resto, o governador, recentemente reeleito, deveria descer enfim do palanque e assumir efetivamente suas atribuições, em respeito não só ao povo do Pará, mas também aos eleitores que lhe confiaram seus votos. Lamentavelmente, porém, Jatene protagoniza um governo midiático, saqueando o erário para financiar a propaganda enganosa, que escamoteia a precarização da saúde, o abandono da educação e o sucateamento da segurança pública, da qual é corolário a assustadora escalada da criminalidade, com a matança diária que torna cada um de nós, independentemente de status social, reféns do medo. Um medo tanto maior, obviamente, por parte da população carente, já penalizada por ficar à mercê de um governo ausente e desprovido de qualquer noção mínima de decoro, tal qual quem o comando, em realidade um outonal vagabundo de terno e gravata, que agora se notabiliza, além da proverbial indolência, como pescador de águas turvas.

SEGURANÇA – O editorial do Diário

Segue abaixo a transcrição, na íntegra, do editorial do Diário do Pará, publicado na edição desta sexta-feira, 5, do jornal do grupo de comunicação da família do senador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Estado.

O Pará quer paz!

O Pará cansou da valentia de rede social e de palanque. Quer atitudes concretas. Cansou de ver números que teimam em brigar com a realidade. Cansou da dor de quem perde alguém da família ou se transforma em mais uma vítima dessa violência desenfreada e sai de casa e nunca sabe se volta. O Pará quer ação.
Quer saber porque é tão difícil para o governador – que vai a uma rede social para mais uma vez fazer o que vem fazendo há anos: transferir as suas responsabilidades sobre os problemas do Estado para os adversários políticos e para o governo federal – aceitar ajuda, de onde quer que ela venha, para melhorar a segurança dos paraenses. E, ao invés de fazer isso, o governador ataca quem tenta colocar o Pará acima de tudo.  O povo está cansado de ser dividido entre os que são a favor disso ou daquilo, desse ou daquele político, entre os que se beneficiam e os marginalizados. O Pará está cansado de ser dividido entre os que sofrem e os que ignoram esse sofrimento. E quem faz essa divisão, geralmente, é quem pode fazer alguma coisa para mudar o cenário, que nesse caso é o governador.
Depois de tirar os seus óculos com o qual via tudo com cores de tranquilidade e o clamor da sociedade como “mimimi” de classe média – talvez por contar com um enorme aparato de segurança, pago por todos os paraenses, para si e para a família – o governador resolveu romper o silêncio que gritava há algum tempo. Talvez seja porque, depois de ver o povo indo às ruas para se manifestar contra o aumento absurdo da violência, ele tenha percebido que já não adiantava fingir que nada estava acontecendo.
Dessa vez, ele extrapolou em sua tentativa de culpar terceiros pelo caos que se instalou no Pará e incluiu a imprensa no rol dos culpados.
Governador, contra a realidade da violência desenfreada, não há ação política ou midiática que diminua a força da opinião popular. Se fosse assim, bastaria escrever meia dúzia de notícias para que o número de assassinatos e assaltos fosse reduzido. O que o governador quer é tentar calar a imprensa que não depende do seu governo e minimizar a importância das notícias que ela publica, imaginando que com esse silêncio a população ficará mais segura. Calar a imprensa é expediente típico dos regimes antidemocráticos e nada transparentes. Como, aliás, tem sido o governo de Simão Jatene. O DIÁRIO DO PARÁ, a RBATV e a Rádio Clube não vão se intimidar. Temos uma história de serviços prestados ao Pará. Apenas noticiamos a realidade que se vê nas ruas, nos bairros e nas cidades. Somos o jornal mais lido no Estado, fruto da independência do governo. E deve ser pela nossa independência que incomodamos tanto o governador.
No texto divulgado por Jatene, há um trecho que diz que a violência tornou-se uma doença nacional, o que “não diminui nossa responsabilidade, pelo contrário, aumenta... fortalecendo a percepção de que só a cooperação honesta e sem politicagem entre União, Estados e Municípios, apoiada numa forte colaboração da sociedade, pode nos levar a bons resultados.”
O governador deveria explicar o que entende por politicagem e por cooperação honesta. É honesto recusar uma ajuda de que claramente o povo do Pará precisa e colocar a culpa na ação dos que foram humildemente pedir esta ajuda do governo federal? É honesto chamar de politiqueiras as pessoas que o ajudaram a se eleger governador, mas que deixaram as suas convicções políticas de lado para realizar um trabalho que é de Jatene, como o deputado Éder Mauro? Ele estava no grupo que colocou os interesses do Pará acima de todos os outros e foi pedir a ajuda do governo federal, juntamente com outros integrantes da bancada do estado no Congresso Nacional e com o ministro Helder Barbalho.

O Pará quer explicações.

Por que o governador se recusa a aceitar ajuda federal? É por orgulho? Mas qual o orgulho em ser um governador que condena a sua população ao sofrimento? Nossas fronteiras estão abertas. Por elas entram as drogas e as armas que aterrorizam a população, como ele mesmo afirma, mas por que Jatene devolve ao Governo Federal os recursos do Enafron, programa que dá dinheiro e material para combater a violência no Estado? Por que, ao receber outras ajudas do Governo Federal na área de segurança, o Pará tem tanta dificuldade em prestar contas e continuar sendo auxiliado?
Estes fatos não são frutos de uma campanha da imprensa independente. São fatos do governo Simão Jatene. E não reconhecer isso é que é a grande agressão à inteligência das pessoas. A imprensa não puxa gatilho. Bandidos agindo livremente, sim.
O Pará deve estar acima de tudo. As discussões políticas sobre as preferências eleitorais de todos têm hora marcada para acontecer. Mas foi justamente a postura de reduzir toda e qualquer crítica ou ação, a uma questão eleitoral, como o governador diz, que nos trouxe a este estado de coisas. Com a violência fora de controle, com educação inexistente e saúde inoperante, não vamos a lugar algum. E se estes são fenômenos federais por que não trazer o governo federal em nosso auxílio?
O governador deveria tomar uma atitude, e rapidamente. O Pará está entregue à própria sorte. E o governador, definitivamente, não pode culpar a mais ninguém pela dificuldade em melhorar a vida dos paraenses, a não ser a ele mesmo.
O que o povo quer, governador, são atitudes concretas a respeito de um assunto sério. O Pará quer paz.

O tempo está passando e o Pará espera uma ação. Qualquer ação.

sábado, 30 de maio de 2015

SEGURANÇA – Protesto pelas vítimas da violência

Com concentração prevista para 8 horas, na escadinha do cais do porto localizada nos fundos da Estação das Docas, está prevista para a manhã deste domingo, na Praça da República, um ato público de protesto contra a escalada da criminalidade no Pará e, particularmente, em Belém. A manifestação também servirá para uma homenagem póstuma aos jovens universitários Lucas Costa, 19 anos, e Lucas Batuvelicius, 23 anos, brutalmente assassinados a tiros na madrugada de sábado passado, 23, e na noite da última segunda-feira, 25.

O protesto deste domingo, 31, sucede o ato público realizado neste sábado, 30, no conjunto Júlia Seffer, em homenagem à memória da menina Karoline Ribeiro, de apenas oito anos. A criança foi morta durante um tiroteio ocorrido no rastro da tentativa de assalto em uma festa de aniversário, na noite de sábado passado, 23.

SEGURANÇA – A desfaçatez do governador

Simão Jatene: depois do covarde silêncio, a declaração graciosa.

Insuperável em matéria de desfaçatez, desta vez o governador tucano Simão Jatene extrapolou os limites toleráveis.
Confrontado com a escalada da violência que tornou a população de Belém refém do medo e chegou ao paroxismo nas últimas semanas, primeiramente Jatene manteve-se covardemente silente, escalando como porta-voz do cinismo oficial o secretário de Segurança, general Jeannot Jansen, o forasteiro de quepe, capaz de se perder em Belém, se sair sozinho.

Quando enfim se dignou a comentar o morticínio diário, o governador exacerbou a indignação popular, expressa subliminarmente pelo internauta ao reproduzir a declaração de Jatene, que nas atuais circunstâncias soa a deboche: "É importante que a população também tenha uma mudança cultural, como evitar lugares com grandes aglomerações, festas até tarde da noite, enfim, tudo isso já ajuda a diminuir os casos de violência."

SEGURANÇA – Jatene e o constrangedor repúdio


Diante deste cenário, não surpreende o constrangedor coro - engrossado pelos professores da rede pública estadual de ensino, em greve há mais de dois meses por melhores salários e condições de trabalho – com o qual foi recepcionado o governador tucano Simão Jatene nesta última sexta-feira, 29, na abertura da XIX Feira Pan-Amazônica do Livro, conforme ilustra o vídeo acima.

SEGURANÇA – O temor de uma (nova) injustiça



Mantida pelo juiz Flávio Sánchez Leão, da 1ª Vara de Inquéritos Policiais e Medidas Cautelares, a prisão de Paulo Francisco Martins Costa, 26, e Matheus Eduardo Carvalho de Moraes, 20, requer uma apuração com rigorosa isenção, da qual a polícia e o Judiciário são notoriamente carentes no Pará. Paulo Francisco Martins Costa e Matheus Eduardo Carvalho de Moraes são os dois novos suspeitos da morte do universitário Lucas da Silva Costa, 19, liquidado friamente com um tiro na cabeça na madrugada de sábado passado, 23. Ambos foram reconhecidos por testemunhas, mas parentes e vizinhos asseguram que na hora do crime os dois jovens jogavam videogame, o que justificou um protesto em frente à Delegacia de Homicídios, a quando da detenção dos novos suspeitos, que se somaram a dois outros dois suspeitos também detidos.

Chama atenção e merece um inquestionável esclarecimento a grave denúncia feita pela defesa de Paulo Francisco Martins Costa e Matheus Eduardo Carvalho de Moraes, segundo a qual dois adolescentes - D. G. da S., de 17 anos, e D. da F. da S., de 14 anos – teriam confessado a autoria do assassinato do universitário Lucas da Silva Costa. Por isso, alega a defesa dos dois suspeitos mantidos presos por decisão do juiz Flávio Sánchez Leão, a acusação a eles feita vem tisnada pela arbitrariedade e truculência que habitualmente comprometem a credibilidade das investigações policiais.

SEGURANÇA – Precedentes justificam dúvidas

As dúvidas sobre a procedência da acusação feita a Paulo Francisco Martins Costa e Matheus Eduardo Carvalho de Moraes, apesar do eventual reconhecimento de testemunhas, se justificam pelos precedentes de iniquidades da polícia, coonestadas pelo Judiciário.
Convém recordar, a propósito, o drama pelo qual passaram, em 2013, Carlos Eduardo Nunes de Melo e Laércio Augusto Gurjão Fernandes, presos juntamente com Merian Ribeiro Formento e Ronny Ewerton Santos da Silva, todos aspirantes da Polícia Militar. Os quatro foram presos sob a acusação de participarem da execução de um suspeito de ter assaltado a casa da aspirante da PM Merian Ribeiro Formento, também com base no reconhecimento de testemunhas, que o desdobramento das apurações revelou equivocadas.

“Infelizmente, Laércio (Augusto Gurjão Fernandes) e Carlos Eduardo (Nunes de Melo), entraram nessa história, por conta de uma foto. Chega a ser cômico: uma foto tirada em uma confraternização da academia!”, desabafou, na ocasião, Rachel Santos, noiva de Carlos Eduardo Nunes de Melo, que, a exemplo de Laércio Augusto Gurjão Fernandes, provou sua inocência. Até que fosse comprovada a inocência de ambos, os aspirantes da Polícia Militar presos amargaram as ignomínias do presídio, com o aval da Justiça.

SEGURANÇA – Denúncia exige rigorosa apuração

Por isso, exige uma rigorosa apuração a grave denúncia feita pela defesa de Francisco Martins Costa e Matheus Eduardo Carvalho de Moraes, segundo a qual dois adolescentes - D. G. da S., de 17 anos, e D. da F. da S., de 14 anos – teriam confessado a autoria do brutal assassinato do universitário Lucas da Silva Costa, mas não foram incluídos no ato de reconhecimento pelas testemunhas. Confirmada a procedência da denúncia, obviamente caberá também apurar, com igual rigor, o porquê da eventual precipitação policial e quem a ela deu causa.
O que não cabe, nisto tudo, é esquecer, desconhecer e enterrar como indigente tão grave denúncia. Isto representaria coonestar o açodamento do governo Simão Jatene que, na ausência de medidas eficazes para inibir a escalada da violência, pressiona a polícia por um esclarecimento ágil sobre o assassinato do universitário Lucas da Silva Costa, preocupado prioritariamente em aplacar a indignação popular.

Quando um governo sobrepõe interesses menores, como preservar-se do desgaste político, a efetiva preocupação com a segurança da população, escancara-se a porteira para a injustiça. E os jovens suspeitos, Francisco Martins Costa e Matheus Eduardo Carvalho de Moraes, cuja prisão foi mantida pelo juiz Flávio Sánchez Leão, podem estar sendo vítimas de uma injustiça, no rastro da marcha da insensatez protagonizada pelo governador tucano Simão Jatene.

SEGURANÇA – A PM e o desperdício do pouco

A PM negligencia a segurança pública, deslocando viaturas para...
...monitorar o pacífico protesto contra o ajuste fiscal do governo.

Quem acompanhou as manifestações contra o ajuste fiscal do governo Dilma Rousseff que marcaram a manhã desta última sexta-feira, 29, em Belém, observou, pasmo, a Polícia Militar desperdiçar o pouco que ainda oferece à população em termos de segurança pública. Na passeata que saiu de São Braz rumando para a Praça da República, leitora do Blog do Barata contabilizou, registrando com fotos a lambança, pelo menos cinco viaturas da PM acompanhando a manifestação, em lugar de dar combate a escalada da criminalidade que atormenta Belém.

O episódio evidencia que o governo Simão Jatene ainda consegue subtrair do pouco que oferece à população, que o sustenta como contribuinte, em termos de segurança pública, como se manifestantes pacíficos pudessem ser confundidos com bandidos.