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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

JP – Lúcio revela o desafio de PC a Jatene

Imperdível. Isso é o mínimo que se pode dizer do mais recente número do Jornal Pessoal, redigido e editado solitariamente pelo jornalista Lúcio Flávio Pinto e que vem a ser a mais longeva publicação da imprensa alternativa brasileira.
Na mais recente edição do JP Lúcio escancara os porões da administração Simão Jatene e a perspectiva de se estabelecer uma relação prematuramente conflitiva entre o governador eleito e seu arrogante secretário de Cultura, Paulo Roberto Chaves Fernandes (foto), o Paulo Chaves, ou simplesmente PC, como também ficou conhecido. E revela também as ameaças subliminares endereçadas por PC a Simão Jatene, no episódio do Hangar, o faraônico centro de convenções do Estado, que o secretário de Cultura mandou lacrar por sua conta e risco, como agora se sabe.
O novo número do Jornal Pessoal já está nas bancas de jornais e revistas e nas revistarias, por módicos 3 reais.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

PC – O picadeiro do incorrigível Paulo Chaves

Como os iguais se reconhecem, não convém desprezar, a priori, as suspeitas sobre suposta improbidade administrativa suscitadas em relação à gestão de Joana Pessoa no Hangar, o faraônico centro de convenções do governo estadual do Pará, pelo arquiteto Paulo Roberto Chaves Fernandes (foto), o Paulo Chaves, também conhecido como PC. Com a vitória do tucano Simão Jatene, eleito para um novo mandato como governador, ele retorna à Secult, a Secretaria de Estado de Cultura, na qual reinou absoluto ao longo dos 12 anos de sucessivos governos do PSDB no Pará, de 1995 a 2006. Mas, pelos próprios antecedentes de PC à frente da Secult, também é conveniente aguardar os desdobramentos da decisão do secretário em mandar lacrar o Hangar, para saber o legado da administração anterior, mobilizando para tanto um contingente de 10 PMs, segundo revelou a TV Liberal, afiliada da TV Globo no Estado. Um desperdício para uma cidade como Belém, à mercê da brutal escalada da criminalidade.
Em sua passagem anterior pela Secult, PC pouco fez pela cultura do Pará, reduzida a uma ação entre amigos. Mas, em compensação, fez a festa dos empreiteiros, com um belo resgate arquitetônico e obras faraônicas, cujos custos finais extrapolaram em muito, em alguns casos em até três vezes, o valor inicialmente previsto, como ocorreu no caso da Estação das Docas e do próprio Hangar. O que, naturalmente, despertou a suspeita – jamais comprovada, é verdade - de superfaturamento. Assim, a ele aderiu a etiqueta de estróina dos recursos públicos, reforçada pela descoberta de que injetou verbas públicas na Assembléia Paraense, o clube da elite do Estado, que é, de longe, a mais rica agremiação da região Norte.

PC – O súbito apreço pela austeridade

Por isso, acabou por soar a factóide o súbito apreço de PC pela austeridade administrativa. Com uma inequívoca vocação a tiranete de província, nos 12 anos em que comandou a Secult ele mandou os escrúpulos às favas e patrocinou um acintoso caso de nepotismo, tornando diretoras da secretaria a sua mulher da hora, Rosário Lima da Silva, também arquiteta, e a cunhada de então, Lorena Lima da Silva, jornalista. E ainda encontrou tempo para também empregar na Secult o então cunhado, Roberto Lima da Silva, médico veterinário.
O mais constrangedor, porém, foi PC passar para a posteridade como “ladrão da história”, estigma que o acompanha desde que mandou derrubar o muro – na calada da noite, literalmente - de mais de 100 anos de existência, que fora agregado ao Forte do Castelo. Resvalando da execrável prepotência para a molecagem pura e simples, PC aproveitou-se de uma liminar concedida graciosamente pelo TJ do Pará, o Tribunal de Justiça do Estado, para colocar abaixo o muro de mais de cem anos de existência.
Implacável ao impor sua vontade, ele é capaz de cometer gafes monumentais, no rastro de sua visão elitista e divorciada de preocupações sociais. Ele projetou o Hangar, por exemplo, sem prever uma única porta e rampa para facilitar a acessibilidade para cadeirantes. Uma gafe na qual foi acompanhada pela ex-governadora Ana Júlia Carepa, a quem coube inaugurar o centro de convenções herdado da tucanalha. Na ironia da ironia, Ana Júlia é também formada em arquitetura, embora tenha feito carreira como bancária do Banco do Brasil.

PC – Muiraquitã, um crime impune

Nada mais emblemático da impunidade na qual vicejam as lambanças dos inquilinos do poder foi o desaparecimento - durante a gestão anterior de PC na Secult - de um muiraquitã branco de jadeíta, de 50 milímetros, 42 gramas e com idade aproximada de 2,5 mil anos, de origem tapajônica, pertencente ao acervo do Museu das Gemas do Estado. De valor histórico inestimável, na ocasião, no câmbio negro, o muiraquitã valeria cerca de US$ 30 mil. O desaparecimento do muiraquitã ocorreu por ocasião da sua eventual remoção para ser fotografado em Icoaraci, ao que consta sem obedecer os ritos exigidos pela lei, em tais casos.
O responsável imediato pela lambança foi Alan Watrin Coelho, um jovem professor de história da rede pública de ensino, que na empáfia própria da juventude costumava se apresentar como historiador. Alan Watrin Coelho é filho do historiador Geraldo Coelho e sobrinho de Tereza Cativo, a nova secretário estadual do Meio Ambiente e uma das cabeças coroadas da tucanagem, ao lado de Sérgio Leão, o secretário estadual de Governo. Por conta de uma operação abafa, o muiraquitã sumiu sem deixar vestígios e tanto Alan Watrin Coelho quanto PC seguiram impunes.
A desfaçatez de PC é tão acintosa, que ao deixar a Secult pretendeu questionar judicialmente a remoção de uma colagem, com a sua fotografia, pendurada em uma das paredes da Estação da Doca. Sobre o sumiço do muiraquitã, ele não proferiu nenhuma mísera palavra. O que é ilustrativo da certeza da impunidade que turbina as lambanças dos meliantes engravatados.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

ELEIÇÕES – PC, o "ladrão da história”

Em um novo governo Simão Jatene fatalmente voltará ao proscênio Paulo Roberto Chaves Fernandes, o Paulo Chaves, também conhecido como PC (foto). Ele foi o secretário estadual de Cultura nos 12 anos de sucessivos governos tucanos, entre 1995 e 2006, e notabilizou-se por legar a Belém obras belas e suntuosas, tipo a Estação das Docas, além de promover um elogiável resgate arquitetônico.
O lado menos glamoroso de PC justifica ter sido etiquetado, pejorativamente, de “ladrão da história”. O rótulo deriva de dois episódios, que são emblemáticos da grave distorção de caráter que ele exibe – a prepotência no limite da mais abjeta truculência.
Em conseqüência dessa distorção de caráter, PC revela-se capaz de aberrações inomináveis, no trato com o dinheiro público. Como, por exemplo, aquinhoar a Assembléia Paraense, o clube mais rico do Pará e provavelmente do Norte, com recursos públicos, em detrimento de demandas efetivamentes culturais. Elitista, ele é também capaz de gafes colossais. Tal como fazer erguer o suntuoso Hangar, o centro de convençõesdo Estado, sem prever uma única e mísera via de acesso para cadeirantes.

ELEIÇÕES – Os imbróglios do muro e do muiraquitã

O primeiro dos episódios, que estigmatizou PC como o "ladrão da história”, foi ele mandar derrubar o muro agregado ao Forte do Castelo, com mais de 100 anos de existência, o que, pelos padrões de resgate histórico vigentes, justificava mantê-lo, porque pelo tempo decorrido já estava incorporado a edificação, ainda que originalmente dela não fizesse parte. Aproveitando-se de uma liminar expedida pela Justiça, ele simplesmente colocou abaixo o muro, na calada da noite. Literalmente.
A outra lambança foi o desaparecimento de um muiraquitã branco de jadeíta, de 50 milímetros, 42 gramas e com idade aproximada de 2,5 mil anos, de origem tapajônica, pertencente ao acervo do Museu das Gemas do Estado. Na ocasião, a preço de mercado o muiraquitã valeria cerca de US$ 30 mil. O desaparecimento do muiraquitã ocorreu por ocasião da sua eventual remoção para ser fotografado em Icoaraci, ao que consta sem obedecer os ritos exigidos pela lei, em tais casos.

ELEIÇÕES – A versão de Alan Watrin Coelho

O muiraquitã saiu do Museu das Gemas no dia 15 de abril de 2004, para ser fotografado na ilha de Mosqueiro. O objetivo seria ilustrar um informativo da Secult. O então diretor do museu do Forte do Presépio, Alan Watrin Coelho, ficou responsável pela peça. Segundo o depoimento do diretor do museu no inquérito, após ser fotografado o muiraquitã teria retornado a Belém e ficado por uma semana na casa do próprio Alan Watrin Coelho, que depois o teria guardado em um armário na sua própria sala, no museu que dirigia.
Alan Watrin Coelho é filho do historiador Geraldo Coelho, na ocasião diretor do Arquivo Público, e sobrinho de Teresa Cativo, na época secretária Especial de Gestão. Isso certamente explica a condescendência da tucanalha em relação aos prejuízos embutidos no desaparecimento do muiraquitã. E a ausência de uma investigação, pela polícia, efetivamente rigorosa. O Pará ficou privado de um bem de valor histórico inestimável e os responsáveis legais pela lambança permaneceram impunes.