De uma colaboradora anônima, cuja reflexão sobre a comemoração pela proclamação da República, que transcorre nesta quinta-feira, 15, merece destaque:
“Hoje comemora-se a proclamação da República no Brasil. Digamos que temos alguns motivos para comemorar, mas o passado colonialista e imperialista ainda nos persegue como vestígios de um fóssil enterrado nas nossas veias. O fazer republicano parece andar a passos lentos e preguiçosos.Os restos mortais da oligarquia e do coronelismo nos acompanha e suas presenças são notadas como uma verruga enorme em nossa testa. É um jornal que afronta nossa inteligência enquanto briga com outro jornal e não permite ao povo saber discernir; é um governador que imagina-se tão poderoso que as regras de um aeroporto, que devem ser seguidas sem qualquer exceção, por ele é desprezada, e por aí vai. Ser republicano é querer que a cidadania seja um dom acessível a todos.A República libertaria ainda é um sonho, pois um povo so é livre quando tem a possibilidade de participar e saber onde, como e o que está acontecendo para que sua vida e a do seu vizinho e do vizinho do seu vizinho, seja respeitada. Uma cidade onde milhares são excluidos dessa possibilidade, está longe de se constituir como uma governança republicana. Viva a República!”