Como na educação e na saúde, também em matéria de segurança pública o Pará real está a uma distância abissal do Estado virtual, uma autêntica ilha de excelência, que o governo do tucano Simão Jatene, o Simão Preguiça, também etiquetado de Simão Lorota, vende para os desavisados, em um recorrente estelionato publicitário. Uma balela bancada com o meu, o seu, o nosso suado dinheirinho, que pavimenta a prosperidade dos gigolôs do erário, travestidos de publicitários.
Em Belém mesmo, que abriga o grosso do aparato da segurança pública, não faltam evidências da escalada da criminalidade. Que o diga, por exemplo, uma engenheira, residente na rua João Balbi (foto, em trecho repleto de lixo por recolher), entre a travessa 14 de Março e a avenida Generalíssimo Deodoro, perímetro nobre do bairro de Nazaré, no qual se sucedem os arrombamentos de carros. No espaço de apenas 10 dias a engenheira, que por temer a vendeta da bandidagem abriga-se no anonimato, teve seu veículo arrombado duas vezes, amargando um prejuízo não inferior a R$ 3 mil.
Indagada se fizera o BO, o boletim de ocorrência, sobre os arrombamentos, a vítima foi objetiva. “Nem permito-me perder tempo, expondo-me ainda a retaliações dos arrombadores, em sabendo que as autoridades competentes revelam-se omissas, no limite da leniência diante da ação dos delinqüentes”, explica.

