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sábado, 17 de novembro de 2012

(IN)SEGURANÇA – Escalada da criminalidade 1

        Como na educação e na saúde, também em matéria de segurança pública o Pará real está a uma distância abissal do Estado virtual, uma autêntica ilha de excelência, que o governo do tucano Simão Jatene, o Simão Preguiça, também etiquetado de Simão Lorota, vende para os desavisados, em um recorrente estelionato publicitário. Uma balela bancada com o meu, o seu, o nosso suado dinheirinho, que pavimenta a prosperidade dos gigolôs do erário, travestidos de publicitários.
        Em Belém mesmo, que abriga o grosso do aparato da segurança pública, não faltam evidências da escalada da criminalidade. Que o diga, por exemplo, uma engenheira, residente na rua João Balbi (foto, em trecho repleto de lixo por recolher), entre a travessa 14 de Março e a avenida Generalíssimo Deodoro, perímetro nobre do bairro de Nazaré, no qual se sucedem os arrombamentos de carros. No espaço de apenas 10 dias a engenheira, que por temer a vendeta da bandidagem abriga-se no anonimato, teve seu veículo arrombado duas vezes, amargando um prejuízo não inferior a R$ 3 mil.
        Indagada se fizera o BO, o boletim de ocorrência, sobre os arrombamentos, a vítima foi objetiva. “Nem permito-me perder tempo, expondo-me ainda a retaliações dos arrombadores, em sabendo que as autoridades competentes revelam-se omissas, no limite da leniência diante da ação dos delinqüentes”, explica.

(IN)SEGURANÇA – Escalada da criminalidade 2

        Bem próximo da rua João Balbi, entre a travessa 14 de Março e a avenida Generalíssimo Deodoro, também na rua Joaquim Nabuco (foto), entre as avenidas Nazaré e Governador José Malcher, bairro de Nazaré, outro nobre endereço de Belém, também sucedem-se os arrombamentos de carros, com uma espantosa freqüência. “Isso, lamentavelmente, já faz parte do nosso cotidiano”, desabafa um morador da Joaquim Nabuco, uma rua cuja extensão não ultrapassa uma única quadra.
        A rua Joaquim Nabuco, diga-se, fica a meia quadra do CIG, o Centro Integrado de Governo, localizado na avenida Nazaré, em frente ao Colégio Nossa Senhora de Nazaré, destino obrigatório dos filhos da classe média alta. O CIG abriga os secretários especiais do governo de Simão Preguiça, não por acaso também conhecido como Simão Lorota.

(IN)SEGURANÇA – Escalada da criminalidade 3

        Na travessa Angustura (na foto, em vista aérea), entre as avenidas Pedro Miranda e Marques de Herval, bairro da Pedreira, o cenário não é distinto. Na realidade, a situação é ainda mais grave, como se conclui do relato de um morador daquele perímetro.
        Lá, em pleno dia, chega a ser uma ocorrência prosaica a ação de assaltantes, que investem contra motoristas e transeuntes, confirma um morador, protegido pelo anonimato, por não confiar na polícia e temer retaliações da bandidagem.

(IN)SEGURANÇA – Escalada da criminalidade 4

        Nada mais ilustrativo do sucateamento da segurança pública no Pará que a experiência amargada por duas jovens irmãs, filhas de um casal amigo de uma fonte do blog. De tão patético, o episódio acaba por soar algo hilário. Algo digno do realismo fantástico que inspirou a literatura latino-america nos anos 70 do século passado.
        Residentes na avenida Magalhães Barata, já próximo do final da tarde de um domingo, por volta das 17h, as jovens irmãs foram até o Parque da Residência para saborear um sorvete. Servidas, cada uma delas foi saboreando o respectivo sorvete, a caminho de casa. Mas, ainda em frente ao Parque da Residência, foram abordadas por um assaltante, um homem mal-encarado, que pediu-lhe os respectivos celulares e dinheiro. Como as duas não tivessem nem uma coisa nem outra, para não perder a viagem o delinqüente não deixou por menos. “Passem o sorvete!”, ordenou, sendo prontamente atendido por ambas as jovens.
        Com um sorvete em cada mão, o assaltante seguiu em frente, no sentido contrário ao das suas duas vítimas. Sem apressar o passo, de acordo com o a fonte do blog, reproduzindo o relato das jovens irmãs.

(IN)SEGURANÇA – Escalada da criminalidade 5

        O Pará, em geral, e Belém, em particular, vivem o caos institucionalizado.
        Sequer as empresas de segurança privada, contratadas para assegurar um mínimo de tranquilidade aos comerciantes, estão conseguindo honrar seus contratos.
        Há dias atrás, um requintado restaurante, localizado em um ponto nobre da cidade, foi assaltado no início da noite. A ação não durou mais de cinco minutos, tempo suficiente para três bandidos promoverem um arrastão, roubando dinheiro do restaurante, além de dinheiro, jóias e celulares dos clientes que jantavam.
        Hábil, o barman, dissimuladamente, acionou, em vão, o alarme da empresa de segurança contratada. Ao fim do assalto, o próprio gerente acionou o alarme, mais de uma vez, sem obter retorno.