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| Edir Veiga Siqueira: o (...)sob o manto da máfia togada. |
Por
determinação da juíza Luana Santalices, da 4ª Vara do Juizado Especial Cívil, fui
obrigado a suprimir uma passagem e sete comentários anônimos da postagem
intitulada “UFPA – Ladravaz tropeça nas próprias balelas” (http://novoblogdobarata.blogspot.com.br/2013/09/ufpa-ladravaz-tropeca-nas-proprias.html), de 9 de setembro deste
ano, além de duas passagens da postagem que tem por título “UFPA – Quando o
passado condena” (http://novoblogdobarata.blogspot.com.br/2013/08/ufpa-quando-o-passado-condena.html), de 24 de agosto deste ano. Fiel aos padrões da máfia togada,
capaz de atropelar a própria lei a pretexto de suas conveniências e
idiossincrasias, a execrável censura judicial contempla a tutela antecipada
solicitada por Edir Veiga Siqueira, odontólogo que é técnico de nível superior e
também professor de Ciência Política da UFPA, a Universidade Federal do Pará,
sobre cujas recorrentes tramóias tratam as postagens e comentários objetos do interdito proibitório.
Exibindo uma tumultuada vida pregressa, ele move uma ação judicial de indenização contra
mim, a pretexto de danos morais, na esteira da qual solicita uma indenização de
R$ 27.120,00. Ou seja, além de pilhar o erário, com sua notória desídia, ele também
quer extorquir-me, na compulsão própria de quem se habituou a ganhar dinheiro fácil. A ação judicial embute ainda um ardil: com ela, Edir Veiga Siqueira pretende se blindar, diante de uma eventual investigação do Ministério Público Federal.
Edir
Veiga Siqueira, em função de uma suposta enfermidade, que o impediria de
continuar exercendo a odontologia na UFPA, foi contemplado com uma sinecura no Hospital Universitário Betina Ferro de Souza,
sem neste colocar os pés, embora embolse mensalmente cerca de R$ 14 mil, na
condição de técnico de nível superior, segundo recorrentes denúncias, ecoadas
pelo Blog do Barata. Inusitadamente, a despeito de tão grave patologia, ele exerce o magistério em mais duas outras instituições de ensino superior, além da UFPA. Como inusitado também é ele exercer as funções de assessor da diretoria do Hospital Universitário Betina Ferro de Souza sem dispor de qualificação para tanto, como, por exemplo, alguma especialização em administração hospitalar. Exibindo uma vida pregressa tumultuada, nos anos 80 do século passado
Edir Veiga Siqueira foi personagem de um escândalo, com repercussão na grande imprensa, ao
protagonizar um tour a Europa, para fazer proselitismo político em favor do PT,
bancado, à margem da lei, pela UFPA. Na ocasião, ele foi acusado de
embolsar, durante sua permanência na Europa, o dinheiro de uma coleta
originalmente destinada a ajudar a campanha eleitoral petista. Detalhe sórdido:
segundo a denúncia, a quando da coleta feita na Europa, que teria sido
estimulada por Edir Veiga Siqueira, as eleições no Brasil já tinham sido realizadas. A
suposta falcatrua foi denunciada publicamente e ele acabou defenestrado do
PT.
O
episódio serve para tornar mais visível uma faceta do caráter (ou será da falta
de caráter?) de Edir Veiga Siqueira. Além de um salafrário recorrente, ele
revela-se, agora, um cúmplice retroativo da ditadura militar, naquilo que esta
produziu de mais abjeto, além da tortura e morte daqueles que ousaram se opor ao regime dos generais – a censura.










