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Pedro Minowa: com a licença, o caixa vazio, como retaliação ao Condel. |
Para atingir o Condel, o Conselho
Deliberativo, que votou maciçamente pela sua destituição, o presidente do Clube
do Remo, Pedro Minowa, optou por levar às últimas consequências sua retaliação e
não pestanejou em prejudicar a própria centenária agremiação azulina, o tradicional Leão Azul, uma
instituição histórica do futebol paraense e brasileiro. Assim pode ser explicada a
licença de 90 dias solicitada na sexta-feira, 26, por Minowa, a pretexto de
problemas de saúde. O pedido de licença foi protocolado às vésperas do fim do
mês, sem que o presidente licenciado tenha deixado qualquer dinheiro em caixa
para efetuar o pagamento dos jogadores e funcionários do clube, atrasado desde
15 de abril. Jogadores e funcionários remistas não veem a cor do dinheiro desde
que os cardeais azulinos viabilizaram o pagamento dos salários atrasados até 15
de abril, às vésperas da semifinal da Copa Verde e da decisão do Campeonato
Estadual. A Assembleia Geral deverá ser convocada na segunda-feira, 29, com
realização prevista para 15 de julho, quando - pelo voto direto dos associados
com o pagamento das mensalidades em dia, assim como dos sócios remidos,
beneméritos e grandes beneméritos - a
decisão do Condel pela destituição de Minowa será avalizada, ou não.
Com um estilo que denuncia as digitais
próprias de advogado, indício de que coube a ele apenas subscrevê-lo, o pedido
de licença de Minowa, nas circunstâncias em que se deu, pretende claramente desgastar junto a jogadores e
funcionários do clube, e por extensão junto a já impaciente torcida azulina, o Condel e quem quer que venha substitui-lo. Em princípio, com a licença do seu atual
presidente, o Clube do Remo passa a ser comandado pelo presidente do Condel, o
engenheiro e ex-deputado federal Manoel Ribeiro, até a decisão da Assembleia
Geral. Se esta optar pela destituição de Minowa, deverão ser convocadas novas eleições.
Nesse meio tempo o Clube do Remo já estará disputando a série D do Campeonato
Brasileiro e, com os jogadores desmotivados com o atraso dos seus salários, as
perspectivas não são exatamente animadoras. A falta de dinheiro em caixa também
inviabiliza, em tese, a eventual contratação de novos reforços e ameaça a
permanência daqueles já contratados. Resumidamente, o cenário é previsivelmente
sombrio. E é no caos a que ele próprio deu causa, com uma gestão temerária, que
aposta Minowa, para vingar-se diante da provável e vexatória destituição. Segundo fontes
azulinas, não convém subestimar o coeficiente de rancor do presidente
licenciado, sobretudo depois dele ter sido hostilizado por torcedores remistas,
quando acompanhado da esposa.
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