
“Nós sempre deixamos o cliente muito à vontade para fazer a campanha com quem quisesse. Em nenhum momento vetamos a participação de quem quer que fosse. Apenas dissemos que, para ter a responsabilidade total, a condução do processo precisaria ser nossa”, acrescenta Barbosa. Essa declaração embute um subtexto devastador, que aniquila a crítica de Chiquinho, ao sugerir que a manifestação do marqueteiro petista deriva de uma mera crise de autoridade, própria de quem se concede uma importância que está longe de ter. Trata-se de uma leitura que não merece ser desprezada a priori. Na entrevista por ele solicitada ao Diário do Pará, ao avaliar as causas da derrota eleitoral de Ana Júlia Carepa, Chiquinho prioriza o marketing, menosprezando os vícios de origem, o principal dos quais a incapacidade do governo petista em dar visibilidade às suas eventuais realizações. De resto, ele resvala para o cabotinismo, ao vislumbrar na Link, por ser de fora, a suposta incapacidade de detectar o humor do eleitorado paraense, sem vislumbrar na Vanguarda a mesma deficiência, quando sua agência é despachada, pela direção nacional do PT, para fazer o marketing eleitoral de candidatos em outros Estados.
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