segunda-feira, 4 de maio de 2015

FUTEBOL – Um factoide chamado Mauro Santos

Mauro Cesar Lisboa Santos (à esq.): factoide pavimenta golpismo. 

Ganha espaço na crônica esportiva, espraiando-se para as colunas nobres de nossos principais jornais, as articulações visando entregar o comando do Clube do Remo a Mauro César Lisboa Santos, o advogado originariamente obscuro, que jamais se notabilizou pelo saber jurídico, mas prosperou materialmente ao colocar-se a serviço da tucanalha, a banda podre do PSDB, a qual dedica-se servilmente, ao som do tilintar das 30 moedas que tornam princípios e escrúpulos utensílios de museu. Ele ganhou visibilidade pública como administrador judicial da Celpa, as Centrais Elétricas do Pará S/A, quando teve uma atuação controvertida, questionada inclusive pelo MPE, o Ministério Público Estadual, que o acusou de cometer ato abusivo e ilegal. Mas para consumo externo, vende-se ao distinto público a ideia de que se trata de um Midas tupiniquim, capaz de sanear as contas do Leão Azul. O factoide, que alimenta um inocultável golpismo consentido, revela-se como tal, diga-se, pela própria postura de Santos, ao condicionar a um consenso, entre dirigentes e sócios, sua eventual aquiescência em assumir o comando do Clube do Remo, na postura própria de quem se confere uma importância que está longe de ter. Na verdade, segundo sugerem as circunstâncias e seu arrivismo, ele parece mirar no Clube do Remo como um atalho capaz de catapultá-lo para o proscênio da política paraense. Em realidade, como administrador judicial da Celpa, “doutor” Mauro notabilizou-se pela avidez em saquear o erário. Ele embolsou R$ 20 milhões a título de honorários como advogado do caso Celpa, mesmo sendo administrador judicial da empresa, função pela qual usufruía R$ 60 mil mensais. Detalhe sórdido: Mauro César Lisboa Santos recebeu os R$ 20 milhões através da pessoa jurídica Santos & Santos Advogados Associados S/S, da qual é sócio majoritário. O que remete à suspeita de que a artimanha tenha servido para driblar o Fisco.

Toda essa lambança levou o promotor de Justiça Sávio Rui Brabo de Araújo, da Promotoria de Tutela das Fundações e Entidades de Interesse Social, Falência, Judicial e Extrajudicial, a solicitar a substituição de Mauro César Lisboa Santos do cargo de administrador judicial da Celpa, por não prestar os serviços para os quais fora contratado. Em bom português, a pretexto de sanear a Celpa, o advogado estava mais preocupado com seu saldo bancário, em detrimento dos investimentos capazes de tornar a empresa viável. A Celpa, convém lembrar, foi vendida por R$ 1,00 – um real! –, depois de entrar em colapso, após ser privatizada pelo ex-governador tucano Almir Gabriel, às vésperas da sucessão estadual de 1998. Sobre o destino dos recursos obtidos com a privatização, ocorrida abaixo dos preços de mercado, segundo a versão corrente, suspeita-se que tenham servido para viabilizar a reeleição de Almir Gabriel, na primeira e única derrota eleitoral do senador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará, em uma vitória do PSDB obtida na esteira do poder econômico e da deslavada utilização da máquina administrativa estadual. Barbalho, cabe recordar, foi quem tornou Almir Gabriel prefeito biônico de Belém, em 1983, e depois o fez senador, em 1986, valendo-se, tal qual faria posteriormente seu ex-afilhado político, da máquina administrativa estadual, que também serviu para eleger governador o então senador Hélio Gueiros.

Um comentário :

Anônimo disse...

COITADO DO LEÃO AZULINO...

MAIS UM FDP PARA SAQUEÁ-LO!!!