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Luiz Cunha (centro): assessor cujas contas foram rejeitadas pelo TCE. |
A concluir de denúncia feita ao Blog do Barata, o TCE, o Tribunal de Contas do Estado do
Pará, decididamente, revela-se insuperável em matéria de lambanças. Salvo a
possibilidade de se tratar de um homônimo do personagem de antecedentes nada
edificantes, o TCE acaba de protagonizar, de acordo com a denúncia, um daqueles
episódios dignos do realismo fantástico, ao nomear, com efeito retroativo a 1º
de maio, Jacob Orengel para o cargo em comissão de assistente de conselheiro,
cujo salário mensal é de R$ 14 mil. O Jacob Orengel que dispensa apresentações
é um ex-assessor parlamentar da Alepa, a Assembleia Legislativa do Pará, em
cuja folha de pagamento figurou de 2010 a abril último, lotado na Comissão de
Transportes, na qual exercia o cargo comissionado de secretário, com
remuneração não revelada pelo Portal da Transparência do Palácio Cabanagem, ironicamente
de parca transparência, com a conivência do omisso MPE, o Ministério Público
Estadual. Como presidente de um certo Instituto de Desenvolvimento
Humano-Social da Amazônia, ele teve prestações de contas relativas a convênios celebrados com a
Asipag, a Ação Social Integrada do Palácio do Governo, julgadas irregulares –
por unanimidade – pelo TCE e chegou a ser por este condenado.
Confirmado que se trata do mesmo personagem
de passado nada lisonjeiro, o atual presidente do TCE, conselheiro Luiz Cunha,
o popular Cuinha, um ex-deputado que
se notabilizou como um parlamentar de perfil fisiológico, não pode sequer
alegar desconhecimento sobre a vida pregressa do recém nomeado servidor, como
sublinha a denúncia feita ao Blog do Barata. Ao lado
dos conselheiros Maria de Lourdes Lima, então presidente do TCE, Nelson Luiz
Teixeira Chaves, relator, Cipriano Sabino de Oliveira Júnior e Ivan Barbosa,
Luiz Cunha participou, em 10 de agosto de 2010, da sessão na qual o tribunal,
por unanimidade, rejeitou a prestação de contas do Instituto de Desenvolvimento
Humano-Social da Amazônia, do qual Jacob Orengel era presidente, relativa ao
convênio nº 037/2006 celebrado a Asipag.
Mas as estripulias do notório Jacob Orengel
não ficam por aí, acrescenta a denúncia feita ao Blog do Barata.
Em 14 de dezembro de 2010, novamente por unanimidade, os conselheiros do TCE
também rejeitaram a prestação de contas de Jacob Orangel, como presidente do
mesmo Instituto de Desenvolvimento Humano-Social da Amazônia, relativas a outro
convênio celebrado com a Asipag, o de nº 198/2005. E os
conselheiros não só rejeitaram as contas, como condenaram Jacob Orangel.
2 comentários :
ele é cunhado do conselheiro André Dias.Irmão da Jaqueline Orengel, esposa do Conselheiro que se matou em São paulo,
Baratinha, o que você me diz dessa outra figura chamada HAMILTON RIBAMAR GUALBERTO? Também é do TCE em cargo comissionado de Assessor de Conselheiro, com salário de R$ 18.267,85.
Ora, onde cabe um, cabem dois, cabem três e quantos mais, quando se fala de TCE no que diz respeito a moralidade, ou melhor, imoralidade.
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