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Ronald: desfalque para o radiojornalismo e para a família e os amigos. |
Se o radiojornalismo paraense perde um dos
seus mais completos profissionais, com a prematura morte de Ronald Pastor,
perdem mais, muito mais, sua família e seus amigos, porque privados da
companhia discreta, porém marcante, de um ser humano da melhor qualidade. Ele foi um
competente jornalista, que exerceu seu talento no rádio, onde fez história não
só como um profissional em permanente sintonia com a notícia, mas pela sua
potente e bela voz.
Exibindo um natural bom-tom e uma elegante
simplicidade no trajar, Ronald destacou-se também por ser um homem de caráter,
predicado que acabou por se refletir em sua trajetória profissional. Sem
abdicar de princípios, ele teve na bonomia um traço marcante, o que o tornou a
pessoa respeitada e querida que sempre foi, por quem teve a oportunidade de com
ele conviver. Tal qual comigo ocorreu, ao conhecê-lo em meio aos embates
travados no Sindicato dos Jornalistas, nos efervescentes anos da transição
entre a ditadura militar e a redemocratização. Estabelecemos, a partir daí, uma
prazerosa relação, permeada por uma afeição recíproca, ainda que não fossemos
íntimos, mas que aprofundamos na esteira da afetuosa convivência, porque vizinhas, de
Laura Almeida, com a qual fui casado por 14 anos, com dona Perpétua, cunhada de
Ronald.
Por tudo isso, de Ronald Pastor, neste
momento da dolorosa cerimônia do adeus, pode-se dizer que ele fará muita falta.
O alento possível, neste instante, é a certeza de que viver, para os que ficam,
não é morrer. E Ronald será, sempre, uma lembrança indelével para todos nós,
que ficamos órfãos da sua companhia.
Da minha parte, ao lado das condolências à
família, registro minhas saudades da forma que a emoção permite-me externar:
descanse em paz, caro e querido companheiro.
Um comentário :
A falta é uma janela que foi fechada e deixa brechas de luz. Uma luz que faz sombra na alma.
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