
Jornalistas, como qualquer outro cidadão, devem, sim, ser cobrados pelos seus eventuais excessos, mas dentro dos limites estabelecidos pelo ordenamento jurídico democrático vigente. Limites que não incluem a prerrogativa de ressuscitar qualquer tipo de censura, como a censura prévia, que agora se apresenta travestida de censura judicial.
O execrável, o repulsivo, é conviver com as aberrações produzidas por magistrados dos juizados de pequenas causas, transformados em excrescências que se tornaram o porto seguro dos canalhas de toda ordem, sob a conivência dos cúmplices retroativos da ditadura, de dolorosas lembranças.
Repetindo mais uma vez, para corroborar, sublinho que não queixo-me das ações judiciais que possam ser movidas contra mim. Não reivindico comiseração de quem quer que seja. Tenho a amizade, o respeito e a solidariedade dos que me são caros e fazem por merecer meu respeito. Isso me basta e me orgulha. O que não posso aceitar é a truculência togada, de uma corja que a nada e a ninguém respeita, porque os que dela fazem parte sequer respeitam a si próprios.
De resto, diante dos antecedentes de cada um deles, sinto-me profundamente lisonjeado por ser alvo da hostilidade dos que demandam judicialmente contra mim. Não pode haver melhor atestado de idoneidade do que estar na contramão da rapace – togada, ou não.
É só.
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