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Dornélio da Silva, da Doxa: profusão de pesquisas por conta própria. |
Mais recentemente, o instituto local que
mais registrou pesquisas eleitorais feitas com recursos próprios foi o Doxa
Comunicação Integrada, criada em 2005 como Doxa
Arte e Comunicação, formada por “profissionais com
vasta experiência, há mais de 20 anos, em pesquisa de opinião quantitativa e
qualitativa”, segundo o site oficial da empresa. Segundo ainda seu site
oficial, a Doxa desdobra-se em vários núcleos: Doxa MKT e Comunicação Digital (social media, mobile marketing,
consultoria e mkt digital), Doxa T.I, Doxa Pesquisa (pesquisa de mercado,
pesquisa política, pesquisa instantânea e pesquisa online) e Doxa P&P
(publicidade em geral e propaganda política). Também de acordo com o site oficial
da empresa, a Doxa tem como diretor de pesquisa Dornélio da Silva, bacharel em
Letras e cientista político formado pela UFPA, a Universidade Federal do Pará;
Moara Brasil.
A profusão de pesquisas feitas com recursos
próprios por institutos locais e registradas na Justiça Eleitoral chama atenção
pela disponibilidade de caixa que as sondagens exigem. Uma pesquisa de intenção
de voto para a prefeitura de Belém, nos moldes da que foi feita ainda em
setembro pelo Ibope, ouvindo 710 entrevistados, por exemplo, tem um custo
estimado em cerca de R$ 45 mil, de acordo com os profissionais de pesquisas
ouvidos. Para os padrões de Belém, uma pesquisa de intenção de voto, na qual
sejam ouvidos 800 eleitores, tem um custo estimado entre R$ 15 mil e R$ 20 mil,
acrescentam os profissionais da área. “É um custo respeitável para uma empresa
daqui”, sublinha um deles.
Por isso chama também atenção uma pesquisa
registrada recentemente no TRE pelo IVeiga, o
Instituto Veiga Consultoria e Pesquisa, com dois mil entrevistados, a um custo
declarado de R$ 3 mil. Comandado por Edir Veiga Siqueira, dentista que é também
cientista política e exibe um passado desabonador, o IVeiga é o instituto que
trabalhou para a campanha de Helder Barbalho, o atual ministro da Integração Nacional,
o candidato derrotado ao governo do Pará pelo PMDB, na sucessão estadual de
2014. Na última pesquisa antes do primeiro turno das eleições de 2014, a
pesquisa do IVeiga dava Helder como eleito, sem a necessidade de segundo turno,
o que as urnas não confirmaram. Na derradeira sondagem antes do segundo turno,
o instituto prognosticou a vitória de Helder, com 56,2% dos votos válidos.
Concluída a apuração, o governador Simão Jatene, do PSDB, foi reeleito com
51,2% dos votos, contra 48,08% de Helder Barbalho.
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