quinta-feira, 31 de março de 2016

PETRALHAS - Chega!


DESGOVERNO – Fim de linha


MURAL – Queixas & Denúncias


SEASTER – Na falta de argumentos para rebater críticas irrespondíveis, o vociferar de sórdidas diatribes

Na falta de argumentos para rebater críticas irrespondíveis, a barraqueira crepuscular, que se notabiliza como mulher de vida airada, voltou a atacar, com a indigência intelectual que lhe é própria, a despeito da veleidade em sentido contrário. Dessa vez disparando uma avalancha de sórdidas diatribes, a pretexto de defender Ana Maria Barbosa, a ex-secretária estadual de Assistência e Desenvolvimento Social, e o vereador petista Amaury de Souza Filho, em uma espécie de pacto da incompetência.

Levando minha paciência ao limite possível, excepcionalmente relevo a tentativa de achincalhe. O que não farei em uma eventual repetição da lambança, quando darei nomes aos bois – e também à vaca louca, para ser mais preciso. Cansei de ser gentil.

SAÚDE – Pacientes denunciam descaso e sucateamento do Centro de Hemodiálise Monteiro Leite, do HC

Centro de Hemodiálise: denúncias de sucateamento e descaso oficial.

Uma situação emblemática do descaso da administração do governador tucano Simão Jatene pela saúde pública. Esta é a conclusão na qual fatalmente se desemboca, diante das denúncias sobre o sucateamento do Centro de Hemodiálise Monteiro Leite, localizado na praça Batista Campos e que vem a ser uma extensão da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, do governo do Pará. Instalações precárias, omissão de socorro, descaso para com a situação dos pacientes são alguns dos ingredientes que condimentam as denúncias.

A denúncia recorrente, sobre o Centro de Hemodiálise Monteiro Leite, é quanto ao descaso dos médicos plantonistas, acusados de indiferentes ao drama dos pacientes. Uma indiferença que pode fazer a diferença entre a vida e a morte, como observam pacientes e seus familiares. De acordo com reiterados relatos, frequentemente pacientes que aportam na urgência do Centro de Hemodiálise são remetidos para as unidades de pronto atendimento. “Isso ocorre porque a maioria dos médicos plantonistas são cardiologistas”, afirma um paciente. “Por conta disso, ocorrem mortes que certamente poderiam ter sido evitadas”, acrescenta.

SAÚDE – Pacto sinistro



Mais grave, embora de difícil comprovação, é a denúncia sobre um suposto pacto sinistro, pelo qual seriam deliberadamente evitados novos pacientes no Centro de Hemodiálise Monteiro Leite, principalmente aqueles sob risco de morte iminente. “A intenção parece ser evitar que esses pacientes morram por lá (no Centro de Hemodiálise)”, especula outro paciente.

Como exemplo disso é citado o caso de uma paciente, de prenome Waldiléia, falecida a 27 de fevereiro último, na UPA de Icoaraci. “A família procurou o Hospital de Clínicas e deu com a cara na porta, mesmo em se tratando de uma paciente do Centro de Hemodiálise”, relata uma fonte, sob a condição de manter o anonimato.

SAÚDE – Inépcia no rastro da desídia

Pedro Paulo Assis, diretor do Centro de Hemodiálise, acusado de ausente.

Para além da indiferença do governo Simão Jatene em relação à saúde pública, para o sucateamento do Centro de Hemodiálise Monteiro Leite contribui também a inépcia pavimentada pela desídia da atual administração, de acordo com relatos feitos em off, por temor de retaliação. Segundo é voz corrente, o diretor do centro, médico Pedro Paulo Assis, que teria como avalista político o senador tucano Fernando Flexa Ribeiro, seria um ilustre ausente. “Ele aparece fortuitamente por aqui”, relata uma funcionária.

O diretor do Centro de Hemodiálise, médico Pedro Paulo Assis, teria como fiel discípula, na desídia da qual é acusado, a gerente, a enfermeira Erika Oriana, “que também pouco aparece” na unidade, no dizer de um colega. “Ela prioriza o Hospital da Aeronáutica, da qual é servidora concursada, em detrimento do [Centro de Hemodiálise] Monteiro Leite”, endossa outro colega de Erika Oriana.

SAÚDE – O drama dos pacientes

Pacientes em sessões de hemodiálise, muitos sob sacrifícios adicionais.
O sucateamento das instalações e precárias condições de trabalho, somados a indiferença dos médicos plantonistas acabam por sobrecarregar os enfermeiros e técnicos de enfermagem, conforme a queixa recorrente destes. Agora, pior, muito pior, é o drama dos pacientes, principalmente aqueles que residem fora de Belém e obrigados a extenuantes deslocamentos até a capital, também de acordo com os relatos feitos em off.
Há casos, dizem, de pacientes que são compelidos a enfrentar viagens de até cinco horas até o Centro de Hemodiálise, para sessões de hemodiálise, que se estendem por quatro horas, sucedidas por mais cinco horas de viagens de volta ao seu destino, em um total de 14 desgastantes horas. A esses pacientes é oferecido apenas “um esquálido lanche”, sonegado, porém, aos acompanhantes, acrescentam as denúncias. “Nos casos de pacientes visivelmente pobres, os acompanhantes, igualmente pobres, ou ficam com fome, ou tratam de mitigá-la com lanches vendidos por ambulantes”, descreve o eventual acompanhante de um paciente.

As denúncias também enfatizam, embora sem nominá-los, tudo isso ainda se soma a cruel desonestidade de alguns prefeitos, que não repassam a pacientes de outros municípios a ajuda de custo do TFD, Tratamento Fora do Domicílio. 

SAÚDE – Condições precárias

Estofado de cadeira rasgado, no Centro de Hemodiálise.
As condições de funcionamento do Centro de Hemodiálise Monteiro Leite não poderiam ser mais precárias, salientam as denúncias. Os aparelhos, sucateados, frequentemente param em meio a hemodiálise, relatam pacientes e acompanhantes. “Chegou-se ao absurdo de um paciente ter perdido o sangue que estava na máquina e ainda ter que voltar no outro dia”, afirma uma fonte.
A higiene também deixa a desejar, acrescenta outra fonte. “Além de cadeiras quebradas, faltam lençóis para ajudar na proteção de pacientes de contágio, como ocorre na sala C, destinada a pacientes com hepatite C”, salienta essa fonte.

A essa precária higiene foram relacionadas três mortes registradas no Centro de Hemodiálise a 27 de fevereiro último, supostamente decorrentes de uma bactéria, conforme a versão corrente.

SAÚDE – Utilização do ecodoppler é negligenciada


Igualmente grave é a denúncia sobre a suposta negligência em relação à conveniência de utilização do ecodoppler vascular. Trata-se de um exame que utiliza ondas de ultrassom e permite analisar o fluxo de sangue que circula nos vasos sanguíneos (veias e artérias ), por isso também chamado de ultrassom vascular.

“Existem médicos que negligenciam sobre a conveniência de utilização do exame, relatam enfermeiros. “Felizmente existem as exceções”, acrescentam citando como exemplo de respeito pelos pacientes um cirurgião vascular de prenome Marciel.”

SAÚDE – Os números oficiais



Segundo reportagem veiculada pela Agência Pará o Centro de Hemodiálise Monteiro Leite completou, a 17 de outubro de 2015, quatro anos de funcionamento, exibindo a marca de 90 mil atendimentos a renais crônicos e quase 300 pacientes beneficiados. As sessões de hemodiálise são feitas com o suporte de 35 máquinas que funcionam em três turnos, durante seis dias por semana, de segunda-feira a sábado, de ac ordo com a versão oficial, oferecida pelo governo Simão Jatene. De acordo com seu diretor, o médico Pedro Paulo Assis, o centro o centro foi um ponto decisivo para a melhoria no atendimento aos renais crônicos no Pará e está dentro de todos os critérios exigidos pela Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. “Um dos diferenciais, inclusive, é o nosso sistema próprio de desinfecção da água usada para hemodiálise, com alto grau de segurança”, declarou Assis para a Agência Pará.

Na versão oficial, o Centro de Hemodiálise Monteiro Leite Para, para “manter a qualidade dos serviços”, conta com uma equipe multidisciplinar composta por seis médicos nefrologistas, sete enfermeiros, um grupo de técnicos, nutricionistas, assistentes sociais e psicólogos, com especialização na área. “Além disso, os equipamentos instalados na unidade são todos de última geração, o que também garante qualidade e segurança no tratamento dos pacientes renais. Atualmente, 198 usuários estão cadastrados na unidade, sendo que quase 50% estão aptos ao transplante. No Brasil, em média, apenas 30% chegam a essa condição”, revelou a reportagem da Agência Pará.

SAÚDE – A versão de Ana Lydia Cabeça

Ana Lydia Cabeça: “Avançamos bastante, mas precisamos fazer mais".
Em entrevista concedida a Agência Pará, a presidente do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, a médica Ana Lydia Cabeça, avaliou positivamente Centro de Hemodiálise Monteiro Leite. “Avançamos bastante, mas sabemos que precisamos fazer mais. Conseguimos zerar a fila de hemodiálise no Estado, mas precisamos fortalecer cada vez mais a rede”, sublinhou. “Na maioria dos casos, com o tratamento adequado desde a base, é possível retardarmos ou até mesmo evitarmos que paciente chegue até a diálise”, observou também.

Ana Lydia Cabeça salientou, na ocasião, que, além do aparato disponibilizadoi no Monteiro Leite, na própria sede do Hospital de Clínicas estão instaladas máquinas nas UTIs, as Unidades de Terapia Intensiva, Adulto, Coronariana e Neonatal, sem contar os usuários da diálise peritoneal.

CURUÇÁ – Advogado e radialista, Almir Ribeiro, pré-candidato a prefeito pelo PP, é alvo de atentado

Almir Ribeiro, pré-candidato a prefeito de Curuçá: alvo de atentado.
 
O clima de vale-tudo eleitoral tomou conta de Curuçá. Pré-candidato a prefeito pelo PP, com o estímulo dos deputados peemedebistas Beto Salame e Chicão, o advogado Almir Ribeiro, que é também radialista, sofreu um atentado - registrado em BO, Boletim de Ocorrência - na noite de sexta-feira, 25, quando três tiros de pistola foram disparados contra a cozinha externa de sua casa, na qual se encontrava com a esposa e o filho do casal, de pouco mais de um ano. O atentado ocorreu no horário do jogo entre o Brasil e o Uruguai, pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de futebol de 2018, a ser disputada na Rússia. Segundo testemunhas, o autor dos disparos foi um homem, não identificado, de boné e camiseta regata, conduzido na garupa pelo piloto de uma moto, sem placa.
Ribeiro mantém um programa dominical na rádio Mangue FM 88.9, intitulado 90 Minutos, no qual tem feito recorrentes denúncias e críticas à administração da prefeita de Curuçá, Nadege do Rosario Passinho Ferreira (PSDB). Nadege tem como marido e tutor político o ex-prefeito de Curuçá Josué da Silva Neves, cuja candidatura ficou inviabilizada, nas últimas eleições, devido a avalancha de ações judiciais nas quais figura como réu.

Nedeje, eleita prefeita, e sua vice, Jaqueline Borges de Almeida, a Jack, do PR, são, por assim dizer, dublês políticos. Nedeje é mulher do ex-prefeito Josué da Silva Neves, cuja candidatura ficou inviabilizada devido a avalancha de ações judiciais nas quais figura como réu. Jack é filha de Raimundo Oliveira de Almeida, conhecido como Bigode, outra liderança política do município. No pleito de outubro de 2012 Nadege do Rosario Passinho Ferreira elegeu-se prefeita, pelo PSDB, com 50,82% dos votos válidos, e Fernando Cruz, do PMDB, ficou em segundo lugar, com 43,57% dos votos válidos. Nas eleições municipais de 2008 o ex-prefeito Josué da Silva Neves, candidato pelo DEM, foi derrotado por Fernando Cruz, do PMDB, eleito prefeito de Curuçá. Naquela eleição Cruz obteve 51,80% dos votos válidos, contra 48,20% de Neves.

sexta-feira, 25 de março de 2016

PETRALHAS – Chega!


JAGUAR – A paixão de Cristo


MURAL - Queixas & Denúncias


HELIO GUROVITZ – O abuso da palavra “golpe” *

O gênio holandês do futebol Johan Cruyff, morto ontem de câncer aos 68 anos, era muito mais que um craque em campo. Na Copa do Mundo de 1978, na Argentina, ele se recusou a representar seu país, em protesto contra a ditadura militar. “Como jogar futebol tão perto de um centro de torturas?”, perguntou Cruyff na ocasião. Suas palavras ressoam até hoje. A guerra suja promovida pelos militares argentinos matou mais de 30 mil pessoas sem julgamento, torturou dezenas de milhares e promoveu uma divisão profunda que perdura até hoje na sociedade.
Mas a Argentina, assim como o Brasil, se transformou ao longo dos anos 1980, período em que a América Latina viveu uma onda que expeliu governos militares e instaurou regimes democráticos. “Não podemos esquecer o passado, mas, quando encontramos a coragem de enfrentá-lo e de mudar esse passado, é aí que construímos um futuro melhor”, afirmou ontem em Buenos Aires o presidente americano, Barack Obama. Ele participou, com o presidente argentino, Maurício Macri, da cerimônia que marcou os 40 anos do golpe militar (foto). Num gesto histórico, criticou a própria ação dos Estados Unidos na ocasião. Macri repetiu o refrão consagrado: “Nunca mais”.
A democracia não é perfeita, todos sabemos. Ela não garante a solução rápida para todos os problemas. Funciona com lentidão, está sujeita a hesitações, vacilos e a frequentes crises políticas. Mas a alternativa é sempre pior. A alternativa é a violência contra opiniões discordantes, é a brutalidade, é a imposição das ideias pela força, é o fim do debate, é a censura, é a aniquilação de adversários indesejados. Crises democráticas sempre são preferíveis à ruptura institucional.
Trata-se de uma lembrança essencial neste momento político tenso no Brasil, em que a presidente mais impopular da história sofre um processo de impeachment no Congresso, em que seu antecessor é investigado, sob a acusação de ter recebido favores ilícitos de empreiteiras que desviaram recursos da Petrobras. A reação de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva aos processos tem sido afirmar que está em andamento no país uma tentativa de “golpe” – palavra repetida esta semana por Lula em comício e por Dilma em entrevista à imprensa estrangeira.
Não há nada, rigorosamente nada, que tenha fugido ao roteiro democrático no andamento dos processos contra Lula e Dilma. O impeachment segue no Congresso um roteiro previsto na Constituição e referendado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), depois de questionamentos de todas as partes. Decisões da Operação Lava Jato vêm sendo contestadas com frequência em tribunais superiores. Nenhum setor do aparelho de Estado tem agido ou lançado mão de violência sem o devido amparo jurídico. Não há nada, rigorosamente nada, que configure uma tentativa de golpe.
Se o juiz Sérgio Moro errou ao liberar áudios das conversas entre Lula e Dilma, se a a Polícia Federal se precipitou ao publicar indevidamente planilhas com o nome de políticos, todos esses atos estão sujeitos a revisão. O plenário do STF julgará as liminares dos ministros Gilmar Mendes, Teori Zavascki e Rosa Weber a respeito do caso envolvendo Lula.  O próprio Moro decidiu restabelecer o sigilo sobre as planilhas que deveriam ter sido enviadas ao STF. Nada disso é golpe. Trata-se do funcionamento normal e esperado das instituições numa democracia. Quando há erros, eles são reparados, depois os responsáveis estão sujeitos às sanções previstas em lei.
Nada é tão grave para o amadurecimento político de uma nação quanto o abuso de algumas palavras. É o caso de termos como “genocídio”, “totalitarismo”, “fascismo” – e também “golpe”. Chamar de “golpe” a articulação política pelo impeachment, as investigações da Operação Lava Jato ou as manifestações de protesto contra o governo não é apenas um abuso. É um desrepeito à história. É uma afronta à memória de todos aqueles que morreram ao enfrentar um golpe de verdade, dos que combateram a ditadura, o assassinato e a tortura de presos políticos, defenderam a liberdade de expressão, associação e manifestação. É um acinte, enfim, àqueles que lutaram pela democracia – entre eles os próprios Dilma e Lula.
Vivemos numa democracia ainda jovem. Nossa Constituição ainda não tem 40 anos. Nossas instituições são imperfeitas e falham com frequência. Mas é uma tranquilidade – Dilma e Lula deveriam saber disso muito bem – poder contar com o devido processo legal e o amplo direito de defesa. É uma tranquilidade poder viver sem ter medo de expressar opiniões, quaisquer que elas sejam. O Poder Judiciário pode errar, mas é independente. A imprensa pode errar, mas é livre. Os partidos e movimentos sociais podem incomodar, mas têm direito de se manifestar.
Não, não haverá golpe, por mais que Dilma e Lula insistam em posar de vítimas de uma conspiração. Haverá apenas julgamento, e os culpados serão punidos. Dentro das regras da democracia brasileira – ainda jovem, frequentemente imperfeita, mas sempre essencial. Golpe, para repetir as palavras de Macri, nunca mais.


 * Hélio Gurovitz é formado em jornalismo e ciência da computação pela Universidade de São Paulo, com pós-graduação em hipermídia pela Universidade de Westminster, em Londres. O artigo foi publicado nesta sexta-feira, 25, pelo G1, o portal da Globo.

quinta-feira, 24 de março de 2016

PETRALHAS – Chega!


DILMA – A mal-amada


MURAL - Queixas & Denúncias


SEASTER – Uma secretaria sob o estigma de denúncias de abandono, inépcia, tráfico de influência e corrupção

Simão Jatene: indiferença diante do sucateamento da Seaster.

Uma secretaria estigmatizada pelas recorrentes denúncias de sucateamento, inépcia, tráfico de influência e corrupção. Assim pode ser descrita a Seaster, a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda, que resultou da fusão da Sedes, a Secretaria de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social, com a Seter, a Secretaria de Estado de Trabalho Emprego e Renda. A indiferença do governador tucano Simão Jatene, quanto a Seaster, repete o desdém do governo petista Ana Júlia Carepa, em relação a Sedes, transformada em comitê de campanha de Cláudio Alberto Castelo Branco Puty, o iracundo chefe da Casa Civil e alter ego da governadora petista, que acabou eleito para a Câmara Federal, para a qual não conseguiu retornar sem o calor da máquina administrativa estadual. De lá para cá, prosseguiu o processo de sucateamento, condimentando por sucessivas denúncias de inépcia administrativa, tráfico de influência e corrupção, segundo relatos de servidores, naturalmente abrigados no anonimato, por temer retaliações.

A Seaster, atualmente, é comandada por Heitor Márcio Pinheiro Santos, um obscuro psicólogo, com veleidades a músico, mas que ganhou notoriedade, mesmo, como saltimbanco do arrivismo, ostentando um currículo repleto de cargos para os quais a condição sine qua non costuma ser a subserviência política. Segundo o site da Seaster, ele já foi diretor do Departamento de Cultura da Semec, a Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de Belém; coordenador da implantação e primeiro presidente da Fumbel, a Fundação Cultural do Município de Belém; chefe da Divisão de Formação Sócio-Política do Trabalhador da Seteps, a Secretaria de Estado do Trabalho e Promoção Social, do governo do Pará; presidente da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves; presidente do IAP, o Instituto de Artes do Pará; e coordenador da implantação do Pronasci, o Programa Nacional de Segurança Púbica com Cidadania, no município de Belém. Ao que consta, seu desempenho, nas funções exercidas, é de absoluta irrelevância, na ordem inversa de suas colossais pretensões intelectuais.

SEASTER – A gênese da secretaria

Regina Barata: uma das criadoras da Sedes, que deu origem a Seaster.

A gênese da Seaster, a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda, reporta à Sedes, Secretaria de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social, criada pelo governo Ana Júlia Carepa, em tese sob a perspectiva de tocar, de forma profissional e sem concessões aos interesses paroquiais, a política social do Estado. Estruturada, a Sedes foi confiada a Ana Maria Barbosa, servidora de carreira do INSS, o Instituto Nacional de Seguridade Social, lotada em Brasília e considerada como uma das maiores autoridades brasileiras em matéria de políticas públicas para pessoas deficientes, categoria na qual ela própria se inclui. Ana Maria Barbosa, que se revelou uma administradora proba e austera, embora carente de traquejo político, teve como avalista, para sua indicação, a deputada Regina Barata, que chegou a ser líder do PT na Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, e uma das responsáveis pela criação da Sedes.
A gestão de Ana Maria Barbosa acabou travada por interferências políticas que, por inexperiência, ela não soube administrar e nem teve a coragem moral de repelir, por aparente apego ao cargo. Ela teve contra si Maria José Barbosa, a Zezé Barbosa, professora de carreira da UFPA, a Universidade Federal do Pará, preposta de Cláudio Alberto Castelo Branco Puty, o iracundo chefe da Casa Civil da governadora Ana Júlia Carepa. No período em que permaneceu na Sedes, Zezé Barbosa e sua dileta pupila, Antonieta Santos, a Nieta, na época diretora de Assistência Social, dedicaram-se, prioritariamente, a conspirar contra a secretária. Ana Maria Barbosa também teve contra si as pressões do vereador petista Amaury de Souza Filho, um cego que é a eminência parda da APPD, a Associação Paraense das Pessoas com Deficiência, por ele tratada como um curral eleitoral. De temperamento imperial e parcos escrúpulos políticos, Amauri - cuja principal credencial é ser marido da ex-deputada petista Regina Barata, defensora pública de carreira e também deficiente física - defendia a utilização político-eleitoral da secretaria, ao que se opunha Ana Maria Barbosa, embora sem ousar enfrentá-lo acintosamente. Sob pressões e contra-pressões, e sem coragem moral para insurgir-se contra elas, Ana Maria fragilizou-se cada vez mais.

Desgastada e revelando um patético apego ao cargo, Ana Maria Barbosa acabou exonerada por determinação expressa de Puty, em circunstâncias humilhantes. Já aboletado na chefia da Casa Civil, com o status de articulador político do governo Ana Júlia Carepa, Puty valeu-se de Ana Cláudia Duarte Cardoso, que o substituíra na Segov, a Secretaria de Estado de Governo, para comunicar a Ana Maria que ela seria exonerada. Apesar de exibir um brilhante currículo, Ana Cláudia prestou-se a cumprir o papel de boy qualificado de Puty, tido e havido como pau-mandado do então secretário estadual de Projetos Estratégicos, Marcílio de Abreu Monteiro, identificado como a verdadeira eminência parda do governo e que é ex-marido de Ana Júlia Carepa e pai da filha da ex-governadora. Exonerada Ana Maria Barbosa, Puty deflagrou uma razia na Sedes, na qual instalou Eutália Barbosa Rodrigues, uma obscura assistente social, pinçada do Tocantins e cuja maior credencial era militar na DS, a Democracia Social, a facção interna do PT que dominava a máquina administrativa estadual, porque dela fazia parte a governadora. A realização mais visível de Eulália na Sedes foi instalar, em bem remuneradas sinecuras, o marido e a babá dos seus filhos. De resto, assistiu, sob uma postura servil, a Sedes ser transformada em um autêntico comitê eleitoral de seu avalista político, Puty, virtual candidato da DS a deputado federal pelo PT, nas eleições de 2010. Ana Cláudia Duarte Cardoso, que prestou-se a boy qualificado de Puty, no episódio da exoneração de Ana Maria Barbosa da Sedes, acabou defenestrada da Segov, após passar pela humilhação de ser rebaixada a adjunta do seu substituto na secretaria, Edilson Rodrigues de Souza.

SEASTER – Sucateamento e suspeitas de corrupção



Na esteira do sucateamento, iniciado na gestão Ana Júlia Carepa e que prosseguiu na administração Simão Jatene, de mudança em mudança, de governo em governo, a antiga Sedes, hoje Seaster, transformou-se em um cenário de caos institucionalizado, de acordo com os relatos oferecidos por seus próprios servidores. Hoje, o cotidiano da secretaria é pontuado por continuadas versões que apontam para a existência de uma recorrente pilhagem ao erário, supostamente favorecida pela postura autocrática do diretor administrativo-financeiro, Fábio Jorge Carvalho de Souza, do qual é dito jactar-se de ser assessor especial do governador tucano Simão Jatene e amigo pessoal do secretário estadual de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda, Heitor Márcio Pinheiro Santos. “É um rapaz arrogante, desrespeitoso, grosseiro, presunçoso, prepotente, tirano”, descreve uma fonte. “A primeira atitude desse rapaz, assim que chegou na secretaria, foi a de infiltrar os comparsas em setores chaves”, assinala a mesma fonte, que entrevê, nessa postura, a predisposição para malfeitos, em uma ilação certamente estimulada pelas recorrentes versões sobre a existência de “um azeitado propinoduto” na Seaster.
Garantido o benefício da dúvida e a presunção da inocência aos citados, as recorrentes versões sobre “um azeitado propinoduto” alcançam inclusive Fábio Jorge Carvalho de Souza, diretor administrativo-financeiro, o tal “rapaz arrogante, desrespeitoso”, e Zoraia Lobato Moura, coordenadora do financeiro, “coberta de regalias”, além de Renato dos Santos Fonseca, gerente de infraestrutura, que, dizem, “mal sabe escrever o próprio nome”. “O nível intelectual desse rapaz é de dar dó”, relatam fontes da Sester, de acordo com as quais o cacife de Renato dos Santos Fonseca, que “mal sabe escrever o próprio nome”, é ser amigo de Fábio Jorge Carvalho de Souza, diretor administrativo-financeiro, e manter “uma amizade muito íntima”, com direito a “afagos calientes”, com Zoraia Lobato Moura, coordenadora do financeiro. Como outra integrante do elenco de “comparsas” de Fábio Jorge Carvalho de Souza, o diretor administrativo-financeiro, também é citada Ruth Natalina dos Santos da Silva, coordenadora de Gestão de Pessoas, definida como “uma mulher rude, estúpida, mal-educada”.

As versões sobre “um azeitado propinoduto” mencionam ainda Neusa Cardoso Bittencourt, secretário do diretor administrativo-financeiro, Fábio Jorge Carvalho de Souza, descrita como “uma pessoa grossa” e “carente de maior verniz intelectual”, que trata “com ar de desdém” os servidores, possivelmente por se atribuir uma importância para além da relevância do cargo ocupado. A ela, a quem supostamente caberia fazer os contatos com as empresas prestadoras de serviço, se soma, no elenco de nomes citados como supostos “comparsas” de Fábio Jorge Carvalho de Souza, o diretor administrativo-financeiro, Thiago da Silva Silveira, coordenador do Nuplan, o Núcleo de Planejamento da Seaster. 

SEASTER – Servicon sob suspeição



As suspeitas sobre “arranjos espúrios” na Seaster envolvem especialmente uma empresa, a Servicon - Kapa Capital Ltda, que oferece serviços como higiene e limpeza predial e industrial, passando por limpeza urbana, com roçagem, capina, desobstrução de galerias, e serviços de agente de portaria, dentre outros. Sem provas documentais, convém sublinhar, existe a suspeita, murmurada na secretaria, de que Fábio Jorge Carvalho de Souza, o diretor administrativo-financeiro, seja um sócio oculto da Servicon, que no último dia 2 de março celebrou um contrato com a Seaster no valor de R$ 4.129.195,92. A suspeita nesse sentido ganhou fôlego sobretudo depois que foram escalados, como fiscais do contrato da empresa, Renato dos Santos Fonseca, gerente de infraestrutura, que “mal sabe escrever o próprio nome”, e Neusa Cardoso Bittencourt, secretária do diretor administrativo-financeiro, “uma pessoa grossa” e “carente de maior verniz intelectual”, tidos como fiéis e servis prepostos de Fábio Jorge Carvalho de Souza. A Servicon, conforme fontes da Seaster, “é uma das poucas empresas que está com seus pagamentos em dia”, o que robustece as suspeitas de malfeitos.
Na versão em curso, é mencionado como “forte indício de algo escuso”, no que diz respeito a Servicon, os funcionários da limpeza, a serviço da empresa terceirizada, ficarem proibidos de conversar com qualquer servidor. E não só isso, acrescentam os servidores. Os relatos sublinham que, “em uma situação absurda”, os funcionários da limpeza também são proibidos de fazerem suas refeições no refeitório da Seaster, a pretexto de que isso supostamente constrangeria os servidores. “Pode isso, em uma secretaria de assistência social, a qual cabe dar exemplo de respeito aos valores básicos de cidadania?”, questiona uma fonte da Seaster. “Obviamente, o objetivo desse isolamento imposto aos funcionários da limpeza é evitar a possibilidade de qualquer tipo de contato com os servidores da secretaria, para não correr risco de vazamentos”, acredita um servidor.

De resto, para quem endossa as suspeitas suscitadas nos bastidores, chama atenção um fato. Os funcionários da Servicon, à disposição da Seaster, são escolhidos pela coordenadora do financeiro, Zoraia Lobato Moura, a servidora “coberta de regalias”, que mantém “uma amizade muito íntima”, com direito a “afagos calientes”, com Renato dos Santos Fonseca, gerente de infraestrutura, aquele que, segundo os comentários correntes, “mal sabe escrever o próprio nome”. Ela tem o auxílio, nessa tarefa, de Neusa Cardoso Bittencourt, a secretária do diretor administrativo-financeiro, “uma pessoa grossa” e “carente de maior verniz intelectual”. “Como se vê, tá tudo dominado!”, ironiza uma servidora da secretaria.

SEASTER – Prosperidade e privilégios



Contra Fábio Jorge Carvalho de Souza, o diretor administrativo-financeiro da Seaster, pesa muito mais que a animosidade natural que costuma cercar os muito poderosos em geral e os arrogantes em geral. Descrito como “um rapaz arrogante, desrespeitoso, grosseiro, presunçoso, prepotente, tirano”, ele também chama atenção, e por isso também desperta suspeitas nada lisonjeiras, por supostos “sinais exteriores de prosperidade”, que seriam inexplicáveis. Sem provas documentais, é verdade, dele é dito residir em um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões, supostamente ser proprietário de casa em Salinas, de um sítio em Benevides e de outros imóveis alugados. “De onde vem tudo isso, em se tratando de alguém de origem humilde, criado no Guamá e Amapá, que trabalhou a vida inteira como servidor público estadual?”, questiona outra fonte da secretaria.

As denúncias que alcançam Fábio Jorge Carvalho de Souza também passam pelo nepotismo, que ele patrocinaria, e por privilégios inexplicáveis. Em outubro de 2015, a Seaster teria contratado os serviços de Andrea Carvalho de Souza, que viria a ser parente do diretor administrativo-financeiro da secretaria. Segundo denúncias, introduzido na Seaster em janeiro de 2015, já em julho ele ausentou-se da secretaria, voltando a fazê-lo em dezembro e em janeiro de 2016. “Coisa de boa vida!”, desabafa um servidor de carreira.

SEASTER – Diretor cujo passado condena



Servidores da Seaster citam como emblemático do desapreço pela austeridade na qual submergiu a secretariar a nomeação como diretor da Disan, a Diretoria de Segurança Alimentar e Nutricional, de Honorato Luís Lima Consenza Nogueira, “de antecedentes nada recomendáveis”. Adjetivado como “arrogante” e “tirano”, em 8 de fevereiro de 2002 ele foi demitido do cargo de procurador federal, do quadro da Sudam, a Superintendência para o Desenvolvimento da Amazônia, por proceder de forma desidiosa, valer-se do cargo para lograr proveito para outrem, causar lesão aos cofres públicos e praticar ato de improbidade administrativa.

Conforme é possível verificar na página 16, seção 2, da edição de 2 de fevereiro de 2002 do Diário Oficial da União, disponibilizado pelo site Jusbrasil, ele foi demitido por promover, indevidamente, o enquadramento da empresa Frango Líder Ltda. na classe A de prioridade para receber o repasse de recursos públicos do Finam, o Fundo de Investimento da Amazônia, bem como por ter aprovado irregularmente o projeto da empresa Refrigerantes Xuí Ltda., em desacordo com as orientações do Tribunal de Contas da União, além de ter deixado de verificar a veracidade das informações prestadas, causando prejuízos ao erário. “Este é o homem que hoje é diretor de Segurança Alimentar e Nutricional da secretaria!”, assinala fonte da Seaster. “Nada mais ilustrativo do clima de permissividade na qual mergulhou a Seaster”, arremata.

terça-feira, 22 de março de 2016

PETRALHAS – Chega!


LULA – Sob a lupa implacável


MURAL – Queixas & Denúncias


IMPEACHMENT – A tendência de voto de cada um dos parlamentares da bancada do Pará no Congresso *



A FAVOR

SENADO

Fernando Flexa Ribeiro, PSDB.

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Arnaldo Jordy, PPS.

Dedlegado Éder Mauro, PSD.

Hélio Leite, DEM.

Joaquim Passarinho, PSD.

Josué Bengtson, PTB.

Nilson Pinto, PSDB.

Wladimir Costa, SD.

INDECISOS

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Beto Salame, PP.

Francisco Chapadinha, PTN.

Júlio Marinho, PSC.

Lúcio Vale, PR.

CONTRA

SENADO

Jader Barbalho, PMDB.

Paulo Rocha, PT.

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Beto Faro, PT.

Edmilson Rodrigues, PSol.

Elcione Barbalho, PMDB.

José Priante, PMDB.

Simone Morgado, PMDB.

Zé Geraldo, PT.


JOÃO BATISTA – Projeto de captação de recursos para filme-documentário será lançado nesta quarta-feira, 23


SINTEPP – MPE pede abertura de inquérito sobre as denúncias de falcatrua em benefício do PSol

Alberto Andrade: no epicentro das denúncias de corrupção no Sintepp.
O promotor de Justiça Marcelo Batista Gonçalves, da 7ª Promotoria de Justiça Criminal, solicitou a abertura de inquérito policial para apurar as denúncias de falcatrua no Sintepp, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará, na esteira do aparelhamento da entidade pela APS, Ação Popular Socialista, uma tendência do PSol, Partido Socialismo e Liberdade. As denúncias que tratam da malversação dos recursos e do patrimônio do Sintepp estão contidas em representação anônima protocolada em outubro de 2015 no MPE, o Ministério Público estadual, e envolvem, além de dirigentes do sindicato militantes da APS, o vereador de Belém Fernando Carneiro, do PSol, também da Ação Popular Socialista, beneficiário de doações de campanha postas sob suspeitas. Por isso, certamente, o promotor de Justiça Marcelo Batista Gonçalves, da 7ª Promotoria de Justiça Criminal oficiou, a respeito, o procurador regional eleitoral do MPF, o Ministério Público Federal.
Com um total estimado de cerca de 22 mil associados e uma receita anual calculada em R$ 12 milhões, o Sinteppestá figura no epicentro de graves suspeitas de malversação de seus recursos financeiros e do seu patrimônio pela atual diretoria da entidade, a partir de uma representação anônima feita ao MPE, em outubro de 2015. Revelada com exclusividade pelo Blog do Barata, em 4 de janeiro de 2016, a representação elenca um vasto repertório de denúncias de corrupção, supostamente ocorridas na esteira do alegado aparelhamento do sindicato pela APS, uma tendência do PSol, na qual pontifica o vereador de Belém Fernando Carneiro. A diretoria do Sintepp rebateu parcialmente as denúncias em alegações encaminhadas ao MPE, prontamente rebatidas.

A representação coloca sob suspeitas dirigentes do Sintepp que militam na APS, com destaque para os coordenadores gerais, Alberto Ferreira de Andrade Júnior - que é inclusive pré-candidato a prefeito de Ananindeua pelo PSol - e José Mateus Rocha da Costa Ferreira, além de Maria da Conceição Holanda Oliveira, da Coordenação de Secretaria de Finanças. Outros dirigentes do Sintepp que militam na APS, segundo fontes do próprio Sintepp, são Mauro da Conceição Borges, da Coordenação de Secretaria Geral; Maurilo da Silova Estumano, da Coordenação de Assuntos Jurídicos; José Alacid da Silva, da Coordenação de Secretaria de Funcionários; Williams Antônio da Silva, da Coordenação de Comunicação Social, ex-coordenador geral; Mônica Brito Soares, da Coordenação da Secretaria de Gênero e Sexualidade; Ronaldo Oliveira da Rocha, da Coordenação de Secretaria de Saúde do Trabalhador; Edilena Pena da Silva, titular do Conselho Fiscal; e Randel Sales Monteiro, suplente do Conselho Fiscal.

SINTEPP – Coordenador geral do sindicato responde na Justiça por agressão, por motivo fútil, a um professor

Mateus Ferreira: agressão covarde, por motivo fútil.
BO registrando a covarde agressão a Rodolfo Nobre.
A intimação para a audiência preliminar do contencioso.

Está confirmada para 4 de abril próximo a audiência preliminar, na 1ª Vara do Juizado Especial Criminal, do contencioso que tem como um dos protagonistas José Mateus Rocha da Costa Ferreira, professor de educação física que é também um dos atuais coordenadores gerais do Sintepp, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará. De acordo com BO, Boletim de Ocorrência Policial, lavrado em 28 de janeiro de 2015, na Seccional da Pedreira da Polícia Civil, ele é acusado de, por motivo fútil, agredir covardemente, com uma cadeirada, o professor Rodolfo Ronaldo Nobre Oliveira, em episódio ocorrido no refeitório da sede do Sintepp, na rua 28 de setembro, nº 510, em Belém. A vítima, Rodolfo Ronaldo Nobre Oliveira, é professor concursado da Seduc, a Secretaria de Estado de Educação, formado em matemática pela UEPA, a Universidade do Estado do Pará, com mestrado em educação matemática pela UFPA, a Universidade Federal do Pará, além de ser diplomando em direito pela Faculdade Estácio do Pará.
De acordo com testemunhas, que corroboram o relato da vítima, o estopim para a covarde agressão perpetrada pelo coordenador geral do Sintepp foi uma prosaica discordância, em torno de um episódio policial, noticiado por uma emissora de TV, no qual um motorista de ônibus fora agredido, com um chute no rosto, por um passageiro, após queimar uma das paradas. Na ocasião, o professor Rodolfo Nobre fez um comentário, recriminando a agressão, argumentando que, a despeito do deslize cometido, tratava-se de um profissional que, como os demais colegas de ofício, trabalhava sob intensa pressão por parte da empresa. Isso bastou para exasperar Mateus Ferreira, que então vociferou: “Motorista de ônibus tem mesmo que apanhar; são um bando de irresponsáveis e acham que são donos das ruas.” E acrescentou: “Até eu daria uma porrada nesse motorista.”

No desdobramento do imbróglio, ainda segundo os relatos oferecidos, o professor Rodolfo Nobre criticou Mateus Ferreira, argumentando que sua postura colidia com a condição de dirigente do maior sindicato da região Norte, cuja principal bandeira era a defesa intransigente dos trabalhadores. Subitamente colérico, o dirigente do Sintepp disparou: “Cala tua boca, que te dou é uma cadeirada, ‘seu’ filho da puta.” Ameaçado, o professor Rodolfo Nobre então retrucou: “Você é truculento e desrespeita as pessoas.” Isso bastou para Mateus Ferreira lançar mão de uma cadeira de madeira de lei, e por isso muito pesada, e com ela desferir um golpe contra sua vítima, que instintivamente esquivou-se, sendo, mesmo assim, atingido no braço. Consumada a covarde agressão, o professor Rodolfo Nobre prometeu ir à polícia, denunciá-la, ao que seu agressor reagiu com deboche. “Vai onde quiser. Não tenho medo nem de polícia, nem de Justiça. E tudo que tu disseres, vou desmentir”, desdenhou o atual coordenador geral do Sintepp, de acordo com os relatos oferecidos sobre o episódio.

SINTEPP – Perfil do sindicalista truculento



Soa certamente patético, repulsivamente patético, o apelo à violência, sobretudo na esteira de prosaica divergência e principalmente por parte de um professor, que desempenha importante papel na formação intelectual e moral de seus alunos. Mas, em se tratando de José Mateus Rocha da Costa Ferreira, trata-se de algo previsível, ainda que nem por isso deixe de provocar repulsa. Afinal, espera-se, de uma pessoa que percorre caminhos sinuosos, uma certa sequência lógica de trapalhadas. Não por acaso, após o recente acordo celebrado pelo Sintepp com o governo Simão Jatene, ele e seus parceiros de diretoria do sindicato passaram a ser vistos com reservas por vastos setores dos professores da rede pública estadual de ensino.
Formado em educação física e exibindo a profundidade intelectual de um livro de autoajuda, Mateus Ferreira cumpriu o script clássico dos dirigentes sindicais, inclusive os de esquerda, compensando com sagacidade e arrivismo a falta de substância. Assim, devotado militante da APS, a Ação Popular Socialista, uma tendência do PSol, Partido Socialismo e Liberdade, acabou por tornar-se coordenador geral do Sintepp, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará. Ele inicialmente exerceu o cargo no triênio de 2012 a 2015, juntamente com Williams Antônio da Silva, atual coordenador de Comunicação Social. E manteve-se no cargo, cumprindo um mandato que vai de 2015 a 2018, dessa vez fazendo dupla com Alberto Ferreira de Andrade Júnior, também formado em educação física e que, como Mateus Ferreira, igualmente tem notórias dificuldades para administrar duas ideias concomitantes, embora loquaz como um camelô. Como Mateus Ferreira, Williams Antônio da Silva e Alberto Ferreira de Andrade Júnior são militantes da APS, a tendência do PSol.

A militância sindical pavimentou facilidades inimagináveis para Mateus Ferreira. À disposição do Sintepp, ele pode usufruir das vantagens de acumular 200 horas na Semec, a Secretaria Municipal de Educação, e outras 200 horas na Seduc, a Secretaria de Estado de Educação, embolsando por isso cerca de R$ 8 mil reais mensais, sem precisar submeter-se à labuta diária. Nada mal para quem ainda embolsa uma complementação salarial paga pelo sindicato, para compensar vantagens que deixe de usufruir, por estar à disposição do Sintepp. O bem-bom da vida mansa sofreu um parcial tropeço, é verdade, em novembro de 2014, quando, em congresso do Sintepp, foi aprovada uma resolução pela qual os dirigentes sindicais com mais de um vínculo empregatício devem ser liberados em apenas um deles. Assim, Mateus Ferreira retomou a labuta diária, ainda que em meio expediente, ao ser lotado na Escola Estadual Brigadeiro Fontenelle, no bairro da Terra Firme, na qual também leciona outro dirigente do Sintepp, Mauro da Conceição Borges, da Coordenação de Secretaria Geral.

SINTEPP – Exigência do mestrado é desrespeitada

No edital, a exigência de dedicação em tempo integral, desrespeitada.

Tão obstinado quanto colérico, Mateus Ferreira não desiste jamais diante de eventuais obstáculos e circunstanciais tropeços, como evidencia agora, ao cursar o mestrado na UFPA, a Universidade Federal do Pará. De acordo com denúncias feitas ao Blog do Barata, para cursar o mestrado ele deveria atender a exigência de fazê-lo em regime de dedicação integral, o que não ocorre, porque ainda não foi liberado pela Seduc e nem se licenciou do Sintepp.
A ansiedade de Mateus Ferreira em cursar o mestrado na UFPA é explicável. Por duas vezes ele tentou cursar mestrado na UEPA, a Universidade do Estado do Pará, mas foi reprovado ainda na prova escrita. Em 2015, porém, em um comovente exemplo de superação, diante das notórias deficiências intelectuais reveladas em passado recente, conseguiu passar no Programa de Pós-Graduação do ICED, o Instituto de Ciências da Educação da UFPA. Mas até aí ele voltou a mostrar-se um incondicional cultor da Lei de Gérson, aquela segundo a qual o importante é levar vantagem em tudo, seja como for. Trata-se de um princípio inspirado em um comercial de cigarros Vila Rica, estrelado por Gérson, um dos craques da Seleção Brasileira campeã mundial de futebol de 1970, que nele sentenciava: “Por que pagar mais caro se o Vila me dá tudo aquilo que eu quero de um bom cigarro? Gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também, leve Vila Rica!”

Mateus Ferreira está liberado da Semec, para dedicar-se às atividades sindicais. Na Seduc, solicitou licença, para aprimoramento profissional, na GCVS, Gerência de Capacitação e Valorização do Servidor, em processo de número 969920/16, que havia retornado para a USE 8, a Unidade Seduc na Escola, sem ser deferido, por falta de professor substituto. Ele também não se licenciou do Sintepp, o que seria de se esperar, diante das exigências legais, conforme denúncias feitas. O edital que disciplina o mestrado exige dedicação em tempo integral. E prevê a eliminação do candidato, “sem prejuízo das sanções penais cabíveis”, em caso de burla ou tentativa de burla das exigências contempladas.

sábado, 19 de março de 2016

PETRALHAS – Chega!


DESGOVERNO – Incompetência compartilhada


MURAL – Queixas & Denúncias


DESGOVERNO – Na carta de Lula, a manifestação da arrogância de quem se imagina acima das instituições



Recalcitro em comentar a conjuntura nacional por saber-me a uma distância abissal do epicentro do poder e, por via de extensão, sem a possibilidade de acesso a informações privilegiadas, capazes de subsidiar eventuais análises. Mas, diante da carta aberta subscrita por Lula, calar é mentir, considerando o que emerge da missiva. E o que emerge da versão oferecida pelo ex-presidente é tão estarrecedor quanto o torpe e chulo teor de suas declarações alcançadas por escutas telefônicas autorizadas pela Justiça. Escutas absolutamente legais, diga-se, inclusive aquelas que envolvem a presidente emérita - flagrada em claro conluio com o tutor político -, e seu amigo-de-fé-irmão-camarada, que é também seu eventual advogado, e também sob suspeita de participar das tramoias das quais é suspeito o parlapatão de Garanhuns. O alvo da escuta telefônica era Lula. Quem também foi por ela alcançado o foi na condição de interlocutor do suspeito, o que inclui Dilma Rousseff.
É simplesmente estarrecedora a carta subscrita por Lula, certamente de autoria de algum ghost-writer da hora, sabendo-se, como se sabe, das limitações intelectuais do ex-presidente, da quais derivam a falta de intimidade com o vernáculo, compensada pela sagacidade e carisma. Assusta, simplesmente assusta, a carta ser perpassada pela arrogância levada ao paroxismo de quem claramente se imagina acima das instituições democráticas e não se permite sequer um humilde pedido de desculpas pelas diatribes vociferadas. A versão do simulacro de estadista na verdade ratifica aquilo que, por argumentos tortuosos, pretende dissimular – o desapreço pela democracia, como é próprio dos tiranetes, independentemente de ideologias. Em nenhum momento, na carta, Lula desculpa-se por suas torpes incontinências verbais, reveladoras da inocultável intenção de obstaculizar as investigações da Operação Lava Jato, do manifesto desapreço pelos poderes da República, do tratamento desrespeitoso destinado ao Judiciário e ao Legislativo, da tentativa de engessar a Receita Federal e da incitação à intolerância, quando jacta-se de que “peões” (que é como desdenhosamente trata seus correligionários!) vão “baixar a porrada” nos “coxinhas”.
O estilo é o homem, dizem. E o estilo de Lula resvala para a recorrente ignomínia, porque, mais do que ao decoro, afronta desdenhosamente os mais elementares princípios republicanos, como tratou de recordar, em crônica memorável, o jornalista Ruy Castro. O assustador é a recorrente tentativa de empulhação, a incessante determinação em lograr a opinião pública, valendo-se de meias verdades, piores do que a mentira, porque confundem os fatos, a pretexto de esclarecê-los. Sobre a carta aberta, não é difícil desconstruí-la, como evidenciou outro jornalista, Reinaldo Azevedo. Patético é o que ela traduz. E o que a carta traduz é a obstinação, turbinada pela empáfia, em justificar o injustificável, que é a presidente pretender levar para dentro do Palácio do Planalto alguém sob investigação da Justiça e contra o qual há um pedido de prisão, por suspeita de corrupção.

Os ingredientes para o impeachment estão postos. A tentativa de caracterizar o impedimento como golpe soa a nhenhenhém, incapaz de resistir a uma auditoria. Golpe é imaginar que o voto popular confere aos eventuais vencedores a propriedade política do país, é desrespeitar as instituições democráticas, é pretender introduzir a corrupção sistêmica como política de governo, é coonestar a corrupção, é ser leniente com corruptos e corruptores, é desdenhar acintosamente dos mais elementares princípios da administração pública, a moralidade e a transparência. Golpe, resumindo, é a condescendência criminosa em relação ao bando que conspira contra a democracia e saqueia o erário, no rastro de um projeto autoritário de poder.

sexta-feira, 18 de março de 2016

PETRALHAS – Chega!


CINISMO – A farsa grampeada


MURAL – Queixas & Denúncias


DESGOVERNO – Diante da arrogância e da desfaçatez, impeachment soa como uma questão de calendário



Uma questão de calendário. Salvo por um irremediável divórcio entre o Congresso Nacional e as vozes das ruas, assim configura-se, hoje, a perspectiva de impeachment, diante das revelações que estarreceram o país, turbinando a indignação popular. Uma indignação que ganhou as ruas domingo e a ela retornou espontaneamente, turbinada pela mobilização via redes sociais, depois do anúncio do autogolpe, que inaugurou a presidência compartilhada, para blindar, em flagrante obstrução a Justiça, um ex-presidente contra o qual há um pedido de prisão. Os fatos falam por si, tanto quanto o desapreço pelas instituições democráticas, o torpe desdém às leis, o divórcio da moralidade pública, emoldurado pelo linguajar chulo, as risadas de deboche e o escárnio que afronta o decoro. Os malabarismos semânticos, os álibis que ofendem a inteligência, a sucessão de sofismas, as claques truculentas financiadas com dinheiro público, nada consegue elidir a realidade que emerge dos fatos. Não temos um governo, mas uma organização criminosa, que vale-se da democracia para destruí-la, na esteira de um projeto de poder que inclui como ferramentas a corrupção sistêmica e a recorrente pilhagem ao erário.
Como nunca antes na sua história, hoje o PT assemelha-se aqueles aos quais critica nos palanques, mas cujas práticas reproduz no exercício do poder, com o agravante da desfaçatez e da arrogância, em proporções que sequer a ditadura militar ousou exibir publicamente. Para além de manter um ministro flagrado em inocultável obstrução a Justiça, em acintosa condescendência criminosa, a posse dos novos ministros, o mais ilustre dos quais sob investigação criminal, foi emblemática da falência do decoro. “Nunca como antes na história deste país”, para recorrer ao bordão cunhado pelo ghost-writer do parlapatão desbocado, viu-se uma posse de ministro com claques entoando palavras de ordem, o cinismo expresso em uma manifestação de proselitismo explícito, digna de palanque de campanha, justo por quem deveria preservar a dignidade do cargo e a liturgia da cerimônia. É a liturgia do ódio, justo por parte de quem se diz vítima dele, embora historicamente valha-se da intolerância para estigmatizar e aviltar quem ouse se opor ou divergir, reeditando a tática stalinista de confundir adversários com inimigos e nivelá-los na vala comum.
Não se deve esperar preocupações republicanas de um governo que valeu-se do estelionato eleitoral para manter-se no poder, algo publicamente admitido, por ironia, por quem tem conhecimento de causa. “Nós ganhamos as eleições com um discurso e, depois das eleições, nós tivemos que mudar o nosso discurso e fazer aquilo que a gente dizia que não ia fazer. Esse é um fato, esse é um fato conhecido de 204 milhões de habitantes e é um fato conhecido da nossa querida presidenta Dilma Rousseff”, admitiu candidamente o ex-presidente Lula, em 29 de outubro de 2015, em reunião do diretório nacional do PT. Sabe-se, de resto, que o PT não tem por tradição administrar democraticamente o contraditório e respeitar seus dissidentes, mas pode-se e deve-se exigir que respeite quem com ele não se confunde. Até porque a eventual vitória eleitoral, tanto mais quando obtida mediante a balela eleitoreira, não confere a nenhum partido, seja ele qual for, o certificado de propriedade política do país. Salvo, naturalmente, para as “mentes autocráticas e arrogantes”, por isso capazes de cultivar uma postura "torpe e indigna", como bem definiu o ministro Celso de Mello, decano do STF, o Supremo Tribunal Federal, diante das escandalosas incontinências verbais do bebum de Garanhuns.

Seja como for, o recado espontâneo das ruas é claro: basta de lambanças, o Brasil merece respeito!

DESGOVERNO – O legado da inépcia



A crise na qual submergiu o Brasil passa, certamente, pela falência de um modelo político capaz de catapultar para o proscênio da República personagens do jaez de Renan Calheiros e Eduardo Cunha. Mas perpassa também pelo legado de inépcia do PT, capaz de esfarinhar o Plano Real e, com isso, sepultar a estabilidade econômica legada pelo governo Fernando Henrique Cardoso. Sem um projeto para o Brasil, como depois constatou-se, o partido investiu em um projeto de poder, no rastro do qual mandou os escrúpulos às favas, do que resultou a singularidade de ter dois ex-presidentes e dois ex-tesoureiros condenados e presos por corrupção, uma particularidade, até onde se sabe, sem precedentes na história política brasileira. Mais emblemáticos dessa crise moral só os diálogos grampeados do ex-presidente Lula, inclusive com a presidente Dilma Rousseff, reveladores da desfaçatez da arrogância petista.
Cabe reconhecer que o PT avançou e aprofundou as conquistas sociais herdadas do governo FHC, e isso não pode ser desconhecido. Tanto quanto não pode ser esquecido, desconhecido ou enterrado como indigente que o que tornou possível Lula ser o presidente da inclusão social foi FHC ter sido o presidente da estabilidade econômica, pavimentada pelo Plano Real, herdado do governo Itamar Franco e patrocinado por Fernando Henrique, na época ministro da Fazenda do governo que sucedeu ao de Fernando Collor. Collor, convém recordar, foi defenestrado do Palácio do Planalto pela via do impeachment, que na época não soou a golpe para o PT, porque efetivamente não o é. O corolário do arrivismo petista é trágico, porque devolve ao limbo dos grotões a parcela do povo que dele foi retirada pelas políticas de inclusão social cujos fundamentos foram definidos por dona Ruth Cardoso, no governo FHC. Dona Ruth, recorde-se, foi a primeira-dama com luz própria, que chegou ao poder credenciada por uma bem-sucedida carreira acadêmica.

No plano mundial tem-se, é verdade, uma fase de crescimento lento. O que não justifica a recessão profunda e prolongada entrevista para o Brasil. E cujo custo será alto, altíssimo, para todos nós: a perda acumulada, entre 2014 e 2016, é calculada em 1,6 trilhão de reais, ou quase 8 mil reais, em média, para cada brasileiro. Nada mais cruel para um país que, em 2011, surfava na perspectiva de tornar-se a quinta maior economia do mundo. De lá para cá, o Brasil despencou para o nono lugar, na esteira de uma sucessão de erros de administração que esfarelaram a possibilidade de mantermos uma trajetória de crescimento tímido, mas estável. Daí o cenário de crise, recessão, desemprego e inflação com o qual nos defrontamos, hoje. Uma situação que nenhuma propaganda enganosa consegue dissimular e nenhum filósofo de botequim será capaz de ocultar.