quarta-feira, 6 de novembro de 2013

GREVE – Alex Fiúza de Melo, o patético

Alex Fiúza de Melo: patética interferência.

        Certos atos de subserviência ou desmerecem biografias, ou dizem tudo sobre elas. Seja qual for o caso do secretário especial de Promoção Social, Alex Fiúza de Melo, este, ao fim e ao cabo, esfarinhou sua credibilidade ao prestar-se a moleque de recados da tucanalha. Soa patético, para dizer o mínimo, Fiúza de Melo ser o porta-voz das balelas do governo Simão Jatene, em informe publicitário, não caracterizado como tal, no qual tenta desqualificar a paralisação dos professores da rede estadual de ensino, em greve há mais de 40 dias, por melhores salários e condições de trabalho.
        É constrangedor ver Fiúza de Melo, que já foi reitor da UFPA, a Universidade Federal do Pará, reduzido a condição de xerimbabo de um governo exímio na arte da empulhação. Tanto mais porquê, exceto na sua sucessão, quando meteu as mãos pelos pés, como reitor ele resgatou parte da credibilidade da UFPA, ao repelir a partidarização da instituição, além de ter transformado o campus universitário do Guamá em um canteiro de obras. Mesmo na sua sucessão, Fiúza de Melo revelou uma elogiável tolerância, para os padrões correntes, ao preservar em seus cargos aqueles auxiliares que optaram por ter outro candidato que não aquele sob as bênçãos do reitor.

        É emblemático, da má-fé do governo Simão Jatene, e do próprio MPE, o Ministério Público Estadual, o silêncio em torno da revelação de que o Palácio dos Despachos dispõe, sim, de recursos para bancar as reivindicações dos professores da rede estadual de ensino. Uma revelação tanto mais grave, porque feita por um contador do próprio MPE, quando este pretendeu intimidar os professores em greve, com a recomendação do corte no ponto dos grevistas, atendendo a conveniências do governador Simão Jatene. Sobre essa bombástica revelação, nada é dito, seja pelo próprio MPE, seja pelo Palácio dos Despachos, a sede do Executivo estadual. Um silêncio revelador da empulhação a qual aderiu Fiúza de Melo.

13 comentários :

Anônimo disse...

Meus caros, ele precisa pagar a prestação do Ap da Porte Engenharia, além de sustentar os filhos.

tudomuitotempotodo disse...

Caro Barata: só não pude conter o baixo calão...
"Será que consegue evitar o vômito quem vê o dramalhão sínico do Fiuza de Melo pedindo o fim da greve dos professores? Especialmente quem estudava na UFPA enquanto ele era o magnífico reitor!?
Ainda é deprimente recordar, por exemplo, o papelão da Polícia Federal à época, numa pretensa e absolutamente excessiva operação contra a maconha no CAMPUS, com direito a lancha com agentes armados pelo rio, muita violência, agressão e prisão a quem (obviamente) se indignasse com a truculência dos agentes – uma estudante que vociferou um “isso é um absurdo, o senhor tá ficando doido!?” ao ver um colega espancado, foi gentilmente esbofeteada e, logicamente, presa por desacato.
Cada qual que esteve presente tem uma história de brutalidade que sofreu ou presenciou, nessa festinha nefasta do então reitor com a polícia.
Na ocasião a PF agiu ostentando um misto de ares de SWAT (logicamente destrambelhada) com uma prévia de capitão Nascimento. Parecia mesmo haver até um mega diretor hollywoodiano por trás tudo, e tudo com a devida anuência do reitor, cuja assessoria – nos dias seguintes, em notas cretinamente mal redigidas – veio de pronto a público, afirmar, com a arrogância habitual daquela gestão, que não houve excessos e que os estudantes que haviam sido presos já estavam em liberdade (PRESOS!!! Mas, por que!?... éh... porque... sim! tsc! tsc! tsc!... – caramba foi basicamente o que se ouviu!).
O mais patético foi o saldo da operação: uma beata de maconha e meia buchudinha de catuaba... (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Hoje esse mesmo senhor – agora como secretário de Estado – como a mesmíssima cara-de-pau deslavada com a qual autorizou o desmando policial contra estudantes dentro de um CAMPUS, vem pedir (“dizque” pelos estudantes e pelo Pará) o fim da greve da categoria que, certamente, é a mais desrespeitada e injustiçada entre todas as outras e que, contrariamente a gente como ele, verdadeiramente edificam esse Estado. E mais! vem a público com um teatrinho de quinta e fazendo uso do DINHEIRO PÚBLICO, pois as inserções em TV (MUITO CARAS) não são cortesias nem de agências que gravam, nem de emissoras que veiculam. E ainda por cima, com essa conversa mole de MEDIDAS EXTREMAS!!! Ora, vá capinar um quintal, meu (nada) caro senhor!? Faça-me o favor!
Um sujeito desses não pode ser sério (a não ser que seja exatamente essa a noção de seriedade deste governo – o que não é difícil...)!
Há tempos, historicamente, a categoria dos professores (com muita propriedade e razão) reivindica o mínimo – respeito e reconhecimento – e até onde vai o entendimento e a vista alcança, qualquer um com um mínimo de senso de justiça indigna-se, só que em sua maioria, de longe, bem de longe em seu sagrado conforto e, daí, a presente atitude dos próprios professores.
O caso é que também há tempos, permanências viciosas na administração pública dão azo a dissimulações patifes com ares de normalidade através do cretinismo das autoridades, justamente como vem fazendo com esta inserção, o sr. secretário Fiuza.
Mobilizar-se, pois, em direção a uma mudança que a inépcia deliberada da administração pública há muito já deveria ter operado, é tão somente o básico da atuação da categoria.
Beira, portanto, a indecência esse senhor secretário emprestar sua canastrice administrativa em favor do pretenso bomocismo do governo e contra essa categoria indiscutivelmente crucial e basilar em qualquer sociedade.
Contra o descaso e o descompromisso dessa gestão, perdão pela grosseria, mas, PORRA! CARALHO!!! Seriedade, sr. Fiúza de Mello! Arrume um mínimo de decência e dê o fora desse processo para o qual o senhor só demonstra disposição para bagunçar com ainda mais desrespeitos.
Lástima!"
(P.S.: texto já publicado - Facebook)

Anônimo disse...

Os dois diga-se de passagem professores da ufpa, o excelentíssimo governador e seu fiel secretário.

Anônimo disse...

patético mesmo... como um cara se presta a isso!! acho q não é por grana, eles tem a única faculdade, quer dizer centro universitário, com curso exclusivo de medicina...vai entender!

Anônimo disse...

Nega e macula sua biografia. Quando uma pessoa respeitada tem essa atitude vemos que era só uma questão de oportunidade/preço a revelação do seu verdadeiro caráter. Jatene, o destruidor de biografias de quem permanece em sua equipe de governo.

Anônimo disse...

Barata você disse tudo: um reitor que tornou-se xerimbabo de um ex-cantor de calçada que virou mestre na arte da empulhação e do desvio do dinheiro público (como o próprio admite no caso da taxa minerall cobradda da VALE).

Enquanto numa universidade a meta é formar profissionais qualificados, no governo Jatene é desqualificar os profissionais já formados; invertendo os papéis, ou seja, em vez de investir nass carreiras públicas, com concursos públicos e aperfeiçoamento de pessoal, Jatene prefere contratações eleitoreiras e temporárias, e escancarar o dinheiro público com contratos superfaturados de prestadores de serviço onde nenhum concurso ou seleção costuma ser feita, como é o caso da UniHealth, que encheu a Santa Casa e as demais unidades de saúde com centenas de jovens em pleno 'primeiro emprego'.

Depois vem dizer cinicamente que o estado não tem dinheiro para pagar os professores. Pois sim.

Anônimo disse...

Por isso que te amo, Augusto Barata, por isso te amo tanto!

Anônimo disse...

O mais engraçado foi quando ele ameaçou os professores (mais ou menos assim: " ou medidas extremas vão ser tomadas..."), mas não disse em seguida o que iria ser feito. Vai mandar prender todo mundo é???? Cortar o ponto, como o MP "recomendou" e depois "desrecomendou"? Patético!!!!

Anônimo disse...

Esse quando não está exercendo um cargo na política vai estudar para o exterior e assim é a vidinha mais ou menos dele

Anônimo disse...

colocam um burgues pra comandar o social, assim não dar o cara não tem sensibilidade do sofrimento das massas!

Anônimo disse...

Caro Fiuza não jogue na lama sua biografia volte para a academia salve se enquanto é tempo, e da proxima vez informe se melhor a respeito de suas alianças, o sr teria esse dever enquanto cidadão. Quem sabe na academia produza menos estragos.

Anônimo disse...

Caro Fiuza não jogue na lama sua biografia volte para a academia salve se enquanto é tempo, e da proxima vez informe se melhor a respeito de suas alianças, o sr teria esse dever enquanto cidadão. Quem sabe na academia produza menos estragos.

Anônimo disse...

Chico já tinha alertado que o pior malandro seria o federal. Esse turma de muitos anos tem enchido suas burras de dinheiro e de votos de trouxas ao espalharem campi das UFPA por tudo quando é quanto, arrancando dinehiro do MEC e vários outros, diz4ndo que era para valorizar docente e melhorar a educação. O fato é o índice de educação do Pará só moveu por isso em décimos e pior do que não valoririzarem docente, agora desprezam esses