segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

HOL – Com leucemia, jovem aguarda remédio

Leidiluci, 29 anos: luta desigual contra a leucemia.

        “Não estou pedindo favor; só quero meu direito de receber o medicamento e salvar minha vida.”
        O desabafo, em tom previsivelmente dramático, é de Leidiluci Ferreira Brito, uma jovem de 29 anos, que em julho deste ano descobriu estar com leucemia e cujo tratamento no HOL, o Hospital Ophir Loyola, foi interrompido devido a falta de um medicamento vital, o Vesanóid (ATRA). Trata-se de um drama tanto mais ignominioso porque se dá no exato momento em que o governador tucano Simão Jatene, com seu séquito de áulicos, permite-se um tour pelo Catar, naturalmente bancado por todos nós, pobres contribuintes. No Pará, constata-se, faltam recursos para o tratamento dos pacientes de câncer, mas sobra dinheiro para o indolente governador descansar de tanto não fazer nada por seu povo.
        O relato de Leidiluci é ilustrativo do menosprezo dos inquilinos do poder pela saúde pública. “Na minha primeira sessão de quimio, tomei o ATRA, devido ter sobrado do frasco de outro paciente, que havia falecido. Durante a segunda quimio, não tomei o medicamento, pois o hospital não havia comprado. Estou internada no referido hospital desde 23 de novembro e não posso iniciar a terceira sessão de quimio, devido o medicamento ainda estar em falta”, relata a jovem, cujo drama é ilustrativo da via crúcis dos pacientes com câncer no Pará.

        “Desgraçadamente, não se trata de um caso pontual, singular”, assinala uma assistente social, com conhecimento de causa. Uma constatação reforçada pela denúncia de Leidiluci. “Com tudo isso, a doença está se agravando e minha vida está em risco! O Ministério Público está ciente de tudo isso, mas até agora... nada! O hospital, ‘referência em tratamento oncológico’, responde que o remédio está em fase de compra, sem previsão de chegada”, assinala a jovem paciente de leucemia, antes de arrematar com as perguntas que não querem calar: “Mas desde julho? Será falta de verba? Ou é falta de respeito?”

HOL – O clamor da paciente

        Abaixo a transcrição, na íntegra, da denúncia de Leidiluci Ferreira Brito, a jovem paciente com leucemia, atualmente internada no HOL, o Hospital Ophir Loyola, onde aguarda o remédio vital para o seu tratamento, mas em falta:

“Denúncia!

        “Tenho 29 anos e em julho de 2013 descobri que eu estou com leucemia e quando internei-me no Hospital Público Ophir Loyola, em Belém do Pará, tive que tomar um medicamento quimioterápico chamado Vesanóid (ATRA), e a minha médica solicitou a compra ao hospital. Na minha primeira sessão de quimio, tomei o ATRA, devido ter sobrado do frasco de outro paciente que havia falecido. Durante a segunda' quimio, não tomei o medicamento, pois o hospital não havia comprado. Estou internada no referido hospital desde 23 de novembro e não posso iniciar a terceira sessão de quimio, devido o medicamento ainda estar em falta. Com tudo isso, a doença está se agravando e minha vida está em risco! O Ministério Público está ciente de tudo isso, mas até agora... nada! O hospital ‘referência em tratamento oncológico’, responde que o remédio está em fase de compra, sem previsão de chegada. Mas desde julho? Será falta de verba? Ou falta de respeito?
        “Não estou pedindo favor; só quero meu direito de receber o medicamento e salvar minha vida. Não quero ser mais uma nas estatísticas de paciente que não resistiram à leucemia. Se algum hospital, como HSM, o Hospital da Saúde da Mulher, e o Porto Dias, que tem tratamento para leucemia, utilizarem esse medicamento e poderem vender-me, eu e minha família faremos de tudo para comprá-lo, pois sabemos que cada frasco custa na faixa de R$ 1.200,00.
        “Por favor, me ajude. Estou correndo contra o tempo e revoltada com tanto descaso. Meu caso já passou em duas emissoras (Liberal e Record), mas não resultou em nada. Gostaria que passasse à nível nacional.
        “Cadê o dinheiro Público?!

        “Obrigada!

        “Leidiluci Ferreira Brito

        “(91) 8815-9410/ 8412-6631”


INJUSTIÇA – O calvário dos inocentes



        Um delegado inepto, um promotor de Justiça desidioso e uma juíza insensível, no limite da mais abjeta irresponsabilidade, constituem os ingredientes da torpe iniqüidade da qual são vítimas Laércio Augusto Gurjão Fernandes e Carlos Eduardo Nunes de Melo, ambos aspirantes da PM, a Polícia Militar. Eles amargam a prisão, juntamente com Merian Ribeiro Formento e Ronny Ewerton Santos da Silva, também aspirantes da PM, sob a acusação de participarem da execução de um suspeito de ter assaltado a casa da aspirante da PM Merian Ribeiro Formento. “Infelizmente, o Laércio (Augusto Gurjão Fernandes) e o Carlos Eduardo (Nunes de Melo), entraram nessa história, por conta de uma foto. Chega a ser cômico: uma foto tirada em uma confraternização da academia!”, sublinha Rachel Santos, noiva de Carlos Eduardo.
        No dia e hora do crime, Laércio Augusto Gurjão Fernandes encontrava-se de serviço, em Belém, conforme atestam as testemunhas arroladas pela defesa. Carlos Eduardo Nunes de Melo, na época, gozava férias, passadas ao lado da noiva, Rachel Santos. Um reconhecimento tíbio, claudicante, visivelmente direcionado, segundo os recorrentes relatos, colocou ambos no cenário da ignominiosa execução de um suspeito de ter assaltado a casa da aspirante da PM Merian Ribeiro Formento, em Mosqueiro. A trapalhada não surpreende, em se tratando do delegado Eloy Fernandes Nunes, pelo que dele se sabe, mas soa repulsiva ser coonestada pelo promotor de Justiça Adriano Farias Fernandes e pela juíza Maria das Graças Alfaia Fonseca, que decretou a prisão preventiva dos suspeitos elencadas pelo delegado Eloy Fernandes Nunes.
        Decidir, levando unicamente em conta a opinião pública, como sugerem as evidências do imbróglio envolvendo Laércio Augusto Gurjão Fernandes e Carlos Eduardo Nunes de Melo, é fraqueza moral, é ficar a reboque da ira popular. Tanto quanto o delegado Eloy Fernandes Nunes, o promotor de Justiça Adriano Farias Fernandes e a juíza Maria das Graças Alfaia Fonseca têm compromisso com a opinião pública, mas também – e sobretudo - com as leis, o equilíbrio, o senso de justiça e a proporcionalidade. Lamentavelmente, o promotor e a magistrada optaram pelo atalho da iniqüidade, tratando com leviandade o destino de dois presumíveis inocentes, endossando a inépcia dolosa do delegado Eloy Fernandes Nunes.

        Laércio Augusto Gurjão Fernandes e Carlos Eduardo Nunes de Melo permanecem presos, porque a juíza Maria das Graças Alfaia Fonseca só vai se manifestar quando tiver em mãos a defesa prévia de todos os quatro acusados. Como os advogados de Merian Ribeiro Formento e Ronny Ewerton Santos da Silva ainda não apresentaram a defesa prévia de ambos, Laércio Augusto e Carlos Eduardo deverão passar o Natal e o Ano Novo trancafiados na cadeia. Mais travosa que a ceia dos dois, só mesmo a do promotor de Justiça Adriano Farias Fernandes e da juíza Maria das Graças Alfaia Fonseca. Isso se a banalização da injustiça não tiver esfarinhado, em ambos, as dores de consciência.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

CUSTO BRASIL - Prioridades


MURAL – Queixas & Denúncias


IGEPREV – Após denúncia, Jatene recua

Simão Jatene (à dir., com Zenaldo Coutinho): resgate do rigor.

         Na reunião do Conselho Estadual de Previdência realizada nesta última quarta-feira, 18, e que se estendeu das 16h até pouco mais de 19h, o governo Simão Jatene apresentou uma nova proposta de política de investimentos para 2014, envolvendo recursos do Fundo de Previdência dos servidores públicos estaduais. A nova proposta emergiu na esteira das denúncias do Blog do Barata, diante da proposição inicial, que ao facultar ao Igeprev fazer aplicações temerárias, escancarava a porteira para a possibilidade do Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Pará viabilizar um caixa dois, no rastro da campanha pela reeleição do governador tucano Simão Jatene.
        A nova proposta, devidamente aprovada, expeliu dispositivos bizarros, contidos na proposição anterior, como facultar ao Igeprev, o Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Pará, optar por fazer aplicações temerárias. Com isso, o instituto estaria desprezando um elenco de 30 instituições financeiras que oferecem menos riscos, avalizadas pela Ambima, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais.
        A nova proposta, aprovada pelo Conselho Estadual de Previdência, impõe mais rigor na aplicação de recursos do Fundo de Previdência dos servidores públicos estaduais. Assim, por exemplo, o leque de opções tem não só como parâmetro o ranking de instituições financeiras avalizadas pela Ambima, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais. Exige-se ainda que a instituição financeira contemplada tenha um patrimônio superior ao do Fundo de Previdência dos servidores públicos estaduais.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

JOGO DA VIDA - Grupo da Morte


MURAL – Queixas & Denúncias


JATENE– Igeprev sob suspeita de viabilizar caixa 2

Simão Jatene: sob a suspeita de orquestrar um caixa 2, via Igeprev.

        O que poderia justificar conceder ao Igeprev, o Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Pará, a prerrogativa de fazer aplicações temerárias de recursos do Fundo de Previdência dos servidores públicos estaduais, desprezando um elenco de 30 instituições financeiras que oferecem menos riscos, avalizadas pela Ambima, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais?
        Esta é a pergunta que não quer calar e perdura à espera de uma resposta minimamente convincente, na ausência da qual prospera a inevitável suspeita de que esteja em curso uma tramóia destinada a turbinar com recursos públicos, via um caixa dois, a campanha pela reeleição do governador Simão Jatene (PSDB). Por isso, a expectativa que cerca a realização nesta quarta-feira, 18, da reunião do Conselho Estadual de Previdência, para a aprovação da política de investimentos para 2014, ano eleitoral, no qual o eleitor elegerá de governador a presidente da República, passando por deputados estaduais e federais.

        A utilização da máquina administrativa, e por extensão de recursos públicos, pelos eventuais inquilinos do poder, independentemente de legendas, não se constitui em nenhuma novidade na crônica política brasileira e, em particular, do Pará. Mas, para além do clamor ético espontâneo e de caráter apartidário, que varreu as principais cidades brasileiras em junho deste ano, aparentemente incapaz de intimidar os políticos profissionais do Pará, surpreende a desfaçatez da tramóia em curso, sob o patrocínio da tucanalha, a banda podre do PSDB, e seu ilustre aliado, o vice-governador Helenilson Pontes (PPS) . “Essa política de investimento esconde, na verdade, uma forma sórdida que o governo encontrou para alavancar a campanha pela reeleição do governador Simão Jatene”, desabafa, corrosiva, uma fonte do Blog do Barata, blindada pelo off, para driblar retaliações.

JATENE – Modificações pavimentam tramóia

        Na reunião desta quarta-feira do Conselho Estadual de Previdência deverá ser apresentado o documento que define as regras que deverão regular a aplicação do Fundo de Previdência Estadual. Nesse documento foram introduzidos, pelo governo Simão Jatene, dispositivos que autorizam o Igeprev a fazer aplicação de recursos do Fundo de Previdência dos servidores estaduais em instituições financeiras que não fazem parte da lista elaborada pela Ambima, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais. Essa lista contém o nome de 30 instituições financeiras que oferecem menos riscos. Assim, com esses dispositivos enxertados pelo governo Simão Jatene, o Igeprev fica autorizado a fazer aplicações temerárias com o dinheiro da Previdência dos servidores públicos estaduais. “Isso é grave, muito grave, para nos mantermos silentes”, adverte outra fonte do Blog do Barata, também protegida pelo anonimato.

        A advertência é para lá de pertinente, adverte essa outra fonte, recordando a Operação Miqueias, recentemente deflagrada pela Polícia Federal, para apurar fraudes em fundos de pensão no Distrito Federal e em nove Estados. As fraudes deixaram em seu rastro prejuízos estimados em R$ 50 milhões, envolvendo empresários, políticos e policiais. As fraudes consistiam em aliciar agentes públicos para que as prefeituras investissem o dinheiro dos fundos de pensão em títulos indicados pelo grupo e, em troca, o gestor recebia uma parte do dinheiro. Os investimentos eram feitos em títulos com baixa remuneração, o que gerou enormes prejuízos em fundos de pensão de 10 municípios.

JATENE – Os "desmandos" do vice-governador

Helenilson Pontes, acusado de patrocinar "desmandos" no Igeprev.

        Fonte do próprio Igeprev é contundente, ao comentar esse imbróglio. “Se a Ambima oferece um vasto leque de opções, elencando instituições financeiras que oferecem menos riscos, por que o instituto poderia pretender optar por instituições financeiras com as quais os riscos de prejuízos são elevados?”, questiona essa fonte, que se encarrega da previsível especulação: “Seria irresponsabilidade, ou isso é intencional, porque quanto maior o risco, maior poderá ser o percentual liberado pela instituição financeira, para turbinar a campanha de reeleição do governador Simão Jatene?”

        Essa mesma fonte recorda que o Igeprev faz parte da cota que coube ao vice-governador, Helenilson Pontes, na partilha política da máquina administrativa estadual. Pontes, acrescenta, recebeu o instituto de “porteira fechada”, o que significa dizer que nele reina absoluto. O vice-governador, diga-se, é acusado de promover uma sucessão de “desmandos”. Por se recusar a coonestar com esses “desmandos”, Júlio César dos Mendes Lopes foi defenestrado da presidência do Igeprev, acrescenta a fonte.

JATENE – Recomendação e inquérito civil

        Relatos feitos ao Blog do Barata recordam que em 2012 o 6º promotor de Justiça de Direitos Constitucionais Fundamentais, Defesa da Moralidade Administrativa de Belém, Firmino Matos, emitiu a recomendação nº 03/2012-MP/6ºPJ/DCF/DPP/MA, ao presidente do Igeprev, Allan Gomes Moreira, e aos demais membros da Direx, a Diretoria Executiva, para que se abstivessem de determinar a realização de aplicações, com recursos do Funprev, o Fundo Previdenciário, em fundos de investimentos que não tenham sido objeto de aprovação pelo Nugin, o Núcleo Gestor de Investimentos/Igeprev, assim como em fundos de investimentos que, conquanto aprovados, sejam vinculados a gestores reprovados pelo citado núcleo. Matos advertiu que o desrespeito à recomendação seria considerada “manifestação inequívoca de intenção de descumprir a lei, sujeitando, pois, a autoridade infratora, a responder, judicialmente, pela prática de ato de improbidade administrativa”.

        Essa recomendação, acrescentam os relatos, resultou do inquérito civil instaurado em decorrência da existência de irregularidades no funcionamento do Conselho Estadual de Previdência e na gestão dos recursos do Funprev. Esse inquérito civil constatou que os agentes públicos vinculados ao Igeprev, nos anos de 2010, 2011 e no início de 2012, deram causa à aplicação de recursos do Funprev, em desacordo com recomendações técnicas do Nugin e, especialmente, contrariando dispositivos da Lei Complementar Estadual nº 039/2002, que “institui o Regime de Previdência do Estado do Pará”. No “Relatório Mensal de Investimentos – Agosto/2012", recebido pelo promotor de Justiça, estava evidenciado a reprovação de três fundos de investimentos submetidos à avaliação do Núcleo Gestor de Investimentos do Igeprev e que houve a reprovação da gestora de um quarto fundo de investimento.

JATENE – Equívoco suspeito gera prejuízo

        “Não se pode esquecer que a maneira equivocada, para dizer o mínimo, adotada, pelo Igeprev, na política de investimentos, levou à aplicação de recursos do Fundo Previdenciário no Banco Cruzeiro do Sul, que, como todos sabem, foi liquidado logo em seguida, gerando prejuízos ao Funprev”, acentua outra das fontes do Blog do Barata.

        Essa fonte também é contundente, quanto aos dispositivos introduzidos no documento que define as regras que deverão regular a aplicação do Fundo de Previdência Estadual. “A inclusão dos dispositivos feita pelo governo Simão Jatene, na política de investimentos para 2014, tem a intenção inequívoca de burlar os termos da recomendação do Ministério Público Estadual”, sublinha.

JATENE – Conselho Fiscal cobra análise

Allan Gomes Moreira: alvo de advertência do Conselho Fiscal.

        Sem chegar a um consenso, após acalorados debates sobre a proposta de política de investimentos para 2014, elaborada pelo governo Simão Jatene, com ênfase para aplicações temerárias, o Conselho Fiscal do Igeprev deliberou, por unanimidade, recomendar que o Conselho Estadual aguarde uma manifestação definitiva, a respeito, do próprio Conselho Fiscal. Essa recomendação consta em ofício enviado ao presidente do instituto, Allan Gomes Moreira.
        “A expectativa, pelo menos daqueles que prezam por um mínimo de austeridade na gestão da coisa pública, é de que o Conselho Estadual de Previdência rejeite a possibilidade de investimentos temerários, que poderão gerar enormes prejuízos ao Funprev e, por extensão, aos servidores públicos estaduais”, salienta fonte do Igeprev. “Esperamos que essa postura seja adotada, ao menos, pelos membros do Conselho Estadual de Previdência, que lá estão na condição de representantes dos servidores públicos estaduais, que são os que contribuem para esse Fundo Previdenciário, com o objetivo de verem custeadas suas aposentadorias e pensões”, arremata.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

MUNDIAL - A Copa do Mundo é nossa?


MURAL – Queixas & Denúncias


BLOG – Um novo recorde: 3.295 acessos

Gráfico do Blogger registrando o recorde de acessos do Blog do Barata.

        Nesta última segunda-feira, 16 de dezembro, o Blog do Barata superou a sua própria marca e estabeleceu um novo recorde, em matéria de acessos diários. De acordo com as estatísticas do Blogger – sobre as quais os blogueiros não têm nenhuma ingerência, convém assinalar -, nesta última segunda-feira foram registrados 3.295 acessos, superando os 3.160 acessos verificados em 28 de novembro passado.
        Também segundo o Blogger, nesta última segunda-feira as postagens mais acessadas, em ordem decrescente, foram MPE – Contracheque revelador dos privilégios, de 27 de novembro; GOLPE – Igreja é vítima e cúmplice de falsário, de 16 de dezembro; RBA - Justiça do Trabalho julgará demissões, também de 16 de dezembro; e as edições do MURAL – Queixas & Denúncias, de 13 e 16 de dezembro.

        Nesta última segunda-feira, ainda segundo o Blogger, as visualizações de página do Blog do Barata por País apresentaram os seguintes números: Brasil, 1.796 visualizações; Malásia, 445; Alemanha, 211; Estados Unidos, 191; China, 110; Rússia, 52; Holanda, 16; Ucrânia, 13; França, 5; e Reino Unido, 5.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

DEFENSORIA – Servidores ameaçam com greve

Luis Carlos Portela: alvo da indignação dos servidores da Defensoria.

        Indignados com a discriminação embutida no projeto de lei que concede aumento nos vencimentos apenas aos defensores públicos, os servidores da Defensoria Pública do Estado do Pará, que neste momento estão reunidos em assembleia geral, ameaçam entrar em greve.

        Segundo relato dos servidores, o projeto de lei foi articulado pelo próprio defensor público geral, Luis Carlos de Aguiar Portela, e deverá ser votado pela Alepa, a Assembleia Legislativa do Pará, nesta terça-feira, 17.

BASA – AEBA ganha ação contra redução de diárias

        A AEBA, a Associação dos Empregados do Banco da Amazônia, ajuizou ação ordinária, com pedido de tutela antecipada, contra o Basa, o Banco da Amazônia S/A, requerendo a declaração de ilegalidade da redução das diárias dos empregados, solicitando também a devolução de toda diferença dos valores pagos, desde 6 de agosto deste ano, quando houve o repasse do informe dos descontos através de boletim interno do banco. A juíza do Trabalho Bianca Galúcio, a quem coube julgar o contencioso, considerou a redução ilícita, condenando o banco a pagar aos seus empregados as diferenças deduzidas dos valores pagos pelas diárias.
        A informação está no site da AEBA, cujo endereço eletrônico é http://www.aeba.org.br/ . Na ação, revela a notícia, a AEBA  denuncia a medida como uma alteração lesiva nos contratos de trabalho dos seus representados ao reduzir o valor pago pelas diárias de viagem, já que conforme disposto no art. 468 CLT, “nos contratos individuais de trabalho só é lícita a alteração das respectivas condições por mútuo consentimento, e ainda assim desde que não resultem, direta ou indiretamente, prejuízos ao empregado, sob pena de nulidade da cláusula infringente desta garantia.” Trata-se do princípio da inalterabilidade lesiva do contrato de trabalho, que torna nula qualquer alteração prejudicial ao empregado.

        A juíza do Trabalho Bianca Galúcio, a quem coube julgar o contencioso, considerou a redução ilícita, por ser prejudicial aos empregados, e declarou a nulidade da alteração contratual imposta pelo Basa, condenando o banco a pagar aos seus empregados as diferenças deduzidas dos valores pagos pelas diárias.

RBA - Justiça do Trabalho julgará demissões

Greve no Diário e no DOL: demissões , na retaliação dos Barbalho.

        Está marcada para esta terça-feira, 17, às 8h45, na 5ª Vara do Trabalho de Belém, a audiência na ação coletiva ajuizada pelo Sindicato dos Jornalistas do Pará contra a RBA, a Rede Brasil Amazônia de Comunicação - que inclui os veículos Diário do Pará, DOL, o Diário Online, e RBA TV. O grupo, fundado e administrado pela família do senador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará, demitiu os jornalistas Amanda Aguiar, Felipe Melo, Cris Paiva e Adison Ferrera, que estiveram à frente da histórica greve dos jornalistas realizada no mês de setembro. As demissões ocorreram imediatamente após o período de estabilidade firmado no acordo coletivo  que marcou o fim do movimento paredista. Há, portanto, claros indícios de que se trata de perseguição.
        Minimizando o episódio, em entrevista ao Portal Imprensa, o diretor-geral do grupo, Camilo Centeno, afirmou que as demissões constituem uma decisão meramente administrativa e negou que tenham sido motivadas pelo sentimento de vingança. Camilo Centeno disse que estas são acusações "totalmente infundadas". "O grupo tem mais de 800 pessoas, estamos falando de quatro demissões. O número é absurdamente ridículo, é mínimo. É uma rotina, a empresa faz os ajustes conforme a necessidade dela. São ex-funcionários que por algum motivo não interessavam mais à gerência, não entendo essa ideia de retaliação", disse.
        Os quatro jornalistas foram desligados no dia 18 de novembro. Como agravante, as condições em que foram realizadas as demissões: no hall de entrada da empresa. Os trabalhadores foram impedidos de adentrar o prédio, submetidos à assinatura dos documentos no balcão de recepção, em uma situação vexatória.

Assédio - As perseguições no grupo RBA começaram muito antes das demissões dos jornalistas Amanda Aguiar, Felipe Melo, Cris Paiva e Adison Ferrera. Antes de iniciado o movimento paredista, a própria Cris Paiva, então produtora da TV RBA, foi dispensada sem justa causa, após divulgar seu contracheque numa rede social, em meio ao início da campanha Jornalista Vale Mais. O caso teve grande repercussão em Belém. Cris foi readmitida - e mandada embora novamente dois meses depois, desta vez de forma definitiva.
        O grupo da família do senador Jader Barbalho também já havia desligado arbitrariamente o jornalista Leonardo Fernandes, repórter no jornal Diário do Pará, tão logo a greve foi anunciada, em 16 de setembro. Leonardo era um dos jornalistas mais engajados na organização do movimento Jornalista Vale Mais.
        Na cronologia das retaliações, o retorno dos grevistas ao trabalho foi marcado pela surpresa. Todos os jornalistas que aderiram ao movimento foram remanejados para outros horários e editorias, em uma generalizada dança das cadeiras. Ficou explícita a perseguição quando profissionais do caderno de Cidades foram transferidos para o caderno de Polícia, considerado de menor importância, até mesmo pela estrutura dispensada aos profissionais que atuam nessa área, como, por exemplo, só dispor dos carros mais sucateados da empresa. Os grevistas ainda perderam o direito de assinar os próprios textos – mesmo que eles rendessem páginas inteiras e manchetes de primeira página ou de capas dos cadernos. Cada editor dava uma explicação diferente para o fato. Também há suspeita de que a empresa tenha pago uma “bonificação” de R$ 300,00 para os funcionários que não aderiram à greve. O assédio moral tem se tornado ainda mais intenso na redação do Diário Online.

Mobilização - No dia 20 de novembro, um ato público realizado em frente à sede da empresa, em uma das vias de maior circulação da capital paraense, reuniu jornalistas, movimentos sociais e demais apoiadores do movimento Jornalista Vale Mais, em um manifesto contra o assédio moral e as demissões arbitrárias no grupo RBA.
        A campanha teve seguimento no dia 29 de novembro, última sexta-feira do mês, quando foi organizado um “dia de luto” em repúdio a qualquer tipo de perseguição e retaliação a jornalistas do Pará. A ação intitulada Black Friday #JornalistaValeMais mobilizou a categoria. Diversos jornalistas compareceram às redações e demais empresas de comunicação vestindo negro.
        A ação coletiva ajuizada contra a RBA pede a reintegração dos trabalhadores demitidos e indenização por danos morais – já que o direito de greve é assegurado pela Constituição Federal. “Os trabalhadores desta empresa se utilizaram de um direito constitucional para garantir melhores condições de trabalho e salários mais dignos, pensando na melhoria da produção e da qualidade da empresa, e também na valorização do profissional jornalista. É inadmissível que o grupo RBA trate os seus funcionários como inimigos e aplique um processo de perseguição contra os que lutaram por melhorias, ferindo o direito de greve”, afirma a comissão de trabalhadores.

Sobre a greve - A greve dos jornalistas do Diário do Pará, Portal Diário Online e TV RBA, no final de setembro, durou uma semana. O acordo entre o Sinjor/PA e o grupo RBA, que viabilizou o retorno ao trabalho, assegurou a elevação do piso salarial da categoria de R$ 1.000,00 para R$ 1.300,00, a partir do dia 1º de outubro, com nova atualização para R$ 1.500,00 em abril de 2014. Assegurou, também, a estabilidade no emprego por 45 dias e o pagamento dos dias parados. Os grevistas também garantiram equipamentos de segurança para equipes que cobrem a editoria de polícia e distribuição de botas, capas e guarda-chuvas para todos os jornalistas da empresa.

Saiba mais - Audiência na ação coletiva ajuizada pelo Sindicato dos Jornalistas do Pará contra a Rede Brasil Amazônia de Comunicação. Nesta terça, 17 de dezembro, às 8h45, na 5ª Vara do Trabalho de Belém (travessa Dom Pedro I, 750, bairro do Umarizal).

Acesse



CRIMINALIDADE - Salve-se quem puder!


MURAL – Queixas & Denúncias


GOLPE – Igreja é vítima e cúmplice de falsário

João Bosco Gomes: no epicentro das denúncias de falcatruas.


        João Bosco Gomes. Este é o nome do personagem originário de Cuiabá e que aportou em Belém em 2004, como diretor de Marketing da Rede Celpa, tornando-se posteriormente diretor executivo da Fundação Nazaré de Comunicação, na esteira do comando da Associação Beneficente Comunidade Família de Nazaré. Ele é acusado de protagonizar um desfalque na própria Fundação Nazaré de Comunicação e de utilizar, em benefício pessoal e da sua família, doações financeiras de políticos, empresários e fiéis, destinadas à Associação Beneficente Comunidade Família de Nazaré.
        O escândalo foi mantido até aqui sob o manto do silêncio pela própria Arquidiocese de Belém, que assim apresenta-se, simultaneamente, como vítima e cúmplice do falsário, se confirmada a denúncia feita ao Blog do Barata. Para além do corporativismo, que historicamente faz a Igreja Católica tentar manter intramuros suas mazelas, a postura silente da Arquidiocese de Belém é atribuída a um empenho em preservar a figura de dom Orani Tempesta, o atual arcebispo metropolitano do Rio de Janeiro. Com a perspectiva de se constituir em um nome de prestígio no papado de Francisco, o carismático papa dos pobres, dom Orani Tempesta, na época arcebispo metropolitano de Belém, é identificado como o ilustre avalista da ascensão de João Bosco Gomes, a despeito das graves suspeitas de falcatruas que o falsário já suscitava.

        “O pior é que o silêncio da Igreja Católica, diante das falcatruas de João Bosco (Gomes), é um estímulo para que ele reprise, em outras cidades, os golpes que protagonizou por aqui, em Belém, produzindo novas vítimas”, assinala uma fonte ouvida pelo Blog do Barata, protegida pelo anonimato. Segundo essa mesma fonte, há relatos, por exemplo, de que em Cuiabá João Bosco Gomes esteja articulando uma entidade nos mesmos moldes da Associação Beneficente Comunidade Família de Nazaré, com a qual pavimentou o caminho para as falcatruas promovidas em Belém.

GOLPE – A gênese das falcatruas

        João Bosco Gomes desembarcou em Belém em 2004, como diretor de Marketing da Rede Celpa. Logo foi introduzido como paroquiano na Igreja da Santíssima Trindade, onde passou a prestar atendimento e orientação espiritual, com o auxílio de missionários, no caso a esposa e filhos. A aparente dedicação de João Bosco atraiu simpatia dos fiéis, que passaram a com ele colaborar. As reuniões mensais transformaram-se, então, em Encontros de Restauração de Famílias, origem da Associação Beneficente Comunidade Família de Nazaré, destinatária de doações financeiras de políticos, empresários e fiéis. De acordo com relatos feitos ao Blog do Barata, a visibilidade ganha por João Bosco levou dom Orani Tempesta, então arcebispo metropolitano de Belém, a nomeá-lo diretor executivo da Fundação Nazaré de Comunicação, com direito até a um programa de rádio.

        “A Associação Beneficente Comunidade Família de Nazaré começou a consagrar missionários, alguns destes servindo tanto na comunidade como no apartamento de João Bosco, sem nenhum ônus para este”, recorda uma testemunha privilegiada do imbróglio. “Em 2007, em face da grande demanda de fiéis, o grupo deixou a paróquia e se estabeleceu no edifício Koly, na travessa Padre Eutíquio, em instalações com livraria, lanchonete, auditório e capela. A obra foi conduzida e custeada por voluntários, benfeitores e patrocinadores”, acrescenta a mesma testemunha.

GOLPE – Ascensão e queda do golpista

Dom Orani Tempesta, avalista da ascensão de João Bosco Gomes.

        Em sua ascensão, João Bosco Gomes foi claramente prestigiado pelo então arcebispo metropolitano de Belém, dom Orani Tempesta, atual arcebispo metropolitano do Rio de Janeiros, acrescentam os depoimentos sobre o imbróglio. O grupo de oração e os encontros da Associação Beneficente Comunidade Família de Nazaré passaram a ser televisionados ao vivo - em horário nobre e sem custos - pela TV Nazaré, e as missas eram presididas, quase sempre, por dom Orani, assinalam fiéis. “Os familiares de João Bosco passaram a ocupar cargos estratégicos na Associação Beneficente Comunidade Família de Nazaré e usufruíam de vários privilégios”, sublinham.

        Semanas depois de João Bosco Gomes revelar a decisão de abdicar da função de alto executivo da Rede Celpa, para se “dedicar integralmente à Deus”, as transmissões das reuniões do grupo de orações e da Associação Beneficente Comunidade Família de Nazaré foram, surpreendentemente, suspensas pela TV Nazaré, “o que gerou perplexidade”, acentua outra testemunha privilegiada. “Pouco depois soube-se o motivo: em auditagem interna, descobriu-se que João Bosco havia protagonizado um desfalque nas finanças da fundação, tendo sido afastado”, relata outra fonte, igualmente em off, com um adendo: “O fato não foi divulgado.”

GOLPE – Notícia do desfalque estimula denúncias

        A “operação abafa”, deflagrada pela Arquidiocese de Belém, não surtiu efeito, é o que permitem concluir os relatos feitos ao Blog do Barata. Com a disseminação da notícia sobre o desfalque, do qual é acusado João Bosco Gomes, sucederam-se as denúncias sobre os abusos atribuídos a ele. João Bosco é acusado, dentre outros excessos, de comandar com mãos de ferro os missionários, que dependiam de sua anuência até para cumprir compromissos pessoais. Ele também é acusado de dispensar um tratamento desdenhoso aos missionários, em clara contradição com os postulados da fé católica.

        Com a notícia do desfalque veio à tona a clara contradição entre o discurso de João Bosco e o padrão de vida dele e de sua família. “As cobranças quanto à redução de despesas e busca por doações eram constantes, porém os hábitos consumistas da família de João Bosco continuavam os mesmos, incluindo constantes trocas de carros e celulares, viagens onerosas em família, cartões de crédito ilimitados, a preferência por restaurantes caros e apartamentos de luxo”, recorda outro fiel, que ainda salienta: “A pressão sobre os ‘consagrados’, quanto à redução dos gastos da Associação Beneficente Comunidade Família de Nazaré aumentava e João Bosco começou a ser questionado sobre a situação contraditória, entre as dificuldades da comunidade e as despesas de sua família.”

GOLPE – Promiscuidade com a banda podre

        A concluir dos relatos feitos ao Blog do Barata, o desgaste pessoal não foi capaz de intimidar João Bosco Gomes, inclusive na sua promiscuidade com políticos de parca ou nenhuma preocupação ética. Assim, por exemplo, algum tempo depois ele anunciou que o deputado federal Vladimir Costa (PMDB/PA) e o prefeito de Marituba, Bertoldo Couto, iriam viabilizar a doação de uma grande área, para a construção da sede da Associação Beneficente Comunidade Família de Nazaré. “João Bosco revelou, na época, a existência de um suposto projeto arquitetônico, que dom Carlos Verzeletti, bispo de Castanhal, oferecera, porém os custos para viabilizá-lo seriam altos”, conta outro fiel.
        Nessa altura, o programa de João Bosco Gomes, na rádio Nazaré FM, foi tirado do ar, “por ordens superiores”, segundo a versão corrente, de acordo com a qual a decisão, nesse sentido, decorreu do falsário não cumprir a promessa de repor o que havia sido desfalcado. “Chegou-se a comentar, entre os ‘missionários’, que o padre Ronaldo Menezes, em nome da Arquidiocese de Belém, fora ao apartamento de João Bosco, cobrar uma posição quanto ao ressarcimento do valor desviado, porém teria sido expulso por João Bosco e pela mulher deste”, afirma uma outra fonte do blog.

        Em meio a todo esse imbróglio, João Bosco viajou com a mulher para São Paulo. Ao retornar a Belém, informou que sua mulher permaneceria em São Paulo convalescendo de uma doença, porém, eventualmente viria a Belém para eventos da Associação Beneficente Comunidade Família de Nazaré.

GOLPE – A inusitada omissão de dom Alberto

Dom Alberto Taveira: inusitada omissão diante das denúncias.


        Causou perplexidade e tisnou a priori sua imagem, a postura do novo arcebispo metropolitano de Belém, dom Alberto Taveira, diante dos relatos que lhe foram feitos por missionários da Associação Beneficente Comunidade Família de Nazaré. “Apesar de prometer apurar os fatos, o arcebispo passou a prestigiar os eventos de João Bosco, prefaciando livros lançados por este sobre família e Igreja”, desabafa um fiel, visivelmente decepcionado com a postura de dom Alberto Taveira.
        Diante da postura inusitadamente silente de dom Alberto Taveira, ex-missionários passaram a veicular pela internet denúncias de falcatruas e abusos atribuídos a João Bosco Gomes. Este, como revide, é acusado de ter passado a “desqualificar e até caluniar” seus críticos, nas reuniões da Associação Beneficente Comunidade Família de Nazaré. A essa atmosfera belicosa é atribuída a decisão da filha e do genro de João Bosco, que se afastaram da Associação Beneficente Comunidade Família de Nazaré. João Bosco amargou, em meio a esse tiroteio, um fracasso eleitoral, ao tentar eleger vereador um filho, Cadu, reprovado pelas urnas e cuja campanha teria sido bancada pelo empresário Walter Tavares Gomes.

        Uma das muitas versões sobre as lambanças atribuídas a João Bosco fala em assédio sexual a missionárias. E até a um vexatório entrevero doméstico entre o fundador da Associação Beneficente Comunidade Família de Nazaré e sua mulher, quando esta descobriu um suposto affaire do marido com uma missionária, também casada, reagindo com cenas dignas de uma luta de artes marciais mistas.

GOLPE – Em lugar de dinheiro, dívidas

        Diante da postura imperial de João Bosco Gomes, ao pretender promover mudanças na hierarquia da Associação Beneficente Comunidade Família de Nazaré, algumas cabeças coroadas desta teriam levado suas objeções ao arcebispo metropolitano de Belém, dom Alberto Taveira. A este é atribuída a decisão de determinar a formação de uma comissão interventora e sugerir o afastamento de João Bosco Gomes.

        As versões sobre todo esse imbróglio têm, em comum, o relato segundo o qual, ao assumirem o controle das contas bancárias da Associação Beneficente Comunidade Família de Nazaré, os interventores encontraram, em lugar de dinheiro, dívidas. Existem relatos de que fiéis que emprestaram dinheiro a João Bosco Gomes, para ajudar na manutenção da Associação Beneficente Comunidade Família de Nazaré, cobram o pagamento dos interventores. Estes estariam tentando negociar o pagamento dos débitos. De resto, a Associação Beneficente Comunidade Família de Nazaré desocupou o imóvel alugado e voltou a funcionar precariamente em espaço cedido pela paróquia da Santíssima Trindade. Quanto a João Bosco Gomes, retornou para Cuiabá, juntamente com a família. Impune.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

TRUCULÊNCIA – A polícia da tucanalha


MURAL – Queixas & Denúncias


BLOG – Vírus impedem atualização

        Um ataque de vírus, ocorrido na virada de segunda-feira, 9, para terça-feira, 10, engessou o Blog do Barata, impedindo-me de atualizá-lo, ao alterar a configuração da página do Blogger, através da qual faz-se a atualização. Diante da ausência do profissional da minha confiança, passei estes últimos dias refém do imponderável, até entrar em cena uma das minhas enteadas, Camila Almeida. Formada em educação física, pela UEPA, a Universidade do Estado do Pará, e concluindo psicologia na UFPA, a Universidade Federal do Pará, ela tem um raro domínio sobre as ferramentas da internet, embora sem formação acadêmica em informática.

        Camila, diga-se, merece um comovido agradecimento, pela sua generosidade. Espontaneamente, ela fez um hiato na finalização do seu TCC, o Trabalho de Conclusão de Curso, para realizar uma varredura no micro no qual trabalho e restabelecer a normalidade, tornando possível a retomada da atualização do Blog do Barata.

MPE – Festejar o quê?

Neves (à esq.) com Jatene: subserviência que avilta o MPE.

        Uma sessão solene do Colégio de Procuradores de Justiça do MPE, o Ministério Público Estadual, assinala, nesta sexta-feira, 13, a passagem do Dia Nacional do Ministério Público, que transcorre neste próximo sábado, 14. Na ocasião serão outorgados o colar e medalha do Mérito Institucional, o Diploma de Honra ao Mérito da Corregedoria-Geral e o prêmio Procurador de Justiça Artemis Leite, concedido pela Ampep, a Associação do Ministério Público do Pará, em solenidade presidida procurador-geral de Justiça, Marcos Antônio Ferreira das Neves.
        Diante das lambanças protagonizadas pelo procurador-geral de Justiça, Marcos Antônio Ferreira das Neves, em tão pouco tempo de gestão, é inevitável a pergunta que não quer calar: festejar o quê?
        Ao patrocinar ou coonestar do tráfico de influência ao nepotismo, passando por contratos estigmatizados pela nódoa da suspeita de ilícito e pelo silêncio cúmplice diante da desídia, além de atrelar o MPE aos inquilinos do poder, ceifando a independência indispensável a quem cabe a missão de ser o fiscal da lei, Marcos Antônio Ferreira das Neves relega o Ministério Público Estadual à vala comum do descrédito. Por isso, o MPE, a rigor, nada tem a comemorar no Dia Nacional do Ministério Público. Não estivesse obnubilado pelas pompas e circunstâncias do cargo, em detrimento das obrigações que este impõe, a passagem do Dia Nacional do Ministério Público deveria servir, para Neves, como uma data propícia a uma autocrítica, indispensável para o MPE emergir do descrédito ao qual foi relegado pelo atual procurador-geral de Justiça, em sua insana soberba, que faz dele a vanguarda do atraso, ao reproduzir posturas que, no passado, criticava em seus antecessores.

        Lamentavelmente, o atual procurador-geral de Justiça atola-se no erro crasso dos poderosos de plantão, que tanto o deslumbram. Trata-se da auto-suficiência, que ajuda a alimentar a animosidade natural que cerca os muito poderosos em geral e os arrogantes em particular.

MPE – Vozes das ruas

        Pela pertinência de suas críticas, que servem para uma reflexão sobre os tortuosos atalhos do MPE, o Ministério Público Estadual, na atual gestão, reproduzo, como postagem, um comentário anônimo, em resposta a um internauta, também anônimo, defendendo a administração do procurador-geral de Justiça, Marcos Antônio Ferreira das Neves:

        “08:57, deves estar brincando. Sim, porque ou acredito que estás brincando, ou vou ter que acreditar que és um imbecil útil. Útil ao PGJ e seus pares. Afinal, achar que vamos nos 'c...r de medo', ficando uma semana na cadeira de um promotor, é uma piada muito boa e já dei muitas risadas.
        “Agora, falando sério, saiba que podemos ficar anos e anos na cadeira de um promotor, ou apenas algumas horas, e se seguirmos os caminhos de seus nobres colegas, a única coisa que vamos fazer é encher nossos bolsos sem trabalhar.
        “Poupe-me, anônimo! Esse MPE que descreves, com promotores investigando corruptos e fraudes em contratos públicos, deixou de existir quando o Dr. Medrado foi promovido.
        “Agora, anônimo, quem se c...ga de medo são os membros do MPE, porque os corruptos e as fraudes em contratos públicos que eles deveriam investigar e punir os responsáveis, estão dentro do MPE e ocorrendo no próprio MPE que defendes. Apenas para citar alguns exemplos, para refrescar tua memória, que deve estar muito atrapalhada com medo de tirarem teus ganhos flagrantemente imorais, lembro-te do contrato da Águia Net, que começou com custo de R$ 490 mil e já está em quase R$  1 milhão. Lembro-te, também, a nomeação do namorado da filha do PGJ e do amigo e engenheiro pessoal do PGJ, para assessorarem o próprio PGJ. Lembro-te, ainda, o caso da promotora Lorena, que foi nomeada em flagrante desrespeito à decisão do STF, apenas porque o pai dela era amigo do então presidente da Alepa. Também não podemos esquecer o caso da promotora Eliane Moreira, que ganhava sem trabalhar, pois lecionava na UFPA e no Cesupa, quando deveria estar trabalhando no MPE, em São Caetano de Odivelas. E tem também o caso do promotor Franklin Lobato Prado, que usou a máquina judiciária para cobrar agiotagem por ele praticada. Como podes comprovar, o que não faltam são exemplos de corrupção e fraudes dentro do MPE, que tentas defender, e seus colegas promotores e procuradores de Justiça nada fazem para investigar esses casos, e eles sim, assim como você, estão com as cuecas e calcinhas sujas (cheias daquilo)
        “Saiba, anônimo, que nenhum de nós iria se 'c...r de medo' ao ficar no lugar de promotores e procuradores de Justiça. Ao contrário, na cadeira deles, por apenas um dia, daríamos excelentes exemplos de como se deve trabalhar com seriedade, imparcialidade e independência em prol da sociedade, da coisa pública, do interesse público; e, com certeza, os nobres membros do Parquet paraense ficaram envergonhados, ao constatarem a eficiência dos anônimos.
        “Deixa de papo furado, anônimo, que aqui ninguém tem medo de investigar policiais corruptos, fraudes em contratos públicos, nem de investigar quem quer que seja o corrupto, muito menos se os corruptos forem promotores de Justiça, procuradores de Justiça, juizes, desembargadores, conselheiros de tribunais de Contas (Estado e Municípios), governadores, prefeitos, deputados estaduais, vereadores, secretários estaduais e municipais, ou servidores sem ‘patente’, pessoas essas que há muito deixaram de ser investigadas por suas excelências, membros do MPE, apesar de serem pagos, e muito bem pagos, para isso.
        “Saiba, também, anônimo, que além de investigar policiais corruptos e fraudes em contratos públicos, os membros do MPE são muito bem pagos pela sociedade para investigarem qualquer pessoa, com ou sem ‘patente’, que atente contra as leis, os princípios da administração pública e contra o erário.

        “Antes de dormir, anônimo, não esqueça de tomar a ‘bença’ do PGJ, teu senhor e mestre.

ZENALDO – Semec tenta dissimular rombo

Zenaldo Coutinho: malabarismo contábil para dissimular rombo.

        A lição da sabedoria popular nunca foi tão atual: nada melhor do que um dia depois do outro, com uma noite pelo meio.
        Segundo denúncia feito ao Blog do Barata, o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB), e seus prepostos entregaram-se a um autêntico malabarismo contábil para dissimular um rombo de R$ 48 milhões na folha de pagamento da Semec, a Secretaria Municiapal de Educação. Isso depois do próprio Zenaldo Coutinho tentar desqualificar a denúncia, em um estelionato midiático tão a gosto da tucanalha, a banda podre do PSDB do Pará.
        De acordo com a denúncia, o ardil do prefeito e seus prepostos, para dissimular o rombo de R$ 48 milhões, consiste em remanejar recursos, para cobrir o custo da folha de pagamento da Semec. O problema, acrescenta uma fonte da própria Semec, é que esse remanejamento se faz em detrimento das obras de reformas das escolas da rede municipal de ensino e da formação de professores.

        A atmosfera de caos é tanta e tamanha, como sublinha a fonte da Semec, que até semana passada nenhum professor (concursado ou não) havia recebido o vale-alimentação e o vale-transporte referente aos mês dezembro, que deveriam ter sido pagos no final de novembro último.

IGNOMÍNIA – Noiva inocenta Carlos Eduardo

Carlos Eduardo Nunes de Melo: vítima na iniquidade policial.

        “No mês do ocorrido, meu noivo estava de férias, e estive todos os dias com ele. E não é por amor que o defendo. É porque estava com ele, e afirmo que Carlos Eduardo nem sequer sabia do ocorrido. Soube pelos colegas de academia.”
        Feita em tom enfático e permeada por um inocultável sentimento de indignação, a declaração é de Rachel Santos, noiva de Carlos Eduardo Nunes de Melo, preso juntamente com Merian Ribeiro Formento, Laércio Augusto Gurjão Fernandes e Ronny Ewerton Santos da Silva, todos aspirantes da Polícia Militar. Os quatro são acusados de participarem da execução de um suspeito de ter assaltado a casa da aspirante da PM Merian Ribeiro Formento. “Infelizmente, Laércio (Augusto Gurjão Fernandes) e Carlos Eduardo (Nunes de Melo), entraram nessa história, por conta de uma foto. Chega a ser cômico: uma foto tirada em uma confraternização da academia”, sublinha Rachel Santos.

        A vítima da execução, assassinada a 25 de setembro deste ano, figurava como suspeita de ter assaltado a casa da aspirante da PM Merian Ribeiro Formento, no dia 22 de setembro passado, no distrito de Mosqueiro. De acordo com o inquérito da Decrif, a Delegacia de Crimes Funcionais da Polícia Civil, após o assalto Merian Ribeiro Formento, juntamente com outros PMs, iniciaram uma busca pelas casas do distrito, invadindo imóveis de várias famílias em busca do que teria sido roubado da residência da aspirante da PM.

IGNOMÍNIA – O devastador testemunho de Rachel

        Segue abaixo, na íntegra, o devastador testemunho de Rachel Santos, noiva de Carlos Eduardo Nunes de Melo, que esfarinha a acusação contra seu próprio noivo e Laércio Augusto Gurjão Fernandes, ambos aspirantes da PM:

        “Agora é minha vez de falar. Aos senhores ignorantes, não preciso que acreditem no que digo. Concordo, sim, que lugar de assassino é na cadeia, desde que existam provas que coloquem os acusados no local do crime e motivos para o crime. Nesse caso posso afirmar, não existem. A prisão, tanto de Laércio quanto de Carlos Eduardo, é arbitrária. De acordo com o processo dos mesmos, a testemunha, suposta vítima (que de vítima não tem nada), no primeiro reconhecimento afirmou que Carlos Eduardo não estava no dia do ocorrido, e dias depois volta atrás, dizendo não ter havido tempo para reconhecer direito. Então, solicitando um segundo reconhecimento, só reconheceu com boné. No mínimo duvidoso, assim como toda investigação.
        “Infelizmente, Laércio e Carlos Eduardo, entraram nessa história, por conta de uma foto. Chega a ser cômico: uma foto tirada em uma confraternização da academia. Foi como mamãe mandou, e os ganhadores foram justamente os dois, ao lado da aspirante Merian, também acusada, cuja casa havia sido assaltada.
        “No mês do ocorrido, meu noivo estava de férias, e estive todos os dias com ele. E não é por amor que o defendo. É porque estava com ele, e afirmo que Carlos Eduardo nem sequer sabia do ocorrido. Soube pelos colegas de academia.
        “Ninguém, apenas Deus sabe o sofrimento que tem sido, para os familiares de Carlos Eduardo e Laércio.
        “Sem dúvida nenhuma, lugar de marginal é enjaulado, de marginal, e não pessoas cujo a culpa lhe foi imposta. Se tivessem prendido o ladrão, mesmo passado o flagrante, talvez esse pesadelo não estivesse acontecendo. Marginal solto e gente inocente presa. Essa é a Justiça do nosso país!


        “Muito prazer, meu nome é Rachel Santos e sou noiva do aspirante Carlos Eduardo.”