sábado, 25 de junho de 2011

Y.YAMADA PLAZA – Pouco caso com a segurança

Como ilustra a foto ao lado, os Yamada seguem imbatíveis no seu proverbial desapreço pelo conforto e segurança dos seus clientes do Y.Yamada Plaza.
O corredor que conduz aos caixas eletrônicos, localizados em uma área livre da sobreloja e que passa ao lado da área do restaurante PommeDOr, foi entulhado de velocípides e carros a estes assemelhados. O que obviamente reduziu a área de circulação, sujeitando as pessoas, sobretudos idosos, a um tropeção involuntário e/ou uma eventual queda, de conseqüências imprevisíveis, principalmente para aqueles que já atingiram a terceira idade.
Nada mais emblemático do menosprezo dos Yamada pelo consumidor que a manutenção do próprio Y.Yamada Plaza, hoje repleto de goteiras, que se revelam a uma chuva um pouco mais intensa que o habitual. Pelo tempo que perdura o problema, não há como minimizar o descaso.

MEMÓRIA – O descaso doloso do nefasto Dudu


Além de já ter contra si os desvarios de Paulo Chaves, o ladrão da história, o Pará também enfrenta o predador da memória histórica do Estado, o prefeito de Belém, Duciomar Costa (PTB), o nefasto Dudu, cuja criminosa inércia se reflete no abandono ao qual ficou relegado o Palacete Bolonha, como ilustram as fotos acima. Além de ser um autêntico serial killer da população carente, na qual se sucedem as mortes provocadas pelo sucateamento da saúde pública municipal, o nefasto também trata com inocultável menosprezo os legados históricos que a todos nós, paraenses, pertence.
Em verdade, o nefasto Dudu, o falsário do passado que tornou-se o farsante dos dias atuais, vem a ser a versão 1,99 de Paulo Chaves, novamente feito secretário estadual de Cultura. Chaves, o PC da tucanalha, recorde-se, já sepultou um chafariz da Praça da República, transformou literalmente em pó o centenário muro do Forte do Castelo – que pelo tempo decorrido já estava incorporado a edificação, ainda que originalmente dela não fizesse parte – e, por fim, deixou sumir graciosamente um muiraquitã branco de jadeíta, de 50 milímetros, 42 gramas, de origem tapajônica e com idade aproximada de 2,5 mil anos.
Pobre Pará!

TROCA – Permuta entre Big Ben e panificadora

Um dos mais tradicionais pontos comerciais do bairro de São Brás vai trocar de mãos. Trata-se do imóvel localizado na avenida Magalhães Barata, nº 885, esquina com a travessa 14 de Abril, que existe como ponto comercial há quase 80 anos e hoje abriga a Panificadora Avenida (foto), cujo novo prédio já está em construção. Oficialmente, trata-se de uma permuta, pela qual o grupo Aguilera adquire o imóvel, que passará a abrigar uma nova loja da rede de farmácias Big Ben, em prédio a ser ainda construído e cuja área se estenderá a um imóvel contíguo, de frente para a avenida Magalhães Barata. Esse imóvel contíguo, também comprado pelos Aguilera, abrigava há algo em torno de 50 anos uma loja de tecidos, a Leila Modas.
Mas os moradores do entorno não ficarão privados da Panificadora Avenida, uma das mais tradicionais de São Brás. Os Aguilera não só adquiriram um terceiro imóvel, de frente para a avenida Magalhães Barata, ao lado dos dois outros que vão abrigar a nova loja da sua rede de farmácias. É neste terceiro imóvel, frontal a avenida Magalhães Barata, que esta sendo erguida a nova Panificadora Avenida, com uma área de recuo, destinada ao estacionamento.
Segundo o atual proprietário da Panificadora Avenida, Armênio Morgado, 52 anos, um português que fixou raízes em Belém, onde desembarcou adolescente há 35 anos atrás, trata-se apenas e tão-somente de uma permuta. Pela qual caberá aos Aguilera a construção do novo prédio que passará a abrigar a Panificadora Avenida. Especula-se, porém, que Morgado ainda teria embolsado cerca de R$ 1,5 milhão, o que ele nega enfaticamente.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

DESGOVERNO – Muita lorota e vaidade

DESGOVERNO – Jatene ignora concursados

Há certas atitudes que desmentem biografias ou dizem tudo sobre elas. No caso do governador tucano Simão Jatene, por exemplo, não se pode dizer que surpreenda seu recorrente menosprezo ao drama dos concursados, um contingente calculado em 4.500 pessoas à espera de nomeação, cujos apelos voltou a ignorar solenemente em sua passagem por Santarém, a pretexto dos 350 anos do município, comemorados quarta-feira, 22. Diante da inauguração de 15 novas máquinas de hemodiálise pelo governador, no Hospital Regional do Baixo-Amazonas, enfermeiros, técnicos em enfermagem e outros profissionais de saúde, apoiados por um carro-som, fizeram um protesto, portando faixas, cartazes e nariz de palhaço, reivindicando a nomeação dos concursados (foto). O truculento magote de seguranças do governador tucano tratou de impedir o acesso dos manifestantes a Jatene, restando-lhes os acenos, com ares de balela, de uma audiência, em data, hora e local indefinidos, e ainda assim condicionada ao fim do protesto.
A imposição da tucanalha, que condicionava um eventual acesso dos manifestantes a Jatene a suspensão do protesto, foi por estes peremptoriamente descartada. O que não intimidou os mais afoitos, que prestaram-se ao patético papel de moleques de recado, tal qual ocorreu com o próprio secretário estadual de Saúde, Hélio Franco, e o deputado tucano Alexandre Von. Ambos foram ao encontro dos manifestantes, propondo conversar “oportunamente” com eles, desde que o protesto fosse imediatamente suspenso, uma condição a priori rejeitada. Mas o engodo palaciano não ficou por aí. Ele incluiu até a aparição de um suposto assessor de imprensa de Simão Jatene, de identidade desconhecida, acenando com o “direito” a um suposto encontro de 20 minutos dos manifestantes com Simão Jatene – sem porém definir data, hora e local da reunião -, para o qual a condição sine qua non seria que abortassem o protesto. Ao ver rejeitada a “conversa para boi dormir”, conforme definição de um dos manifestantes, o pretenso jornalista, visivelmente irritado, escafedeu-se.

DESGOVERNO – Despautérios em série

Um capítulo à parte, no protesto dos concursados em Santarém, foram os despautérios em série, protagonizados pelo secretário estadual de Saúde, Hélio Franco (foto, com os manifestantes), e pelo deputado Alexandre Von, do PSDB e que tem em Santarém seu principal reduto eleitoral. Ambos, no desabafo dos militantes da Asconpa, a Associação dos Concursados do Pará, mandaram os escrúpulos às favas e dispararam uma avalancha de sandices, que ofendem a inteligência e o decoro. Algo tanto mais surpreendente no caso de Franco, que fixou a imagem de um médico competente e um administrador sério, desconstruída agora, no comando da Sespa, a Secretaria de Estado de Saúde Pública.
Dentre outras pérolas, o secretário estadual de Saúde declarou, conforme os manifestantes, que o concurso público para o Hospital Regional do Baixo Amazonas teria sido “uma grande bobagem, um erro que não deveria ter sido feito, por ter sido mal estudado previamente". “Para nós, o erro a que se refere o secretário de Saúde diz respeito a assinatura do contrato com a Pró-Saúde, que administra mal o Hospital Regional, não é fiscalizada, recebe dinheiro para isso e ainda se dá o direito de não nomear os concursados”, retruca José Emílio Almeida, presidente da Ascopa, que vê na situação um episódio clássico de “improbidade administrativa”.
Quanto a Alexandre Von, os manifestantes observam que ele levou ao paroxismo o escárnio diante do drama dos concursados à espera de nomeação, claramente postergada pelo governador Simão Jatene. O parlamentar tucano simplesmente propôs, candidamente, que os concursados desistam das suas nomeações e assinem contrato trabalhista com a Pró-Saúde. “Isso porque, segundo o deputado tucano, o governo não pode ferir um contrato feito com a Pró-Saúde, ainda que sejam transgredidos os direitos constitucionais dos concursados!”, indigna-se José Emílio Almeida, o presidente da Asconpa. “O deputado também propôs que os concursados assumam cargos nos pólos da Sespa, mesmo que esses pólos estejam situados em localidades distantes, bem longe de Santarém”, acrescenta Almeida.

DESGOVERNO – Imprensa santarena amordaçada

O mais grave, de acordo com denúncia da Asconpa, é que o governo Simão Jatene aparentemente comprou, em troca de verba publicitária, o silêncio da imprensa santarena. “Vários canais de televisão de Santarém estiveram presentes no local e cobriram o protesto, inclusive entrevistando os concursados. No entanto, nenhuma notícia sobre a manifestação foi veiculada nos telejornais de Santarém”, relata José Emílio Almeida, o presidente da Asconpa, repercutindo denúncia dos concursados santarenos.
Seja como for, acrescentou Almeida, os concursados estão irredutíveis na luta pelos seus direitos. “Para nós, vale o que está escrito no edital do concurso e no Diário Oficial do Estado. Esses documentos nos garantem direitos que não podem ser ignorado pelas autoridades”, acentua, arrematando.

DESGOVERNO – Flagrantes do protesto









Flagrantes da manifestação dos concursados. Na última das fotos, abaixo, figura o suposto assessor de imprensa do governador Simão Jatene, que pretendeu abortar o protesto com uma “conversa para boi dormir”, na definição dos concursados.

ALEPA – O portfolio de Ana Mayra na Europa

Alegar precedentes, para justificar a pilhagem aos cofres públicos, segue a lógica do malfeitor. Por isso não surpreende a tentativa de desqualificar a denúncia do blog sobre a tramóia da qual foi beneficiária a jovem advogada Ana Mayra Leite, flagrado cursando mestrado em Lisboa, Portugal, a despeito de ocupar um cargo comissionado na Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, embolsando regularmente seus vencimentos, apesar de ausente do Palácio Cabanagem. Abrigada no gabinete da deputada peemedebista Simone Morgado - 1ª secretária da Alepa e de estreitos vínculos com o ex-governador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará –, a fantasminha vinha tendo sua pretensa freqüência atestada mensalmente, um agravante a mais na tramóia.
A permanência de Ana Mayra em Portugal, ao mesmo tempo em que embolsava indevidamente os vencimentos pagos pela Alepa, mediante fraude na lista de frequência, está atestado na página que mantém no Facebook, um site de relacionamento na internet. E pode ser ilustrado pelas fotos da temporada européia da jovem advogada, conforme o portfolio da fantasminha no Facebook. Ana Mayra, ao que parece, teve em quem se inspirar. Seu pai, o advogado José Leite, é também servidor da Alepa, lotado na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Assembléia Legislativa, embora por muito tempo não fosse visto no Palácio Cabanagem, no qual voltou a circular após o imbróglio envolvendo a filha. A mãe da jovem, Márcia Leite, é igualmente servidora da Alepa e também lotada na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária. Márcia e José Leite, diga-se, são militantes históricos do PMDB.
Comprovada a denúncia, aguarda-se, agora, que o erário seja ressarciado, diante da pilhagem que representou o dinheiro indevidamente pago pela Alepa para Ana Mayra Leite. Uma obrigação que cabe à deputada Simone Morgado, sem a leniência da qual, aparentemente, o embuste não poderia ter sido perpetrado. Sem esquecer, naturalmente, das providências legais, diante da fraude na lista de frequência, que mensalmente atestava a suposta presença da jovem advogada.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

ALEPA – Fantasminha muito viajada

ALEPA – Denúncia compromete Mário Couto

A denúncia do MPE, Ministério Público Estadual, contra seis dos envolvidos em fraudes em licitações da Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, compromete sobretudo o hoje senador Mário Couto (foto), do PSDB e na época presidente do Legislativo estadual. Foram denunciados Sérgio Duboc Moreira, ex-diretor financeiro da Alepa; Daura Irene Xavier Hage e Sandro Rogério Nogueira Sousa Matos, ex-integrantes da comissão de licitação da Alepa; Rosana Cristina Barletta de Castro, chefe do controle interno da Alepa; e os empresários José Carlos Rodrigues de Sousa e Josimar Pereira Gomes, ex-marido e cunhado de Daura Hage, respectivamente, cujas empresas foram beneficiadas com as falcatruas. Sandro Rogério Nogueira Sousa Matos e José Carlos Rodrigues de Souza encontram-se presos e Sérgio Duboc Moreira – homem de confiança do senador Mário Couto -, cuja prisão também foi decretada, permanece foragido.
Um ex-bicheiro, o então deputado tucano Mário Couto tornou-se presidente da Alepa, que comandou de 2003 a 2007. Turbinado pelo cargo, acabou catapultado para o Senado nas eleições de 2006, nas quais a então senadora petista Ana Júlia Carepa derrotou o ex-governador Almir Gabriel, candidato pelo PSDB na disputa pelo Palácio dos Despachos. Mário Couto desembarcou em Brasília com um discurso de suposta austeridade, para consumo externo, e passou na alimentar a pretensão de chegar a governador. Essa ambição e seus movimentos erráticos dela decorrente, certamente explicam o porquê, a despeito das aparências em contrário, tornou-se politicamente inconveniente para o governador tucano Simão Jatene e para o ex-governador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará.

ALEPA – Escândalo tisna imagem do senador

A imagem de probidade que o senador tucano Mário Couto passou a tentar vender a partir de Brasília, com a colaboração de O Liberal, começou a ser tisnada com a investigação do MPE sobre as fraudes na folha de pagamento da Alepa, na gestão do ex-deputado Domingos Juvenil, do PMDB, ex-presidente da Assembléia Legislativa. Os indícios de falcatruas – que em um primeiro momento o promotor de Justiça Agnaldo Azevedo afirmou também retroagir às gestões de Couto e do deputado Martinho Carmona, hoje no PMDB, então no PSDB, como presidente da Alepa – logo alcançaram Sérgio Duboc (foto de Rogério Uchoa, do Diário Online). Íntimo do senador tucano, Duboc foi diretor financeiro da Assembléia Legislativa nas administrações do próprio Mário Couto e de Domingos Juvenil.
Homem de confiança de Mário Couto e arrogante como este, Duboc acabou sendo defenestrado do Detran, o atrativo Departamento de Trânsito do Estado do Pará, que por dispor de recursos próprios é uma tradicional fonte de caixas de campanha. A exoneração de Duboc do cargo de diretor geral do Detran, que na partilha política da máquina administrativa estadual coube a Couto, representou um considerável desgaste ao senador tucano. Convém não esquecer que os documentos revelando as fraudes em licitações na gestão de Mário Couto, como presidente da Alepa, foram encontrados no gabinete de Duboc no Detran. Não por acaso, desde então a autarquia permanece em clima de interinidade, um termômetro do inferno astral de Couto.

ALEPA – O toour da fantasminha

Internauta, que se deu à pachorra de acessar o Facebook, um site de relacionamento, no qual Ana Mayra Leite tem conta, confirma a denúncia do blog, que escancarou o clima de permissividade no Palácio Cabanagem. Na página mantida pela jovem advogada no Facebook(na reprodução acima), que até a denúncia ocupava um cargo comissionado na Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, Ana Mayra confirma sua condição de mestranda da Universidade de Lisboa.
Pelo relato da fantasminha camarada no Facebook, ela passou o ano de 2010 em Lisboa, só finalizando as aulas presenciais já em 2011. Depois, segundo seu próprio relato, fez um toour pela Europa, juntamente com amigos, até porque ninguém é de ferro. “Tudo muito fácil às custas do dinheiro público, não é?”, questiona, irônica, a fonte do blog.
Filha de dois servidores da Alepa, Márcia e José Leite, militantes históricos do PMDB, Ana Mayra Leite, recorde-se, migrou da condição de estagiária para um cargo comissionado no Palácio dos Despachos e estava abrigada no gabinete da deputada peemedebista Simone Morgado, 1ª secretária da Assembléia Legislativa. A parlamentar tem sua ascensão política associada a um suposto affaire com o ex-governador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará.

JATENE – Sinecuras vão custar R$ 5,5 milhões

R$ 5,5 milhões. Segundo revelou O Liberal, o principal jornal do grupo de comunicação da família Maiorna, este será o custo da marmota do governador tucano Simão Jatene (foto), com a lambança da reforma administrativa que ressuscitará as secretarias especiais, embutindo a criação de 966 cargos comissionados, fontes históricas de sinecuras que sangram o erário. O projeto, enviado à Assembléia Legislativa do Pará com pedido de urgência, representa um escárnio aos concursados à espera de nomeação, um contingente estimado em 4.500 pessoas, e ao contribuinte, obrigado a arcar com o ônus da farra de cargos DAS, indispensáveis para saciar o apetite eleitoreiro da tucanalha.
As secretarias especiais, convém lembrar, foram criadas no segundo mandato – de 1999 a 2002 - de Almir Gabriel, então o manda-chuva do PSDB, que tinha como eminência parda justamente Simão Jatene, hoje tratado como inimigo figadal pelo ex-governador, que a ele debita sua derrota na sucessão estadual de 2006. As secretarias especiais perduraram no primeiro mandato como governador, de 2002 a 2006, de Jatene, protagonista de uma administração opaca, apesar da boa imagem junto ao eleitorado, resultado de uma intensa e cara propaganda enganosa, que consolidou a prosperidade da família Maiorana e de Orly Bezerra, o marketeiro-mor da tucanalha. As secretarias especiais foram extintas no governo Ana Júlia Carepa, de 2007 a 2020, embora sem reduzir a elefantíase da máquina administrativa, alimentada, durante o mandato da governadora petista, com a farra dos temporários, na qual se esbaldaram os petralhas. A exemplo do que já fez e volta a fazer agora a tucanalha, hoje dividindo o regabofe do poder com o PMDB do ex-governador Jader Barbalho, o Anhangá do passado, a quem os tucanos satanizavam até passado recente e ao qual tratam, na atualidade, com as honras reservadas a um ilustre comensal.
O mais grave é que toda essa lambança parece condenada a passar incólume pelo Palácio Cabanagem. A despeito de suas desastrosas repercussões, seja para o erário, seja para a política social que cabe ao governo estadual. Afinal, PSDB e PMDB estão juntos na pilhagem aos cofres públicos. Trata-se da vanguarda do atraso.

JATENE – Emendas diante das lambanças

De acordo com o site da própria Alepa, os relatores do projeto, deputados Raimundo Santos (PR) e (PSDB), acolheram três emendas formuladas pela bancada do PT.
A primeira mantém a autonomia da Defensoria Pública, que na proposta original é atrelada ao gabinete do governador. A segunda assegura que as nomeações dos membros dos Conselhos Regulares para o exercício do controle social sobre a gestão pública, previstos por lei estadual, sejam feitas pela Assembleia Legislativa, tal qual se dá, e não por decreto do governador, como estabelece o projeto do Executivo. Outra emenda remete a Secretaria de Ciência e Tecnologia para a área de Desenvolvimento Sustentável e não a de logística, como previsto originalmente no projeto

JATENE – A proposta da tucanalha

Pela proposta da tucanalha, a reforma administrativa incluirá a criação das secretarias especiais de Gestão; de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção; de Infraestrutura e Logística para o Desenvolvimento Sustentável; e de Promoção Social. Ficarão diretamente subordinadas ao gabinetes do governador, pela proposta do Executivo, a Secretaria de Segurança Pública, a Casa Militar, a Casa Civil, a Consultoria Geral do Estado, a Procuradoria Geral do Estado, a Auditoria Geral do Estado, a Ação Social Integrada e a Secretaria de Comunicação.
De acordo com o projeto encaminhado à Alepa, serão extintas a Secretaria de Governo, a Secretaria de Projetos Estratégicos, a Secretaria de Integração Regional e a Coordenação de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento Sustentável.

JATENE – Como fica a hierarquia administrativa

De acordo com a proposta do Palácio dos Despachos, assim ficaria a hierarquia administrativa com a criação das novas secretarias:

Secretaria Especial de Gestão – A ela ficarão subordinados: Secretaria de Administração; Fazenda; Planejamento, Orçamento e Finanças; Instituto de Gestão Previdenciária; Instituto de Assistência dos Servidores do Estado; Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental; Escola de Governo; Loteria do Estado do Pará; Imprensa Oficial do Estado; Empresa de Processamento de Dados; Banco do Estado do Pará.

Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção - A ela ficarão subordinados: Secretaria de Agricultura; Pesca e Aquicultura; Agência de Defesa Agropecuária; Junta Comercial; Empresa de Assistência Técnica; Centrais de Abastecimento; Companhia de Desenvolvimento Industrial; Companhia Paraense de Turismo e Fundação de Amparo à Pesquisa.

Secretaria Especial de Infraestrutura e Logística para o Desenvolvimento Sustentável – A ela ficarão subordinados: Secretaria de Transporte; Integração Regional, Desenvolvimento Urbano e Metropolitano; Obras Públicas; Meio Ambiente; Ciência e Tecnologia; Instituto de Terras; Agência Estadual de Regulação e Controle de Serviços Públicos; Companhia de Saneamento; Companhia de Portos e Hidrovias; Companhia de Habitação e Companhia de Gás.

Secretaria Especial de Promoção Social - A ela ficarão subordinados: Secretaria de Educação; Cultura; Esporte e Lazer; Universidade do Estado do Pará; Instituto de Artes; Fundação Cultural Tancredo Neves; Fundação Carlos Gomes e Fundação Curro Velho.

Secretaria Especial de Proteção Social - A ela ficarão subordinados: Secretaria de Saúde Pública; Assistência Social; Trabalho, Emprego e Renda; Justiça e Direitos Humanos; Defensoria Pública; Instituto de Metrologia; Hospital Ophir Loyola; Fundação Santa Casa; Fundação Centro de Hemoterapia; Hospital de Clínicas Gaspar Viana; Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará.

Gabinete do governador – A este ficarão diretamente subordinadas a Secretaria de Segurança Pública, a Casa Militar, a Casa Civil, a Consultoria Geral do Estado, a Procuradoria Geral do Estado – e por extensão a Defensoria Pública - , a Auditoria Geral do Estado, a Ação Social Integrada e a Secretaria de Comunicação.

LÍDER – Apreendido feijão com insetos vivos

Vinte e três toneladas de feijão preto impróprio para consumo - contendo insetos vivos - foram apreendidas na manhã desta quarta-feira, 22, no depósito central do Supermercado Líder. A apreensão resultou de fiscalização envolvendo o MPE, o Ministério Público Estadual, a Adepará, a Agência de Defesa Agropecuária do Pará, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o Procon, o Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor.
A informação é da Assessoria de Imprensa do MPE, de acordo com a qual a fiscalização faz parte do trabalho contínuo, das instituições que dela participaram, para verificar periodicamente, nos depósitos de mercadorias dos estabelecimentos de Belém, a qualidade do arroz e feijão comercializados. Nas inspeções, várias amostras são recolhidas e enviadas para laboratórios. O promotor de Justiça Marco Aurélio Lima, que atua na Defesa do Direito do Consumidor, informou que o Ministério da Agricultura vai autuar o Líder. Também será aberto um procedimento administrativo, acrescenta a Assessoria de Imprensa do MPE.

LÍDER – Um grupo com vastos negócios

De acordo com o seu próprio portal, as origens do grupo Líder remotam à década de 1960, quando Jerônimo Rodrigues e seus filhos – Osmar, Oscar, João, José e Celso – dedicavam-se ao comércio, a partir de Igarapé-Miri, com uma pequena frota, de quatro embarcações, abastecendo os ribeirinhos na rota do Marajó, da região do Sallgado e, depois, no Baixo Amazonas. Em 1973, acrescenta o portal do grupo, a família Rodrigues chega a Belém e compra o Café Líder, no Porto do Sal. No mesmo ano, funda os Armazéns Líder, atuando no comércio atacadista de gêneros alimentícios. Em 1975, o grupo Líder inaugurou seu primeiro supermercado, localizado no bairro da Condor, acrescenta o relato do portal do conglomerado do grupo.
O grupo Líder hoje compreende, de acordo com seu portal, 14 supermercados, além do Castanheira Shopping Center, das oito lojas de departamento Magazan, da rede de farmácias FarmaLíder, com 15 lojas, e outros empreendimentos – Cartão Liderzan, Café Líder, Fomento Mercantil, Castanheira Empreendimentos e Fazenda Três Marias.

terça-feira, 21 de junho de 2011

FANTASMINHA – A musa da máfia legislativa

ALEPA – Pioneiro boicota decisão do STF

A pretexto de que ainda não foi formalmente comunicado da sentença, o deputado tucano Manoel Pioneiro (foto, à dir., com Domingos Juvenil), atual presidente da Alepa, a Assembleia Legislativa do Pará, parece determinado a postergar a decisão do STF, o Supremo Tribunal Federal, determinando a reintegração da servidora Maria do Perpetuo Socorro Medrado, em cargo equivalente ao que ocupava, a quando da sua exoneração, em 1996. Ela obteve a reintegração em 2010, mas a execução provisória da sentença, que habitualmente respeita os termos da determinação judicial, não foi observado pela Alepa, que reinquadrou-a em cargo com referências inferiores as daquele que ocupava originalmente. Pior, muito pior, foi a informação de que a Alepa não tem previsão sobre quando deverá pagar o mês a vencer e muito menos o retroativo que deve a Maria do Perpetuo Socorro Medrado.
A recalcitrância da Alepa em promover a execução provisória da sentença nos termos da determinação do STF soa, fatalmente, a uma execrável retaliação. Maria do Perpetuo Socorro Medrado é casada com o promotor de Justiça Nelson Medrado, da Promotoria de Improbidade Administrativa, que apura as falcatruas ocorridas nas últimas décadas na Alepa, em um escândalo deflagrado pelas fraudes na folha de pagamento do Palácio Cabanagem. As investigações, que inicialmente remetiam à gestão do ex-deputado Domingos Juvenil (PMDB) como presidente da Alepa, de 2007 a 2011, acabaram alcançando as administrações de seus dois antecessores imediatos, o hoje senador Mário Couto (PSDB), e o deputado Martinho Carmona, então no PSDB e hoje no PMDB, para o qual migrou após uma breve passagem pelo PDT. Mário Couto presidiu a Alepa de 2003 a 2007 e Martinho Carmona de 1999 a 2003.

ALEPA – Lobby pela impunidade

Teria como epicentro a OAB do Pará, a Ordem dos Advogados do Brasil, um poderoso lobby, turbinado pelo corporativismo, destinado a poupar os procuradores da Alepa, a Assembleia Legislativa do Pará, nas investigações sobre as falcatruas registradas no Palácio Cabanagem. Segundo essa versão, o lobby teria encontrado terreno fértil no colégio de procuradores do Ministério Público do Pará. Resta saber se vai comprometer as investigações dos promotores de Justiça que rastreiam os desmandos, alguns dos quais de caráter sistêmico, rastreados no Palácio Cabanagem.
Segundo ainda essa versão, isso explicaria o porquê das parcas referências, na grande imprensa do Pará, sobre Augusto Gambôa (foto) e Maria de Nazaré Rodrigues Nogueira, a Naná, ambos do quadro de procuradores da Alepa, célebres pelo desrespeito ao redutor constitucional, segundo fontes do Ministério Público Estadual. Gambôa, atual diretor administrativo do TCE, o Tribunal de Contas do Estado do Pará, é o destinatário de um contracheque no valor de R$ 83 mil, que caiu em mãos dos promotores de Justiça que investigam as falcatruas na Alepa. Naná presidiu a comissão de licitação da Alepa, durante a administração do ex-deputado peemedebista Domingos Juvenil como presidente da Assembleia Legislativa do Pará, uma gestão pontuada por denúncias de corrupção.

ALEPA – Perdura o silêncio sobre Ana Mayra Leite

Perdura o silêncio sobre as eventuais providências diante da tramóia protagonizada por Ana Mayra Leite, a jovem advogada que mesmo residindo atualmente em Portugal, onde cursaria o mestrado, permanecia embolsando seus vencimentos como comissionada da Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará. Com um detalhe adicional: sua freqüência vinha sendo atestada mensalmente.
Depois da denúncia deste blog, Ana Mayra Leite pediu exoneração. Ela estava lotada no gabinete da deputada peemedebista Simone Morgado (foto), 1ª secretária da Alepa, cuja ascensão política é associada ao affaire que supostamente mantém com o ex-governador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará.
Ana Mayra Leite, recorde-se, é filga de Márcia e José Leite, ambos também servidores da Alepa e militantes históricos do PMDB. E, ao que consta, ambos lotados na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Alepa, que na legislatura passada foi presidida por Simone Morgado. Embora há um bom tempo José Leite, que é advogado, não seja visto pelo Palácio Cabanagem.

MPE – Rede de intrigas envolve Macieira

Para consumo externo, como de hábito, o assunto é de todos desconhecido. Mas, intramuros, prospera a rede de intrigas em torno do suposto autor da denúncia envolvendo a questionada nomeação da promotora de Justiça Lorena Moura Barbosa, que teria sido aprovada, em concurso público, sem contemplar os requisitos exigidos para o exercício do cargo.
As suspeitas, que teriam deixado ensandecido o atual procurador-geral de Justiça, Antônio Eduardo Barleta de Almeida, tido e havido como de perfil algo iracundo, recaem sobre o promotor de Justiça Waldir Macieira da Costa Filho (foto, em primeiro plano). Este vem a ser, diga-se, um profissional de competência, probidade e experiência consensualmente reconhecidas.
Fica o registro da versão, que varre os gabinetes refrigerados do Ministério Público Estadual.

MPE – Justiça suspende obras de prédios

Na esteira de uma ação civil pública movida pelo MPE, Ministério Público Estadual, MPF, Ministério Público Federal, e AGU, Advocacia Geral da União, as construtoras Premium e Cyrella, responsáveis pelas construções dos edifícios Mirage Bay e Premium, estão oficialmente impedidas de prosseguir com suas obras dos dois prédios. A decisão é do juiz Hugo Gama Filho, da 9ª Vara de Justiça Federal em Belém, com base na denúncia segundo a qual as obras estão em desacordo com o Plano Diretor Urbano de Belém, que define a atuação do poder público e da iniciativa privado na construção de imóveis.
Segundo release da Assessoria de Imprensa do MPE, na liminar a justiça determina a suspensão das obras até a realização do estudo de impacto ambiental e do estudo de impacto de vizinhança. A multa diária pelo descumprimento é de R$ 50 mil. O Promotor de Justiça de Meio Ambiente Benedito Wilson Sá - um dos responsáveis pela ação civil pública – explicou, ainda de acordo com o release, que a construção de prédios na orla de Belém impede a circulação da brisa produzida na área da orla da Baía do Guajará. “Isso causa desconforto térmico pra quem mora nas proximidades e a quem passa na rua. Seria uma influência negativa na qualidade de vida”, assinala o promotor, acrescenta o release.
Benedito Wilson disse ainda que a visão do rio que banha a cidade também fica prejudicada com a construção de prédios na orla. Um estudo realizado pela UFPA, Universidades Federal do Pará, e Unama, Universidade da Amazônia, em conjunto com o Museu Emílio Goeldi e o Ibama, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, evidenciou que haveria prejuízos na questão sanitária, já que o esgoto não teria onde desaguar. O release acentua também que o promotor revelou que a prefeitura de Belém já autorizou a construção de 32 prédios na orla de Belém.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

ALEPA – Ratazanas assassinas na festa do arromba

ALEPA – Ana Mayra teria solicitado exoneração

Ana Mayra Leite (foto), a fantasminha camarada do Palácio Cabanagem, teria solicitado exoneração do cargo comissionado que ocupa na Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, a despeito de atualmente residir em Portugal. Uma jovem e bela advogada, ela migrou da condição de estagiária para um cargo comissionado e, embora em Portugal, permanece embolsando regularmente seus vencimentos e usufruindo de vantagens adicionais, como tíquetes refeição e cestas básicas, com sua freqüência sendo mensalmente atestada. Ana Mayra seria lotada no gabinete da deputada peemedebista Simone Morgado, atual 1ª secretária da Alepa e cuja ascensão política é associada ao affaire que supostamente mantém com o ex-governador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará.
A informação, que carece de confirmação, é de fonte do próprio Palácio Cabanagem. De acordo com essa informação, o pedido de exoneração de Ana Mayra Leite coincidiria com uma solicitação do Ministério Público, feita à Diretoria de Gestão da Alepa, requerendo a relação e freqüência dos servidores lotados no gabinete da deputada Simone Morgado. A tramóia, da qual é beneficiária a jovem advogada, foi denunciada com exclusividade pelo Blog do Barata.

ALEPA – Os personagens da tramóia

Ana Mayra Leite é filha do casal Márcia e José Leite, ambos também servidores da Alepa. Márcia Leite (foto, à esq., com Simone Morgado), que também ocupa um cargo comissionado, é lotada na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Assembléia Legislativa. José Leite, advogado, seria também lotado na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária, embora há muito tempo não seja visto no Palácio Cabanagem. Na legislatura passada, a Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária foi presidida pela deputada Simone Morgado, atual 1ª secretária da Alepa e suposta avalista da tramóia da qual é beneficiária Ana Mayra.
Militantes históricos do PMDB, Márcia e José Leite figuram como beneficiários do simulacro de Plano de Cargos e Salários patrocinado pelo ex-deputado peemedebista Domingos Juvenil, quando presidente da Alepa, de 2007 a 2001. Com o arremedo de PCS, repleto de ilegalidades e imoralidades e beneficiando um reduzido elenco de ungidos, ambos, cujos respectivos vencimentos não ultrapassavam R$ 2 mil mensais, saltaram para R$ 6 mil, por mês, cada um.

ALEPA – E o dinheiro ilegalmente embolsado?

Mesmo confirmado o pedido de exoneração de Ana Mayra Leite, perduram perguntas que não querem calar e aguardam por respostas convincentes. A primeira delas, naturalmente, é saber se a jovem advogada vai ressarcir o erário, devolvendo a este os vencimentos embolsados ilegalmente?
Não faltam outras indagações à espera de esclarecimentos. Tais como: Quem patrocinou a tramóia beneficiando ilegalmente Ana Mayra Leite? A deputada Simone Morgado (foto, ao centro, sendo condecorado pelo então procurador-geral de Justiça, Geraldo Rocha) coonestou, como se suspeita, a falcatrua? Se a deputada do PMDB coonestou a fraude, não cabe a cassação do seu mandato, por improbidade administrativa e/ou quebra do decoro parlamentar? Quem bancou a passagem aérea da servidora, com destino a Portugal? Quem fraudou o registro de freqüência da jovem advogada, depois de sua viagem para Portugal? Quem saca, presumivelmente mediante procuração, os vencimentos irregularmente embolsados mensalmente por Ana Mayra?
Pelo bem da moralidade pública, o contribuinte aguarda por esclarecimentos.

domingo, 19 de junho de 2011

ALEPA – Saga fantasmagórica

ALEPA – Simone coonestaria tramóia de Ana Mayra

Mesmo contemplando a parlamentar do PMDB com o princípio da inocência presumida, convém não desconhecer, pela sua gravidade, a denúncia. Trata-se da versão segundo a qual a deputada Simone Morgado, que é também a atual 1ª secretária da Alepa, a Assembleia Legislativa do Pará, abrigaria em seu gabinete Ana Mayra Leite (foto), a fantasminha camarada do Palácio Cabanagem.
Ana Mayra Leite vem ser a jovem advogada que migrou da condição de estagiária para um cargo comissionado na Alepa, embolsando regularmente seus vencimentos e usufruindo de vantagens adicionais, mesmo residindo atualmente em Portugal. Ao que consta, sua suposta freqüência é atestada mensalmente.
Ana Mayra Leite é filha do casal Márcia e José Leite, ambos também servidores da Alepa e militantes históricos do PMDB. A mãe da jovem advogada, Márcia Leite, é servidora efetiva e ocupa um cargo comissionado na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Assembléia Legislativa. O pai, o advogado José Leite, é igualmente servidor da Alepa, embora há muito tempo não seja visto no Palácio Cabanagem. Tal qual a mulher, ele também estaria abrigado na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária, segundo versão veiculada em um comentário anônimo, feito neste blog.
Na legislatura passada, recorde-se, a Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária foi presidida pela deputada Simone Morgado, do PMDB, de estreitos vínculos com o ex-governador Jader Barbalho, o morubixaba do partido no Pará. Nesta nova legislatura, a comissão passou a ser presidida por Martinho Carmona, cuja evolução patrimonial coincide com a disseminação no Estado de uma certa Igreja do Evangelho Quadrangular, da qual é pastor. Ex-PSDB, ex-PDT, hoje no PMDB, Carmona é um peemedebista por conveniência. Seus laços, pessoais e políticos, são com o deputado federal Josué Bengston (PTB/PA), fundador no Pará da Igreja do Evangelho Quadrangular, da qual é também pastor. Ele retomou sua carreira política nas eleições de 2010, depois de desistir de disputar um novo mandato para a Câmara dos Deputados em 2006, após se envolver com a máfia dos sanguessugas, a quadrilha formada por empresários, políticos e servidores públicos que desviavam dinheiro da saúde pública.

ALEPA – Versão compromete a 1ª secretária

Respeitado o beneficio da dúvida, em favor da deputada peemedebista Simone Morgado (foto, à dir., com Domingos Juvenil e Jader Barbalho), convém apurar a versão que associa a parlamentar a tramóia da qual é beneficiária Ana Mayra Leite. Até pela relevância do cargo de 1ª secretária da mesa diretora da parlamentar, cuja ascensão política é relacionada ao affaire que supostamente mantém com o ex-governador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará.
Confirmada essa versão, em tese Simone Morgado estaria sujeita a ter seu mandato cassado por falta de decoro parlamentar, por supostamente coonestar a tramóia da qual é beneficiária Ana Mayra Leite, como sugerem as circunstâncias. Ainda que essa possibilidade seja, a priori, para lá de remota, diante não só do perfil dos atuais deputados, como também pela teia de interesses que hoje unem, no Pará, o PSDB do governador Simão Jatene ao PMDB do ex-governador Jader Barbalho.

MPE – A cara-de-pau de Barleta

Desde segunda-feira passada, 13, o procurador-geral de Justiça do Pará, Antônio Eduardo Barleta de Almeida (foto), ganhou uma nova assessora. Trata-se de Sandra Suely Silva dos Santos, cuja nomeação para o cargo comissionado, com data retroativa, foi publicada na edição de quarta-feira, 15, do Diário Oficial.
Sabe-se que a soberba, como a burrice, não enxerga nada além de si mesma. Mas desta vez Barleta, como é conhecido o procurador-geral de Justiça, exagerou na empáfia que reconhecidamente se constitui em um dos traços mais marcantes de sua personalidade, realçada pela ausência de bom-tom, reveladora de suas origens. A despeito dos eventuais méritos de Sandra Suely Silva dos Santos, trata-se de uma nomeação absolutamente dispensável, porque é vasto o elenco de alternativas disponíveis dentro do próprio quadro de servidores do Ministério Público Estadual. A nomeação, aliás, além de desnecessária é, sobretudo, inconveniente, diante das circunstâncias sob as quais ocorre.
Com base no relatório da Corregedoria Nacional sobre a inspeção realizada em maio de 2010, no Ministério Público do Pará, o Conselho Nacional do Ministério Público observa a baixa média mensal de distribuição de processos a procuradores de Justiça. Segundo o texto, eles recebem cerca de 16 processos por mês. O plenário do Conselho Nacional do Ministério Público recomendou que Barleta se abstenha de enviar à Assembléia Legislativa projeto de lei com o objetivo de criar novos cargos de procurador de Justiça, já que a carga de trabalho está abaixo da média.
A constrangedora admoestação está no portal do Conselho Nacional do Ministério Público e pode ser acessada pelo endereço eletrônico abaixo:


Diante da advertência, é inevitável a ilação de que a nomeação feita por Barleta decorra menos de necessidades objetivas da instituição e mais do patrimonialismo tão caro às elites predatórias.

SAÚDE – O caos e seus responsáveis

Luiz Otavio Montenegro Jorge *

Diariamente se vê na imprensa, inclusive nacional, o caos que se abateu sobre a saúde pública no Pará, principalmente na capital. Há poucos dias vi matéria em O Liberal, segundo a qual de 24 novos leitos disponibilizados no PSM da 14 de março, o Pronto-Socorro Municipal, 22 estavam ocupados por pessoas vindas dointerior do Estado. E é ai que reside a grande questão. Os repasses da saúde são feitos com base na população. E o repasse ocorre religiosamente, e o que acontece é que grande parte dos prefeitos dos municípios paraenses apresentam a aquisição de ambulâncias apenas como seu grande investimento em saúde pública. Claro. É mais barato do que contratar médicos e comprar medicamentos. Adoeceu? Manda pra Belém. Até os índices de óbitos em certos municípios são mentirosos, pois os doentes são exportados para morrer na capital. Em grande parte dos municípios você vai no hospital não tem médico e quando tem medico não tem medicamento. O médico dá a receita e até parece que o doente fará chá da mesma e com isso estará curado.

Acredito que os grandes responsáveis por esse caos é o Ministério Público, que cala, e do Poder Judiciário, que quando acionado não responde. Os escândalos de notas frias para aquisição de medicamentos e contratações irregulares de serviços médicos são enormes. Fosse o Ministério Público mais presente e seu representante saberia o que se passa na cidade. Aqui em Pirabas, por exemplo, o promotor de Justiça fica em Capanema. Como é que ele vai acompanhar o que se passa na cidade. Três vereadores fizeram uma denuncia ao Ministério Publico e ao TCM, o Tribunal de Contas dos Municípios do Pará, sobre desvios de dinheiro na saúde e outras áreas no município e decorrido quase um ano nenhuma providência foi tomada. O que mudou no atendimento ao Publico? Nada! O hospital continua sem medico e as ambulâncias não param levando doentes para Salinas, ou Capanema, ou Belém.

A CGU, a Controladoria Geral da União, aparentemente tornou-se um órgão de atuação secreta. Recentemente esteve em Pirabas às escondidas e só soubemos que seus técnicos se encontravam no município na sexta feira, quando já estavam de partida. Ora, quem sabe o que se passa no município são seus moradores. Olhar apenas papel é se enganar com seus olhos, pois ali pode estar exatamente o que eles querem ver. E as notas frias? E as obras fantasmas? E as compras que não chegam ao município?

O Ministério Público em cada município tem que acionar o prefeito, cobrar em que ele está gastando o dinheiro da saúde, pois seu desvio provoca desgraça nas famílias, enlutando os lares e disseminando a viuvez e a orfandade. A inoperância e/ou conivência da Câmara Municipal é marcante. O prefeito fica despreocupado quando tem mais de 2/3 de seus membros do seu lado É inadmissível que em pleno século XXI ainda se tenha noticia de mulheres que morrem de parto por falta de assistência. Desvio de dinheiro da saúde deveria ser classificado como crime hediondo, pois é a forma mais cruel de abater o ser humano indefeso, sem lhe dar a menor chance de defesa: deixá-lo abandonado, sem médico e sem remédio para sua cura, ou para amenizar a sua dor. É um verdadeiro massacre o que se faz contra indefesos cidadãos quando adoecem em muitos municípios desse Estado. O cidadão está abandonado. O Ministério Público não age e os desmandos de muitos prefeitos correm solto. Até quando?

* Luiz Otavio Montenegro Jorge é de São João de Pirabas (PA) e cursa o oitavo semestre do curso de direito na Faculdade de Belém. - Email: luizotaviomontenegrojorge@gmail.com .

sexta-feira, 17 de junho de 2011

ALEPA - O tiranete de província

ALEPA - Ana Maíra na mira do Ministério Público


Chamou atenção dos promotores de Justiça que investigam as falcatruas no Palácio Cabanagem a denúncia do blog sobre Ana Maíra Leite, a fantasminha camarada da Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, que atualmente reside em Portugal. Mesmo a uma oceânica distância da rua do Aveiro, ela permanece ocupando um cargo comissionado e recebendo regularmente seu salário, com sua suposta presença sendo mensalmente atestada, em um autêntico milagre da onipresença, que, se confirmado, lhe garante um lugar no olimpo dos deuses.
Os promotores de Justiça que mapeiam as recorrentes falcatruas registradas na Alepa já se debruçaram sobre o imbróglio protagonizado pela jovem advogada, uma ex-estagiária do Palácio Cabanagem, que migrou para um cargo comissionado, antes de tornar-se uma cidadã do mundo, com a conta bancada pelo erário. Ana Maíra vem a ser filha de Márcia e José Leite, ambos servidores da Alepa e militantes históricos do PMDB. A mãe, Márcia, ocupa um cargo comissionado na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Alepa e ganhou a simpatia da deputada Simone Morgado, atual 1ª secretária da Alepa e célebre por manter um affaire com o ex-governador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará. O pai, José, embora figure na folha de pagamento da Alepa, há muito não é visto no Palácio Cabanagem, presumivelmente valendo-se do tradicional ardil dos servidores fantasmas, que habitualmente ficam à disposição de algum deputado da Casa.
Ao que consta, a família Leite vai muito bem, obrigado, a uma distância abissal dos perrengues do passado. Ana Maíra, a fantasminha camarada, refina-se no Velho Mundo. Márcia e José Leite, seus pais, saltaram de esquálidos vencimentos, de cerca de R$ 2 mil mensais, para algo em torno de R$ 6 mil por mês, cada um, como beneficiários do simulacro do Plano de Cargos e Salários da Alepa. Um PCS, diga-se, repleto de ilegalidades e imoralidades, patrocinado pelo ex-deputado Domingos Juvenil, o ex-presidente da Assembléia Legislativa, que foi também candidato a governador pelo PMDB, nas eleições de 2010.

ALEPA – Máfia persegue a mulher do promotor

Decididamente, a prepotência da máfia legislativa do Palácio Cabanagem, turbinada por um inocultável sentimento de impunidade, não conhece limites e a nada e a ninguém respeita. Essa, pelo menos, é a conclusão na qual se desemboca, diante do drama de Maria do Perpetuo Socorro Medrado, servidora efetiva da Alepa, a Assembleia Legislativa do Pará, da qual foi exonerada à margem da lei e, ao cabo de uma saga de quase 20 anos, reintegrada por decisão do STF, o Supremo Tribunal Federal, a instância máxima do Poder Judiciário no Brasil. A despeito da decisão do STF, ela teve sua reintegração negada pela administração do novo presidente da Alepa, o deputado tucano Manoel Pioneiro, em uma clara retaliação ao promotor de Justiça Nelson Medrado (foto, à dir.), do Ministério Público Estadual, que investiga as falcatruas no Palácio Cabanagem. Maria do Perpetuo Socorro Medrado, recorde-se, é mulher de Nelson Medrado, ambos reconhecidos com profissionais de competência e probidade comprovadas.
Pela sua gravidade, a lambança jamais teria prosperado sem o aval de Pioneiro. Em matéria transitado em julgado, que não mais comporta recursos, o STF determinou que Maria do Perpetuo Socorro Medrado fosse reintegrada no cargo de origem ou, na eventual inexistência deste, em cargo assemelhado. Como a prepotência, tanto quanto a burrice, não enxerga nada além de si mesma, há mais de sete meses a servidora efetiva da Alepa tenta, inutilmente, ver cumprida a decisão do STF. Pela hierarquia do Palácio Cabanagem, a lambança - pela qual o responsável legal é o deputado tucano Manoel Pioneiro, como presidente da Alepa - é patrocinada pelo Departamento de Gestão, que recalcitra em alocar a servidora em um cargo equivalente ao que ocupava a quando da sua exoneração. A marmota ganhou um ingrediente extra, ilustrativo da audácia e da desfaçatez da máfia legislativa. Trata-se de um simulacro de parecer, assinado por Ivete Nascimento Bento, procuradora do quadro de servidores efetivos da Alepa. No gracioso parecer - sobre decisão a ser cumprida e não questionada -, Ivete Nascimento Bento nega a reintegração postulada por Maria do Perpetuo Socorro Medrado. O parecer é um primor em termos de aberração, mesmo para os padrões da Alepa, transformada nas últimas décadas em uma autêntica casa de tolerância, no pior sentido do termo.

ALEPA – Um flagrante desrespeito ao STF

Soa algo surreal, mas o parecer subscrito por Ivete Nascimento Bento, da Procuradoria da Alepa, simplesmente se recusa a cumprir uma decisão do STF, a instância máxima do Poder Judiciário brasileiro. “Estamos diante de uma afronta, um desrespeito a uma decisão do Supremo Tribunal Federal. Uma decisão sobre a qual não cabe mais qualquer discussão, qualquer recurso, qualquer argumento para não cumpri-la”, resume um advogado, que mantém uma tradicional e respeitada banca de advocacia, consultado pelo blog.
Fontes distintas, consultadas pelo blog, dividem-se sobre a imagem que têm de Ivete Nascimento Bento. Uma se revela aparvalhada, por ter a procuradora como uma profissional séria. Outra, porém, afirma que Ivete Nascimento Bento é habitué em protagonizar manifestações polêmicas, particularmente quando envolvem reivindicações dos servidores da Alepa. Mas ambas as fontes, embora divergindo sobre o perfil da procuradora da Alepa, coincidem em definir como “uma excrescência” a manifestação sobre o imbróglio envolvendo Maria do Perpetuo Socorro Medrado.

ALEPA – Pioneiro manda reprimir estudantes

Se quiser reconhecer o vilão, ponha-lhe o poder na mão.
Nada mais emblemático da pertinência dessa máxima, disseminada pela sabedoria popular, do que o episódio protagonizado na manhã de quinta-feira, 16, pelo deputado tucano Manoel Pioneiro (foto), o novo presidente da Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará. Ele determinou a repressão aos manifestantes que protestavam contra as falcatruas no Palácio Cabanagem, em uma postura digna dos cúmplices retroativos da ditadura militar, de triste memória.
Aparentemente irritado com a pacífica e irreverente manifestação dos estudantes universitários diante do Palácio Cabanagem, em repúdio aos envolvidos – por ato ou omissão - nas falcatruas detectadas na Alepa, Pioneiro simplesmente mandou reprimir o protesto, de forma absurdamente truculenta. O álibi para tanto foi a decisão dos manifestantes em acompanhar a audiência pública sobre educação, realizada no auditório Deputado João Batista, antigo plenário da Alepa.
Soou simplesmente patética a tentativa da PM, a Polícia Militar do Pará, de impedir o acesso dos manifestantes ao auditório Deputado João Batista, onde se realizava a audiência pública sobre educação. Tanto assim que posteriormente os esbirros da tucanalha voltaram atrás. Antes disso, porém, os PMs que fazem a segurança do Palácio Cabanagem reagiram de forma absurdamente despropositada, lançando spray de pimenta contra os manifestantes. Sobrou, é claro, para os servidores da Alepa, alguns dos quais passaram mal e ficaram com suas narinas dolorosamente irritadas.

ALEPA – Uma reação desproporcional




A repressão policial aos estudantes universitários, até pelo caráter pacífico da manifestação, soou absurdamente desproporcional, mesmo diante da determinação deles em ter acesso ao auditório Deputado João Batista, onde se realizava uma audiência pública sobre educação. Repressão que sequer distinguiu os estudantes universitários dos servidores da Alepa, o que evidencia o despreparo dos responsáveis pela ação policial.
A quadrilha exibida pelos manifestantes, como ilustram as fotos acima (feitas por um fotógrafo amador e cedidas gratuitamente ao blog), se constituiu em uma performance teatral, permeada pela previsível irreverência que inspiram as falcatruas registradas no Palácio Cabanagem. Não faltou, obviamente, o casamento na roça, com o casal caracterizado como o ex-deputado peemedebista Domingos Juvenil, ex-presidente da Alepa, e Mônica Pinto, a ex-chefe da Seção da Folha de Pagamento. O casal teve como padrinho, na versão do casamento na roça, o ex-governador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará e hoje aliado do governador tucano Simão Jatene, o Simão Jamente, como a ele se referem seus críticos, diante de suas recorrentes balelas e do cinismo capaz de corar anêmico.