Fontes do
Ministério Público Estadual relatam ainda que também tisnaram a imagem de
Medrado sua recalcitrância em acatar a troca de guarda no Núcleo de Combate à
Improbidade Administrativa e à Corrupção. Repercutiu mal, muito mal, no MPE, sua
relutância em desocupar a sala que passaria a ser ocupada pelo seu substituto,
Alexandre Couto Neto, um respeitado promotor de Justiça, remetido para o limbo,
após entrar em rota de colisão com Marcos Antônio Ferreira das Neves, quando
este comandava o MPE, e reabilitado, por assim dizer, pela gestão de Gilberto Valente Martins. Couto, diga-se, levou a paciência ao limite da
resignação, mantendo a elegância e preservando a dignidade do cargo. O episódio reforçou o estigma que aderiu a Medrado, frequentemente criticado por ser supostamente vaidoso para além dos limites toleráveis.
Desgastou adicionalmente a imagem de Medrado, na avaliação corrente, o imbróglio protagonizado por Maria
Conceição Paiva, por ele introduzida no Núcleo de Combate à Improbidade
Administrativa e à Corrupção, no cargo de assessor especializado de apoio
técnico-operacional judicial e extrajudicial. Embora jactando-se de ter
formação acadêmica em economia e contabilidade, ela não comprovou o registro no
Conselho Regional de Economia do Pará e no Conselho Federal de Contabilidade,
seu registro – então suspenso – era de técnico em contabilidade, não de
contador. Amiga íntima da família Medrado, e em especial da esposa do procurador de
Justiça, dona Socorro Medrado, Maria Conceição Paiva acabou demitida pelo atual
procurador-geral.
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