Não convidem para compartilhar a mesma cuia
de açaí o governador tucano Simão Jatene e os servidores públicos estaduais em geral e,
em particular, os professores. O reajuste de 6% para 9% da contribuição dos
servidores com o plano de saúde do Iasep, o Instituto de Assistência dos
Servidores do Estado do Pará, em vigor a partir deste mês, disseminou um clima
de indignação, na esteira do impacto registrado nos contracheques do
funcionalismo. “Estamos a caminho da bancarrota, vamos ficar endividados”, desabafa, em tom de
inocultável indignação, um servidor, protegido pelo anonimato, ao comentar o aumento do plano de saúde do Iasep, parte do "pacote de maldades" do governo Simão Jatene, instituído a pretexto da crise econômica. O aumento do
desconto afeta mais de 244 mil associados ao plano de saúde do instituto, entre servidores e dependentes. Além
da elevação da alíquota básica, o plano também passará a cobrar 1,5% sobre a
remuneração do titular para a manutenção do cônjuge.
A atmosfera de revolta se alastra com a
rapidez de fogo em rastilho de pólvora, em especial entre os professores da
ativa, um respeitável contingente, estimado entre sete e oito mil servidores, aos
quais sequer foi pago o novo piso salarial nacional da categoria, de R$ 2.298,80, e que
permanecem à espera do pagamento retroativo do piso salarial em vigor ano
passado, no valor de R$ 2.135,64. Os professores, que reclamam receber menos que outros profissionais de
nível superior do estado e até da própria Seduc (Secretaria de Estado de
Educação), ainda amargam a perspectiva da redução da gratificação de nível
superior de 80% para 40%, pretendida pelo governo Simão Jatene, a pretexto da
crise econômica, justificativa que pavimentou o reajuste de 6% para 9% da
contribuição dos servidores com o plano de saúde do Iasep.






























