segunda-feira, 11 de maio de 2009

Y.YAMADA – Prosperam as suspeitas de cizânia

Prosperam com vigor, nos bastidores da publicidade paraense, as suspeitas de que esteja ardendo, incontrolável, a fogueira de ambições e vaidades entre os principais acionistas do grupo Y.Yamada, o maior do mercado varejista da Amazônia e o principal empregador privado do Pará. As especulações, previsivelmente sussuradas em off, convergem para a versão de que Fernando Teruó Yamada, vice-presidente e diretor Administrativo-Financeiro do grupo, teria consolidado definitivamente sua condição de principal executivo da empresa, sem a sombra que vislumbraria no tio, Hiroshi Yamada, diretor Comercial.
Fernando integra a terceira geração dos Yamadas encarregada de tocar os negócios da família. Na versão oficial, seu pai, Junichiro, um dos cinco filhos do patriarca Yoshio, falecido em 1973, ainda ocupa a presidência do grupo e exerce, informalmente, as funções de ombudsman da empresa. Depois de Junichiro e do próprio Fernando, Hiroshi, também filho do patriarca Yoshio, seria o terceiro maior acionista, sucedido por Neuza e Célia, igualmente filhas de Junichiro e irmãs de Fernando. Com o apoio das irmãs, Neuza e Célia, Fernando teria sepultado a circunstancial dualidade de poder diante das atribuições originais de Hiroshi.

Y.YAMADA – Indícios de nova correlação de forças

O que se comenta, nos bastidores, é que, a despeito das eventuais declarações em contrário, destinadas ao consumo externo, haveria fortes indícios de uma nova correlação de forças entre os Yamada, consolidando o poder de Fernando, vice-presidente e diretor Administrativo-Financeiro do grupo. Alguns contratos na área de mídia, por exemplo, teriam sido revistos por Fernando, que assim teria chamado a si uma atribuição que historicamente pertencia a Hiroshi, o que reforçou as suspeitas de uma nova configuração na relação de poder no interior do grupo.
Entre os publicitários há um consenso de que a relação entre Fernando e Hiroshi sempre foi permeada por desconfianças mútuas, discretamente cultivadas no melhor estilo nipônico, sem deixar de ter como combustível uma boa parcela de ambição e vaidade. Há mais de um relato de que, nas circunstanciais ausências do tio, Fernando tratava de monitorar os passos de Hiroshi, na impetuosidade próprio dos mais jovens. Diante das investidas do sobrinho, dizem, Hirochi parecia levar a paciência ao limite da resignação. Talvez porque, conforme especulam alguns, nenhum dos seus filhos revelasse afinidade com os tradicionais ramos de negócios da família, dos quais derivam o conglomerado de empresas que hoje constituem o grupo Y.Yamada.

Y.YAMADA – Venda de celulares, o suposto estopim

De acordo com as especulações correntes, entre alguns publicitários, as tensões até então represadas entre Fernando e Hiroshi transbordaram os limites toleráveis com a entrada em cena de Flávio Yamada, filho de Hiroshi, com o Yamada Tim Festival. Um sucesso, o festival, que atraiu a ira dos Maiorana diante do ingresso dos Yamada no mercado de promoção de eventos, turbinou a venda de celulares no Y.Yamada.
Nas estimativas de um respeitado publicitário, de competência e experiência reconhecidas, mas que só admite falar sob a garantia do anonimato, os Yamada detém, hoje, algo próximo de 70% a 80% das vendas de celulares no Pará. “É um faturamento astronômico”, garante o publicitário, em off. O volume do faturamento, com a venda de celulares, teria aguçado a voracidade de Fernando e seria o suposto estopim do recrudescimento da animosidade dele em relação a Hiroshi, arrisca também esse mesmo publicitário.

Y.YAMADA – A fogueira de vaidades

Na interpretações de alguns, além da ambição atribuída a Fernando, que potencializaria uma crise de autoridade em relação a Hiroshi, injunções determinadas por sentimentos menores, no tênue limite entre o ciúme e a inveja, teriam contribuído para o incômodo provocado pela abrupta ascensão de Flávio. A fogueira de vaidades, com tudo de ruim que dela deriva, possivelmente teria contaminado a família de Fernando, exacerbando ainda mais a animosidade mal dissimulada, especula outra fonte, com acesso privilegiado aos bastidores dos Yamada.
Essa mesma fonte cita como emblemática da extensão de todo esse imbróglio a decisão de Márcia Yamada, filha de Hiroshi, se retirar da Gamma Comunicação Ltda, uma das agências de propaganda que servem hoje ao grupo Y.Yamada.

Y.YAMADA – O perfil de Fernando Yamada

Fernando Yamada é descrito como um empresário discreto, mas muito cioso de seu status. Sua notoriedade coincide com a explosão de vendas que consolidou o prestígio do grupo Y.Yamada no mercado, ao optar – em suas redes de supermercado e lojas de departamento - por uma ousada estratégia de investir no consumidor de baixa renda.
A propósito dessa estratégia, Fernando foi enfático em entrevista à revista Exame, em 2000, quando o Y.Yamada comemorou 50 anos de fundação. “Desobedecemos o que dizem os manuais da administração e confiamos no nosso senso prático”, disse. Inventar maneiras para facilitar o acesso da população ao consumo foi sempre uma tradição dentro da empresa, lembrou. De fato: Yoshio, que hoje empresta suas iniciais ao logotipo do grupo pintado em vermelho nas fachadas das lojas, foi o primeiro a introduzir o sistema de crediário no Pará. No final dos anos 50, depois de receber uma volumosa carga de fogões a gás, rádios e ventiladores de São Paulo, veiculou nos jornais de Belém uma série de anúncios em que proclamava a vantagem de poderem ser adquiridos em “suaves prestações mensais”, como recordou, na época, a Exame.

Y.YAMADA – O traumático episódio da prisão

Mas a biografia de Fernando Yamada inclui também um episódio traumático, de repercussão nacional e que, por seu status social no Pará, causou perplexicidade. Ele figurou dentre os donos de casas de câmbio presos no Pará pela Polícia Federal, na esteira da Operação Farol da Colina. Juntamente com ele foram presos também Marcos Marcelino, dono também de consórcios de carros, caminhões e moradias, Gustavo Haber, Michel Haber, Meg Haber, Elza Haber e José de Lima.
A operação fez parte das investigações sobre o caso Banestado, que inclui mais de 100 inquéritos policiais e a identificação de organizações criminosas responsáveis pela evasão de cerca de US$ 24 bilhões em divisas. A evasão teria ocorrido por meio de contas CC5, abastecidas por valores remetidos por pessoas físicas e jurídicas de vários Estados, originalmente depositados em contas correntes tituladas por laranjas, ou testas-de-ferro. Fernando Yamada teria recebido em suas contas, monitoradas pela polícia, R$ 250 milhões entre 1999 e 2002 e transferido, no mesmo período, R$ 130 milhões, segundo revelou, no seu Jornal Pessoal, o jornalista Lúcio Flávio Pinto, em um contraponto diante da cobertura da imprensa do Pará, acintosamente pífia. Obviamente por causa da notoriedade dos envolvidos e do seu peso no faturamento das empresas jornalísticas, como se encarregou de acentuar o próprio Lúcio Flávio Pinto.

SETRAN – Estagiários cobram vale-transporte

A ser procedente a denúncia, o descalabro na Setran (Secretaria de Estado de Transportes) foi levado a limites absolutamente intoleráveis. Segundo relatos de alguns de seus estagiários, estes não estariam sendo recebendo o vale-transporte a que teriam direito, segundo alegam, amparados pela lei federal nº 11.788/2008.
A Setran é comandada, no governo Ana Júlia Carepa, pelo petista Valdir Ganzer, um deputado estadual licenciado. Originariamente um lavrador de parca instrução, catapultado para a política partidária pela militância nos movimentos sociais, Ganzer é aquele mesmo em cuja administração na Setran uma telefonista foi aquinhoada com um DAS de nível compatível com o de diretor.

SETRAN – O escárnio da subalterna de Ganzer

Mais intolerával ainda, se confirmada, é a zombaria atribuída a uma funcionária do setor de Recursos Humanos da Setran, de prenome Valentina. Esta, também de acordo com a denúncia, trombetearia, em tom de escárnio, que os atuais estagiários “talvez” recebam o vale-transporte que lhes é devido, se houver dinheiro para tanto, mas os ex-estagiários, aos quais este direito foi sonegado, “já saíram”.
Como exemplo desse absurdo, é citado o episódio envolvendo um ex-estagiário, arrimo de família, que em março deste ano deixou a Setran e tem a receber, acumulados, seis meses de vale-transporte, equivalentes a exatos R$ 800 reais. Isso, mesmo: R$ 800 reais. Dinheiro que a subalterna de Valdir Ganzer alega que a Setran não dispõe!

SETRAN – Estagiário processa advogada

Mais grave, muito mais grave, é a denúncia envolvendo a advogada Marilene Pinheiro, identificada como presidente da Comissão de Licitações da Setran. Ela exerceria a função em regime de dedicação exclusiva, mas ainda assim advogaria particularmente, valendo-se supostamente de estagiários da própria secretaria, segundo a acusação que lhe é feita por um ex-estagiário, arrimo de família.
Arrimo de família, o ex-estagiário relata que entrou na Setran com 19 anos e dela saiu com 21 anos. Ele afirma que ingressou na Justiça do Trabalho com uma ação contra a advogada, a quem acusa de ter servido durante 10 meses, em suas causas particulares, sob a promessa de um pagamento mensal de R$ 1 mil mensais, que alega jamais ter recebido. O processo movido pelo ex-estagiário contra a advogada tem o número 643-2009-010-008-00, segundo o depoimento do jovem. “Ela se aproveitava de ser minha chefe direta e eu não poder cobrá-la, pois não podia perder o estágio, porque ajudo no sustento da minha mãe”, desabafa o ex-estagiário da Setran.

domingo, 10 de maio de 2009

MÃES - Uma vida diferente.

Hoje é Dia das Mães. Uma data, sem dúvida, cheia de símbolos afetivos. Uma dia de emoções diversas, para filhos, netos, avós e mães. Para alguns, lembranças de cheiros, imagens, gestos e ensinamentos.
As mães geralmente são comparadas a outras fêmeas, sempre que se faz referência à defesa incondicional da sua cria. Nada mais pertinente. Mãe é bicho danado de esperto. Sabe fazer coisas que não aprendeu, sente no ar o que ainda nem aconteceu, antecipa aquilo que sabe não adiantar adiar, “adivinha” coisas que os filhos juram que ela não conseguiria descobrir. Nada mais justo do que ter no calendário um dia para celebrar essa profusão de sentimentos, tão próprios da mulher-mãe.
Além do mais, uma mulher que tem filhos não pode queixar-se de tédio. Marasmo em vida de mãe é algo que não existe. Todos os dias são diferentes. Cada novo dia é uma interrogação, uma incógnita. Uma máxima célebre, segundo a qual “mãe é tudo igual”, precisa ser reformulada. Mães são todas maravilhosamente iguais. Mas únicas.
Tenham todos um feliz Dia das Mães. Com as homenagens e reverências que elas merecem – a cada novo dia.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

SAÚDE – Auditoria abre caixa-preta do Ophir Loyola

Um rastreamento feito pela Auditoria Geral do Estado sobre as contas do Hospital Ophir Loyola, referência no tratamento de câncer no Pará, serviu para abrir, pelo menos parcialmente, a caixa-preta da instituição. O cenário que emerge do relatório da AGE não é nada alentador e revela um preocupante aumento das despesas – correntes e de pessoal –, porque além dos limites recomendáveis, inclusive pela própria Lei de Responsabilidade Fiscal. Este ano, por exemplo, as despesas alcançaram, até março, quase R$ 28 milhões, dos quais mais de R$ 18,6 milhões, equivalentes a 65% do total, foram gastos com a folha pessoal e encargos, o que, de acordo com a AGE, “certamente está inviabilizando o funcionamento do hospital”.
O relatório provocou uma indignada reação da diretoria do Ophir Loyola, cujos integrantes, em represália, colocaram em bloco seus cargos à disposição da governadora petista Ana Júlia Carepa, que hoje mantém uma relação ambivalente com o PMDB, do qual é líder inconteste no Pará o ex-governador Jader Barbalho. O hospital faz parte da cota que coube ao PMDB na partilha política do atual governo e da diretoria fazem parte João de Deus Reis da Silva, presidente; Nazilda Nazaré Lemos Pignatário, diretora Técnica; José de Ribamar da Costa Brito, diretor Clínico; Acácio Augusto Centeno Neto, diretor de Ensino e Pesquisa; e Maria Helena Moscoso da Silva, diretora Administrativa.

SAÚDE – Números depõem contra diretoria

A tentativa de desqualificar a auditoria da AGE, encampada até pelo ex-governador Jader Barbalho, não encontrou terra fértil. Os números revelados falam por si e evidenciam, de forma eloqüente, a crise na qual submergiu o Hospital Ophir Loyola no governo Ana Júlia Carepa. A extensão do imbróglio pode ser mensurada pela postura de Jader Barbalho, habitualmente sereno em circunstâncias idênticas, mas que, inusitadamente, abandonou o proverbial bom-tom para etiquetar as revelações da auditoria de “fofocas”.
O relatório, porém, é incisivo. Cotejando as despesas a partir de 2006, o último ano do mandato do ex-governador tucano Simão Robison Jatene, com as dos exercícios subseqüentes, a AGE constatou que as despesas correntes do Ophir Loyola aumentaram, entre 2007 e 2008, em quase 200%. Nesse mesmo período a despesa com pessoal passou de aproximadamente R$ 14,5 milhões para R$ 55,6 milhões.

SAÚDE – À margem da lei

A AGE salienta que em 1º de fevereiro de 2006 foi criada a autarquia Hospital Ophir Loyola e extinta a empresa pública Ophir Loyola. Pela legislação, apenas os servidores com vínculo permanente com o Estado poderiam permanecer no quadro da autarquia. Os demais poderiam ser contratados temporariamente. A realização de concurso, para compor o quadro da nova instituição, estava previsto para até 3 de agosto de 2008. O hospital, porém, não cumpriu a lei e passou a pagar os antigos funcionários celetistas em folha paralela, sem registro no sistema de pagamento do Estado, diante da falta de amparo legal para tanto, assinala o relatório da AGE.
A AGE sublinha também que em 2007 e 2008 foi registrado um aumento substancial nos gastos com pessoal no Hospital Ophir Loyola, em uma tendência que perdura este ano, com perspectivas de um crescimento ainda maior. Em 2006, os gastos com pessoal e encargos sociais do hospital foram de R$ 25.396,359,33; em 2007, passaram para R$ 50.816.577,96; em 2008, ficaram em R$ 62.142.720,24; e em 2009 já alcançam R$ 18.600.017,97.

SAÚDE – Outros fatores citados

O pagamento das gratificações de plantão e sobreaviso sem controle, caracterizando complementação salarial, é também citado, no relatório da auditoria, como um dos fatores que contribuem para o aumento das despesas com pessoal. Assim como o pagamento de plantão e sobreavisos a servidores administrativos que ocupam cargo em comissão, adverte ainda a AGE.
A AGE não esquece de mencionar também o caso de servidores com duplo vínculo – celetistas e estatutários/temporários – que figuram na folha da Sead (Secretaria de Estado de Administração) e ainda na folha dos celetistas. A equiparação por portaria, e por isso sem amparo legal, do salário de advogados celetistas ao que é pago aos advogados contratados como temporários, que ganham salário equivalente ao do consultor do Estado, também contribui para a elevação dos gastos com pessoal, conforme sublinha o relatório da AGE. Esta também menciona o pagamento concomitante de vale-alimentação e vale-refeição aos servidores como fator que determina o aumento do gastos com pessoal.

SAÚDE – Temporários inflam as despesas

Independente do aumento salarial concedido em 2007 aos servidores estatutários, que em média foi de 10% e se estendeu aos celetistas, foi preponderante, para o aumento dos gastos com pessoal, a contratação de temporários, sem que fossem demitidos os celetistas. Os números, a respeito, são ilustrativos. Em 2006, os servidores do hospital somavam 712 pessoas, contra 383 temporários; em 2007, os servidores somavam 877, contra 549 temporários; em 2008, os servidores chegavam a 1.290 servidores, contra 963 temporários; em 2009, até março, os servidores somavam 1243, contra 924 temporários. No total, são 2.011 servidores, enquanto os celetistas somam 786.
A AGE denuncia que a isso se somou, contribuindo para o aumento das despesas com pessoal, a contratação ilegal de 22 servidores pelo regime celetista, após 1º de fevereiro de 2006, na contramão do estabelecido em lei estadual, de número 6.826/06. O pagamento indevido, a partir de 207, da GDP, a gratificação de produtividade complementar. A AGE recorda ter recomendado a anulação da GDP, a suspensão de pagamento de adicionais sem amparo legal e a elaboração de um Plano de Cargos e Salários.

SAÚDE – Relatório aponta irregularidade

Uma passagem cáustica do relatório, que tisna a credibilidade da diretoria demissionária do Hospital Ophir Loyola, envolve a contratação, por suposta inexigibilidade de licitação, da empresa Gamso – Gestão em Assessoria em Medicina e Saúde Ocupacional, no valor de R$ 3.548.012,54, por 12 meses. A AGE considera irregular a contratação da empresa.
A inexigibilidade de licitação se deu sob a justificativa de que a Gamso – Gestão em Assessoria em Medicina e Saúde Ocupacional seria a única distribuidora autorizada pela empresa fabricante da máquina de hemodiálise existente no Hospital Ophir Loyola, a Fresenius Medical Care. “Analisando o processo, verificamos a improcedência da alegação de inexigibilidade por ter sido baseada numa simples declaração do fabricante que não atende as exigências legais, por não ter sido expedida pela Junta Comercial ou órgão de classe do local da celebração do contrato”, fulmina a auditora geral do Estado, Tereza Regina Cordovil Corrêa. “Como agravante, dentre os materiais fornecidos existem itens que poderiam ser adquiridos em qualquer fornecedor, a exemplo da solução de hipoclorito, que o fornecedor esclarece ter sido adquirido em outras indústrias, reforçando a evidência de que não seria caso de inviabilidade de licitação”, acrescenta a auditora geral do Estado, com uma advertência inquietante: “Dessa forma, os exames apontam para a necessidade de ampliar a amostra analisada para apurar possíveis casos dde falta de atendimento das normas legais.”

SAÚDE – Helena Moscoso não inspira confiança

A conclusão do relatório da AGE sobre o Ophir Loyola expõe as suspeitas que estigmatizam a atual administração. E tornam do domínio público a inépcia da diretora Administrativa, a inefável Maria Helena Moscoso da Silva, acusada de ser pródiga em empáfia, mas paupérrima em competência.
“Devido a exigüidade do tempo para aprofundar os exames, só é possível afirmar que a gestão de pessoal no Hospital Ophir Loyola tem que ser revista urgente, sob pena de sanção dos órgãos de controle externo”, arremata Teresa Regina Cordovil Corrêa, a auditora geral do Estado.

SAÚDE – Relatório sobre Ophir Loyola é devastador

O relatório da Auditoria Geral do Estado sobre as causas do colapso do Hospital Ophir Loyola está longe de ser a fofoca pretendida pelo ex-governador Jader Barbalho, o cacique do PMDB no Pará. Barbalho foi o avalista das indicações para a diretoria do Ophir Loyola, incluindo, naturalmente, a do presidente, o médico João de Deus Reis da Silva, do qual o ex-governador seria inclusive compadre.
Ao rastrear as causas da crise na qual submergiu o hospital, a Auditoria Geral do Estado produziu um documento devastador, que aponta fortes indícios de gestão temerária. No epicentro do imbróglio estão desde o mais escandaloso empreguismo até um alarmante crescimento das despesas, dentre outros fortes indícios de irregularidades.

SAÚDE – A esteticista e a molecagem de Dudu

Sucessivos comentário postados neste blog confirmam a suspeita de que a diretora geral da Sesma (Secretaria Municipal de Saúde), uma certa Kendra Botelho, seja apenas esteticista e, como tal, sem a qualificação exigida pelo cargo que ocupa. Nada contra, repita-se, as esteticista, desde que circunscritas ao seu ofício, que está longe de habilitá-las a gerenciar a operacionalização de uma secretaria de saúde.
No caso específico de Kendra Botelho, seja ela o que for, mas sobretudo se for esteticista, falta-lhe não apenas qualificação para a função que exerce, mas também, e principalmente, aquele mínimo de seriedade que se deve esperar de alguém que ocupe o cargo no qual se aboletou. Com um cinismo que ultrapassou os limites toleráveis, ela evidenciou seu mais absoluto despreparo para a função exercida ao pretender imputar aos grevistas da saúde o colapso da saúde pública em Belém, em entrevista à TV Liberal, afiliada da TV Globo no Pará. Kendra Botelho é um exemplo eloquente da molecagem recorrente do prefeito reeleito Duciomar Costa (PTB), o nefasto Dudu, cuja impunidade soa a escárnio para as pessoas de bem.

SAÚDE – O pacto dos picaretas

Pinçar uma figura obscura e notoriamente inescrupulosa, como evidenciou ser Kendra Botelho com suas diatribes, é próprio do pacto dos picaretas em que se constitui a administração do nefasto Dudu à frente da Prefeitura de Belém. Como o melhor não sai do pior, nada mais emblemático da sucessão de desatinos que pontua a caótica administração do nefasto Dudu.
Falsário confesso no passado e um incorrigível farsante no presente, nada mais compatível com os antecedentes do execrável Dudu que ter uma Kendra Botelho da vida em uma cargo de tanta relevância. Por uma questão de osmose, e também porque os iguais se reconhecem, soa fatalmente natural que o nefasto Dudu tenha recrutado, dos confins da obscuridade da qual também veio, alguém do jaez da tal Kendra Botelho.

SAÚDE – O imobilismo do Ministério Público

O nefasto Dudu e a tal Kendra Botelho certamente se merecem e se completam, inclusive pelas semelhanças em matéria da mais acintosa desfaçatez. O que é alarmantemente assustador é a população carente de Belém, que depende visceralmente da rede municipal de saúde pública, ficar à mercê de gente desse jaez.
Mais alarmante que isso só mesmo o imobilismo do Ministério Público estadual, diante das estripulias promovidas pelo nefasto Dudu. Quantas mortes mais serão necessárias para que o nefasto Dudu e seus cúmplices sejam chamados às falase experimentem o rigor das leis? Ninguém, mas absolutamente ninguém, merece tanto desdém, até porque estão em jogo vidas humanas. Nem mesmo o eleitorado que reconduziu o nefasto para o Palácio Antônio Lemos, majoritariamente constituído pela população de baixa renda, cujos integrantes figuram, por ironia, dentre as vítimas mais imediatas desse circo dos horrores, patrocinado pelo repulsivo Dudu.

UEPA – O testemunho de Edson Berbary

A propósito da postagem “A nociva tradição de atrelamento”, veiculada neste blog nesta quinta-feira, 7, na qual tracei um breve histórico da subserviência dos reitores da UEPA (Universidade do Estado do Pará) aos governos de plantão, recebi um esclarecedor e-mail do professor Edson Berbary ratificando a ressalva feita sobre a gestão do professor Paulo Toscano. Este, sucedendo ao professor Manoel Moutinho e precedendo a professora Isabel Amazonas, protagonizou, como reitor, uma gestão que, embora breve, dignificou a instituição e serve de paradigma para uma administração independente.
Pela sua condição de professor aposentado da UEPA, que foi ao mesmo tempo protagonista e testemunha privilegiada dos primórdios da Universidade do Estado do Pará, o professor Edson Berbary oferece um depoimento histórico, razão pela qual o reproduzo, integralmente, na postagem subseqüente. Trata-se de um relato da maior relevância, não só pela competência e credibilidade do seu autor, mas também porque evidencia o nexo que existe entre o que passou e o que virá, que se dá através do presente.

UEPA – Um depoimento histórico

Segue, abaixo, o testemunho do professor Edson Berbary. É um depoimento histórico, valorizado pela reconhecida competência do seu autor.

“Barata,

“Como um professor aposentado da UEPA, testemunho que é verdade verdadeira o que dizes do Reitor Paulo Toscano. Lembro-me muito bem que ele era o vice do Prof. Man. Moutinho e, com a renúncia deste em final de abril daquele ano, Toscano assumiu a reitoria com a intenção de ficar até o dia 17 de maio, porque seria o ético naquela conjuntura. Acontece que, quando a comunidade se tocou no fato de que, renunciando reitor e vice, para os quais tinham sido designados por período de tempo determinado,realizou a primeira Assembléia Geral da Instituição (na Educação Física), inicialmente presidia pelo próprio Toscano, a seguir, por mim, para analisar e decidir sobre a situação. Por unanimidade a assembléia apelou ao Prof.Paulo Toscano que tornasse sem efeito sua decisão de também renunciar, porquanto o Gov.Gabriel poderia nomear um interventor qualquer para assumir a Reitoria. Atendendo aos apelos dos setores presentes na reunião geral, naquela manhã chuvosa, Paulo ouviu um outro apelo do ex-reitor para que assumisse.
“De fato, ele assumiu e, com muita segurança, manteve a UEPA sem a tutela do Governo. No momento oportuno, convocou as eleições e, mesmo tendo simpatia por uma candidatura, cumpriu exatamente o que a comunidade quis, apesar de sua candidata ter obtido o terceiro lugar, embora tenha vencido entre os docentes.
“O governo não nomeou o primeiro da lista(Prof. Mario Cardoso), nomeando a Profa.Isabel Amazonas. Bem que a profa. Regina Maneshy foi assediada para assumir, mas ela e o Prof. Paulo se mantiveram irredutíveis quanto a ferir o regimento e a vontade da comunidade.
“Às vésperas da posse de Isabel é que se deu o atrelamento da UEPA à Sectam, então dirigida pelo Prof.Nilson Pinto.
“Essa é a história.
“Parabéns, Barata, por ter sido fiel ao registrar o que, de fato, foi a gestão de pouco mais de um ano de Paulo Toscano.

“Edson Berbary”

UEPA – Os números finais da eleição

Foi concluída na tarde desta quinta-feira, 7, a apuração da eleição direta para escolha do novo reitor da UEPA, vencida pela professora Marília Brasil Xavier, a candidata da chapa 2, Avançar nas Mudanças, que obteve 70,3% dos votos, contra 26,4% do professor Augusto Carvalho, o candidato da chapa 1, Frente de Luta pela Autonomia da UEPA.Os votos em branco e nulos somaram 3,3%.
De acordo com o site da UEPA, o resultado da eleição será encaminhado para homologação do Consun (Conselho Universitário) até a próxima segunda-feira, 11. Após a homologação pelo Consun, a lista com os dois candidatos será submetida à governadora Ana Júlia Carepa (PT), a quem cabe, por lei, a nomeação do novo reitor e seu vice, para um mandato que se entenderá de 2009 a 2013.

UEPA – Resultado fortalece Marília

A derrota acachapante amargada pela chapa 1, Frente de Luta pela Autonomia da UEPA, obviamente fortalece a professora Marília Brasil Xavier, a reitora eleita, ao mesmo tempo em que fragiliza a oposição. Resta saber se, nomeada reitora, ela terá sensibilidade e humildade para cultivar o necessário respeito às minorias e vir a ser a reitora da UEPA, em respeito à liturgia do cargo. Da parte da oposição, até pela pífia votação, é natural esperar aquele mínimo de benefício da dúvida ao qual faz jus a reitora eleita.
O maior desafio de Marília é evidenciar que não será um mero títere da escumalha da DS. A DS vem a ser a Democracia Socialista, a tendência interna do PT da qual faz parte a própria governadora Ana Júlia Carepa e que, por isso, detém o comando da máquina administrativa estadual, aparelhada sem nenhum resquício de pudor, em detrimento da eficiência da gestão pública.

SAÚDE – Um breve resumo da inépcia de Dudu

Internauta, de óbvia sagacidade e invejável memória, mapeou uma sucessão de episódios que evidenciam o sucateamento da saúde pública em Belém e a inépcia administrativa que pontua a gestão do prefeito Duciomar Costa (PTB), o nefasto Dudu.
Sob o título “Saúde Pública Municipal: a ‘Caixa de Pandora’ do nefasto prefeito Duciomar Costa”, a contribuição, pelo seu caráter didático, merece ser transformada em postagem, para receber o merecido destaque que o tema exige.

“Saúde Pública Municipal: a ‘Caixa de Pandora’ do nefasto prefeito Duciomar Costa

“* Laje do Pronto-Socorro da 14 de Março desaba e atinge paciente... que morre!

“* Vigia agoniza durante mais de 3 horas na unidade de atendimento municipal da Marambaia e morre de infarto agudo do miocárdio, sem receber nenhum atendimento ou remoção para os prontos-socorros.

“* Cozinha do Pronto-Socorro da 14 não está funcionando, familiares de internos são obrigados a comprar pratos de comida condimentada nas ambulantes da calçada.

“* Menino morre no Pronto-Socorro da 14 por falta de uma pinça especializada em investigar a laringe à procura de objetos estranhos.

“* Doentes morrem nas portas dos prontos-socorros dentro de ambulâncias, sem ao menos receberem socorro.

“* Paciente reclama de maus tratos com familiar e é esbofeteada pelo guarda municipal de plantão no Pronto-Socorro do Guamá.

“* Paciente morre no Pronto-Socorro do Guamá, por falta de alimentação parenteral (soro nas veias).

* Pacientes morreram na triagem da emergência, sem atendimento, por causa da ausência de médicos especialistas nos prontos-socorros.

“A crise na saúde pública municipal - principalmente no atendimento de urgência e emergência - já extrapolou todos os limites da tolerância, dar tempo ao tempo, sem nenhuma intervenção externa, é só esperar para ver novas maldições.

“Se na Câmara Municipal de Belém a CPI da Saúde foi barrada pelos irmãos "Garbage" e agora virou moeda de troca no acordo de impunidade mútua com a vereadora Vanessa (Vasconcelos, aquela que puxou a castanha com a mão da empregada), o mesmo não deveria estar acontecendo com a última instância do cidadão lesado: a Justiça.

“Em qualquer país sério do mundo, este nefasto administrador já teria sofrido impeachment.”

GREVE – Belém e Marituba ainda sem ônibus

Chega ao seu segundo dia nesta sexta-feira, 8, a greve dos rodoviários, penalizando particularmente a população carente, que depende visceralmente da rede de transportes coletivos. Até o início da noite desta quinta-feira, 7, não haviam prosperado as negociações entre os rodoviários e os empresários de transportes coletivos.
O impasse, que se repete anualmente, sugere um mise-en-scène na esteira do qual os rodoviários fazem terrorismo, para obter as conquistas reivindicadas, e o patronato alega ter chegado ao limite de suas disponibilidades, para posteriormente cobrar o reajuste do preço das passagens de ônibus e justificar o sucateamento da frota.
Nesta quinta-feira, 7, os usuários não puderam dispor sequer dos 30% da frota, conforme determina a lei. Mas a lei, nesse imbróglio, parece ser potoca, mesmo.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

UEPA – O desafio da reitora eleita

Ex-interventora da instituição, cargo que exerceu por mais de um ano, sob o eufemismo de reitora pro tempore, a professora Marília Brasil Xavier, candidata pela chapa 2, Avançar nas Mudanças, é agora a nova reitora eleita da UEPA, a Universidade do Estado do Pará. Pelo último resultado parcial da apuração, ela já consolidara sua vitória, ao contabilizar 70,5% dos votos válidos, contra 26% do professor Augusto Carvalho, candidato pela chapa 1, Frente de Luta pela Autonomia da UEPA.
O principal desafio de Marília é evidenciar, no exercício do cargo de reitora eleita, que não colocará a UEPA a reboque da DS, a Democracia Socialista, a tendência interna do PT na qual milita a governadora Ana Júlia Carepa e que, por isso, detém o comando da máquina administrativa estadual. Marília foi eleita, diga-se, sob a suspeita de ter sua candidatura anabolizada pelo ostensivo apoio da máquina administrativa estadual, acusação que prosperou ao manter-se por mais de um ano como interventora, cargo do qual se desincompatibilizou no início de abril, para sair candidata a reitora.

UEPA – A nociva tradição de atrelamento

Sepultar a nociva tradição de atrelamento da UEPA ao governo estadual não é tarefa simples. Com exceção da breve gestão como reitor do professor Paulo Toscano, um cardiologista de reconhecida competência e probidade, por um vício histórico, ao longo da sua existência a UEPA esteve frequentemente a reboque dos eventuais inquilinos do poder no Pará.
Resta saber, agora, qual a autonomia de vôo da nova reitora. Principalmente se confirmada a versão de que se elegeu sob o calor da DS. Esta, como descobriu-se com o desgoverno de Ana Júlia Carepa, é desprovida de escrúpulos e ignora solenemente qualquer compromisso com a eficiência da gestão pública. O risco sob o qual se encontra a professora Marília Brasil Xavier é passar para a posteridade como apenas mais um nome da galeria dos ineptos.

UEPA – O danoso histórico de subserviência

A subserviência dos seus reitores ao Executivo estadual lamentavelmente confunde-se com a história da UEPA. Foi assim com o primeiro reitor da instituição, professor Manoel Moutinho, cuja maior credencial era ser apaniguado do ex-governador Jader Barbalho, o manda-chuva do PMDB no Estado. Lambe-botas da ditadura militar, como todo bom arrivista Moutinho tratou de se alinhar, mais depressa que rapidamente, com a Nova República, depois de coonestar, quando diretor do CEPC (Colégio Estadual Paes de Carvalho), a delação de alunos adolescentes, por suposta subversão política.
Esse cenário de servilismo não foi diferente durante as administrações dos ex-reitores Isabel Amazonas e Fernando Palácios, ambos notórios áulicos da tucanagem e, como tal, acintosamente servis aos sucessivos governos do PSDB no Pará, entre 1995 e 2006. Como reitora da UEPA, Isabel Amazonas foi virtualmente uma espécie de governanta política do deputado federal tucano Nilson Pinto, do qual interiorizou a prepotência e arrogância, o que lhe valeu o jocoso apelido de Zazá Arma Zona. no rastro das explícitas manifestações de intolerância. Fernando Palácios, que como reitor se revelou um exímio flautista, aparentemente sua mais recôndita vocação, limitou-se a ser um boy qualificado da tucanalha, com o agravante de protagonizar uma gestão estigmatizada por suspeitas de corrupção.

UEPA – Nem revanchismo, nem desmemória

Como reitora eleita da UEPA, a professora Marília Brasil Xavier não pode ceder à tentação do revanchismo, diante dos que lhe fazem e/ou fizeram oposição. Mas também não pode, nem deve, estimular a desmemoria em relação aos que tisnaram a já parca credibilidade da instituição no passado recente.
De Marília Brasil Xavier se deve esperar, como assinala a máxima célebre, que reproduza a mulher de César, da qual se exige não apenas ser séria, mas, sobretudo e principalmente, parecer séria. Até para corresponder às expectativas suscitadas, sugeridas pela expressiva votação que obteve.

GREVE – Covardia recorrente contra a população

Uma categoria embrutecida pela própria natureza do seu ofício, em uma peculiaridade agravada pela ausência de empenho do milionário patronato em melhor qualificá-los, os rodoviários protagonizam uma nova paralisação, que deixa Belém e Marituba sem ônibus e penaliza sobretudo a população carente. Até aqui, em seu primeiro dia, a greve ainda não serviu de pretexto para a selvageria do apedrejamento dos ônibus que eventualmente continuem circulando, em uma truculência estimulada pelo Sindicato dos Rodoviários, historicamente uma entidade de credibilidade duvidosa.
Mais grave, infinitamente mais grave, na atual paralisação, é a denúncia de que o Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos fomenta a desobediência à lei, de acordo com a qual, por se tratar de uma atividade essencial, 30% da frota de ônibus deve ser mantida em circulação. Comprovada essa suspeita, é inevitável a constatação de que o milionário empresariado de transportes coletivos não só faz fortuna sem a preocupação de melhor servir o usuário, com um mínimo de conforto e segurança, como ainda agrava a tensão que inevitavelmente permeia qualquer greve. Se pertinente a acusação contra o patronato, a greve deixa de ser um problema social para assumir os contornos típicos de um caso de polícia.

SAÚDE – O nefasto Dudu sob suspeita

Se for confirmada a denúncia de acordo com a qual Kendra Botelho, a diretora geral da Sesma (Secretaria Municipal de Saúde), seria na verdade esteticista, o prefeito reeleito Duciomar Costa (PTB), o nefasto Dudu, terá levado a limites intoleráveis seu deboche em relação à população de Belém.
Nada contra as esteticistas, enquanto em funções compatíveis com sua qualificação. Intolerável, repulsivo, seria confiar um cargo da importância do que é ocupado por Kendra Botelho a uma profissional sem a qualificação exigida pela sua função.
A conferir.

DESGOVERNO – A estripulia de Faleiro

Decididamente, dispensa adversários e inimigos um governo que tem como líder o deputado petista Airton Faleiro.
Diante do vociferar do líder do PSDB na Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, deputado José Megale, o líder do governo, Airton Faleiro, não poderia ser mais patético.
O parlamentar tucano questionou, da tribuna, a destinação dos empréstimos feitos pelo Executivo, sob o aval do Legislativo, que somariam R$ 3, 2 bilhões. Em resposta, Faleiro, como (suposto) líder do governo, disparou a seguinte pérola: “'Tenho que dar razão ao deputado Megale. O governo precisa prestar contas dos projetos que vêm sendo realizados. Vou fiscalizar a resposta do governo aos requerimentos para prestar informações à oposição.”

quarta-feira, 6 de maio de 2009

UEPA – Oposição admite a vitória de Marília

Fontes da própria oposição, agrupada em torno do candidato da chapa 1, Frente de Luta pela Autonomia da UEPA, professor Augusto Carvalho, acabam de admitir que é irreversível a vantagem aberta pela professora Marília Brasil Xavier, a candidata a reitor da UEPA (Universidade do Estado do Pará) pela chapa 2, Avançar nas Mudança. Ex-interventora da instituição, Marília nessa altura é praticamente a nova reitora eleita da UEPA.
Às 11 horas da noite, apurados cerca de 40% dos votos, segundo as estimativas dos próprios fiscais da chapa 1, Marília liderava a disputa nas três categorias de eleitores – docentes, administrativos e alunos. Entre os docentes, Marília Brasil Xavier registrava 76,54% dos votos, contra 20,25% de Augusto Carvalho. No corpo administrativo, Marília somava 67,37% dos votos, contra 28,9% de Augusto. Entre os alunos, Marília contabilizava 66,99% dos votos, contra 31,61% de Augusto.

GREVE – Belém e Marituba sem ônibus

Segundo o Portal ORM (Organizações Romulo Maiorana), após uma assembléia realizada na noite desta quarta-feira, 6, os rodoviários de Belém e Marituba decidiram entrar em greve, por tempo indeterminado, a partir da meia-noite. Como de praxe, os grevistas antecipam a disposição em impedir que nenhum ônibus saia da garagem.
Nesta quarta-feira aconteceu uma audiência de negociação entre empresários e uma comissão do Sindicato dos Rodoviários, na DRT (Delegacia Regional do Trabalho), mas não houve acordo. Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 12%, aumento no valor do plano de saúde, além de reajuste no auxílio alimentação, de R$ 242 para R$320, e a criação de um centro de formação para a categoria.

UEPA – Marília larga na frente

Apurados menos de 8% do total de votos, a ex-interventora da instituição, Marília Brasil Xavier, a candidata da chapa 2, Avançar nas Mudanças, largou na frente na eleição para escolha do novo reitor da UEPA (Universidade do Estado do Pará), com cerca de 58% dos votos, contra 36% dos votos somados até aqui por Augusto Carvalho, o candidato pela chapa 1, Frente de Luta pela Autonomia da UEPA.
A eleição foi realizada nesta quarta-feira e estavam aptos a votar 12.343 eleitores, dos quais 641 docentes, 905 técnico-administrativos e 10.787 alunos, em um total de 73 zonas eleitorais. A fórmula para apuração dos votos será através de votação universal e uninominal, com os votos de cada categoria apurados separadamente, de acordo com a ponderação de 1/3. Iniciada por volta das 20 horas, a apuração tem seu término previsto para a meia-noite.

BLOG – Compromissos atrasam atualização

Compromissos profissionais obrigaram-me a ausentar-me nesta terça-feira, 5, e a atualizar com atraso o blog hoje, quarta-feira, 6.
Espero conseguir normalizar a atualização até esta próxima sexta-feira, 8, desculpando-me, desde já, por qualquer eventual contratempo.

ELF – Exposição reúne gravuras de Ivald Granato

Na trilha inovadora de seu fundador, o saudoso Gileno Muller Chaves, a Elf Galeria de Arte inaugura nesta quinta-feira, 7, às 19 horas, a mostra de gravuras de Ivald Granato, pintor e escultor fluminense, que vive e trabalha em São Paulo e é também autor de vários livros.
A mostra estará aberta à visitação pública de 8 de maio a 30 de junho, sempre de segunda-feira a sábado, das 15 às 20 horas, na Elf Galeria de Arte, na avenida Generalíssimo Deodoro, nº 506, telefone 3224-0854.
Gileno Muller Chaves, o fundador da Elf Galeria de Arte, foi um respeitado intelectual, célebre pelos seus múltiplos talentos e por um temperamento algo introspectivo. Um advogado não só competente, mas também de probidade inquestionável, ele se notabilizou ainda como marchand, com o qual Belém passou a ter, efetivamente, um mercado de artes plásticas, balizado pela seriedade que pautou a vida do saudoso Gileno, que mais do que amigo foi, para mim, um irmão, ao qual sempre devotei amizade, admiração e respeito, a despeito das eventuais discordâncias.

ELF – O perfil do artista

Segundo a Wikipédia, a enciclopédia virtual, Ivald Granato é natural de Campos dos Goytacazes, onde nasceu a 29 de dezembro de 1949. Pintor e escultor, ele vive e trabalha em São Paulo. Sua obra é composta por telas e litografias. Ele é também autor de vários livros. Em 1979 recebeu o prêmio de melhor desenhista da Associação de Críticos de Arte.
Ivald Granato, de acordo com a Wikipédia, começou a pintar cedo, sob a influência do cubismo. Ingressou na Escola de Belas Artes da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e, nas décadas de 70 e 80, apresentou diversas performances e intervenções, recorrendo a vídeo e fotografia para documentá-las. Em 1970 viajou pela América Latina para estudar cores.