segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

BELÉM – O patético mise-en-scène de Ana Júlia

Tão ou mais patético que o prefeito reeleito Duciomar Costa (PTB), o nefasto Dudu, só mesmo o mise-en-scène da governadora petista Ana Júlia Carepa, a pretexto do aniversário de fundação de Belém.
Em um ato público na praça da República, na manhã desta segunda-feira, 12, Ana Júlia trombeteou, como exemplo da suposta preocupação de sua administração com Belém, ter promovido o primeiro concurso da PM, após os 12 anos de sucessivos governos do PSDB. Com isso, acentuou a governadora, foram admitidos 1.500 novos quadros na corporação, 560 dos quais lotados em Belém - como se esse minguado contingente fosse algo expressivo, para uma cidade com cerca de dois milhões de habitantes, e uma conquista significativa de um governo que já cumpriu metade do seu mandato.
Mais constrangedor que isso foi o desfile de novas viaturas da PM, com sirenes ligadas e precedidas por batedores, que percorreram as avenidas Nazaré, Magalhães Barata e Almirante Barroso no final da manhã desta segunda-feira, em uma clara propaganda enganosa, diante da escalada da criminalidade. Um espetáculo digno da fictícia Sucupira, na qual reinava imperial Odorico Paraguaçu, o protótipo acabado de político inescrupuloso, que brotou da imaginação do teatrólogo Dias Gomes.

domingo, 11 de janeiro de 2009

SEGURANÇA – Coronel Jabá

Segundo uma denúncia anônima, um dos nomes favoritos para assumir o cargo de comandante geral da PM é conhecido na corporação como Coronel Jabá. A alcunha, de acordo com a denúncia, deriva de uma maracutaia da qual se vale o coronel, para engordar seu orçamento, substancial e expressivamente, com um respeitável jabaculê, a gíria que designa suborno.
O esquema envolveria um parente do coronel, que aparentemente serve de testa-de-ferro para este e fornece merenda para prefeituras do interior. Valendo-se das prerrogativas do cargo que ocupa, o coronel deslocaria soldados da PM para escoltar até seus destinos os caminhões que conduzem a merenda escolar para as prefeituras do interior. Em contrapartida, os soldados que fazem a escolta recebem uns trocados e o coronel, com uma avidez pantagruélica, embolsa um significativo percentual, que incide sobre o valor das vendas da merenda escolar adquirida pelas prefeituras do interior.
A conferir.

SEGURANÇA – Diário revela suposto ungido

Segundo revela o Diário do Pará, o jornal do grupo de comunicação da família do ex-governador Jader Barbalho, o coronel Dario Luiz da Silva Teixeira, atual sub-comandante, deverá substituir o coronel Luiz Cláudio Ruffeil Rodrigues, o comandante geral da PM do Pará que passou para a reserva.
“O martelo está batido”, assegura a notícia, publicada na edição deste domingo, 11, do Repórter Diário, a nobre coluna do Diário do Pará.

SEGURANÇA – O suposto retorno de Benassuly

O Repórter Diário deste domingo, 11, também revela o suposto retorno ao comando da Polícia Civil do delegado Raimundo Benassuly. De acordo com a notícia, Benassuly substituirá o delegado Justiniano Alves à frente da Delegacia Geral da Polícia Civil.
Em tempo, já que o Repórter Diário não fez qualquer menção ao episódio: Benassuly iniciou o governo Ana Júlia Carepa como delegado geral da Polícia Civil, cargo do qual foi compelido a pedir exoneração, após protagonizar uma patética e repulsiva defesa da truculência policial, que repercutiu negativamente para a atual administração estadual.

SEGURANÇA – Quando o passado condena

Na ocasião, no exercício do cargo de delegado geral da Polícia Civil do Pará, o delegado Raimundo Benassuly pretendeu desqualificar e transformar em ré a menor trancafiada em uma cela da Delegacia de Polícia de Abaetetuba, com mais de 20 detentos, pelos quais a garota foi sucessivas vezes estuprada. O pretexto para tanto foi o perfil problemático da menina, com passagens pela polícia por furto.
O drama da garota ocorreu sob a ignominiosa indiferença do governo Ana Júlia Carepa, representado por Benassuly, e a dolosa omissão do TJ do Pará, o Tribunal de Justiça do Estado, na pessoa da juíza da 3ª Vara Penal de Abaetetuba, Clarice Maria de Andrade.

SEGURANÇA – O controvertido perfil do coronel Dario

Quanto ao coronel Dario Luiz da Silva Teixeira, atual sub-comandante da PM, sabe-se, por relatos de fontes da própria corporação, que se trata de um personagem no mínimo controvertido.
O coronel Dario costuma ser descrito, por alguns oficiais da PM, como desidioso e prepotente. Tudo bem que esses relatos são apenas versões, que como tal carecem de uma rigorosa apuração. O que chama atenção, porém, é ele ser malvisto até dentre os próprios oficiais da PM, entre os quais costuma prevalecer um inocultável corporativismo.

SEGURANÇA – E nós, como ficamos?

Se confirmadas as revelações feitas pelo Repórter Diário, soa inevitável a pergunta que não quer calar: em tese a polícia nos protege dos bandidos, mas quem vai nos proteger da Polícia???!!!
Diante disso tudo ocorre-me repetir o antológico Chico Buarque de Holanda: e eu que não creio peço a Deus por minha gente.

sábado, 10 de janeiro de 2009

BANCO – BB teria terceirizado caixas eletrônicos

A informação carece de apuração, mas segundo uma versão que varre a superintendência regional do BB (Banco do Brasil), este teria decidido terceirizar os serviços de caixa eletrônico.
A conferir.

YAMADA – O acintoso desrespeito aos clientes 1

Os Yamada prosseguem imbatíveis no tratamento desrespeitoso aos seus próprios clientes.
Na terça-feira, 6, uma cliente do Y.Yamada Plaza, que é mãe de família, valeu-se do cartão de crédito do grupo Yamada e comprou uma cama de casal, que deveria ser entregue 48 horas depois, ou seja, na quinta-feira, 8. Sem nenhuma explicação, a gerência do Y.Yamada Plaza - quando acionada pela cliente, e somente quando acionada pela cliente, diga-se - transferiu a entrega para sexta-feira, 9, impreterivelmente, sem sequer definir o provável horário de entrega, mas novamente não cumpriu o acordado.

YAMADA – O acintoso desrespeito aos clientes 2

Na manhã deste sábado, 10, a cliente acionou novamente a gerência do Y.Yamada Plaza e até mesmo a gerência do depósito da loja, cobrando a entrega da compra feita na terça-feira, 6. Tanto o gerente do Y.Yamada Plaza, Juraci, quanto a gerente do depósito da loja, Néia, se comprometeram – por exigência da cliente - a fazer a entrega da compra até às 14 horas deste sábado, e novamente não cumpriram o que ficara apalavrado.
Indignada, como era previsível, a cliente cancelou a compra. A despeito disso, em um gesto que soou a escárnio, o Y.Yamada Plaza pretendeu entregar a cama ás 16h40 deste sábado, 10. Agora a cliente prepara-se para exigir do Y.Yamada Plaza a devolução - em espécie, naturalmente - do sinal pago, no valor de 100 reais.

SEGURANÇA – Coronel Luiz, uma baixa a lamentar

Em uma corporação cuja parcela da oficialidade vagueia historicamente entre a truculência e a corrupção, o que acaba por contaminar os escalões inferiores, não há como deixar de lamentar a substituição do coronel Luiz Cláudio Ruffeil Rodrigues. Atual comandante geral da PM no Pará, o coronel Luiz passa, a pedido, para a reserva, desgastado pela escalada da criminalidade no Pará, como um todo, e em Belém, em particular.
Desconheço os detalhes das circunstâncias que conduziram o coronel Luiz a optar pela reserva aos 48 anos, o que soa a uma saída honrosa para um oficial reconhecidamente probo e competente, mas desgastado pelas trapaças da vida e pela perfídia dos poderosos de plantão. Sobre ele repito o que é dito pela maioria dos seus contemporâneos de corporação: trata-se de uma das (raras) reservas morais da PM. Essas qualidades pude constatar in loco, quando trabalhamos juntos no gabinete do então vice-governador Hildegardo Nunes, em 1999. Na época fiquei surpreso ao deparar-me com um oficial da PM de formação humanística, rigoroso na disciplina, mas ao mesmo tempo de um profundo senso de justiça, sempre permeável ao diálogo e pessoalmente avesso ao deslumbramento próprio daqueles que se deixam extasiar pela ascensão funcional e social.

SEGURANÇA – O caos anunciado

A escalada da criminalidade, no Pará e em especialmente em Belém, é o próprio caos anunciado. Sem eximir de responsabilidades a administração petista de Ana Júlia Carepa, o sucateamento da segurança pública, assim como o da saúde pública, é corolário da inépcia, em ambas as áreas, dos sucessivos governos do PSDB, entre 1995 e 2006. Esse período corresponde aos dois mandatos consecutivos do ex-governador Almir José Gabriel, de 1995 a 1998 e de 1999 a 2002, e ao mandato do seu sucessor, o ex-governador Simão Robison Jatene, de 2003 a 2006.
Em 2006, quando fracassou na tentativa de obter um terceiro mandato como governador pelo PSDB, Almir José Gabriel acabou por protagonizar uma patética balela, incorporada para todo o sempre ao folclore político. Na ocasião, questionado sobre a assustadora escalada da criminalidade no Pará e em Belém, o tucano Almir José Gabriel, com um cinismo capaz de corar anêmico, alegou que havia, apenas e tão-somente, “uma sensação de insegurança”, que supostamente derivaria do sensacionalismo da grande imprensa paraense.

SEGURANÇA – Entrevista deflagra mudanças

A exoneração a pedido do coronel Luiz Cláudio Ruffeil Rodrigues, a pretexto do comandante geral da PM passar para a reserva, foi anunciada no final da tarde de sexta-feira, 9, no rastro de uma entrevista concedida a O Liberal pelo secretário estadual de Segurança Pública, Geraldo Araújo, delegado de carreira da Polícia Federal. Na entrevista, que serviu de manchete para a edição de sexta-feira do principal jornal do grupo de comunicação da família Maiorana, Araújo admitiu que “a situação da violência em Belém é grave”.
A declaração de Araújo aparentemente serviu de senha para as mudanças na hierarquia da segurança pública no Estado. Um profissional de competência e experiência comprovadas, tido e havido como honesto, o secretário estadual de Segurança Pública não faria as declarações que fez sem o prévio conhecimento da governadora Ana Júlia Carepa e seus luas pretas.

SEGURANÇA –Tragédias precipitam mudanças

As mudanças anunciadas pela governadora petista Ana Júlia Carepa parecem derivar, principalmente, da repercussão negativa na opinião pública diante dos recentes assassinatos, em um curto espaço de tempo, do médico Salvador Nahmias e do advogado Marcelo Castelo Branco Iúdice, procurador da Prefeitura de Belém. Ambos profissionais conceituados, Nahmias foi estupidamente assassinado com um tiro ao tentar fugir de uma tentativa de assalto e Iúdice foi morto brutalmente, com um tiro à queima-roupa, por um assaltante em fuga.
Essas tragédias parecem ter contribuído para o governo Ana Júlia Carepa passar do discurso para a ação. Até então a governadora parecia apostar nos efeitos dos factóides para tentar aplacar a indignação popular diante da escalada da criminalidade, em um expediente do qual lançou mão a tucanagem, quando no governo do Pará. Um bom exemplo desse estelionato publicitário foi protagonizado por Ana Júlia Carepa, ao participar pessoalmente, envergando um colete a prova de bala, de uma blitz da polícia na Terra Firme, um dos bairros mais pobres e violentos de Belém.
Em tempo: segundo os dicionários, factóide vem a ser fato, verdadeiro ou não, divulgado com sensacionalismo, no propósito deliberado de gerar impacto diante da opinião pública e influenciá-la.

SEGURANÇA – A expectativa em torno da PM

No âmbito da PM especulava-se intramuros, nos últimos dias, sobre supostas alterações na hierarquia da corporação, com a troca de comandos.
Resta saber como deverão ficar essas supostas modificações com o pedido de passagem para a reserva do coronel Luiz Cláudio Ruffeil Rodrigues, o atual comandante geral da PM.

SEGURANÇA – OAB critica acidamente o secretário

Quanto ao secretário estadual de Segurança Pública, Geraldo Araújo, ele parece ter ganho uma sobrevida no cargo, a despeito das ácidas críticas feitas pela presidente da OAB/PA (Ordem dos Advogados do Brasil- Seção Pará), Ângela Sales. Segundo O Liberal, Ângela Sales sublinhou que, apesar dos grandes investimentos do governo federal na segurança pública do Pará, os recursos não estão sendo usados de forma competente e eficiente, e que, se não houver gente capacitada, que seja chamada gente de fora para enfrentar a violência em Belém.
Em resposta, diante das críticas feitas por Ângela Sales, Geraldo Araújo declarou que apóia qualquer nome para substituí-lo, inclusive da própria OAB, segundo ainda O Liberal.

SEGURANÇA – As especulações sobre a PM

De acordo com O Liberal, figuram como os mais cotados para substituir o coronel Luiz, no comando da PM, os coronéis Mário Solano, atual comandante do CME (Comando de Missões Especiais), e Raimundo Pantoja Júnior, chefe da Casa Militar. Segundo também O Liberal, ambos seriam amigos pessoais da governadora, foram promovidos por ela e apoiaram-na durante as eleições.
O Liberal acrescenta que também figura como um dos cotados para substituir o coronel Luiz o coronel Dário Luiz da Silva Teixeira, sub-comandante licenciado da PM, contra o qual conspiram, porém, graves problemas de saúde. Também de acordo com O Liberal são igualmente cotados para comandar a PM os coronéis Leitão, Marcos Eisseman e Osmar Vieira Costa Júnior.
O novo comandante da PM deverá ser anunciado terça-feira, 13, pela governadora, acrescenta O Liberal.

ESCÂNDALO – Os antecedentes do deputado Sefer

Do site do jornalista Cláudio Humberto de sexta-feira, 9, sob o título “Pedófilo do Pará é processado”:

“O deputado estadual do Pará Luiz Afonso Sefer (DEM) acusado do crime de pedofilia contra uma criança de 9 anos, é réu em ação no Tribunal de Justiça da Paraíba sobre reconhecimento de paternidade. O processo, que teve início em meados de 2005, tramita em segredo de Justiça e nenhuma audiência foi realizada até agora. Quando a criança nasceu, a mãe teria apenas 15 anos de idade. Em razão do segredo de Justiça do processo contra o deputado Luiz Sefer, o TJ-PB não divulga a identidade da mãe da criança. Sefer se afastou da liderança do Democratas na Assembléia Legislativa e do posto de suplente da CPI da Pedofilia no Estado.”

Relembrando: em denúncia feita ao Ministério Público do Pará, o deputado estadual Luiz Afonso Sefer é acusado de molestar sexualmente uma menor, entre os 9 e os 12 anos da garota, que trabalhou e morou na casa do parlamentar. A menor tem hoje 13 anos e seu relato é simplesmente devastador, segundo profissionais que tiveram acesso ao depoimento da menina. Existe a suspeita de que possa estar em curso uma operação abafa, patrocinada pelo governo Ana Júlia Carepa, com o qual são estreitos os laços do deputado do DEM. Sefer, que é também médico, é o proprietário de fato de uma rede de hospitais, mantidos em nome de prepostos. Ele estaria ainda por trás da OS (Organização Social) que administra o hospital regional de Redenção.

ESCÂNDALO – Revelação explica equívoco inicial

A revelação feita pelo jornalista Cláudio Humberto em seu site, na sexta-feira, 9, explica o porquê do equívoco no qual incorreram, em um primeiro momento, os próprios parlamentares da Alepa solidários com o deputado Luiz Afonso Sefer e também os blogs - este incluído, diga-se.
Quando tornou-se do domínio público a acusação de pedofilia contra Sefer, supunha-se que a denúncia tivesse dado origem a um processo que supostamente tramitaria sob segredo de Justiça. Evidenciando má-fé, com a clara intenção de não tisnar ainda mais sua imagem, nem sequer o deputado do DEM esclareceu o equívoco, quando, em pronunciamento feito da tribuna da Alepa, se defendeu da acusação de pedofilia que lhe foi feita.

ESCÂNDALO – À espera do Ministério Público

Na verdade, como agora se sabe, a acusação de pedofilia foi formulada ao Ministério Público do Pará, que ainda não deu seu parecer acerca da denúncia.
O esclarecimento de que inexiste ação judicial contra Sefer, por suposta pedofilia, foi feito pelo jornalista Lúcio Flávio Pinto na mais recente edição do seu Jornal Pessoal. O Jornal Pessoal, editado solitariamente por Lúcio Flávio Pinto, é a mais longeva publicação da imprensa alternativa brasileira.

ESCÂNDALO – A investigação de paternidade

Até onde se sabe, a única ação judicial que existe até o momento contra o deputado estadual Luiz Afonso Sefer, e que realmente tramita sob segredo de Justiça, é o processo de reconhecimento de paternidade.
De acordo com o jornalista Cláudio Humberto, a ação, na qual é réu Sefer, tramita no TJ da Paraíba, “O processo, que teve início em meados de 2005, tramita em segredo de Justiça e nenhuma audiência foi realizada até agora”, acrescenta Cláudio Humberto.

ESCÂNDALO – E agora, ilustres parlamentares?

Diante desta notícia veiculada por Cláudio Humberto, e das novas e recentes revelações em torno da acusação de pedofilia contra o deputado Luiz Afonso Sefer, fatalmente emerge, de forma inocultável, o corporativismo dos parlamentares da Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará. Por isso perdura sem resposta convincente a pergunta que não quer calar, feita aos deputados que a priori se solidarizaram com Sefer: e agora, ilustres parlamentares?
Quando o deputado do DEM foi à tribuna da Alepa se defender da acusação de pedofilia, a maioria dos 27 deputados presentes se solidarizou com Sefer. O deputado Parsifal Pontes, do PMDB, foi mais longe e manifestou sua indignação diante do vazamento de informações sobre a ação judicial por pedofilia que supostamente tramitaria sob segredo de Justiça. O deputado petista Carlos Bordalo também se solidarizou com Sefer.

ESCÂNDALO – As exceções diante do corporativismo

Dos parlamentares presentes, na sessão na qual o deputado Luiz Afonso Sefer se defendeu da acusação de pedofilia, apenas cinco deputados se abstiveram de qualquer manifestação pública de solidariedade ao colega do DEM.
Domingos Juvenil (PMDB), presidente reeleito da Alepa, Simone Morgado (PMDB), Anaice (PMDB), Regina Barata (PT) e Bernadete ten Caten (PT) foram os únicos, dentre os deputados presentes, que não se solidarizaram com Sefer.

ESCÂNDALO – Os limites do benefício da dúvida

O deputado Luiz Afonso Sefer, do DEM, certamente merece, como qualquer cidadão acusado de transgredir a lei, o benefício da dúvida. Afinal, a inocência presumida é um dos princípios basilares do ordenamento jurídico que regula as sociedades democráticas, nas quais o ônus da prova cabe a quem acusa.
O inaceitável é pretender, a priori e à margem de caudalosas evidências, desqualificar a denúncia feita contra o parlamentar do DEM. Tal qual fez publicamente, por exemplo, o deputado Parsifal Pontes, do PMDB, em uma postura equivalente a do marido traído que, segundo a piada clássica, joga o sofá pela janela, no pueril pressuposto de que assim evitará a repetição do adultério.

ESCÂNDALO – O passado do camaleônico Parsifal

Para quem não se lembra, convém refrescar a memória sobre quem seja, em matéria de caráter, o deputado Parsifal Pontes. Trata-se de um parlamentar de ética no mínimo duvidosa, para ser ameno.
Existe um vídeo, gravado durante as eleições de 1994, no qual Parsifal, hoje no PMDB, desfecha uma série de diatribes contra o ex-governador Jader Barbalho. Este era então acusado de corrupto por Parsifal, com todas as letras e sem qualquer eufemismo.
Apenas quatro anos depois, nas eleições de 1998 Parsifal despontou no proscênio político do Pará como candidato a vice-governador, na chapa de Jader Barbalho, o candidato ao governo pelo PMDB, a quem tanto ofendeu e malsinou em 1994. Naquelas eleições o tucano Almir José Gabriel obteve a reeleição, por minguada diferença de votos, com uma campanha pontuada por denúncias de abuso de poder econômico e de utilização da máquina administrativa estadual pelo candidato do PSDB.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

BLOG – Pausa por uma causa justa

Para usufruir da companhia de uma pessoa que é muito especial, fiz uma nova pausa na atualização do blog, que deverei retomar neste sábado, 10, ou na próxima segunda-feira, 12.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

ESCÂNDALO – Relato da menor compromete Sefer

Um depoimento devastador, rico em detalhes e que simplesmente aniquila a frágil versão oferecida pelo parlamentar do DEM acusado de pedofilia. Assim uma fonte do Pró-Paz define em off, por temer retaliações, o relato da menor S. B. G., hoje com 13 anos, natural de Mocajuba e supostamente molestada sexualmente, dos 9 aos 12 anos, pelo deputado Luiz Afonso Sefer, que também é médico, no período em que trabalhou e morou na casa do parlamentar.
O Pró-Paz é um programa criado para atender crianças e adolescentes vítimas dos mais diversos tipos de violência. O programa mobiliza uma equipe multidisciplinar e em Belém funciona no hospital da Santa Casa de Misericórdia do Pará. A menor foi encaminhada para o Pró-Paz pelo Conselho Tutelar de Belém, no qual chegou pelas mãos de uma vizinha, a qual a menina recorreu. O depoimento da garota ao Pró-Paz foi feito em 22 de outubro de 2008.

ESCÂNDALO – Os detalhes, segundo a vítima

A ser verdadeiro o relato da menor, o deputado Luiz Sefer pode ser enquadrado em um variado elenco de crimes. O depoimento de S. B. G. inclui um variado elenco de denúncias que vão de abuso sexual de menor a estupro, passando por atentado violento ao pudor e violência - verbal, física e psicológica.
No seu depoimento à equipe do Pró-Paz a menor relatou ter sido supostamente coagida por Sefer a fazer sexo vaginal, anal e oral. Ela também contou que, quando se tratava de sexo vaginal, o deputado do DEM introduzia nela uma pílula.

ESCÂNDALO – Garota exibe marcas da violência

A garota também relata, no seu depoimento, que contou a violência da qual vinha sendo vítima a uma empregada que trabalha há muitos anos na casa de Luiz Afonso Sefer. A partir de então, segundo acrescenta a garota, o deputado do DEM passou a agredi-la, em geral com cinto, mas também com um grosso cordão de ouro.
Na ocasião, a menor chegou a exibir marcas das agressões, de acordo com um dos profissionais do Pró-Paz que teve contato com a garota. “O relato da menina é realmente contundente”, sublinha a fonte ouvida pelo blog, segundo a qual os profissionais que tomaram o depoimento da garota chegaram inclusive a receber ameaças anônimas de morte, se deixassem vazar as acusações contra Sefer.

ESCÂNDALO – Denúncia ao Ministério Público

No último número do seu Jornal Pessoal, a mais longeva publicação da imprensa alternativa brasileira, o jornalista Lúcio Flávio Pinto corrige os blogs, inclusive este, e até deputados solidários com Luiz Afonso Sefer, ao observar que até agora inexiste na Justiça qualquer denúncia formal contra o deputado do DEM. A acusação da menor já foi encaminhada pelo Conselho Tutelar de Belém ao Ministério Público estadual, a quem cabe formalizá-la junto ao TJ (Tribunal de Justiça) do Estado, se for o caso. Isso, salvo engano, depois de obter permissão para tanto da Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, pois, como deputado, Sefer goza de imunidade parlamentar.

SAÚDE – O golpe dos médicos uruguaios e cubanos

Segundo revela uma fonte da Sespa, a Secretaria de Estado de Saúde Pública, multiplicam-se no interior do Pará médicos uruguaios e cubanos, ainda não habilitados a exercer a profissão no Brasil, mas que encontram-se em plena atividade da medicina, valendo-se de laranjas.
O golpe se dá da seguinte forma: por cerca de R$ 7 mil, médicos brasileiros emprestam seus nomes aos colegas uruguaios e cubanos, que embolsam mensalmente R$ 5 mil, para exercer clandestinamente a medicina. Quem intermédia a maracutaia leva por volta de R$ 3 mil.

ABUSO – O desrespeito dos Yamada com os clientes

Segundo um princípio que compõe o ordenamento jurídico das sociedades democráticas, a culpabilidade fica restrita, apenas e unicamente, aos eventualmente envolvidos nas transgressões aos dispositivos legais. Por isso, por analogia, e também por uma questão de equidade, não se pode estender sanções impostas a quem quer que seja por transgressões de seus ascendentes e/ou descendentes.
Mas, como aparentemente equidade deve ser peça de museu para os Yamada, uma jovem diarista, maior de idade e com o nome limpo, passou pelo constrangimento de ver recusada sua pretensão de obter o cartão de crédito que permite parcelar as compras na rede de lojas e supermercados do grupo Y.Yamada. Tudo porque a mãe da jovem diarista, que vem a ser empregada doméstica, atrasou o pagamento da última parcela de uma compra feita no Y.Yamada Plaza.
Isto é Pará, a terra de direitos, segundo trombeteia a publicidade oficial da administração da governadora Ana Júlia Carepa, que até se prestou a comparecer a inauguração da loja inaugurada pelos Yamada em Castanhal.

REVOLTA – A indignação dos usuários com a Oi

Há dias com seus telefones fixos mudos, a despeito de sucessivas e inócuas reclamações à Oi, usuários da telefônica que residem na passagem Santa Catarina, no bairro da Sacramenta, decidiram radicalizar. Na sexta-feira, 2, quando uma equipe da assistência técnica da Oi pretendia deixar o local, sem que o problema estivesse resolvido, transbordou a tolerância dos moradores da passagem que são clientes da operadora.
Os moradores da passagem Santa Catarina que têm telefone fixo da Oi simplesmente impediram que a equipe da assistência técnica da operadora deixasse o local até que seus telefones voltassem a funcionar. Foi necessário a empresa despachar para a passagem uma outra equipe, para auxiliar a que lá se encontrava a resolver o problema. Com os telefones funcionando novamente, as duas equipes puderam, então, deixar o local.
Mas como a Oi consegue se superar em termos de desrespeito aos usuários, a alegria não durou 24 horas. Já no sábado, 3, voltaram a ficar mudos os telefones fixos dos usuários que residem na passagem Santa Catarina.

GOEDI – Museu amarga prejuízo colossal

Se não for por mais nada, a administração da professora Ima Vieira, a atual diretora do Museu Paraense Emílio Goeldi, certamente entrará na história como aquela em cuja gestão a instituição amargou um prejuízo colossal. Depois do furto de dois visores de microcomputadores, o MPEG teve furtados ainda 60 exemplares de livros raros, cujo valor pode chegar a R$ 2 milhões, segundo a Polícia Federal.
A Folha Online revelou que, segundo a delegada da Polícia Federal Rúbia Gama Pinheiro, responsável pelas investigações, o furto dos exemplares foi percebida no dia 17 de dezembro, após uma pesquisadora procurar um dos exemplares e encontrar apenas a capa do livro.

GOELDI – A tranca, depois da porta arrombada

No relato feito pela Folha Online, a Polícia Federal revelou também que a data exata dos furtos é desconhecida e pode ter ocorrido em diferentes ocasiões durante o ano de 2008. "A segurança do prédio onde estavam as obras furtadas era precária, possuindo apenas quatro câmeras externas", completou a delegada da Polícia Federal. Rúbia Gama Pinheiro
Em um caso clássico de colocar a tranca depois da porta arrombada, a Folha Online acrescentou, com base em informação da Polçícia Federal, que um projeto de melhoria da segurança está sendo montado pela diretoria do museu, e todo o material do local passará por levantamento.
Em tempo: a seção das obras furtadas é de acesso restrito e os visitantes precisam fazer registro antes de entrar no prédio. A lista completa dos visitantes já foi entregue à polícia.

IMPRENSA – Site mapeia a mídia no Brasil

Vale a pena acessar, porque trata-se de uma iniciativa pioneira, o site Donos da Mídia (http://donosdamidia.com.br/). O site mapeia, Estado por Estado, os grupos comandados pelos barões da comunicação do Brasil.
Tive conhecimento do site pelo jornalista Guilherme Barra, um profissional de competência e experiência comprovadas. Um dos mais completos jornalistas da sua geração, Barra é também, reconhecidamente, um ser humano da maior qualidade.

IMPRENSA – Coluna do Adenirson de volta

Segundo uma fonte credenciada, restabeleceu-se a paz no Amazônia Hoje, o jornal popular do grupo de comunicação das ORM, Organizações Romulo Maiorana. Está de volta ao jornal a coluna de Adenirson Lage, que havia sido banida do Amazônia Hoje por supostas transgressões à política editorial dos Maiorana.
De acordo com a mesma fonte, Adenirson Lage - um odontólogo que transmutou-se em colunista social - teve suspensa a publicação de sua coluna por determinação expressa de Romulo Maiorana Júnior, o Rominho, presidente executivo das ORM. Interveio a favor do colunista, acrescenta a fonte, Sá Pereira,um dos diretores de O Liberal e enfant gaté de Rominho, a quem dizem servir com uma fidelidade canina.

IMPRENSA – O mico da poderosa Maria Joana

Nada mais patético que o deslumbramento dos alpinistas sociais. A vertigem das alturas costuma fazê-los perder toda a noção de ridículo.
Mais um pouco e Maria Joana Pessoa, a toda-poderosa do Hangar, o faraônico centro de convenções do Estado, acaba transformando-se na mais nova amiga de infância dos Maiorana.
Na recente confraternização natalina das ORM (Organizações Romulo Maiorana), realizada na Assembléia Paraense, Maria Joana Pessoa, uma jovem senhora que é a eterna caixa de campanha da governadora petista Ana Júlia Carepa, não se limitou a marcar presença no regabofe. Ela foi além, mas muito mais além, diga-se, ao se permitir dançar trenzinho com Ronaldo Maiorana, o editor corporativo de O Liberal e um dos herdeiros do grupo de comunicação fundado pelo falecido jornalista Romulo Maiorana.

ANO NOVO - Agradecimentos

Agradeço e retribuo os votos de feliz 2009 enviados por internautas, anônimos, ou não. Agradeço nominalmente, porque se identificaram, a Vera Paoloni, Cristina Moreno e Liberato Barroso.
Agradeço também, sensibilizado, ao internauta que se identifica como Edu, pelas palavras de estímulo, quando sublinha a importância dos blogs para a democratização da informação, acrescentando que este blog figura dentre os seus favoritos.

BLOG – De volta, após uma breve pausa

Acabei por estender por mais um dia o hiato na atualização do blog, que decidi conceder-me, para um justo descanso.
Mas a partir de hoje retomo a atualização em ritmo normal.