terça-feira, 9 de maio de 2017

BASA – Segundo denúncia, retaliação aos engenheiros pavimenta atalho para fraudes na concessão de créditos

Engenheiros do Basa: paralisação, diante das retaliações da diretoria.

Pela sua gravidade, a denúncia introduz ingredientes explosivos no imbróglio em cujo epicentro figura a direção do Basa, o Banco da Amazônia S/A, acusada de retaliar os engenheiros da instituição, depois que estes obtiveram na Justiça o direito ao pagamento do piso salarial da categoria. Desde então, de acordo com os engenheiros do banco, a direção do Basa penalizou os profissionais da categoria, proibidos de assumir funções comissionadas e privados de benefícios sociais, como o auxílio alimentação, auxílio cesta alimentação, auxílio creche, adiantamento de férias e abono assiduidade. O contencioso provocou a paralisação deflagrada pelos engenheiros do banco, desde 28 de abril, em protesto contra as alegadas retaliações.

Ao impasse soma-se, agora, a denúncia segundo a qual o objetivo dessas retaliações seriam “retirar do caminho do fluxo de crédito os atores responsáveis pelas análises técnicas isentas dos projetos internalizados no banco abrindo caminho para a possibilidade da ocorrência de fraudes e caixa 2 para atender as necessidades dos grupos políticos que são responsáveis pela nomeação da atual diretoria”.O banco fragilizou as suas normas de procedimentos para que os serviços de análise e acompanhamento de crédito sejam realizados por funcionários leigos sem a devida formação profissional necessária para resguardar a instituição Banco da Amazônia e a correta aplicação dos recursos públicos administrados por ela que são utilizados nos financiamentos que estão sendo contratados sem observar o devido critério da boa técnica e responsabilidade”, assinala a denúncia.

13 comentários :

Anônimo disse...

Exatamente.
O que a diretoria quer, especialmente o Sr. Presidente Marivaldo, é se livrar de uma acompanhamento mais isento, para isso querem desvalorizar o quadro técnico, reduzindo o preço dessa mão de obra e anarquizando o processo de análise. Não é à toa em que, em uma das matérias que anunciavam a candidatura do Sr. Marivaldo a deputado pelo PSD no Acre, anunciava também que o banco vai abrir o cofre do FNO na região onde ele se lançará nesse pleito.

Anônimo disse...

O nível de perseguição dos engenheiros envolve a retirada de todos os benefícios conquistados a décadas da criação desta carreirá. Retiraram auxílio alimentação, auxílio creche, Retiraram as funções comissionadas, inclusive proibindo o acesso a elas pelos engenheiros, fizeram o crime de retirar o seguro de vida, mesmo com o histórico de risco de vida em viagens a serviço, tendo histórico de mortes de engenheiros nessas empreitada. Tudo casando vingança por ter ganho um direito que existe a 51 anos! Somado a isso, o medo de uma categoria com autonomia financeira para não ser refém de chefes nas liberações dos créditos de fomento.
Essa é a história recente do Banco da Amazônia. Tristeza, perseguição e covardia.

Nós disse...

Esperamos que o Banco da Amazônia reveja seus conceitos e comece a pensar nos​ seus​ funcionários​. Todo apoio à greve dos engenheiros!

Anônimo disse...

O FNO está se tornando o patrocinador da campanha a deputado federal do Marivaldo (presidente do Basa). O TCU, a PF e a CGU tem que agir logo antes que seja tarde.

Anônimo disse...

Infelizmente com essa diretoria o diálogo é muito difícil, são todos intransigentes.

Anônimo disse...

Há muito tempo essa é a prática preferida pela diretoria. Querem apenas um pato para assinar os estudos e soltar dinheiro no mundo.
Alerto para a prática que eles mais adoram: ressarcimento de todos os investimentos realizados antecipadamente (antes da aprovação do crédito) para favorecer políticos e grandes empresários - há ministro com crédito que adora essa boquinha.

Anônimo disse...

E como se não bastasse, como tudo no Brasil, há dois pesos e duas medidas no BASA. Por um lado, a retirada de direitos e benefícios e por outro, a ordem de realização de tarefas fora das atribuições profissionais dos engenheiros, fragilizando o crédito, pois os mesmos não estariam atuando naquilo para que foram efetivamente contratados. Hora senhores membros da OAB, PF, MP, CGU, etc., os recursos do FNO são originários da recursos públicos, onde todos os brasileiros tem participação. Então é preciso mais rigor e atenção na sua forma de aplicação. Não acredito que esse cenário permaneça sem a devida fiscalização, acompanhamento e auditoria dos órgãos responsáveis!

Anônimo disse...

Sinceramente acho merecido. Não queriam ser bancários! Travam o crédito em tudo, inventam normas. Acho bem aplicado não poderem exercer nem receber benefícios.

Anônimo disse...

Pedi demissão por não compactuar com essa sujeira. Banco da Amazônia que decepção.

Anônimo disse...

Esta história está muito mau contada. O Sindicato, mais uma vez interessado em protagonismo a qualquer custo, arrasta a Instituição para uma contenda que só leva em conta a questão financeira. O Trabalho não é feito apenas de dinheiro e o nosso SINDICATO inacreditavelmente não vê o óbvio: esqueçam de colocar a parte financeira em primeiro lugar, veja o método de trabalho, a tecnologia, a sistemática legal. Faças as coisas serem mais diretas e sistemáticas e menos subjetiva.
Provavelmente não existe nenhum outro Banco onde trabalho do Engenheiro seja tão bem levado em consideração. Praticamente não dá pra fazer nada relacionada ao Crédito de Fomento Rural, por exemplo, sem olhar destes profissionais.
O PROBLEMA é que o Sindicato arrastou a categoria, mais uma vez, para um problema: Fez todos acreditarem que os Engenheiros são pessoas especiais dignos de todos os benefícios possíveis. Fez isso, desrespeitando os limite da Instituição.
Se entrou na Justiça alegando que Engenheiro não é bancário e tem que direito ao seu próprio piso, então, que se aceite as consequências disto. Se não é Bancário, não pode ter os benefícios da Categoria Bancária. Isso é um desrespeito aos demais colegas. Evidente, Lógico!!!
É mentira que um Engenheiro é coitadinho...Não ganha só salário, ganha produtividade, traduzido em diárias e ressarcimento de despesas. Se trabalhar bem e rápido, aumenta seus ganhos em pelo menos 50%, no mínimo.
Lógico que, por exemplo, se você é Engenheiro Agrônomo, Veterinário, faz Concurso rezando para todos os Santos e aceita trabalhar até na divisa com a Colômbia e, passados alguns meses, já que morar em Belém ou Manaus, mas quer continuar ganhando a mesma coisa....não dá...se você é Engenheiro de Instituição Financeira como o Banco da Amazônia e não gostar de viajar, melhor nem entrar..muita a cara da nossa sociedade.

Anônimo disse...

Não sabia dessa verba de produtividade que foi feito referência na sua mensagem.
Diárias, ajuda de custo e ressarcimento de despesas agora virou salário? Interessante esse raciocínio, nem a Diretoria tinha pensado nisso.
Outra coisa, fiz o concurso concorrendo pra vaga de Engenheiro tendo a prova questoes especificas da minha area de formacao profissional conforme estabelecido no edital do concurso, fui aprovado e o Banco exigiu a apresentação da minha carteira profissional emitida pelo CREA para que fosse admitido.
portanto, o fato é que fui sim contratado como engenheiro.
Quando negociamos com o Banco solicitando o cumprimento da Lei Federal Que exige o pagamento do salário mínimo profissional para os engenheiros, arquitetos e veterinários o Banco nos comunicou que não era obrigado a cumprir a lei pois não nos reconhecia como engenheiros e sim como bancários. Isso foi ainda em 1999. O Presidente Mâncio sugeriu que só poderia pagar esse salário se a justiça determinasse.
Sem negociação a justiça foi acionada para fazer valer o cumprimento da Lei o que ocorreu em 2012.
Em retaliação o Banco agora inverteu a sua tese alegando que não somos mais bancários e por isso retirou todas as funções comissionadas e os demais direitos conquistados com os acordos coletivos do sindicato majoritário (Sindicato dos empregados em estabelecimentos bancários do estado do Pará-SEEB PA).
Retirou inclusive direitos previstos no edital e no contrato de trabalho.
Esses direitos estão sendo devolvidos também por determinação da justiça.
As ações judiciais são o único caminho possível para a intransigência da atual diretoria do Banco que se recusa a negociar com seus empregados e o fato de termos conseguido vitórias significa dizer quem está com razão, apesar dessa Diretoria não aceitar nem mesmo essas decisões e abrir processos até contra juízes.
O mais cínico é que a mesma diretoria que não nos reconhece como bancários e tirou todos os nossos direitos tenta nos obrigar a continuar realizando todos os serviços de bancários que sempre fizemos.
Ai é demais!
Não queremos o melhor dos mundos, apenas o cumprimento da Lei e do nosso contrato de trabalho.
O banco cumpre isso nos demais Estados da sua área de atuação e não vejo relato de que o Banco está quebrando por isso, ao contrário, os engenheiros desses Estados aumentaram a sua produtividade e a arrecadação das tarifas especiais que cobrem com folga esse aumento salarial.
Pergunte pro presidente que veio do Tocantins e pro diretor de Rondônia se os engenheiros de la nao estão trabalhando no melhor dos mundos. Não vi até agora ninguém da diretoria reclamando dessa situação.
Também não existe reclamações sobre o Banco cumprir a legislação que regulamenta a profissão de advogado.
O problema parece que é só com os engenheiros do estado do Pará.
É agora estão esperando a aprovação da reforma trabalhista para estender essa perseguição para as demais categorias de técnicos científicos e bancários.
Não tripudiem com a nossa luta é a nossa situação. Infelizmente nós somos vcs amanhã.
Aguardem até o final desse mês para confirmar.
Se os empregados não se unirem serão todos ferrados pelo que está por vir.

Anônimo disse...

Pelo que sei, o abatimento/compensação das parcelas previstas na convenção dos bancários foi determinado pela própria Justiça do Trabalho, no mesmo processo que reconheceu o direito ao piso salarial para os engenheiros. E mais, o sindicato dos engenheiros não recorreu desta decisão. Assim, como culpar o Banco?

Anônimo disse...

A Decisão judicial foi referente às compensações deferidas para cálculo do passivo. Em nenhum momento o juiz determinou a retirada desses direitos. Esse entendimento faz parte das retaliações planejadas por essa diretoria contra a categoria.
Vc mesmo fala na sua mensagem em "abatimento/compensação das parcelas previstas na convenção dos bancários", portanto, não há determinação para retirada desses direitos.
Outro fato a se destacar é que o seeb PA não é o sindicato dos bancários, mas sim dos empregados em estabelecimentos bancários conforme atesta o seu estatuto social disponível no seu site.
O banco nunca aceitou negociar com o Senge alegando que o nosso representante era o seeb, portanto naqueles acordos todas as categorias diferenciadas do Banco estavam incluídas, inclusive os engenheiros.
Agora que é obrigado a negociar com o sindicato dos engenheiros se mantém firme na sua intransigência penalizando ainda mais a categoria se recusando a qualquer tipo de negociação e usando o seu poder económico para intimidar a justiça.
Essa conduta da diretoria do Banco e pessoal contra os engenheiros do Pará, pois preferem assumir prejuízos para a instituição como aumento do passivo trabalhista, inadimplência e provisão, perdas na arrecadação de tarifas especiais e desgaste da imagem perante a sociedade do que buscar o diálogo com a categoria.
O mais triste é ver colegas desinformados sobre o que realmente está acontecendo comprando o discurso tendencioso dessa diretoria sobre a nossa situação.
Vamos buscar a informação completa e imparcial para, se for o caso, atacar quem está lutando pelos seus direitos.