terça-feira, 11 de outubro de 2016

ELEIÇÕES – Edmilson Rodrigues, o candidato cuja autossuficiência o torna o adversário de si mesmo

Edmilson: autoconfiança excessiva pavimenta deslizes recorrentes.

Com todos os senões que lhe possam ser eventualmente imputados, Edmilson Rodrigues desponta, sob critério minimamente seletivos, como a melhor opção do eleitorado para a Prefeitura de Belém, no confronto direto com Zenaldo Coutinho, o prefeito sem obras, cujo cacife concentra-se na propaganda enganosa, que subtrai recursos da cidade para saciar a voracidade dos barões da mídia, habitualmente pródigos no estelionato jornalístico. Mas, aparentemente, Edmilson, com sua proverbial autossuficiência, desponta também como o principal adversário de si mesmo, sobretudo pelo discurso de campanha e pela falta de desenvoltura revelada nos debates, sempre que confrontado com questionamentos incômodos. Uma deficiência que talvez decorra do viés caudilhesco, que o faz cerrar os punhos e revelar-se algo atordoado, quando exposto ao confronto de propostas que escapam ao script convencionado, no que lembra, guardada as proporções, o ex-senador Jarbas Passarinho, uma das lideranças políticas reveladas pelo golpe militar de 1964.
Só essa deficiência explica Edmilson ser recorrente em deslizes imperdoáveis. Há quatro anos atrás, por exemplo, em um debate com o mesmo Zenaldo, ouviu calado a acusação de envolver em suas críticas a mãe do adversário, dona Helena Coutinho, hoje falecida, mas que em vida sempre perambulou, como iminência parda, por onde andou o filho. Crítica que Edmilson jamais verbalizou, em público ou privado, mas que não desmentiu, quando a oportunidade a ele se ofereceu. A crítica, diga-se, foi feita na época pelo Blog do Barata, ao revelar o pendor patrimonialista de Zenaldo Coutinho, traduzido na compulsão pelo nepotismo, capaz de fazê-lo abrigar no seu gabinete a própria irmã, tão logo tornou-se vereador de Belém. Eleito prefeito, recorde-se, Zenaldo passou a ter como eminência parda o irmão, Augusto Cesar Neves Coutinho, o inefável Guto Coutinho, um ex-vereador, cuja carreira política não prosperou para além dos limites da Câmara Municipal.
No recente debate entre os candidatos à Prefeitura de Belém, promovido pela TV Liberal, ele também permaneceu silente quando indagado sobre o porquê de ter reajustado em 50%, quando prefeito, o preço da passagem de ônibus, sem oferecer esclarecimentos que presumivelmente tem a dar e que tem a obrigação de oferecer, como ex-prefeito e novamente candidato ao cargo. Tergiversar, como ele fez na ocasião, é incompatível com o discurso que louva a transparência da qual é carente, cabe sublinhar, a gestão de Zenaldo Coutinho na Prefeitura de Belém.

Mais infeliz que o silêncio sobre uma questão vital para o grosso da população, que depende visceralmente do transporte público, só a resposta oferecida por Edmilson, ao classificar como “razoável” a remuneração que embolsa como deputado federal. Algo que soa escárnio em um estado com índices sociais pífios como o Pará e, em particular, em uma cidade como Belém, na qual proliferam os bolsões de pobrezas, os grotões eleitorais nos quais se abastece de votos o atual prefeito, em busca da reeleição. Eis, aí, uma situação que não comporta tergiversações. Cabia-lhe, sim, admitir que é um privilegiado, mas que o patrimônio amealhado é fruto de trabalho honesto, de quem sempre trabalhou e fez carreira como professor da rede pública de ensino, estabelecendo o contraponto com Zenaldo Coutinho, um notório vagabundo profissional, que jamais  teve um emprego na vida.

5 comentários :

Anônimo disse...

O Edmilson ta engessado. Ta mal, se nao mudar vai perder.

Anônimo disse...


Barata, estás certíssimo quando dizes que o maior inimigo do Edmilson é ele próprio - sua arrogância não entra na fantasia de cidadão humilde e professor. O doutorado não acrescentou nada de bom ao Edmilson, me dando mais uma prova de que este título serve apenas para aumentar o salário e a vaidade dos homens.

Minha dúvida entre o voto nulo ou em um candidato de esquerda está acabando; me inclinando cada vez mais para o voto nulo. Embora reconheça que a orientação política do PSDB foi extremamente nefasta para os servidores públicos, não vejo o Edmilson tecer nenhuma crítica sobre o assunto, nem mesmo em relação a realização de concursos públicos, uma das maiores imoralidades do governo Zenaldo Coutinho.

Quer o que então? levar um cheque em branco? ganhar sem assumir nenhuma posição em relação ao descalabro da administração de pessoal? quer botar a sua cumpanheirada nos mesmos cabides de emprego onde estão os do Zenaldo? Não! Não voto em candidato sem compromisso!

Anônimo disse...

olha essa barata lembra da juíza do caso da menina de abaetetuba,ela acaba de ser afastada por 2 anos recebendo o salário pago do contribuinte,ou seja uma espécie de férias um tanto longas,pra dar um arejada na cabeça.

Marco Barros disse...

Barata, concordo com suas indicações de algumas fragilidades do Ed. que acertadamente pontuastes, com os arremates do nosso amigo servidor. Entretanto, dedico este comportamento a uma fragilidade estratégica da campanha do Ed., completamente desnorteada e ineficiente. Agora existe outros indícios dessa autosuficiência?

Anônimo disse...

Não devemos ficar omissos (nada de voto nulo) e nem existe candidato perfeito.Devemos analisar os dois candidatos e colocar na "balança" os prós e os contras e nesta análise pesa muito mais favorável a Edmílson...