terça-feira, 28 de junho de 2016

UFPA – Sem ter estado comprometido com a atual gestão, Weyl despontou como destaque no debate

Tourinho (à esq.) e Ortiz (centro), sob amarras, ao contrário de João
Weyl (à dir.), que acabou como o  destaque do derradeiro debate.

Sem ter estado comprometido com a atual gestão, mas com a consistência e serenidade que faltam a Vera Jacob, João Weyl acabou despontando como o destaque do último debate entre os candidatos a reitor da UFPA, a Universidade Federal do Pará, segundo fontes do Blog do Barata. Realizado na tarde desta segunda-feira, o debate, que começou por volta das 15h50, atraiu para o auditório do centro de convenções eleitores e claques dos candidatos, estendendo-se por quase três horas, sendo descrito como “acalorado, porém civilizado”. O debate ainda embutiu uma peculiaridade, ao chegar ao interior, ainda que em extensão presumivelmente limitada, ao ser transmitido pela rádio web.
Favorecido pelo sorteio, Weyl teve a vantagem de abrir e encerrar o debate, mas acima de tudo revelou-se mais conectado com a discussão. No relato dos que acompanharam o debate, contra Edson Ortiz - que surge como o principal adversário de Emmanuel Tourinho, o candidato da reitoria – conspira ter participado da atual administração, o que o torna parcimonioso nas críticas sobre as notórias mazelas da UFPA. O mesmo problema que engessa Erick Pedreira, a despeito dos supostos laivos de independência, que parecem mais destinados para consumo externo. Tourinho, até por força do status de candidato chapa-branca, exibe um discurso de compromisso com a excelência, que lhe permite tergiversar sobre graves problemas da universidade, embora no debate desta segunda-feira tenha se permitido deter-se um pouco mais sobre as vbisíveis deficiências da graduação.

Nesse cenário, restam como candidatos independentes João Weyl e Vera Jacob. Mas Vera Jacob tem contra si ser compelida a manter um discurso abrasivo, ao gosto do eleitorado mais sectário, o que termina por fazer dela a candidata dos guetos da esquerda radical. Embora à esquerda do espectro ideológico, Weyl revela-se mais sintonizado com a realidade concreta, com uma postura serena, ilustrada por uma agenda propositiva, ainda que sem escamotear as críticas a fazer. Assim, por exemplo, quando foi discorrer sobre compromissos de gestão, a exemplo dos demais candidatos, foi capaz de realçar a tímida relação da UFPA com o governo estadual, as prefeituras e a própria iniciativa privada, o que inibe a captação de recursos.

8 comentários :

Anônimo disse...

João Weyl foi o único candidato a dizer FORA TEMER no debate de ontem. É o único que não se acovarda, o único que denuncia o PMDB e o golpe. É o único que tem experiência de verdade, que foi chefe, que foi vice-reitor, que foi secretário de estado. É o único que é humilde e que sabe escutar. É o único que tem projeto de mudança real para a UFPA.

Anônimo disse...

Impressionante a empáfia do ET em chamar a democracia. Na realidade, para ele, democracia não vale nem dentro de casa, com seu filho que dirige o levante popular da juventude e escracha os políticos.
Veja só, o Levante da Juventude não fez nenhum escracho com a lambança da nomeação do Maneschy, ex reitor, como assessor do Reitor.
A democracia do Tourinho colocou o Levante abaixo!

Anônimo disse...

O Lavante está desmoralizado. Emanuel Tourinho é golpista. Foi o único candidato a não se comprometer a abrir mão do cargo caso componha a lista trípilice e seja escolhido sem ter sido o mais votado. Que tipo de gente faria isso? Apoiar Emanuel é sujar a mão no voto. O Levante Popular se queimou inteiramente. O PT que apoia Emanuel também se desmoralizou.

Madeleine Mônica Athanázio disse...

Sugiro que sejam observados os requisitos importantes para administrar uma Universidade Federal Pública, que no meu entendimento são: capacidade de gestão, competência, dedicação, comprometimento, amor à causa da educação superior e, sobretudo, profissionalismo. Precisamos profissionalizar a gestão pública. Universidades não precisam e não devem estar representando interesses políticos. Não é um cargo político! O reitor é eleito pela comunidade acadêmica que deve observar o seu perfil acadêmico e de gestor. Não se trata de ser PT, PMDB, PSDB ou qualquer outro. Trata-se de ser UFPA! Melhor pesquisar quem realmente tem compromisso com a UFPA, experiência e capacidade de gestão. A indicação da chapa se da reitoria ou não, se de partido ou não, não é o ponto central. A pergunta seria: o candidato tem compromisso com a UFPA e capacidade de articular os inúmeros recursos e variáveis de uma organização complexa para obter êxito? Não basta dizer que tem compromisso, deve-se analisar a trajetória que comprova. Não basta dizer que tem capacidade de gestão e articulação, necessário demonstrar que a possui. Caso contrário, vai se ficar nas disputas partidárias, pessoais e ideológicas. Enfim...

Anônimo disse...

João e Armando possuem serenidade e tranquilidade para falarem de seu projeto de de trabalho porque não fazem promessas falsas nem inalcançáveis. São pé no chão, por isso são tão respeitados na UFPA. Destaco aqui que João e Armando não tratam as pessoas nem os diversos setores da UFPA ccomo balcão de negócios: "me dêem apoio e votos que eu lhes dou cargos e funções gratificadas" é uma frase que eles nunca disseram pois sempre querem ouvir o que alunos, docentes e técnicos administrativos acham que pode melhorar. Essa frase entre aspas pode ser visualizada claramente no hospital João de Barros Barreto, onde a maciça maioria da gestão atual, mesmo com algumas pessoas que dizem não concordar com atitudes do ex-diretor e do atual chefe de RH, apóia os candidatos Tourinho e Gilmar. Esta mesma gestão do Barros Barreto, totalmente apoiada pelo ex reitor Maneschy, não deu conta de diminuir os altos valores dos produtos adquiridos em processos licitatórios ainda vigentes (que tal se fosse feito uma auditoria? Eu ficaria muito feliz), que retirou alimentos da previsão de licitação porque atualmente recebe doações da CEASA (entendam que apesar da ajuda da CEASA ser nobre, não se pode tirar alimentos de processo de licitação ou tomada de preços porque caso a parceria com a CEASA termine, o hospital deixa de ter meios legais justificáveis para comprar esse tipo de produto que é de uso diário e essencial para a recuperação dos pacientes internados) e que demitiu mais de 78 funcionários contratados pela FADESP sem critérios justificáveis. Se tantos absurdos foram cometidos pelos que estão na gestão e estes apoiam Tourinho, imagina como o hospital ficará se esses candidatos ganharem?! Erick cai de pau em cima da gestão da atual gestão da UFPA mas foi pró-reitor do Maneschy, assim como foram Tourinho e Ortiz; por isso não dá pra acreditar que qualquer um dos três faça algo diferente do que foi feito nesses sete anos de privilégio a poucos institutos e cursos. Vera tem discurso de oposição mas faz promessas absurdas. Ela disse que caso eleita, revogará o contrato assinado com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), empresa pública de caráter privado criada pelo governo do PT para administrar os hospitais universitários (HU) federais. Se o governo federal criou essa empresa, uma reitora dirá não? Ela fala do exemplo da UFRJ, que não assinou o acordo. Basta ver o estado em que o HU da UFRJ, conhecido como o Hospital do Fundão, está - dívida de milhões de reais e redução do quantitativo de atendimentos. O próprio Barros Barreto já recebeu dinheiro da EBSERH. Vera quitará essa dívida? Dr. Leitão, que colocou grande parte do Barros Barreto em obras durante sua gestão, interditando leitos, e com isso fez despencar o alcance das metas estabelecidas pela contratualização com a Prefeitura de Belém, foi de longe o pior diretor do Barros Barreto e tem demonstrado apoio a Ortiz.
Sei que a UFPA não se restringe ao hospital Barros Barreto mas estes são exemplos de que a mudança tem que chegar na UFPA, não dá mais pra tolerar esse tipo de situação. E a mudança concreta e realista pra melhor só será alcançada com João e Armando!!!

Mauro Brito disse...

Resposta à Sra Madeleine, acima:
Prezada, concordo integralmente. Daí meu receio em relação à possibilidade de o professor Emanuel fazer uma boa gestão. O candidato tem efetivas virtudes, mas seu comprometimento com o PMD, através de seu padrinho político, o ex-reitor Manexchy, tornará uma gestão sua impossível. Só quem não sabe o que é o PMDB pode acreditar que a eleição de Emanuel não constitui uma plataforma de financiamento para a campanha do partido à prefeitura. Não bastando, há, ao lado de Emanuel, um PT ambicioso e desesperado por cargos e por recursos para retornar à cena política principal: muita gente querendo se fazer vereador. Essa é a ambição do Gilmar, o vice, e de varias outras pessoas que estão por trás da campanha, como Milene Lauande e Doriedson. E isso sem contar as disputas sindicais e as disputas internas nos institutos e núcleos da UFPA, que esperam tirar uma casquinha desse composição política. O pior para a UFPA é uma vitória de Emanuel. Se isso acontecer, teremos uma universidade entregue às articulações políticas e um reitor sem habilidade, sem conhecimento do jogo politico real e pronto para ser engolido por esses tubarões.

Anônimo disse...

João Weyl falou alto e claro. Passou uma mensagem segura e com posição demarcada. Foi quem fez mais bonito no debate. Voto João com a certeza de que ele faz a diferença.

Anônimo disse...

Acerca das propostas outrora apresentadas no debate quanto a promessa de 30 horas é perfeita e a UFOPA já está em sua segunda experiência: http://www.ufopa.edu.br/noticias/2013/novembro/revogada-portaria-que-implementava-30-horas-semanais http://www.ufopa.edu.br/arquivo/consun/resolucoes/Resoluon01.15CONSADAprovaoRegimentodaComissodeFlexibilizaoeAjustedejornadadetrabalhoCFAJ.pdf, além disso,os que almejarem CD's e FG's retornar ao regime de 8 horas. Quanto a melhoria da web via NAVEGAPARÁ nos campi do interior, já existe convênio UFPA/SECTET em andamento com previsão de termino em 2019 conforme www.convenios.gov.br convênio nº 782767/2013. Foi pontuado o crescimento da pós-graduação e pesquisa em detrimento a graduação, talvez situação mais agravada pela concessão de bolsas atrativas aos docentes nas pós-graduações e pesquisas. Quanto descentralização da gestão de obras e dos recursos públicos para as faculdades,é uma ideia interessante, mas tende a não sair do mundo de ideias, uma vez que descentralizar sem dotar as unidades de pessoal técnico qualificado nas áreas engenharia e finanças, ou seja, desprende-se da lógica que cada unidade deverá ter um engenheiro civil, hidráulico e elétrico, no mínimo, e também 1 economista, 1 contador e administrador associado também a respectiva função gratificada para o exercício de suas responsabilidades, salvo se MPOG está liberando vagas a vontade. A estranheza do discurso da descentralização é pseudo justificado pelo ledo engano de que PCU só faz a obra quer e quando quer e que a PROAD só contrata e paga quem quer. Por acaso o PGO, que é instrumento de planejamento, gerenciado pela PROPLAN não é concebido das propostas de demandas do Institutos que decidem em suas congregações que são formadas por suas faculdades?. Não se pode deixar de estender também questionamento quanto ao piloto de Mestrado em Administração Pública a Distância aprovado pela Andifes sob presidência do Prof. Maneschy e do qual a UFPA não foi polo.