quinta-feira, 17 de abril de 2014

PARÁ – Erros de Jatene favorecem Helder

Helder Barbalho (à dir., com Lula): favorecido pelos erros de Jatene.

        A sucessão estadual, obviamente, figura com destaque nas entrevistas feitas pelo Blog do Barata com Lúcio Flávio Pinto e Roberto Corrêa, a propósito dos 50 anos do golpe militar de 1º de abril de 1964 e seus desdobramentos no Pará. Ambos concordam que o desgaste provocado pelo imobilismo da sua administração conspira contra a candidatura do governador tucano Simão Jatene, favorecendo Helder Barbalho, do PMDB, filho e herdeiro político do senador e ex-governador Jader Barbalho, o morubixaba do partido no Pará. Jader, recorde-se, é a mais longeva liderança política da história do Estado, a despeito do estigma de corrupto que a ele aderiu, alimentado pela súbita evolução patrimonial.
        “Hélder tem feito muito menos mal a si do que Jatene. Se explorar bem os muitos e graves erros do adversário e contar com a máquina federal para se opor à engrenagem do poder estadual, equilibrará a disputa e conseguirá que a definição vá para o segundo turno, com a inversão dos pesos em seu favor”, avalia Lúcio Flávio. “A candidatura de Hélder Barbalho enfrenta três grandes desafios. O primeiro, que é o menos grave, resulta das deficiências do próprio candidato, que não fez uma boa administração em Ananindeua, perdendo a oportunidade de colocar seu sucessor no segundo mais populoso município paraense. A segunda dificuldade está na imagem ruim do pai e patrono, espinho que pode ser atenuado por uma boa campanha de marketing. Se conseguir reduzir um pouco a rejeição, se qualificará para chegar a vitória. A terceira dificuldade é a própria aliança com o PT. Muitos petistas sabotarão a candidatura de Hélder, como fizeram quando a mãe, Elcione, confiando nos aliados, foi derrotada para o Senado”, assinala.
        A propósito da sucessão estadual no Pará, Roberto Corrêa adverte que é prematuro “qualquer cálculo probabilístico”. Mas faz uma ressalva: “Embora muito cedo para qualquer cálculo probabilístico, tudo leva a crer que a eleição, na dependência de um terceiro e quarto candidato, marchará para um segundo turno com Simão Jatene e Helder Barbalho disputando voto a voto, região por região, município por município.” Seja como for, citando Stalin, ele sugere que o cenário, hoje, é favorável a Helder Barbalho. “Como sempre, vale a pena repetir a máxima stalinista: um banquinho só fica em pé se contar três pernas. No caso do banquinho de Helder, já são visíveis duas pernas: PT e PMDB. A terceira virá com o voto útil de muitos partidos situado fora da influência tucana e que gravitam em torno do PMDB e do PT”, sublinha, para então acentuar o que identifica como afragilidade de Jatene: “No caso de Jatene, por enquanto, contamos malmente com uma perna, a do PSDB, muito pouco consistente, sobretudo no que diz respeito a moral da tropa.”

        Roberto discorda de Lúcio Flávio sobre a expectativa de cristianização de Helder Barbalho por segmentos do PT. “Não acredito que uma aliança aprovada por mais de 70% dos delegados na recente convenção petista não venha a ter resultados práticos, até mesmo porque posturas desse tipo acarretariam sérios prejuízos à chapa ao Senado, com a qual o PT pretende eleger Paulo Rocha e, até mesmo, a reeleição de Dilma Rousseff”, pondera, aparentemente convicto de que na atualidade inexiste espaço para que, na sucessão estadual de 2014, repita-se o boicote ocorrido em 2002, quando a fração sindical petista optou por Duciomar Costa para o Senado, antevendo, com isso, ser ele o adversário preferencial do PT nas eleições municipais de 2004.

8 comentários :

Anônimo disse...

Conclusão: não temos pra onde correr.

Anônimo disse...

Se polarizar entre Helder e Jatene o menos pior será o Helder. Pelo menos é jovem e ambicioso, enquanto o velho bichado já mostrou que não é de nada e não cumpriu os compromissos de campanha. No seu governo os indices de avaliação da educação, segurança e saúde só pioraram. Os funcionários públicos sofrem como nunca, enquanto ele emprenhou os orgãos públicos de apadrinhados e fez do nepotismo cruzado um programa de governo.

Anônimo disse...

O Helder entrará com a corda o Jatene com a árvore e o povo do Pará com o pescoço..."tamos" lascados!!!!

Anônimo disse...

Só tenho uma frase para o cenário da sucessão no Pará: o horror, o horror!

Anônimo disse...

O Pará cada vez pior e o preguiçoso ainda quer se candidatar? Vaza de uma vez, encosto!

Filipe Oliveira disse...

Realmente se for pra passar a régua iremos ficar sem opção nenhuma. Não existe candidato perfeito, infelizmente! Mas também não podemos simplesmente votar em qualquer um, ou escolher pelo mais 'poderoso', ou que faz parte do partido mais popular. Vamos acordar pessoal, essa eleição não vai ser apenas Jatene e Helder, e nem deve ser!

Filipe Oliveira disse...

Realmente se for pra passar a régua iremos ficar sem opção nenhuma. Não existe candidato perfeito, infelizmente! Mas também não podemos simplesmente votar em qualquer um, ou escolher pelo mais 'poderoso', ou que faz parte do partido mais popular. Vamos acordar pessoal, essa eleição não vai ser apenas Jatene e Helder, e nem deve ser!

claudio cardoso disse...


ANANINDEUA FICOU ENTREGUE ÀS MOSCAS NOS 8 ANOS DE HÉLDER! E CONTINUA NA ADMINISTRAÇÃO DO PIONEIRO.
E AGORA ELE AINDA QUER SER GOVERNADOR! É BRINCADEIRA ISSO!
JATENE, PIONEIRO, DUDU, HÉLDER. ETC...
É UM PACOTE SÓ. . . UM PACOTE MALDITO PARA O POVO DO PARÁ.
REFLITA